
A Polícia Civil da Paraíba deflagrou uma operação e cumpriu um mandado de busca e apreensão em Santa Rita, na Região Metropolitana de João Pessoa, contra um suspeito de ameaçar estudantes de uma escola para que elas enviassem vídeos praticando atos sexuais. A ação foi realizada na manhã desta quinta-feira (3).
A ação faz parte da Operação Rede Limpa II e é conduzida pela Delegacia de Crimes Cibernéticos. Segundo a investigação, o suspeito mantinha vários perfis falsos no Instagram e usava as contas para ameaçar estudantes da mesma escola. Três vítimas já foram identificadas.
A investigação começou após a denúncia de uma das estudantes. Segundo o delegado João Ricardo, responsável pelo caso, a denúncia foi importante para chegar ao suspeito e identificar outras vítimas.
“Chegamos até ele através da denúncia de uma das vítimas, o que mostra a importância de denunciar. Muitas vezes, nesse tipo de crime, a gente começa com uma denúncia e a gente vê que o agressor faz vítimas em vários estados do país. Nesse caso específico, começamos com uma e já estamos com três vítimas. Há uma chance muito grande de haver mais vítimas”, disse o delegado.
De acordo com a Polícia Civil, o suspeito conversava com meninas de 13 anos e alterava as conversas para criar a impressão de que elas também queriam receber ou enviar fotos íntimas. Depois, usava o material para ameaçar expor as vítimas e pressioná-las a gravar vídeos íntimos.
Os perfis usados pelo suspeito tinham nomes e dados falsos e não utilizavam fotos que permitissem relacioná-los a ele. Segundo o delegado, algumas contas usavam fotos de adolescentes, apesar de o suspeito ter mais de 30 anos.
“Muitas vezes o perfil tem a foto de um adolescente para começar aquela conversa, apesar de ele ter mais de 30 anos de idade. São perfis com todos os dados falsos para ludibriar a vítima”, explicou o delegado.
Durante o cumprimento do mandado, o celular do suspeito foi apreendido e será analisado pela Polícia Civil. Ele não foi preso porque, no momento da ação, não foram identificadas imagens no aparelho que permitissem a prisão. O material recolhido será analisado e poderá ajudar na produção de outras provas para encaminhar o caso ao Ministério Público.





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