O ex-presidente dos Estados Unidos Donald Trump voltou a falar no sábado (3) sobre uma suposta “fraude maciça” nas eleições norte-americanas de 2020.
O republicano usa como justificativa os arquivos do Twitter revelados por Elon Musk na sexta-feira (2), mostrando que o microblog aceitou vários pedidos da equipe do democrata Joe Biden durante o processo eleitral.
Durante a campanha de 2020, o jornal New York Post publicou reportagem dizendo que Hunter Biden, um dos filhos do então candidato democrata, havia praticado corrupção em negócios no exterior.
O texto foi supostamente censurado pelo Twitter por, entre outras questões, “propagação de fake news” e violação da política relativa a conteúdo de hackers. A rede excluia posts que falavam sobre o assunto.
À época, depois de o jornal norte-americano ser questionado, o Facebook também decidiu reduzir a visibilidade da notícia em sua plataforma até que as informações fossem checadas pelas agências parcerias da empresa.
Em sua conta na rede Truth Social, o republicano escreveu, de maneira retórica: “Uma fraude maciça desse tipo e magnitude permite revogar todas as regras, regulamentos e artigos, mesmo aqueles encontrados na Constituição. Nossos grandes ‘Fundadores’ não queriam, e não tolerariam, eleições falsas e fraudulentas!”.
A Polícia Federal cumpriu, nesta quarta-feira (8), um mandado de busca e apreensão na casa do ex-presidente Jair Bolsonaro (PL), em Brasília. Segundo um advogado de Bolsonaro, a decisão foi do ministro do Supremo Tribunal Federal Alexandre de Moraes.
Durante cerca de 50 minutos, os agentes procuraram armas, munições e documentos de registro. Após a operação, Carlos Bolsonaro comentou o caso: “Ninguém aguenta mais tanta perseguição, injustiça e tortura.”
Manutenção da prisão domiciliar e entrega de armas
Em 3 de julho, o ministro Alexandre Moraes manteve Bolsonaro em prisão domiciliar após o fim do prazo inicial de 90 dias. A decisão também revogou o Registro de Colecionador, Atirador Desportivo e Caçador (CAC) do ex-presidente, “bem como a imediata apreensão de todas as armas de fogo a ele vinculadas”, após a apreensão de uma pistola registrada em seu nome durante uma blitz.
Na decisão, Moraes afirmou que a situação de Bolsonaro é incompatível com a posse de armas e determinou a entrega do armamento. A defesa informou ao STF que, das 10 armas citadas, duas já haviam sido entregues à Polícia Federal em 2023 por determinação do TCU, enquanto as outras oito estariam guardadas no Batalhão de Polícia do Exército, em Brasília.
Com isso, Moraes determinou que o Exército entregasse as oito armas à Polícia Federal em até 48 horas, além da confirmação da guarda das outras duas.
No último domingo (6), o Batalhão de Polícia do Exército informou ao STF que não estava com duas das oito armas citadas pela defesa. Segundo os militares, apenas seis foram entregues à Polícia Federal.
Uma pesquisa Meio/Ideia, divulgada hoje (8), mostra o presidente Lula (PT) à frente no primeiro turno. No segundo turno, o petista tem 45% das intenções de voto, contra 40% do senador Flávio Bolsonaro (PL).
