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Opinião

EDITORIAL VEJA: De olho em 2026, Lula aposta no exagero populista para resgatar popularidade perdida

04/07/2025 07h16
By Oscar Neto

Quando era um campeão de popularidade, o presidente Lula desfilava como o “pai dos pobres”, embalado pelo sucesso de programas sociais, e também como a “mãe dos ricos”, devido à profícua relação de parceria com os maiores empresários brasileiros, que tinham contratos bilionários com a administração federal e recebiam ajuda do governo para conquistar mercados no exterior. O Brasil, como dizia o slogan oficial, era um país de todos. Antes desse tempo de bonança, no entanto, houve um período em que o petista apostou pesado na estratégia da divisão. Foi em seu primeiro mandato, quando o escândalo do mensalão eclodiu, ameaçando a sua permanência no cargo. Para sair das cordas, o “Lulinha paz e amor” da campanha de 2002 aceitou o conselho do marqueteiro João Santana e passou a alegar que a oposição, que representaria a elite, estava usando o esquema de suborno parlamentar como pretexto para derrubar o governo do PT, que seria o primeiro projeto genuinamente popular a chegar ao poder no país. Nascia, assim, a tese do “nós contra eles”, que agora volta ao centro do debate como boia de salvação para uma gestão sem rumo, impopular e frágil politicamente.

O recurso à velha muleta retórica foi uma reação principalmente à derrubada do decreto que ampliava o imposto sobre operações financeiras (IOF), editado para aumentar a arrecadação e ajudar o governo a atenuar o rombo nas contas públicas. Com o voto de quase 400 dos 513 deputados, a Câmara rejeitou a iniciativa, sob a alegação de que a sociedade não aguenta mais elevação da carga tributária. Foi uma derrota acachapante para Lula, que, paradoxalmente, se serviu dela para encontrar um discurso de apelo popular, com o qual pretende melhorar a sua imagem na base do eleitorado. Em reação ao revés no Congresso, o presidente e o ministro da Fazenda, Fernando Haddad, passaram a repetir que o pacote de medidas relacionadas ao IOF tinha como objetivo promover justiça tributária e social, ao fazer com que os mais ricos paguem mais impostos para que os mais pobres desembolsem menos. Ou para que a turma do “andar de cima” contribua mais para que a grande massa do “andar de baixo” carregue um fardo um pouco menos pesado. Segundo os governistas, essa redistribuição só não está ocorrendo porque o Congresso, sobretudo o Centrão, prefere se alinhar ao pessoal da “cobertura”.

Diante do cerco aos parlamentares, o presidente da Câmara, Hugo Motta (Republicanos-PB), resolveu reagir. Em um vídeo divulgado numa rede social, ele reclamou de que, não bastasse a polarização política, agora se tenta implantar a polarização social. “Quem alimenta o ‘nós contra eles’ acaba governando contra todos”, declarou. O deputado também disse que alertou o Palácio do Planalto sobre a resistência do plenário ao decreto do IOF: “Capitão que vê barco ir em direção ao iceberg e não avisa não é leal, é cúmplice”. Não foi o suficiente para desmobilizar a ofensiva governista. Com indisfarçável satisfação, petistas espalharam que Motta foi festejado como herói num jantar com representantes da elite paulistana no início da semana. Já o presidente Lula tachou de “absurda” a decisão do comandante da Câmara de pautar a questão do IOF em meio às negociações com o governo. Por determinação do presidente, a Advocacia-Geral da União recorreu ao Supremo Tribunal Federal pedindo a declaração de inconstitucionalidade da derrubada do decreto. A batalha ultrapassa — e muito — as fronteiras da seara jurídica.

Na Justiça, a AGU alega que o presidente tem a prerrogativa de mudar tributos regulatórios, como o IOF, e que o Legislativo, ao anular a medida, teria violado o princípio constitucional da separação dos poderes. Já os congressistas rebatem afirmando que a mudança proposta não teve caráter meramente regulatório, mas o objetivo mal disfarçado de aumentar a arrecadação. Por isso, caberia aos parlamentares avaliar a questão. O caso será relatado pelo ministro Alexandre de Moraes. “Estamos propondo um reajuste tributário para beneficiar os mais pobres. O dado concreto é que os interesses de poucos prevaleceram na Câmara e no Senado, o que é um absurdo”, disse Lula, que nunca aceitou o fato de ter perdido para deputados e senadores o controle de 50 bilhões de reais em emendas parlamentares. Na prática, o caso do IOF é um novo round na disputa de poder entre Executivo e Legislativo. “Sou agradecido ao Congresso, mas, se eu não recorrer à Suprema Corte, não consigo governar. Cada macaco no seu galho: eles legislam, eu governo”, acrescentou o presidente

