O plenário do Senado Federal aprovou, nesta quinta-feira (17), o projeto de lei da Dosimetria, que reduz as penas e o tempo de prisão de condenados pela tentativa de golpe de Estado, incluindo o ex-presidente Jair Bolsonaro (PL) e envolvidos nos atos de 8 de janeiro de 2023.
A bancada paraibana se dividiu. Apenas a senadora Daniella Ribeiro (PP) e o senador Veneziano (MDB) votaram contra o texto. Já os Efraim Filho (União) votou a favor da proposta.
Com a aprovação, o projeto segue agora para análise na Câmara dos Deputados.
A proposta que prevê o fim da escala de trabalho 6×1 completa neste domingo (28) um mês parada no Senado Federal. A PEC foi aprovada pela Câmara dos Deputados em 27 de maio e enviada ao Senado no dia seguinte, mas ainda aguarda despacho do presidente da Casa, senador Davi Alcolumbre (União-AP), para começar a tramitar.
Na quarta-feira (1º), o texto será tema de uma sessão de debate no plenário do Senado, na primeira discussão formal desde que chegou à Casa. No mesmo dia, Alcolumbre deve se reunir com parlamentares autores das propostas que tratam do fim da escala 6×1, entre eles a deputada Erika Hilton (PSOL) e o deputado Reginaldo Lopes (PT). Também participarão representantes das centrais sindicais e a líder do governo no Senado, Teresa Leitão (PT).
A aprovação da PEC é tratada como prioridade pelo governo, que deu à senadora Teresa Leitão (PT-PE) a “missão” de conduzir o avanço da proposta. Apesar disso, Alcolumbre afirmou que o Senado não será apenas “carimbadora” do texto aprovado pela Câmara e indicou que a Casa deve sugerir mudanças. Caso isso aconteça, a PEC precisará retornar à Câmara dos Deputados.
O que diz a proposta
A matéria reduz a jornada de trabalho de 44 para 40 horas semanais e estabelece dois dias de descanso, sem reduções salariais. A redução ocorrerá no período total de 14 meses, em duas etapas com diminuição de duas horas: uma após 60 dias da formalização da nova emenda constitucional e outra depois de 12 meses.
Uma pesquisa da Vox Brasil, divulgada neste sábado (27), mostra um empate técnico entre o presidente Luiz Inácio Lula da Silva (PT) e o senador Flávio Bolsonaro (PL) em um eventual segundo turno das eleições presidenciais de 2026.
Lula aparece com 45,3% das intenções de voto, enquanto Flávio Bolsonaro registra 42,8%. Os votos brancos, nulos ou em nenhum candidato somam 5,5%, e 6,4% dos entrevistados não souberam ou preferiram não responder.
Em comparação com a pesquisa de 5 de junho, Lula caiu 2,5 pontos percentuais (tinha 47,8%), enquanto Flávio Bolsonaro subiu 1,5 ponto (41,3%), reduzindo a diferença entre os dois.
Metodologia
O levantamento ouviu 2.100 eleitores entre os dias 23 e 25 de junho de 2026, por meio de entrevistas presenciais em domicílio. A margem de erro é de 2,15 pontos percentuais, com nível de confiança de 95%. O levantamento está registrado no Tribunal Superior Eleitoral (TSE) sob o número BR-06630/2026.
A defesa do ex-presidente Jair Bolsonaro pediu ao ministro Alexandre de Moraes, do STF (Supremo Tribunal Federal), que rejeite o reconhecimento de falta grave pela apreensão de uma arma registrada em seu nome durante abordagem policial a um servidor do GSI (Gabinete de Segurança Institucional). A defesa quer ainda a prorrogação da prisão domiciliar.
Na manifestação apresentada neste sábado (27), os advogados argumentam que o armamento era de propriedade regular de Bolsonaro, permanecia armazenado em sua residência e havia sido retirado temporariamente pelo servidor Estácio Leite da Silva Filho para reparo, em razão de uma falha mecânica. Segundo a defesa, não houve ocultação, adulteração de registro ou tentativa de frustrar a fiscalização estatal.
Os advogados sustentam que a situação não se enquadra em artigo da Lei de Execução Penal que trata da posse indevida de instrumento capaz de ofender a integridade física de terceiros. A peça ressalta que a arma permanecia regularmente registrada e que Bolsonaro nunca foi comunicado sobre eventual cassação do certificado ou ordem de apreensão definitiva.
A defesa também afirma que a arma estava inoperante e cita precedente do próprio STF que reconheceu a atipicidade da posse de arma sabidamente inoperante. No entendimento dos advogados, o contexto da prisão domiciliar humanitária exige interpretação distinta daquela aplicada ao ambiente carcerário tradicional, onde a restrição a objetos potencialmente ofensivos tem como foco a segurança do presídio.