1º turno – pesquisa estimulada
Lula (PT) – 40,4%
Flávio Bolsonaro (PL) – 32%
Ronaldo Caiado (PSD) – 4%
Romeu Zema (Novo) – 2,5%
Aécio Neves (PSDB) – 2%
Renan Santos (Missão) – 2%
Augusto Cury (Avante) – 1,5%
Joaquim Barbosa (DC) – 0,5%
Cabo Daciolo (Mobiliza) – 0,5%
Branco/Nulo – 1,1%
Rui Costa Pimenta (PCO) – 0,4%
Samara Martins (UP) – 0,4%
Hertz Dias (PSTU) – 0,1%
Edmilson Costa (PCB) – 0,1%
Ninguém/Branco/Nulo – 4,1%
Não sabem – 9,5%
2º turno
Lula x Flávio Bolsonaro
Lula (PT) – 45%
Flávio Bolsonaro (PL) – 40%
Branco/Nulo – 10,5%
Não sabem – 4,5%
Metodologia
O levantamento entrevistou 1.500 eleitores por telefone entre os dias 3 e 6 de julho. A margem de erro é de 2,5 pontos percentuais para mais ou para menos, com nível de confiança de 95%. O registro da pesquisa no TSE (Tribunal Superior Eleitoral) é BR-05628/2026.
O Ministério Público Federal (MPF) e o Ministério Público da Paraíba (MPPB) ajuizaram uma ação na Justiça Federal para regularizar a Rede de Atenção Psicossocial (RAPS) na Paraíba. A medida foi divulgada nesta terça-feira (7).
Segundo os órgãos, a rede apresenta falhas que comprometem o atendimento de pessoas com transtornos mentais pelo SUS, a continuidade do tratamento e a desinternação de pacientes que ainda permanecem em hospitais psiquiátricos ou na Penitenciária de Psiquiatria Forense de João Pessoa.
A ação informa que pelo menos 17 pessoas já têm autorização da Justiça para deixar a penitenciária, mas continuam internadas por falta de vagas em residências terapêuticas para pacientes que não podem voltar ao convívio familiar.
Falhas apontadas na rede de saúde mental
As investigações apontaram três problemas principais: falta de comprovação do funcionamento dos leitos de saúde mental, ausência da quarta Residência Terapêutica Tipo II prevista para a região e falhas no planejamento, monitoramento e organização da RAPS.
Durante a investigação, o município informou que os serviços estavam em implantação ou próximos da habilitação. No entanto, segundo a ação, “não apresentou documentos capazes de comprovar o efetivo funcionamento dos leitos nem a regular habilitação junto ao Ministério da Saúde”.
Ainda de acordo com o MPF, uma vistoria realizada em junho de 2026 pela Secretaria de Estado da Saúde, com participação do Ministério da Saúde e da Prefeitura de João Pessoa, confirmou as irregularidades. O relatório concluiu que nenhum dos leitos de saúde mental da capital estava habilitado pelo Ministério da Saúde e recomendou adequações na rede.
Pedidos do MP à Justiça
Na ação, o MPF e o MPPB pedem, em caráter de urgência, a implantação da quarta Residência Terapêutica Tipo II prevista para a região, além da entrada em funcionamento dos leitos de saúde mental em hospitais gerais, pactuados desde 2013 e 2015.
Os órgãos também solicitam que as pessoas com decisão de desinternação sejam acolhidas em até 15 dias e incluídas na RAPS, além de medidas temporárias para garantir o atendimento pelo SUS enquanto a estrutura não for concluída.
Também foram pedidos a habilitação das residências terapêuticas e dos leitos junto ao Ministério da Saúde, a criação do Grupo Condutor Municipal da RAPS, um cronograma para corrigir as irregularidades apontadas pelo Denasus e apoio técnico da União e do Estado ao município. Em caso de descumprimento, a ação prevê multa diária de R$ 10 mil.
Ao fim do processo, os Ministérios Públicos pedem que União, Estado e município mantenham de forma permanente a estrutura da RAPS e que seja paga indenização por dano moral coletivo de, no mínimo, R$ 1 milhão.
Uma operação conjunta de forças de segurança foi deflagrada na manhã desta quarta-feira (08), contra uma organização investigada por tráfico de drogas e lavagem de dinheiro na Paraíba.
A operação ocorre simultaneamente na Paraíba, Mato Grosso do Sul e São Paulo, cumprindo um total de 59 mandados judiciais. Destes, 46 são de busca domiciliar e 13 de prisão temporária, autorizados pelo Poder Judiciário da Paraíba. O cumprimento dos mandados busca desarticular a estrutura da organização no âmbito nacional.
