
Os governos de cerca de 100 países, incluindo o Brasil e alguns dos maiores emissores do planeta, confirmaram um compromisso com a redução de 30% das emissões de metano até 2030.
O metano é um dos gases que mais contribuem para o aumento da temperatura do planeta. O acerto foi feito na Conferência das Nações Unidas para Mudanças Climáticas (COP26), em Glasgow, na Escócia.
A meta foi defendida pelo presidente americano, Joe Biden, um dos principais defensores da iniciativa, em discurso na conferência.
“Nós precisamos agir para reduzir nossas emissões de metano o mais rápido possível. Juntos, estamos nos comprometendo em reduzir nossas emissões em 30% até 2030. Hoje, nações responsáveis por cerca da metade de todas as emissões de metano no mundo assinaram esse acordo e ele fará uma grande diferença”, afirmou Biden.
Segundo ele, essa é uma das coisas mais importantes que os líderes podem fazer nessa década para alcançar a meta de limitar o aquecimento global em 1,5ºC.
Apesar de reunir os países responsáveis por metade de todas emissões globais de metano, o compromisso não foi assinado por Índia, China e Rússia, apontados como os três países que mais emitem o gás no planeta.
O metano é responsável por 30% do aquecimento do planeta desde o período pré-Revolução Industrial, e suas emissões vêm crescendo exponencialmente nas últimas décadas. Ele é lançado no ar sobretudo pela mineração de bolsas de gás natural e pela queima de petróleo.
“Nós não podemos esperar até 2050, precisamos cortar emissões rapidamente, e o metano é um gás cujas emissões podem ser cortadas rapidamente. Cerca de 30% do aquecimento global é provocado pelo metano, e as emissões estão aumentando mais rapidamente do que qualquer momento do passado”, declarou a presidente da Comissão Europeia, Ursula von der Leyen.
Com informações Metrópoles


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