Opinião

EDITORIAL VEJA: De olho em 2026, Lula aposta no exagero populista para resgatar popularidade perdida

Quando era um campeão de popularidade, o presidente Lula desfilava como o “pai dos pobres”, embalado pelo sucesso de programas sociais, e também como a “mãe dos ricos”, devido à profícua relação de parceria com os maiores empresários brasileiros, que tinham contratos bilionários com a administração federal e recebiam ajuda do governo para conquistar mercados no exterior. O Brasil, como dizia o slogan oficial, era um país de todos. Antes desse tempo de bonança, no entanto, houve um período em que o petista apostou pesado na estratégia da divisão. Foi em seu primeiro mandato, quando o escândalo do mensalão eclodiu, ameaçando a sua permanência no cargo. Para sair das cordas, o “Lulinha paz e amor” da campanha de 2002 aceitou o conselho do marqueteiro João Santana e passou a alegar que a oposição, que representaria a elite, estava usando o esquema de suborno parlamentar como pretexto para derrubar o governo do PT, que seria o primeiro projeto genuinamente popular a chegar ao poder no país. Nascia, assim, a tese do “nós contra eles”, que agora volta ao centro do debate como boia de salvação para uma gestão sem rumo, impopular e frágil politicamente.

O recurso à velha muleta retórica foi uma reação principalmente à derrubada do decreto que ampliava o imposto sobre operações financeiras (IOF), editado para aumentar a arrecadação e ajudar o governo a atenuar o rombo nas contas públicas. Com o voto de quase 400 dos 513 deputados, a Câmara rejeitou a iniciativa, sob a alegação de que a sociedade não aguenta mais elevação da carga tributária. Foi uma derrota acachapante para Lula, que, paradoxalmente, se serviu dela para encontrar um discurso de apelo popular, com o qual pretende melhorar a sua imagem na base do eleitorado. Em reação ao revés no Congresso, o presidente e o ministro da Fazenda, Fernando Haddad, passaram a repetir que o pacote de medidas relacionadas ao IOF tinha como objetivo promover justiça tributária e social, ao fazer com que os mais ricos paguem mais impostos para que os mais pobres desembolsem menos. Ou para que a turma do “andar de cima” contribua mais para que a grande massa do “andar de baixo” carregue um fardo um pouco menos pesado. Segundo os governistas, essa redistribuição só não está ocorrendo porque o Congresso, sobretudo o Centrão, prefere se alinhar ao pessoal da “cobertura”.

Diante do cerco aos parlamentares, o presidente da Câmara, Hugo Motta (Republicanos-PB), resolveu reagir. Em um vídeo divulgado numa rede social, ele reclamou de que, não bastasse a polarização política, agora se tenta implantar a polarização social. “Quem alimenta o ‘nós contra eles’ acaba governando contra todos”, declarou. O deputado também disse que alertou o Palácio do Planalto sobre a resistência do plenário ao decreto do IOF: “Capitão que vê barco ir em direção ao iceberg e não avisa não é leal, é cúmplice”. Não foi o suficiente para desmobilizar a ofensiva governista. Com indisfarçável satisfação, petistas espalharam que Motta foi festejado como herói num jantar com representantes da elite paulistana no início da semana. Já o presidente Lula tachou de “absurda” a decisão do comandante da Câmara de pautar a questão do IOF em meio às negociações com o governo. Por determinação do presidente, a Advocacia-Geral da União recorreu ao Supremo Tribunal Federal pedindo a declaração de inconstitucionalidade da derrubada do decreto. A batalha ultrapassa — e muito — as fronteiras da seara jurídica.

Na Justiça, a AGU alega que o presidente tem a prerrogativa de mudar tributos regulatórios, como o IOF, e que o Legislativo, ao anular a medida, teria violado o princípio constitucional da separação dos poderes. Já os congressistas rebatem afirmando que a mudança proposta não teve caráter meramente regulatório, mas o objetivo mal disfarçado de aumentar a arrecadação. Por isso, caberia aos parlamentares avaliar a questão. O caso será relatado pelo ministro Alexandre de Moraes. “Estamos propondo um reajuste tributário para beneficiar os mais pobres. O dado concreto é que os interesses de poucos prevaleceram na Câmara e no Senado, o que é um absurdo”, disse Lula, que nunca aceitou o fato de ter perdido para deputados e senadores o controle de 50 bilhões de reais em emendas parlamentares. Na prática, o caso do IOF é um novo round na disputa de poder entre Executivo e Legislativo. “Sou agradecido ao Congresso, mas, se eu não recorrer à Suprema Corte, não consigo governar. Cada macaco no seu galho: eles legislam, eu governo”, acrescentou o presidente

