
A Paraíba registrou 14 mortes por dengue e 7.296 casos prováveis da doença em 2026, segundo dados do Ministério da Saúde até 30 de setembro. O número de óbitos representa um aumento de 55,2% em relação a 2025.
As mortes foram confirmadas em Alagoa Nova, Bayeux, Brejo do Cruz, Campina Grande (2), Camalaú, Guarabira, João Pessoa, Monteiro, São Bento (4) e Sumé.
A dengue é a arbovirose com maior número de casos no estado. Os sorotipos 1, 2 e 3 estão em circulação na Paraíba, sendo o tipo 3 o mais prevalente atualmente.
Segundo Fabrício de Souza, técnico de Vigilância em Saúde, o controle dos criadouros também depende da participação dos moradores, já que muitos possíveis focos estão dentro ou no entorno das próprias residências.
“É importante também ter atenção aos locais que concentram materiais recicláveis”, orienta Fabrício. Esses espaços podem reunir objetos capazes de acumular água quando não são armazenados de forma adequada.
Vigilância intensifica combate ao mosquito
Em João Pessoa, equipes da Vigilância Ambiental realizam visitas a imóveis para identificar e eliminar possíveis criadouros do Aedes aegypti, mosquito responsável pela transmissão da dengue, chikungunya e zika.
Quando um foco é identificado, equipes responsáveis pelo bloqueio do vetor podem ser acionadas para atuar nas fases aquática e adulta do mosquito. Outra estratégia é a instalação de armadilhas em pontos considerados estratégicos.
Segundo a Vigilância Ambiental, o mosquito entra em contato com o larvicida presente no equipamento, o que pode contribuir para a distribuição do produto em outros depósitos onde há possibilidade de reprodução.
Onde procurar focos dentro de casa
A orientação é que os moradores façam uma vistoria periódica nos imóveis para identificar locais que possam acumular água, como caixas-d’água descobertas, calhas, recipientes e materiais sem utilidade deixados no quintal, piscinas abandonadas, ralos, vasos de plantas, pneus e outros objetos.
Em apartamentos, a recomendação é observar principalmente ralos e plantas mantidas com água, evitando que o líquido fique exposto e utilizando telas ou outras formas de proteção quando possível.





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