Mesmo contrariado, Lula tem motivos de sobra para agradecer aos parlamentares, que nos dois primeiros anos de seu mandato aprovaram o novo marco fiscal, a reforma tributária e uma série de medidas de criação ou ampliação de impostos. Com problemas de popularidade e empatado com os principais nomes da direita nas pesquisas sobre a próxima corrida presidencial, o petista também depende da boa vontade de deputados e senadores para tirar do papel ações com potencial eleitoral, como a ampliação da isenção de imposto de renda para quem ganha até 5 000 reais. Em resposta ao recurso da AGU no Supremo, líderes de partido, contrariados com o que consideram desrespeito à vontade soberana do Parlamento, espalharam a versão de que o governo terá dificuldade para aprovar essa agenda, considerada fundamental para impulsionar a eventual candidatura à reeleição de Lula. O presidente duvida dessa possibilidade porque nenhum parlamentar, perto de uma eleição, teria coragem de negar um benefício aos mais necessitados. “Quando a gente coloca que a pessoa que ganha mais de 1 milhão de reais tem que pagar um pouco mais, é uma rebelião. Dá para fazer tudo isso sem dar um tiro, sem fazer greve geral, para que este país um dia tenha uma política fiscal justa”, discursou Lula no lançamento do Plano Safra.

Disciplinado, Haddad reforçou o coro. O ministro vive um momento curioso no governo. Depois de ser fritado de forma ininterrupta pelo presidente, pelo chefe da Casa Civil, Rui Costa, e pela ex-presidente do PT e atual ministra de Relações Institucionais, Gleisi Hoffmann, Haddad se tornou o herói da vez no campo governista por ter iniciado a pregação em defesa da justiça tributária em bate-boca com oposicionistas na Câmara. Desde então, ele só recebe elogios dos colegas. Um de seus mantras prediletos é lembrar que o governo propôs taxar 140 000 cidadãos de alta renda para permitir que 25 milhões de pessoas não paguem nada ou paguem menos. “Pode gritar, pode falar, vai chegar o momento de debater, mas nós temos que fazer justiça no Brasil”, declarou o ministro, sob o olhar do presidente, no lançamento do Plano Safra. A insistência de Haddad nessa tecla não deixa de ser o reconhecimento de que seu plano original foi abandonado. Desde que assumiu o cargo, ele tentou fazer um ajuste fiscal de forma gradual, combinado propostas de aumento de arrecadação, como a tributação de fundos exclusivos, com a tentativa de adotar medidas destinadas a segurar a expansão dos gastos públicos. É uma situação insustentável.

Como se sabe, muito pouco foi feito na área da contenção de despesas porque Lula, Rui Costa e Gleisi Hoffmann resistiram — e resistem — a isso. Se as mudanças no IOF forem ressuscitadas pelo STF ou por uma negociação política, o governo ganhará a batalha, mas não a guerra, porque não está fazendo nada de consistente para desarmar a bomba fiscal, que pode explodir já em 2027, deixando o próximo presidente eleito sem condições de bancar até o custeio da máquina pública. A conta de benefícios assistenciais, por exemplo, cresceu de forma significativa nos últimos anos. Apenas no mês passado, o presidente anunciou a criação de quatro novos programas sociais. Está em fase de estudos uma linha de crédito para os interessados em construir “uma garagem” ou “um banheiro novo”, e outra para permitir que “os coitados que ficam entregando comida neste país, numas ‘motinhas’ vagabundas”, comprem veículos novos. Além disso, será ampliada a distribuição de vale-gás para famílias de baixa renda e implementada uma nova tarifa social para a energia elétrica. O governo calcula que somente essa última medida deve beneficiar 60 milhões de pessoas.

O embate entre “nós e eles” ou “ricos e pobres” pode até ter impacto eleitoral, mas não resolverá um dos principais gargalos do país. Um pouco mais de justiça tributária, se houver, também não atenuará a gravidade do quadro. Ainda há um problema adicional: em meio à polarização política, quase ninguém está interessado em debater mudanças estruturais, o que inclui a oposição. Apesar de terem ministérios no governo Lula, União Brasil e PP trabalham por uma candidatura rival à do petista em 2026 e divulgaram um vídeo para tentar neutralizar a campanha governista. Na peça, os partidos falam que o “povo” não aguenta mais o peso de uma gestão com quase quarenta ministérios e que o governo aumenta as despesas não para beneficiar os mais pobres, mas para proveito da “companheirada”. “Agora, querem passar a conta para gente de novo, dizendo que estão do nosso lado. A violência é um peso. O preço dos alimentos, um peso. E agora querem nos taxar ainda mais”, diz o locutor. De certa forma, a reação oposicionista é um reconhecimento da preocupação com a possibilidade de a muleta retórica da esquerda pegar tração na opinião pública. Presidente do Instituto Locomotiva, Renato Meirelles afirmou ao programa Ponto de Vista, de VEJA.com, que o novo discurso do governo tem ressonância na sociedade: “A população espera que o governo atue no serviço social e tire dos mais ricos e dê para os mais pobres. Outra história é se o governo Lula está sendo capaz de fazer isso. Claramente, ou não está fazendo ou não está sendo capaz de comunicar à população que está fazendo”.