Até a última atualização, 16 pessoas foram presas na Paraíba, em cidades como João Pessoa, Campina Grande e Conde. Durante as ações, as forças de segurança também apreenderam armas e drogas, embora as quantidades ainda não tenham sido divulgadas. A operação segue em andamento, com possibilidade de novos desdobramentos.
A cantora Ju Marques foi vítima de assédio durante um show em São José de Ribamar, na região metropolitana de São Luís (MA). O caso aconteceu enquanto a cantora era carregada por um segurança para se aproximar do público.
No vídeo, publicado pela própria cantora, é possível ver uma mulher dando uma dedada no bumbum da artista. Apesar do ocorrido, a cantora fez um comentário bem-humorado e seguiu o show normalmente.
Alguns internautas prestaram apoio à cantora e classificaram a atitude da mulher como assédio, enquanto outros comentaram a forma como Ju Marques reagiu à situação.
O senador e pré-candidato ao Planalto, Flávio Bolsonaro (PL), chamou, nesta terça-feira (7), o PT (Partido dos Trabalhadores), do presidente Luiz Inácio Lula da Silva, de “Partido do Tarifaço”. A declaração foi feita após participar de uma audiência do USTR, em Washington, sobre possíveis tarifas a produtos brasileiros.
Em publicação no X, ao lado do ex-deputado Eduardo Bolsonaro, Flávio afirmou: “Ao lado de Eduardo Bolsonaro e a postos para fazer uma defesa técnica e que proteja todas as empresas brasileiras de um possível tarifaço. Nossa luta é pelo Brasil e por todos os brasileiros!”.
O senador disse que fez uma defesa “técnica e política” durante a audiência. Segundo ele, a decisão final sobre a aplicação das tarifas caberá ao presidente dos Estados Unidos.
Flávio informou ainda que permanecerá nos Estados Unidos até quinta-feira (9), onde terá reuniões para defender que as tarifas não sejam aplicadas.
O Senado Federal aprovou nesta terça-feira (7) um projeto de lei que cria um mecanismo de cobrança automática da pensão alimentícia – batizado como “Pix Pensão Alimentícia”.
O texto foi aprovado de forma simbólica, ou seja, sem registro nominal de votos, e agora segue para sanção do presidente Luiz Inácio Lula da Silva (PT).
Na prática, o projeto permite que o recebedor de pensão alimentícia solicite à Justiça que receba mensalmente o valor definido diretamente da conta de quem paga o montante.
A ideia da proposta é, segundo a autora do projeto, deputada Tabata Amaral (PSB-SP), “otimizar” o trabalho estatal e evitar que o credor tenha que reclamar ao juiz em momentos de dívida.
“É simples. Se o pai tem saldo, não importa em que conta, a pensão cai. A lei fica mais moderna: é menos custo pro Estado e mais segurança para quem mais importa, a criança”, disse Tabata.
O projeto foi aprovado pela Câmara dos Deputados em abril de 2025 e aguardava despacho da Presidência do Senado. A relatora foi a senadora Ana Paula Lobato (PSB-MA).
A partir das datas determinadas em decisão judicial, é de responsabilidade da instituição financeira de quem paga realizar a cobrança do valor acordado. Caso não haja saldo na hora do pagamento, o banco responsável atuará para bloquear ativos financeiros de quem deve até que a dívida seja paga.
No âmbito da Justiça, o PL 4.978 de 2023 também define que o CNJ (Conselho Nacional de Justiça) compartilhe dados de pagamento de pensões alimentícias, bem como a relação de cobrança e dívida das partes envolvidas.
A pensão alimentícia é um direito destinado a garantir o conceito de subsistência, como alimentação, saúde, educação e lazer para filhos e dependentes.