Mesmo contrariado, Lula tem motivos de sobra para agradecer aos parlamentares, que nos dois primeiros anos de seu mandato aprovaram o novo marco fiscal, a reforma tributária e uma série de medidas de criação ou ampliação de impostos. Com problemas de popularidade e empatado com os principais nomes da direita nas pesquisas sobre a próxima corrida presidencial, o petista também depende da boa vontade de deputados e senadores para tirar do papel ações com potencial eleitoral, como a ampliação da isenção de imposto de renda para quem ganha até 5 000 reais. Em resposta ao recurso da AGU no Supremo, líderes de partido, contrariados com o que consideram desrespeito à vontade soberana do Parlamento, espalharam a versão de que o governo terá dificuldade para aprovar essa agenda, considerada fundamental para impulsionar a eventual candidatura à reeleição de Lula. O presidente duvida dessa possibilidade porque nenhum parlamentar, perto de uma eleição, teria coragem de negar um benefício aos mais necessitados. “Quando a gente coloca que a pessoa que ganha mais de 1 milhão de reais tem que pagar um pouco mais, é uma rebelião. Dá para fazer tudo isso sem dar um tiro, sem fazer greve geral, para que este país um dia tenha uma política fiscal justa”, discursou Lula no lançamento do Plano Safra.

Disciplinado, Haddad reforçou o coro. O ministro vive um momento curioso no governo. Depois de ser fritado de forma ininterrupta pelo presidente, pelo chefe da Casa Civil, Rui Costa, e pela ex-presidente do PT e atual ministra de Relações Institucionais, Gleisi Hoffmann, Haddad se tornou o herói da vez no campo governista por ter iniciado a pregação em defesa da justiça tributária em bate-boca com oposicionistas na Câmara. Desde então, ele só recebe elogios dos colegas. Um de seus mantras prediletos é lembrar que o governo propôs taxar 140 000 cidadãos de alta renda para permitir que 25 milhões de pessoas não paguem nada ou paguem menos. “Pode gritar, pode falar, vai chegar o momento de debater, mas nós temos que fazer justiça no Brasil”, declarou o ministro, sob o olhar do presidente, no lançamento do Plano Safra. A insistência de Haddad nessa tecla não deixa de ser o reconhecimento de que seu plano original foi abandonado. Desde que assumiu o cargo, ele tentou fazer um ajuste fiscal de forma gradual, combinado propostas de aumento de arrecadação, como a tributação de fundos exclusivos, com a tentativa de adotar medidas destinadas a segurar a expansão dos gastos públicos. É uma situação insustentável.

Como se sabe, muito pouco foi feito na área da contenção de despesas porque Lula, Rui Costa e Gleisi Hoffmann resistiram — e resistem — a isso. Se as mudanças no IOF forem ressuscitadas pelo STF ou por uma negociação política, o governo ganhará a batalha, mas não a guerra, porque não está fazendo nada de consistente para desarmar a bomba fiscal, que pode explodir já em 2027, deixando o próximo presidente eleito sem condições de bancar até o custeio da máquina pública. A conta de benefícios assistenciais, por exemplo, cresceu de forma significativa nos últimos anos. Apenas no mês passado, o presidente anunciou a criação de quatro novos programas sociais. Está em fase de estudos uma linha de crédito para os interessados em construir “uma garagem” ou “um banheiro novo”, e outra para permitir que “os coitados que ficam entregando comida neste país, numas ‘motinhas’ vagabundas”, comprem veículos novos. Além disso, será ampliada a distribuição de vale-gás para famílias de baixa renda e implementada uma nova tarifa social para a energia elétrica. O governo calcula que somente essa última medida deve beneficiar 60 milhões de pessoas.