Desde a sua fundação, o PT advoga ser o representante das camadas mais pobres, que sempre votaram no partido. No terceiro mandato de Lula, o presidente registrou perda de apoio nesse segmento do eleitorado. Alguns especialistas dizem que um sentimento de gratidão por programas sociais implantados em gestões passadas, como o Bolsa Família, já não rende mais votos nas urnas, porque são considerados conquistas consolidadas. Outros lembram que o aumento do custo de vida, especialmente do preço dos alimentos, e a inação do governo em temas sensíveis, caso da segurança pública, arranharam a imagem de Lula entre apoiadores históricos. Haveria ainda um problema conceitual da parte do presidente, que teria uma visão ultrapassada sobre o considerável contingente de pequenos empreendedores que não querem a proteção paternalista do Estado, mas oportunidades para tocar seus negócios. Ser “pai dos pobres”, se já foi suficiente um dia, já não basta mais. O figurino pode até dar um pouco de fôlego a Lula, mas dificilmente será a redenção de um governo que não disse a que veio nem aonde quer chegar.

Veja

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Política

Lula vota no ABC Paulista e diz que Brasil não vai para frente com milicianos e a “orgia” do Banco Master

04/10/2026 10h08
By Luan Araújo

O atual presidente, Luiz Inácio Lula da Silva (PT), votou na manhã deste domingo (4/10), em São Bernardo do Campo, na região metropolitana de São Paulo. Após registrar o voto, o candidato à reeleição conversou com a imprensa e afirmou que o futuro do Brasil não deve ser colocado nas mãos de “milicianos” envolvidos na “orgia que se faz em torno da quadrilha do Banco Master”.

“O Brasil não irá para a frente facilitando a venda de armas, o Brasil irá para a frente facilitando a distribuição de livros didáticos nas escolas. O Brasil não irá para a frente com miliciano, o Brasil não irá para a frente com essa orgia que se faz em torno da quadrilha do Banco Master. O Brasil vai para a frente com seriedade, com comportamento de caráter e de dignidade dos seus governantes”, disse.

Lula chegou à Escola Estadual João Firmino Correia de Araújo, no bairro Assunção, por volta das 9h. O local teve a segurança reforçada, e jornalistas que acompanharam o voto do presidente precisaram passar por detectores de metais.

Ainda no local de votação, Lula afirmou estar certo de que vai ganhar as Eleições 2026. “Eu só posso agradecer ao povo brasileiro, a toda a sociedade brasileira, àqueles que votam em nós, àqueles que votam contra nós, ou seja, o fato concreto é as pessoas se mobilizarem democraticamente”, disse.

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Política

Flávio Bolsonaro vota no RJ e critica Lula: ‘Brasil não aguenta mais quatro anos disso’

04/10/2026 08h54
By Luan Araújo

O candidato à Presidência da República Flávio Bolsonaro (PL) votou na manhã deste domingo (4), na Escola Municipal Barão Homem de Mello, em Vila Isabel, na Zona Norte do Rio de Janeiro. Ele chegou ao local por volta das 8h, acompanhado da esposa, Fernanda Bolsonaro, e votou na seção 170.

Após votar, Flávio criticou o governo do presidente Luiz Inácio Lula da Silva (PT) e acusou aliados do petista de interferirem nas eleições.

“É um dia muito importante, onde eu espero que o brasileiro ponha fim a essa era do atraso. Que apostou tudo, que vale tudo. Que perdeu a linha de usar dinheiro público, a máquina pública para tentar interferir nas eleições. Os amigos do Lula interferiram nas eleições e isso tem que mudar. O Brasil não aguenta mais quatro anos disso e a única alternativa é Flávio Bolsonaro”, afirmou.

Aos 45 anos, Flávio é o filho mais velho do ex-presidente Jair Bolsonaro (PL) e foi escolhido pelo partido como candidato ao Palácio do Planalto no fim de 2025. Durante a campanha, se apresentou como herdeiro político do pai e tem Lula como principal adversário na disputa.