O valor é calculado com base na regra do binômio: necessidade — de quem recebe — e possibilidade — de quem paga. O dever de pagar pode se estender a ex-cônjuges, outros parentes, gestantes e filhos de até 18 anos, com possibilidade de acréscimo até 24 anos caso o filho permaneça estudando ou sob necessidade do auxílio.
O Ministério Público da Paraíba (MPPB) abriu um procedimento, nesta terça-feira (07), para investigar possíveis irregularidades administrativas de finalidade da Guarda Civil Municipal de Bayeux. As denúncias apontam que a Corporação teria sido utilizada para ‘segurança pessoal’ da presidente da Câmara do município, Jays de Nita (PSB), durante sessão legislativa realizada no dia 03 de fevereiro deste ano.
Os guardas estariam armados à paisana ‘em atividades estranhas às atribuições institucionais da corporação, bem como no alegado uso da Guarda Municipal para restringir o acesso de cidadãos às dependências da Câmara Municipal’, cita o documento assinado pela 4ºPromotora de Justiça de Bayeux, Ana Carolina Coutinho Ramalho.
A investigação ainda apura um suposto constrangimento sofrido por uma candidata aprovada em concurso público, além do uso da Guarda pelo ex-Comandante, Kleber Renato, para ‘fins particulares’, como a ‘segurança pessoal da Prefeita Municipal’, Tacyana Leitão.
A promotora também pediu apuração da utilização da máquina administrativa municipal para fins político-partidários mediante ‘direcionamento de servidores contratados para ocupação da galeria da Câmara Municipal, além da alegada omissão da Corregedoria, do Comando, do Subcomando e da Secretaria Municipal de Segurança Pública’.
Caso comprovada as irregularidades, segundo a promotora, o caso se caracterizaria como ‘violação aos princípios da legalidade, impessoalidade, moralidade, publicidade, eficiência e finalidade administrativa’.
O Partido Liberal (PL) marcou para 25 de julho a convenção nacional que oficializará a candidatura do senador Flávio Bolsonaro à Presidência da República. O evento será realizado no Mercado Pago Hall, na Arena Pacaembu, em São Paulo.
A convenção marcará o início oficial da campanha de Flávio ao Palácio do Planalto. Indicado pelo ex-presidente Jair Bolsonaro, o senador intensificou as agendas de pré-campanha e a apresentação de propostas para ampliar apoio entre o eleitorado.
Entre as medidas já anunciadas estão um pacote voltado à segurança pública e propostas direcionadas às mulheres.
Pela legislação eleitoral, os partidos têm até 15 de agosto para registrar as candidaturas. A campanha eleitoral começa oficialmente em 18 de agosto.
O ex-bolsonarista e pré-candidato a deputado federal pelo PSB de São Paulo, Jackson Villar, fez ameaças ao comunicador e pré-candidato a deputado estadual pelo PL na Paraíba, Nilvan Ferreira, após críticas relacionadas a uma denúncia sobre obras da Transposição do Rio São Francisco.
Em vídeo publicado nas redes sociais, Jackson Villar afirmou que pretende vir à Paraíba e ameaçou agredir Nilvan Ferreira. “Estou indo na Paraíba atrás desse pilantra, desse traidor da pátria aí, eu vou dar uma pisa nesse cara para ele aprender a virar homem. Vou mostrar para ele a força de Catolé do Rocha. Vou lavar a sua boca com cloro. Você me aguarde aí que eu vou te achar o mês que vem aí, pilantra. Vai apanhar de cipó”, afirmou.
Nilvan Ferreira respondeu às declarações também por meio das redes sociais e informou que pretende adotar medidas judiciais contra Jackson Villar.
“Eu não tenho medo de ameaça, eu não tenho medo de cara feia. Na minha vida de jornalista, tanto no rádio como na televisão, eu enfrentei ameaça de todos os tipos, de poderosos. E você vai responder na justiça porque seu vídeo é uma confissão de um crime de ameaça”, afirmou.
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