
A situação das rodovias federais que cortam a Paraíba deixa uma pergunta no ar: quando o estado será prioridade do governo Lula?
O histórico recente de problemas em obras sob responsabilidade do Departamento Nacional de Infraestrutura de Transportes (DNIT) expõe um cenário preocupante de atrasos, soluções questionáveis e falta de respostas claras para a população. Isso em um estado onde Lula venceu em todas as cidades nas eleições de 2022.
A triplicação da BR-230, uma das obras mais aguardadas na mobilidade de João Pessoa e região metropolitana, arrasta-se há quase dez anos entre promessas, paralisações e prazos que parecem sempre se renovar.
Outro exemplo recente é a Barreira do Castelo Branco, também na capital paraibana. Após uma obra milionária realizada justamente para evitar deslizamentos, o local voltou a registrar desmoronamentos após as chuvas. O problema foi de projeto, de execução ou de fiscalização?
Como se não bastasse, um novo alerta surge com a situação da ponte na BR-101, entre Natal e Santa Rita, que sofreu desmoronamento neste fim de semana e reacendeu o debate sobre a manutenção da infraestrutura federal na região.
O que se desenha na Paraíba é um padrão preocupante, em que intervenções não apresentam a durabilidade esperada, enquanto projetos essenciais seguem sem conclusão.
Diante disso, a pergunta permanece: quando a Paraíba será prioridade na agenda do DNIT? Porque, enquanto obras se arrastam, barreiras cedem e estruturas apresentam falhas, quem paga o preço é a população.



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