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Política

Efraim, Cícero e Lucas votam nas primeiras horas deste domingo (4); veja horários e locais

04/10/2026 07h30
By Luan Araújo

Os candidatos ao Governo da Paraíba Lucas Ribeiro (PP), Efraim Filho (PL) e Cícero Lucena (MDB) votam neste domingo (4), no primeiro turno das Eleições 2026. As campanhas divulgaram os horários e locais de votação.

Efraim Filho

O candidato Efraim Filho será o primeiro dos três a votar. Ele irá às urnas às 8h22, no Ginásio do Colégio Motiva Oriental, localizado na Avenida João Cirilo da Silva, nº 1600, no bairro Altiplano Cabo Branco, em João Pessoa.

Cícero Lucena

O candidato Cícero Lucena votará às 9h15, no Colégio Meta, situado na Rua José Ferreira Ramos, nº 35, no bairro Jardim Oceania, em João Pessoa, em frente ao Parque Paraíba II.

Lucas Ribeiro

Já o governador e candidato à reeleição Lucas Ribeiro votará às 10h11, na Faculdade de Direito da Universidade Estadual da Paraíba (UEPB), localizada na Rua Coronel Silvino Figueiredo, nº 172, no Centro de Campina Grande.

Os demais candidatos não informaram os horários e locais de votação.

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Política

ELEIÇÕES 2026: Veja que horas começa e que horas termina a votação

04/10/2026 07h10
By Luan Araújo
Reprodução

Os brasileiros vão às urnas neste domingo (4) para o primeiro turno das eleições de 2026. A votação acontece das 8h às 17h, pelo horário de Brasília, em todo o país. O mesmo horário será usado no eventual segundo turno, marcado para 25 de outubro.

Neste ano, o eleitor fará seis escolhas: deputado federal, deputado estadual ou distrital, dois senadores, governador e presidente da República.

Qual é o horário de votação em cada estado?

O horário de votação é unificado em todo o país desde 2021. Nos estados com fuso diferente do horário de Brasília, a abertura das seções é ajustada ao horário local. Com isso, a votação começa e termina ao mesmo tempo em todo o território nacional.

Quem estiver na fila às 17h pode votar?

Sim. Quem estiver na fila às 17h tem direito a votar. Os mesários distribuem senhas para os eleitores que aguardam atendimento, que pode terminar depois desse horário.

O que levar para votar?

É necessário apresentar um documento oficial com foto. O título de eleitor impresso não é obrigatório.

São aceitos documentos como e-Título com foto cadastrada, carteira de identidade, identidade social, passaporte, CNH, certificado de reservista, carteira de trabalho física e carteira de categoria profissional reconhecida por lei.

Documentos vencidos também podem ser usados, desde que seja possível comprovar a identidade do eleitor.

Certidões de nascimento e casamento e a carteira de trabalho digital não são aceitas como documento de identificação.

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ALPB

Irmãos Carneiro intensificam articulação em João Pessoa e miram votos para Assembleia

03/10/2026 21h18
By Leandro Oliveira
Fábio Carneiro é direto: João Pessoa vai dar a resposta nas urnas votando em Eduardo Carneiro para deputado estadual

O vereador de João Pessoa, Fábio Carneiro, voltou a pedir votos para o irmão, Eduardo Carneiro, candidato a deputado estadual pelo Progressistas. A movimentação ocorre na reta final da campanha e reforça a estratégia dos irmãos de ampliar a presença política na capital.

Em mensagem divulgada neste sábado (3), Fábio afirmou que o eleitor pessoense terá nas urnas a oportunidade de se posicionar sobre o cenário político da cidade e declarou apoio direto à candidatura de Eduardo.

“João Pessoa vai dar a resposta nas urnas votando em Eduardo Carneiro para deputado estadual”, afirmou.

Fábio formalizou sua entrada na bancada de oposição da Câmara Municipal em outubro de 2025 e, desde então, passou a ocupar espaço mais definido no enfrentamento político ao grupo do prefeito Cícero Lucena e do vice-prefeito Léo Bezerra.

Eduardo, por sua vez, busca renovar o mandato na Assembleia Legislativa e aposta na manutenção de sua base eleitoral em João Pessoa, onde iniciou a trajetória política como vereador.

Disputa pelo eleitorado da capital

A atuação dos irmãos acontece em meio à disputa de diferentes grupos políticos pelo eleitorado de João Pessoa. Além da força das máquinas partidárias e dos grupos ligados à gestão municipal, candidatos à Assembleia tentam consolidar bases próprias nos bairros da capital.