O embate entre “nós e eles” ou “ricos e pobres” pode até ter impacto eleitoral, mas não resolverá um dos principais gargalos do país. Um pouco mais de justiça tributária, se houver, também não atenuará a gravidade do quadro. Ainda há um problema adicional: em meio à polarização política, quase ninguém está interessado em debater mudanças estruturais, o que inclui a oposição. Apesar de terem ministérios no governo Lula, União Brasil e PP trabalham por uma candidatura rival à do petista em 2026 e divulgaram um vídeo para tentar neutralizar a campanha governista. Na peça, os partidos falam que o “povo” não aguenta mais o peso de uma gestão com quase quarenta ministérios e que o governo aumenta as despesas não para beneficiar os mais pobres, mas para proveito da “companheirada”. “Agora, querem passar a conta para gente de novo, dizendo que estão do nosso lado. A violência é um peso. O preço dos alimentos, um peso. E agora querem nos taxar ainda mais”, diz o locutor. De certa forma, a reação oposicionista é um reconhecimento da preocupação com a possibilidade de a muleta retórica da esquerda pegar tração na opinião pública. Presidente do Instituto Locomotiva, Renato Meirelles afirmou ao programa Ponto de Vista, de VEJA.com, que o novo discurso do governo tem ressonância na sociedade: “A população espera que o governo atue no serviço social e tire dos mais ricos e dê para os mais pobres. Outra história é se o governo Lula está sendo capaz de fazer isso. Claramente, ou não está fazendo ou não está sendo capaz de comunicar à população que está fazendo”.

Desde a sua fundação, o PT advoga ser o representante das camadas mais pobres, que sempre votaram no partido. No terceiro mandato de Lula, o presidente registrou perda de apoio nesse segmento do eleitorado. Alguns especialistas dizem que um sentimento de gratidão por programas sociais implantados em gestões passadas, como o Bolsa Família, já não rende mais votos nas urnas, porque são considerados conquistas consolidadas. Outros lembram que o aumento do custo de vida, especialmente do preço dos alimentos, e a inação do governo em temas sensíveis, caso da segurança pública, arranharam a imagem de Lula entre apoiadores históricos. Haveria ainda um problema conceitual da parte do presidente, que teria uma visão ultrapassada sobre o considerável contingente de pequenos empreendedores que não querem a proteção paternalista do Estado, mas oportunidades para tocar seus negócios. Ser “pai dos pobres”, se já foi suficiente um dia, já não basta mais. O figurino pode até dar um pouco de fôlego a Lula, mas dificilmente será a redenção de um governo que não disse a que veio nem aonde quer chegar.

Veja

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Brasil

Lula mostra dedo do meio ao defender que pobre “gosta de coisa boa”

Foto: Reprodução/Youtube

O presidente Luiz Inácio Lula da Silva (PT) fez um gesto com o dedo do meio durante um discurso nesta sexta-feira (3), no Palácio do Planalto, em Brasília (DF). A cena ocorreu enquanto ele defendia que a população de baixa renda também tem direito a serviços de qualidade.

O presidente Luiz Inácio Lula da Silva (PT) fez um gesto com o dedo do meio durante um discurso nesta sexta-feira (3), no Palácio do Planalto, em Brasília (DF). A cena ocorreu enquanto ele defendia que a população de baixa renda também tem direito a serviços de qualidade.

– Nós precisamos acabar com essa história de que o pobre não gosta de coisa boa. Aqui para eles [mostra o dedo]. Nós gostamos de coisa boa. Nós queremos tudo de primeira. Tudo: comida de primeira, roupa de primeira, viajar de primeira, dentista de primeira, médico de primeira. Acabar com essa bobagem – afirmou Lula.

O petista participou do evento de Entregas Simultâneas do Governo Federal para Moradia, Saúde e Educação. A cerimônia marcou o último dia em que ele podia realizar esse tipo de agenda antes do primeiro turno das eleições.

Na sequência, Lula criticou o modelo de dedução dos gastos com planos de saúde no Imposto de Renda. Segundo o presidente, parte desse custo acaba sendo bancada pelo poder público e nessa hora ele soltou um palavrão.

– O rico fala: “Eu tenho um bom plano de saúde, então eu tenho bons médicos porque eu pago”. Ele não paga p**** nenhuma. Ele desconta no Imposto de Renda o que ele paga de plano de saúde. Se ele desconta no Imposto de Renda quem paga somos nós, que deixamos de receber o dinheiro – disse.

