Foto: Marcelo Camargo
A arrecadação federal somou R$ 234 bilhões em junho deste ano, segundo divulgado pela Receita Federal nesta quinta. O montante representa a maior entrada de recursos tributários para o mês desde o início da série histórica, em 1995.
No acumulado do ano, entre janeiro e junho, a arrecadação totalizou 1,4 trilhões. O resultado também é recorde para o período.
Os resultados recorde acontece após o governo ter aprovado uma série de medidas arrecadatórias no Congresso em 2023, como a tributação de fundos exclusivos, os “offshores”. Também houve mudanças na tributação de incentivos (subvenções) concedidos por estados e retomada na tributação de combustíveis e limitação no pagamento de precatórios (decisões judiciais).
Segundo a Receita, o resultado recorde deste ano também se deve principalmente aos seguintes fatores:
Arrecadação de imposto sobre ganho de capital (IRRF Capital), decorrente da tributação dos fundos exclusivos;
Desempenho da arrecadação da Cofins e Pis/Pasep;
Crescimento de arrecadação do Imposto de Importação (IPI) por causa do crescimento das taxas de câmbio e aumento das alíquotas médias do tributo.
A meta fiscal deste ano é de resultado zero, mas o limite de tolerância é de déficit de R$ 31 bilhões.
Com as novas projeções divulgadas no relatório bimestral nesta terça, a estimativa para o resultado das contas públicas este ano é de déficit de R$ 26,3 bilhões, uma folga de R$ 4,6 bilhões ante o piso da meta.
Nesta terça, o governo anunciou que reduziu o congelamento de gastos no Orçamento deste ano, de R$ 31,3 bilhões para R$ 10,7 bilhões. A liberação de gastos para os ministérios foi possível devido à melhora do cenário para as receitas da União, mesmo com nova surpresa no ritmo de crescimento das despesas obrigatórias.

E, na política, algumas fotografias acabam fazendo perguntas que nenhuma declaração oficial respondeu.

Comente aqui