Nesse cenário, Fábio tem utilizado sua atuação parlamentar e a presença nos bairros para reforçar a candidatura do irmão.

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Política

Votos válidos na Quaest: Lucas tem 61%, Efraim 23% e Cícero 16%

03/10/2026 20h09
By Leandro Oliveira

					Votos válidos na Quaest: Lucas tem 61%, Efraim 23% e Cícero 16%
(Arte / Jornal da Paraíba)

Na última rodada de pesquisas realizada pela Quaest para as eleições deste ano, para o Governo do Estado, o Instituto também calculou o cenário da disputa em votos válidos. Essa é a forma como o Tribunal Superior Eleitoral (TSE) divulga oficialmente o resultado das eleições em todo o país.

Para este cálculo foram levadas em conta as intenções de voto da pesquisa, o padrão e o perfil de comparecimento eleitoral no Estado.

Em termos de votos válidos, conforme a Quaest, o candidato Lucas Ribeiro (Progressistas) aparece com 61%. Depois dele surge o candidato do PL, Efraim Filho, com 23%; e em seguida Cícero Lucena (MDB) com 16%.

Os demais candidatos não apresentaram pontuação, considerando o recorte de votos válidos – segundo a Quaest.


					Votos válidos na Quaest: Lucas tem 61%, Efraim 23% e Cícero 16%
Dados da pesquisa

Dados da pesquisa

A Quaest, contratada pela TV Cabo Branco, realizou 1.800 entrevistas com eleitores de 16 anos ou mais entre os dias 02 e 03 de outubro. A margem de erro máxima para o total da amostra é de 2 pontos percentuais, para mais ou para menos, dentro do nível de confiança de 95%. O levantamento foi registrado no Tribunal Superior Eleitoral (TSE) com o número: PB-05048/2026.

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Brasil

PESQUISA DATAFOLHA: Lula tem 45% e Flávio Bolsonaro, 42% em votos válidos, com empate técnico na véspera do 1º turno

03/10/2026 19h07
By Leandro Oliveira

Fotos: Anderson Coelho e Tita Barros/Reuters

Em pesquisa divulgada pelo Datafolha na véspera do primeiro turno da eleição deste ano, Lula (PT) registra 45% das intenções de votos válidos, ante 42% de Flávio Bolsonaro (PL), uma situação de empate técnico. Na pesquisa anterior, divulgada na quinta-feira (1), o presidente marcava 45% e o senador, 40%.

Em votos válidos, longe dos líderes da corrida vêm Ronaldo Caiado (PSD, 4%), Renan Santos (Missão, 3%), Augusto Cury (Avante, 3%) e Romeu Zema (Novo, 1%). Os demais não pontuaram.

Voto válido é como a Justiça Eleitoral realizará o escrutínio no pleito deste domingo (4): excluindo quem optou por branco ou pressionou número inexistente na urna, anulando o sufrágio. No caso das pesquisas, são retirados da conta também aqueles que se declaram indecisos.

Para um candidato vencer no primeiro turno, ele precisa ter 50% dos votos válidos mais um. Levantamentos são indicadores do momento do eleitorado, não projeções, e o resultado é multifatorial, dependendo de abstenção, movimentos de última hora e tendências não reveladas.

O levantamento foi encomendado pela Globo e pela Folha de S.Paulo e ouviu 4.006 eleitores de 16 anos ou mais, neste sábado (3). A margem de erro é de 2 pontos percentuais, para mais ou para menos. O nível de confiança é de 95 %. A pesquisa foi registrada na Justiça Eleitoral sob o número BR-01708-2026.

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Judiciário

Justiça condena homem que matou ex-esposa com mais de 100 facadas, em João Pessoa, a 48 anos de prisão

03/10/2026 15h29
By Leandro Oliveira


A Justiça da Paraíba condenou Lucas Farias dos Santos a 48 anos e 9 meses de prisão pelo feminicídio da ex-esposa, morta com mais de 100 golpes de faca no bairro do Valentina, em João Pessoa. A decisão foi tomada nessa sexta-feira (2), pelo Tribunal do Júri da Capital. A pena deverá ser cumprida inicialmente em regime fechado.

Na sentença, o juiz Philippe Guimarães Padilha Vilar determinou a execução imediata da pena e fixou indenização mínima de R$ 200 mil aos dois filhos deles. O crime foi considerado com três qualificadoras: motivo torpe, meio cruel e recurso que dificultou a defesa da vítima.

O crime aconteceu em 19 de setembro de 2025. Segundo as investigações, Lucas e a vítima estavam separados havia cerca de um mês e ele foi até o apartamento dela para buscar os dois filhos, de quatro e cinco anos. Durante uma discussão, o homem atacou a ex-companheira com uma faca. A perícia identificou mais de 100 golpes em diferentes partes do corpo.