Durante o discurso, o petista também voltou a defender o programa Agora Tem Especialistas, criado pelo Ministério da Saúde para reduzir as filas de consultas, exames e procedimentos no Sistema Único de Saúde (SUS).

– Vocês não sabem o que significa para mim esse “Agora tem Especialistas”. A gente está dizendo ao povo mais humilde que independente do berço que nasceu, da maternidade que nasceu, se nasceu com uma parteira ou em um hospital, se é preto ou branco, baixo ou alto, vai ter um tratamento de primeira classe neste país, porque é o que todo mundo precisa – declarou.

Pleno News

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Paraíba

Roupa Nova e Fábio Jr serão as atrações no aniversário de João Pessoa

O prefeito Leo Bezerra anunciou, nesta sexta-feira (3), as primeiras atrações da Festa das Neves 2026, que celebra os 441 anos de João Pessoa. A programação contará com shows da banda Roupa Nova e do cantor Fábio Júnior no dia 5 de agosto, data em que o município comemora seu aniversário. As apresentações serão realizadas no Busto de Tamandaré.

O diretor executivo da Fundação Cultural de João Pessoa (Funjope), Marcus Alves, destacou que a programação da Festa das Neves está sendo preparada para celebrar os 441 anos de João Pessoa com uma grande festa, reunindo atrações que prometem marcar as comemorações do aniversário da capital paraibana.

A programação completa da Festa das Neves, que incluirá outros artistas, parque de diversões, praça de alimentação e diversas atrações para o público, será anunciada pela Fundação Cultural de João Pessoa (Funjope) nos próximos dias.

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Política

TSE suspende inelegibilidade de ex-prefeito de Cabedelo e libera Vitor Hugo para disputar eleições

O presidente do Tribunal Superior Eleitoral (TSE), ministro Nunes Marques, concedeu nesta sexta-feira (3) uma decisão que suspende os efeitos da condenação por abuso de poder político e econômico imposta ao ex-prefeito de Cabedelo, Vitor Hugo Castelliano. Com a medida, fica suspensa, de forma provisória, a inelegibilidade de oito anos aplicada ao ex-gestor até que o Supremo Tribunal Federal (STF) analise o recurso extraordinário apresentado pela defesa.

Na decisão, Nunes Marques entendeu que existem elementos suficientes para justificar a concessão da tutela de urgência. O ministro destacou que as alegações da defesa sobre possível violação ao contraditório e à ampla defesa, especialmente em razão da juntada de um grande volume de provas após o encerramento da instrução processual, apresentam relevância constitucional e merecem análise mais aprofundada pelo STF.

O magistrado também considerou presente o risco de dano irreparável, ressaltando que a manutenção da inelegibilidade teria impacto imediato sobre a participação de Vitor Hugo no processo eleitoral de 2026. Segundo a decisão, a sanção comprometeria não apenas um eventual pedido de candidatura, mas também etapas preparatórias da disputa, como articulações partidárias, pré-campanha, arrecadação de recursos e participação em convenções.

Apesar da suspensão dos efeitos da condenação, o mérito do caso ainda não foi julgado pelo Supremo Tribunal Federal. A decisão do presidente do TSE tem caráter provisório e permanecerá válida até que haja análise definitiva do recurso extraordinário, que questiona pontos do processo que resultou na condenação do ex-prefeito de Cabedelo por suposto envolvimento em esquema de abuso de poder político, econômico e captação ilícita de sufrágio nas eleições municipais.

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Paraíba

Ex-prefeito Diogo Rosas é investigado por suposto prejuízo de mais de R$ 35 milhões aos cofres públicos

Ex-prefeito do Sertão é investigado por suposto prejuízo de mais de R$ 35 milhões aos cofres públicos

O Ministério Público da Paraíba instaurou um Inquérito Civil para apurar suspeitas de um forte desequilíbrio nas contas públicas do município de Nova Olinda, no Sertão do estado. A investigação mira possíveis irregularidades na gestão financeira encerrada em 31 de dezembro de 2025, período correspondente à administração do ex-prefeito Diogo Richelli Rosas, embora a portaria não cite o nome dele diretamente.