Ao final, os defensores pedem o afastamento da hipótese de falta grave e a manutenção da prisão domiciliar humanitária nos moldes já definidos pelo Supremo. A decisão caberá a Moraes, relator da execução penal.
O STF formou maioria para liberar parte dos chamados “penduricalhos” pagos a magistrados e membros do Ministério Público. Após o ministro Luiz Fux confirmar seu voto, o placar está em 6 votos a favor da flexibilização das regras, e o julgamento segue até terça-feira (30).
Ao acompanhar os votos de Flávio Dino, Alexandre de Moraes, Cristiano Zanin e Gilmar Mendes e Edson Fachin, Fux defendeu um ponto divergente, que não haja limite de 35% para as indenizações e rejeitou a necessidade de auditoria prévia do CNJ para liberar pagamentos retroativos.
Ainda faltam os votos de Dias Toffoli, André Mendonça, Kassio Nunes Marques e Cármen Lúcia.
Entre os pontos aprovados está o pagamento em dinheiro por horas extras de plantão presencial, limitado a 35% do teto do funcionalismo. Também foi autorizada a indenização por férias, licenças-prêmio e plantões não usufruídos antes da decisão do STF que restringiu esses benefícios.
A maioria ainda manteve a valorização por tempo de antiguidade na carreira (PVTAC), inclusive para aposentados e pensionistas.
As fortes chuvas que atingem o Litoral Sul da Paraíba provocaram a interdição dos dois sentidos da BR-101, na região de Caaporã, neste sábado (27). O bloqueio ocorre nas proximidades do distrito de Mata Redonda, na divisa entre a Paraíba e Pernambuco, e causa longos congestionamentos na principal ligação rodoviária entre João Pessoa e Recife.
De acordo com informações preliminares, o grande volume de água que atingiu a região provocou o rompimento de uma barragem nas proximidades da rodovia, fazendo com que água, lama e detritos invadissem a pista. A situação obrigou a interrupção do tráfego nos dois sentidos por questões de segurança.
Motoristas que seguiam em direção a Pernambuco e também no sentido João Pessoa enfrentaram quilômetros de congestionamento. Em alguns pontos, condutores chegaram a retornar na contramão para tentar deixar a área afetada, aumentando o risco de acidentes.
Equipes da Polícia Rodoviária Federal (PRF) acompanham a situação e orientam os motoristas a evitarem o trecho até que as condições de segurança sejam restabelecidas. Ainda não há previsão oficial para a liberação total da rodovia.
O senador e pré-candidato à Presidência da República Flávio Bolsonaro (PL-RJ) afirmou neste sábado (27), durante um evento do PL realizado em Goiânia-GO, que é preciso deixar as divergências internas de lado para “libertar o Brasil das mãos do PT”.
“Muito importante todos nós, sem exceção, estarmos cada vez mais unidos, deixarmos nossas pequenas diferenças de lado. Porque muitas vezes o caminho que nós escolhemos são diferentes, mas para chegar no mesmo destino, para alcançar o mesmo objetivo“, declarou.
Durante o discurso, o senador também voltou a criticar o governo federal, especialmente na área da segurança pública, e defendeu a redução da maioridade penal para 16 anos.
A fala ocorre dias após um desentendimento público com a ex-primeira-dama Michelle Bolsonaro sobre articulações políticas no Ceará. Após a troca de críticas, Flávio pediu desculpas nas redes sociais e afirmou, na sexta-feira (26), que a situação é uma “página virada”.
Todos os cortes de carne bovina ficaram mais caros no primeiro semestre de 2026, segundo dados do IBGE. Entre janeiro e junho, o peito bovino registrou a maior alta (10,9%), seguido da picanha (10,66%) e do filé-mignon (10,22%). A alcatra subiu 9,48%, enquanto as menores variações foram do patinho (6,61%) e do cupim (5,75%).
Alta de preços de janeiro a junho de 2026 (em %):
Peito: 10,90%
Picanha: 10,66%
Filé-mignon: 10,22%
Lagarto redondo: 9,59%
Alcatra: 9,48%
Acém: 9,33%
Capa de filé: 9,27%
Costela: 9,20%
Contrafilé: 8,73%
Pá: 8,50%
Músculo: 7,53%
Lagarto comum: 7,24%
Coxão mole: 7,02%
Patinho: 6,61%
Cupim: 5,75%
*Fonte: IPCA-15 (IBGE)
Segundo especialistas, a principal razão foi o aumento das exportações para a China antes do limite de isenção tarifária imposto pelo país asiático, o que reduziu a oferta de carne no mercado interno.