Imagens de câmeras de segurança registraram Lucas deixando o prédio na mesma data, acompanhado pelos dois filhos e pela mãe dele. O material foi analisado durante a investigação do caso.

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Brasil

[REVISTA OESTE] Golpe em gestação: Ministros apontam articulação de ala de Gilmar Mendes para contestar a eleição se Flávio Bolsonaro ganhar

03/10/2026 14h14
By Leandro Oliveira
Foto: Igo Estrela / Getty Images
Por Cristyan Costa para a Revista Oeste
 
“Independência, equilíbrio e prudência.” Nunes Marques escolheu essas três palavras para anunciar como pretendia conduzir as eleições de 2026. Era 12 de maio, e o ministro assumia a presidência do Tribunal Superior Eleitoral (TSE) com uma defesa da liberdade de expressão e uma advertência: combater ameaças à democracia não autorizava “excessos incompatíveis com o Estado democrático de Direito”. Quatro anos antes, sob Alexandre de Moraes, o tribunal havia suspendido a divulgação de um documentário da Brasil Paralelo até depois do segundo turno. Agora, o novo presidente prometia contenção. Restava saber quanto espaço teria para praticá-la.
 
No Supremo Tribunal Federal (STF), a promessa encontrou desconfiança. Segundo apurou Oeste, uma ala da Corte discutia rever decisões da Justiça Eleitoral caso considerasse insuficiente a atuação de Nunes Marques e de seu vice, André Mendonça. A convivência tinha os contornos de uma trégua sob vigilância. Em junho, no programa Roda Viva, Gilmar Mendes tornou pública a disposição do Supremo de atuar como instância revisora diante de eventual parcialidade do TSE.
 
Nos meses seguintes, aquilo que parecia uma divergência jurídica começou a ganhar forma concreta em processos, liminares e decisões contraditórias. Na reta final da campanha, porém, três ministros ouvidos pela reportagem passaram a enxergar algo maior. Para eles, uma ala do Supremo prepara as condições jurídicas e políticas para que a disputa sobre os limites da Justiça Eleitoral não termine com a apuração dos votos. Caso o senador Flávio Bolsonaro (PL-RJ) vença Lula, a batalha seguinte poderá ser pela legitimidade do próprio resultado.
Construção da narrativa
 
Na avaliação dessas fontes, o núcleo político da eventual contestação já está à vista: a suspeita de “interferência estrangeira” na campanha brasileira. Uma iniciativa do PT ajuda a entender por quê. Em 23 de setembro, o partido pediu ao ministro Flávio Dino uma investigação sobre uma possível atuação do governo de Donald Trump em favor de Flávio Bolsonaro. O pedido não foi apresentado em uma ação eleitoral. Entrou em um processo sobre a barragem de Mariana, em Minas Gerais, que já estava sob a relatoria de Dino. A escolha do caminho não era irrelevante. Naquela mesma ação, Dino havia estabelecido meses antes que decisões judiciais estrangeiras referentes ao Brasil só poderiam produzir efeitos no país mediante autorização do Supremo — uma reação às sanções impostas com base na Lei Magnitsky. O PT pediu que essa proteção fosse transportada para a eleição presidencial e alcançasse votação, apuração, proclamação do resultado e até diplomação do vencedor pelo TSE. “São bons de narrativa”, disse a Oeste um ministro, sob reserva. “Querem uma justificativa para questionar a vitória do adversário de Lula e esvaziar o TSE.”
 
O partido também requereu a abertura de investigação pela Polícia Federal e acesso a relatórios da Agência Brasileira de Inteligência. Pediu ainda que fossem avaliadas buscas no comitê de Flávio Bolsonaro e na sede nacional do PL, além de quebras de sigilo, mediante representação policial ou requerimento do Ministério Público. A petição cita relações com a organização norte-americana Rockbridge Network, publicidade no exterior favorável ao candidato e conteúdos utilizados por estruturas ligadas ao PL. O próprio documento, contudo, reconhece que o eventual financiamento estrangeiro precisa ser comprovado. Contatos internacionais, manifestações políticas e publicações produzidas no exterior, isoladamente, não demonstram que uma candidatura recebeu recursos ilegais.
 