A apuração teve início após a repercussão de informações que apontavam um suposto “rombo hercúleo” superior a R$ 36 milhões, valor citado inicialmente pela gestão atual ao comentar a situação fiscal herdada. O caso levou o Ministério Público a aprofundar a análise sobre o tamanho real do passivo deixado no município.

Documentos oficiais encaminhados à Promotoria indicam um passivo consolidado de R$ 33.146.639,51 até o fim de 2025. O montante inclui R$ 22.293.142,42 em dívidas previdenciárias, R$ 8.722.892,66 junto à Procuradoria-Geral da Fazenda Nacional (PGFN) e R$ 2.130.604,42 em precatórios, o que reforça a dimensão do problema fiscal sob investigação.

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Paraíba

Paraíba deixa de exigir laudo médico para corridas de rua

A Assembleia Legislativa da Paraíba alterou a legislação sobre corridas de rua e retirou a obrigatoriedade da apresentação de laudo médico para participação em provas realizadas no estado. A mudança foi oficializada pela Lei nº 14.592/2026, publicada no Diário Oficial desta sexta-feira (3).

Com a nova regra, atletas inscritos em provas com percursos de 15 quilômetros ou mais deverão apenas assinar um termo de responsabilidade, declarando estar cientes dos riscos da prática esportiva e da importância de realizar avaliação médica antes da competição.

A lei também determina que os organizadores disponibilizem Desfibriladores Externos Automáticos (DEA) e ambulâncias com equipe médica compatíveis com o porte do evento.

A nova legislação é de autoria da deputada Cida Ramos e foi promulgada pelo presidente da Assembleia Legislativa após sanção tácita.

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Política

ATLAS/INTEL: Metade dos brasileiros espera novos casos de corrupção no governo Lula

Presidente Lula / Crédito: Ricardo Sutckert/PR

Uma pesquisa da AtlasIntel/Bloomberg mostra que metade dos brasileiros considera “muito provável” a revelação de grandes fraudes ou esquemas de corrupção durante o restante do terceiro mandato do presidente Luiz Inácio Lula da Silva (PT).

O levantamento ouviu 4.999 pessoas entre os dias 26 e 30 de junho de 2026 e questionou: “Quão provável é que o Brasil enfrente os seguintes desafios ou riscos durante os próximos 6 meses?”. Confira o resultado:

  • Muito provável: 50%
  • Provável em algum grau: 34%
  • Pouco provável: 10%
  • Nada provável: 7%

O caso de maior repercussão recente envolve Jaques Wagner, alvo de investigação da Polícia Federal na Operação Compliance Zero. A PF apura suspeitas de que o senador tenha defendido interesses de um banco e de seus sócios, como Augusto Lima e Daniel Vorcaro, em troca de vantagens pessoais, incluindo um apartamento de luxo e repasses financeiros para uma empresa de sua nora.

A margem de erro do levantamento é de 1 ponto percentual, para mais ou para menos. O nível de confiança atinge 95%. A pesquisa possui registro no Tribunal Superior Eleitoral (TSE) sob o número BR-04582/2026.

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Política

PESQUISA SETA/POLÊMICA: Lucas Ribeiro venceria Cícero Lucena e Efraim Filho em eventual 2º turno

Reprodução

Uma pesquisa do Instituto de Pesquisa SETA, em parceria com o portal Polêmica Paraíba, divulgada nesta sexta-feira (3), mostra que Lucas Ribeiro (PP) venceria Cícero Lucena (MDB) e Efraim Filho (PL) em um eventual segundo turno na disputa pelo Governo da Paraíba.

Lucas Ribeiro (PP) x Cícero Lucena (MDB)

  • Lucas Ribeiro (PP): 36,4%
  • Cícero Lucena (MDB): 26,7%
  • Não sabem/não responderam: 22,1%
  • Branco, nulo ou ninguém: 14,8%

Lucas Ribeiro (PP) x Efraim Filho (PL)

  • Lucas Ribeiro (PP): 36,5%
  • Efraim Filho (PL): 22,5%
  • Não sabem/não responderam: 23,2%
  • Branco, nulo ou ninguém: 17,8%

Já em um cenário entre Cícero Lucena (MDB) e Efraim Filho (PL):

  • Cícero Lucena (MDB): 40,6%
  • Efraim Filho (PL): 21,8%
  • Não sabem/não responderam: 23,3%
  • Branco, nulo ou ninguém: 14,3%

Metodologia 

O levantamento foi realizado entre os dias 25 e 27 de junho, com 1.500 eleitores distribuídos em 90 municípios do estado. Registrada sob o número PB-01402/2026, a pesquisa tem nível de confiança de 95% e margem de erro de 2,5 pontos percentuais, para mais ou para menos.