Em janeiro, a China impôs uma sobretaxa de 55% sobre as exportações de carne bovina brasileira que ultrapassarem 1,1 milhão de toneladas em 2026. Abaixo desse volume, a tarifa permanece em 12%.
“A medida de salvaguarda da China subverteu a lógica do mercado. O Brasil, tipicamente, exporta mais no segundo semestre do que no primeiro. Esse ano vai exportar mais no primeiro do que no segundo”, explica Fernando Iglesias, analista da Safras & Mercado.
Com menos carne disponível no Brasil, os preços subiram. A expectativa é de um alívio temporário nos próximos meses, com a redução das compras chinesas. No entanto, segundo Iglesias, a tendência é de nova alta no fim de 2026, impulsionada pela retomada da demanda da China, pelo aumento do consumo nos Estados Unidos e pelos impactos do El Niño sobre a produção de gado.
Uma barreira desabou e atingiu uma escola municipal no bairro do Rio do Meio, em Bayeux, durante a madrugada deste sábado (27). De acordo com informações, parte de um muro caiu sobre uma das salas de aula da unidade de ensino.
Por causa das fortes chuvas que atingem o estado da Paraíba, o muro, que já estava estado de risco, despencou de uma parte alta na lateral da Escola Municipal de Ensino Fundamental Joaquim de Brito.
A sala de aula atingida já estava desativada, justamente por causa do risco de deslizamento.
A Defesa Civil do município já isolou toda a área no entorno da região. De acordo com a equipe, o muro foi construído há bastante tempo e, com o período de chuvas, a estrutura ficou ainda mais danificada. Por isso, a área já havia sido isolada antes do deslizamento.
Em nota, a Prefeitura de Bayeux informou que as aulas na unidade estão suspensas.
Evaristo Sá/AFP/Marina Ramos / Câmara dos Deputados.
O senador e pré-candidato Flávio Bolsonaro (PL) entrou com uma ação no STF (Supremo Tribunal Federal) contra André Janones (Rede-MG) por injúria. Na queixa-crime apresentada na última segunda-feira (22), os advogados citam cinco publicações feitas no Instagram em que o deputado usa termos como “vagabundo”, “idiota”, “babaca” e “verme”.
As postagens aconteceram entre março e junho deste ano. Em uma delas, de 25 de março, Janones diz que vai “descer o nível”, “quebrar o pau” e “ser sensacionalista” contra Flávio. A defesa do senador usa essa fala para argumentar que a intenção não seria crítica política, mas ofensa pessoal.
Em 12 de abril, em outro vídeo, Janones chama Flávio de “vagabundo”, “idiota”, “babaca” e “verme” ao comentar uma publicação do senador sobre fome no governo Lula.
No dia 15 de abril, em um terceiro vídeo, o deputado pede que seguidores escrevam “soldado” nos comentários e fala em um “treinamento de guerrilha” para confrontar Flávio.
Em 2 de junho, em um quarto vídeo relacionado a uma notícia sobre encontro de Flávio com o presidente Donald Trump, Janones afirma que vai aos Estados Unidos para “mostrar pro país inteiro o que esses bandidos, vagabundos, estão fazendo contra o povo brasileiro”.
Os advogados de Flávio Bolsonaro afirmam que as falas não estão protegidas por imunidade parlamentar nem pela liberdade de expressão, alegando que há um padrão de conduta com objetivo de atingir a reputação do senador.
A ação pede a condenação por cinco crimes de injúria, com agravamento por ter sido contra funcionário público e por meio de redes sociais. Também pede indenização por danos morais de no mínimo R$ 20 mil, a ser destinada a uma instituição de caridade.
A forte chuva registrada na manhã deste sábado (27) provocou alagamentos e transtornos em diferentes pontos da Grande João Pessoa. Em um trecho da BR-101, em Bayeux, o acúmulo de água deixou o trânsito lento, com uma longa fila de veículos.
Já no bairro Colinas do Sul, em João Pessoa, ruas ficaram completamente alagadas. Em alguns trechos, a água invadiu as calçadas e dificultou a passagem de moradores e motoristas.
Alerta de chuvas
O Instituto Nacional de Meteorologia (Inmet) renovou o aviso de perigo potencial de chuvas intensas para todos os municípios do estado, com validade até as 23h59 deste sábado. A previsão indica precipitações entre 20 e 30 milímetros por hora, podendo chegar a 50 milímetros ao longo do dia, além de ventos de 40 a 60 km/h.
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