É precisamente nesse espaço entre suspeita e prova que está a preocupação dos ministros ouvidos por Oeste. Uma investigação pode comprovar uma irregularidade. Pode também demonstrar que ela nunca existiu. O temor das fontes é outro: que a acusação adquira força política antes de qualquer conclusão e sobreviva até depois da contagem dos votos. A hipótese dos ministros é que, diante de uma derrota de Lula, a discussão deixe de ser apenas sobre propaganda, abuso de poder ou financiamento de campanha e se transforme em uma questão de soberania nacional. Nesse cenário, a controvérsia sairia da Justiça Eleitoral e chegaria ao Supremo com uma pergunta muito mais grave: uma vitória obtida sob alegada influência estrangeira poderia ser reconhecida? É esse salto — da fiscalização da campanha para a contestação do resultado — que dá dimensão à disputa em curso.
 
Disputa de poder
 
Outros processos das últimas semanas ajudam a compreender por que os ministros levam essa hipótese a sério. Em 25 de setembro, o vice-presidente do TSE, André Mendonça, determinou a retirada de publicações ligadas à informação falsa de que Flávio pretendia retirar de Nossa Senhora Aparecida o título de Padroeira do Brasil. A ordem atingiu uma publicação do humorista Antonio Tabet. Para contestá-la, Tabet não abriu uma nova ação no TSE nem esperou o julgamento do colegiado eleitoral. Procurou Flávio Dino no Supremo e pediu que o ministro estendesse à publicação os efeitos de uma decisão tomada meses antes em outro caso — um processo envolvendo um vídeo sobre a inelegibilidade do ex-deputado Deltan Dallagnol.
 
Uma ação originada de uma disputa eleitoral no Paraná recebia, assim, um conflito da campanha presidencial. Dino acolheu o pedido e suspendeu a ordem de Mendonça antes de o TSE concluir o julgamento. A defesa de Flávio reagiu pelo mesmo caminho: recorreu a Luiz Fux em outra ação já existente no Supremo. Fux suspendeu a decisão de Dino e restabeleceu a determinação da Justiça Eleitoral. Dentro do próprio STF, portanto, duas decisões individuais apontavam em sentidos opostos sobre uma controvérsia que estava sob análise do TSE.
 
O tribunal eleitoral resolveu a questão em 30 de setembro. Manteve a retirada das informações falsas, mas preservou o post de Tabet depois de Mendonça ajustar seu voto. No dia seguinte, Dino reconheceu que seu processo havia perdido o objeto. Fez, contudo, uma ressalva: em questões constitucionais, a última palavra continuaria pertencendo ao Supremo. O episódio terminou. A disputa institucional, não. Antes disso, o Bolsa Família já havia mostrado como uma questão com impacto direto na campanha poderia sair da órbita do TSE. Em 18 de setembro, a pedido da Advocacia-Geral da União, o decano do STF reconheceu a legalidade do reajuste de 15% anunciado por Lula na véspera. Faltavam pouco mais de duas semanas para o primeiro turno. Gilmar decidiu dentro de um processo sobre a implementação da renda básica. Considerou que o aumento cumpria determinação anterior do Supremo e recompunha a inflação. Segundo apurou Oeste, integrantes da cúpula do TSE se irritaram com a iniciativa por entender que uma discussão sobre os limites eleitorais do reajuste deveria ocorrer na Justiça Eleitoral. O padrão se repetia: uma controvérsia surgida no meio da campanha era levada ao Supremo por meio de um processo aberto originalmente para discutir outro assunto.
 
Movimentos semelhantes apareceram nos Estados. Em Roraima, uma decisão de Dino sobre prazos de desincompatibilização afetou o registro de Arthur Henrique, candidato do PL apoiado por Flávio Bolsonaro. No Rio de Janeiro, um impasse no Supremo interferiu na sucessão temporária do governo estadual. No Ceará, Floriano de Azevedo Marques impôs restrições a adversários do governador petista Elmano de Freitas, decisão posteriormente suspensa por Mendonça. Os casos têm objetos, personagens e fundamentos diferentes. Não demonstram, isoladamente, uma articulação nacional. Para os três ministros ouvidos por Oeste, porém, ajudam a revelar algo que consideram decisivo: o Supremo já encontrou caminhos processuais para interferir em controvérsias eleitorais enquanto elas ainda estavam submetidas ao TSE.
 
Depois das urnas
 
É aqui que a preocupação muda de escala. Até agora, as intervenções atingiram publicações, registro de candidatura, acesso a recursos partidários, propaganda eleitoral e decisões administrativas com consequência política. A hipótese discutida nos bastidores do Supremo é que o mesmo mecanismo seja utilizado, depois da votação, sobre um objeto incomparavelmente maior: o resultado da eleição presidencial.
 