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Paraíba

Martinho da Vila e Mart’nália são as atrações do São João de Campina Grande nesta sexta (3)

Foto: Renato Pagliacci

O São João 2026 de Campina Grande, no Agreste da Paraíba, entra na reta final nesta sexta-feira (3). No palco principal do Parque do Povo, se apresentam Martinho da Vila e Mart’nália, que estreiam no evento. A programação também conta com Taty Girl, Márcia Felipe e Toca do Vale.

Martinho da Vila e Mart’nália levam a Campina Grande a turnê “Pai e Filha”, iniciada recentemente e anunciada como a última grande turnê do cantor e compositor de 88 anos.

A festa acontece de 3 de junho a 5 de julho, somando 33 dias de programação. Esta é a 43ª edição do evento, que também marca os 40 anos do Parque do Povo.

Segundo a Secretaria de Desenvolvimento Econômico, a expectativa é que mais de 3,52 milhões de pessoas passem pelo local durante o evento. A movimentação econômica deve ultrapassar R$ 800 milhões.

Shows do São João de Campina Grande nesta sexta-feira (3):

  • Martinho da Vila e Mart’nália
  • Taty Girl
  • Márcia Fellipe
  • Toca do Vale

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Paraíba

PF deflagra operação contra crimes de abuso sexual infantojuvenil na Paraíba

Foto: Divulgação

A Polícia Federal deflagrou, na manhã desta sexta-feira (3), a Operação Sentinela do Sertão – Fase 1 para combater o armazenamento de material de abuso sexual infantojuvenil em ambiente digital. A ação ocorreu em Triunfo, no Sertão da Paraíba, onde foi cumprido um mandado de busca e apreensão expedido pela Vara Regionalizada de Garantias da Comarca de Patos.

Durante a operação, foram apreendidos computadores, celulares, mídias de armazenamento e outros dispositivos eletrônicos que passarão por perícia para confirmar a autoria dos fatos, identificar possíveis vítimas e verificar a existência de outros envolvidos.

Segundo a Polícia Federal, o investigado poderá responder pelo crime de aquisição, posse ou armazenamento de material contendo cenas de abuso sexual envolvendo crianças ou adolescentes, previsto no Estatuto da Criança e do Adolescente (ECA). A pena pode chegar a quatro anos de reclusão, além de multa, sem prejuízo da identificação de outros delitos após a análise do material apreendido.

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Paraíba

VÍDEO: “NÃO VEM MAIS” Flávio Bolsonaro cancela visita a Campina Grande

 

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O senador e pré-candidato à Presidência Flávio Bolsonaro (PL-RJ) cancelou a visita que faria a Campina Grande nesta sexta-feira (3), onde participaria de agenda política ao lado do senador Efraim Filho (PL), pré-candidato ao Governo da Paraíba, e visitaria o Maior São João do Mundo.

O cancelamento foi anunciado na noite de quinta-feira (2), durante uma chamada de vídeo divulgada nas redes sociais. Na conversa, Flávio explicou que precisou antecipar uma viagem aos Estados Unidos.

“Tive que antecipar aqui a viagem para os Estados Unidos para defender as empresas brasileiras de uma possível tarifação. Então tive que fazer isso, mas já tenho mudado a minha agenda para estar na Paraíba no lançamento da sua candidatura, na convenção do nosso partido”, declarou.

Efraim afirmou que compreende a mudança de planos. “Campina estava lhe esperando, o melhor e maior São João do Mundo, mas é por um motivo justo”, disse. O deputado federal Cabo Gilberto Silva (PL) também participou da ligação.

Flávio confirmou presença na convenção do PL na Paraíba, prevista para 2 de agosto, quando serão oficializadas as candidaturas de Efraim Filho ao Governo do Estado e de Marcelo Queiroga ao Senado.

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