
O vereador Roberto Cândido (UB), de Junco do Seridó, reconheceu que errou ao afirmar que o prefeito deveria obrigar servidores contratados a votar nos candidatos apoiados pela gestão. De volta à tribuna da Câmara Municipal, ele disse que as palavras usadas foram inadequadas e defendeu o voto livre.
“Reconheço que usei palavras inadequadas. Não tenho nenhum problema em dizer que errei. O voto é livre, todo cidadão tem o direito de escolher o candidato que quiser”, afirmou.
Declaração polêmica
A declaração foi feita no dia 3 de setembro. Na ocasião, Roberto disse que o prefeito deveria chamar os servidores contratados individualmente para apresentar os candidatos apoiados pela gestão.
“O prefeito é para obrigar mesmo o povo a votar. Eu já disse a ele várias vezes. Chame um por um no seu gabinete e diga: aqui está minha chapa”, afirmou.
O vereador também citou funcionários que, segundo ele, seriam obrigados a participar de atividades de campanha, como ir ao comitê, usar bandeiras e colocar fotos nas casas. “Quem é funcionário público, quem está sendo obrigado a ir para o balneário, a vir aqui para frente do comitê, de colocar uma bandeira, uma foto na sua casa, entregue o emprego se estiver insatisfeito”, disse.
Após a fala, o Ministério Público Eleitoral (MP Eleitoral) instaurou procedimento para apurar possíveis ilícitos eleitorais.
O prefeito Paulo Fragoso (PSB) negou, por meio de nota, que tenha pressionado ou orientado servidores a votar na chapa apoiada pelo grupo. Segundo ele, a administração “jamais compactuou com atos que possam constranger, intimidar ou restringir a liberdade política de qualquer cidadão”.
Com informações do G1 Paraíba



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