Na avaliação das fontes, a narrativa de interferência estrangeira daria o fundamento político dessa mudança. A disposição do STF de rever atos do TSE forneceria o caminho jurídico. Os pedidos já apresentados ao Supremo proporcionariam os processos. Faltaria o fato capaz de reunir essas peças: uma derrota de Lula. Se Flávio vencer, dizem os ministros ouvidos pela reportagem, a alegação de ingerência norte-americana poderia deslocar a discussão da contagem dos votos para as condições em que eles foram conquistados. O argumento deixaria de ser apenas o de proteger uma campanha contra uma ameaça estrangeira. Poderia servir para questionar a legitimidade da vitória do adversário.
 
Esse ponto é importante porque uma eleição presidencial não pode ser anulada apenas por suspeitas políticas. Seria necessário transformar a acusação em questão jurídica, apontar fatos, estabelecer nexo com a campanha e demonstrar consequência suficiente para comprometer a legitimidade do pleito. É justamente essa distância entre o discurso político e a consequência jurídica que torna decisivo o que ocorrerá depois do primeiro turno. Os três ministros consultados por Oeste não dizem que exista, hoje, uma decisão tomada para impedir a posse de Flávio Bolsonaro. O que afirmam é que estão sendo construídos argumentos, precedentes e vias processuais que poderiam ser acionados caso Lula seja derrotado.
 
Essa distinção precisa permanecer clara. A petição do PT não comprova uma operação para invalidar as eleições. As decisões de Dino, Gilmar ou outros ministros tampouco demonstram, isoladamente, uma ação coordenada. O alerta decorre da combinação desses movimentos e da leitura feita por integrantes da própria Corte sobre onde eles podem desembocar.
 
Na posse de maio, Nunes Marques prometeu independência, equilíbrio e prudência. Às vésperas da votação, porém, a disputa já ultrapassa os limites de sua presidência no TSE. O que está em jogo, na avaliação dos ministros ouvidos por Oeste, é saber se a autoridade da Justiça Eleitoral continuará valendo quando proclamar um vencedor que uma ala do Supremo não deseja. Se a hipótese dessas fontes se confirmar, a intervenção terá mudado de natureza. Deixará de servir apenas para rever decisões tomadas durante a campanha e alcançará a própria escolha feita nas urnas. A suspeita de interferência estrangeira poderá fornecer o argumento; os processos já abertos, o caminho; e o Supremo, a instância encarregada de decidir até onde vale o resultado proclamado pelo TSE. Nesse cenário, a eleição não terminaria com a contagem dos votos. O eleitor elegeria o presidente, mas a escolha permaneceria sujeita à aprovação de ministros que não receberam um único voto. A vontade popular deixaria de ser soberana. Entre a decisão das urnas e o exercício do poder, estaria a toga.
Revista Oeste
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Paraíba

Polícia prende suspeitos de integrar organização criminosa que assaltou casas de políticos na Paraíba

03/10/2026 10h07
By Luan Araújo
Foto: Reprodução

Quatro pessoas foram presas na sexta-feira (2) suspeitas de integrar um grupo criminoso investigado por roubos a casas de políticos na região de Campina Grande, no Agreste da Paraíba.

Assalto na casa do prefeito de Boqueirão

O primeiro roubo investigado aconteceu há cerca de 30 dias, na casa do prefeito João Marcos de Freitas, em Boqueirão. A esposa e a filha dele também estavam no imóvel.

Segundo a polícia, cinco homens participaram da ação. Eles chegaram em um carro e uma motocicleta e levaram joias, celulares e outros pertences. O motorista foi agredido e as vítimas foram mantidas dentro da casa.

Assalto na casa do presidente da ALPB

Em 25 de setembro, o grupo invadiu a casa do presidente da Assembleia Legislativa da Paraíba (ALPB), Adriano Galdino, em Pocinhos. Os criminosos levaram celulares, joias, dinheiro e outros pertences e fugiram em direção à zona rural do município.

Assalto na casa do ex-prefeito de Queimadas

Já o último crime aconteceu em 1º de outubro, quando quatro homens invadiram a casa do ex-prefeito Jacó Maciel, em Queimadas, e fizeram familiares dele reféns. Jacó Maciel não estava no local.

Os suspeitos levaram celulares, joias e outros pertences. Eles também ameaçaram levar uma das pessoas que estavam na casa.

Prisões

De acordo com a polícia, três dos quatro presos são suspeitos de dar apoio às ações, como na fuga e na ocultação de veículos. O quarto suspeito é apontado como um dos executores do roubo em Queimadas.

Outros quatro homens já haviam sido presos desde o início das investigações. Ao todo, oito pessoas foram presas.

Durante as diligências, também foram apreendidos veículos usados pelo grupo e materiais associados ao tráfico de drogas, que serão analisados no decorrer da investigação.

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