MPPB

MORTE NA BICA: Cícero terá que implantar leitos de saúde mental em hospitais de JP

Secretaria de Saúde de João Pessoa

A Secretaria de Saúde de João Pessoa deverá apresentar, no prazo de 10 dias, o cronograma formal para implantação dos leitos de saúde mental em hospitais gerais do município e a previsão de abertura da quarta Residência Terapêutica. A deliberação foi definida em reunião interinstitucional realizada por videoconferência, na última terça-feira (9), para tratar da situação da rede de atendimento em saúde mental no município de João Pessoa.

A ação ocorre após a morte do jovem Gerson “Vaqueirinho”, de 19 anos que morreu após entrar na jaula de uma leoa na bica da Capital.

Participaram representantes do Ministério Público da Paraíba, do Ministério Público Federal (MPF), Ministério Público do Trabalho (MPT), Ministério Público de Contas (MPC), Defensoria Pública da Paraíba (DPE) e da Coordenação de Saúde Mental do Estado da Paraíba.

Também estiveram presentes integrantes do Comitê Estadual Interinstitucional de Monitoramento da Política Antimanicomial do Poder Judiciário da Paraíba (Ceimpa/TJPB), do Grupo de Monitoramento e Fiscalização do Sistema Carcerário e Socioeducativo (GMF) e da Secretaria Municipal de Saúde de João Pessoa.

O encontro interinstitucional decorre das ações já desenvolvidas no âmbito de um Inquérito Civil do MPPB e teve por objetivo realizar discussão sobre a Rede de Atenção Psicossocial (Raps) no município. Tramita também no MPF um Procedimento Preparatório, que acompanha a atuação municipal quanto ao atendimento em saúde mental.

Ao longo da reunião, foram discutidos problemas persistentes na estrutura da Raps, incluindo falta de leitos habilitados em hospitais gerais, ausência de protocolos de acolhimento e classificação de risco, fluxos desatualizados e insuficiência de equipamentos essenciais como Centros de Atenção Psicossocial (Caps) e Residências Terapêuticas.

A procuradora Janaina Andrade destacou que a análise técnica do Denasus e as narrativas dos participantes revelam um quadro crítico.

“É forçoso reconhecer a fragilidade estrutural do modelo de atenção psicossocial vigente no município. Entre as deficiências identificadas pode-se citar a inexistência de protocolos de acolhimento e classificação de risco, ausência de planos terapêuticos singulares (PTS), inexistência de grupo condutor municipal da Raps, descontinuidade das ações de prevenção e promoção em saúde mental, carência de capacitação permanente, insuficiência na integração entre os níveis de atenção, registros incompletos nos sistemas de informação e baixa transparência das ações voltadas à saúde mental”, pontuou Janaina.

Relatos de ausência de serviços e dificuldades de fluxo

Durante o debate, foram apontadas dificuldades recorrentes de usuários para acessar Caps, medicamentos e atendimentos de urgência. Denúncias incluíram falhas graves no fluxo entre atendimento emergencial e continuidade de cuidado, especialmente para pessoas em situação de rua.

O promotor de Justiça Leonardo Assis destacou a importância da pauta, especialmente diante da não implementação dos leitos pactuados há mais de uma década.

“A discussão provocada pelo MPF sobre a assistência em saúde mental pelo SUS é de suma importância. Tratar, com vários atores, da ausência de implementação dos leitos de saúde mental em Hospitais Gerais em João Pessoa e na 1ª Macrorregião, conforme o que foi pactuado nas Resoluções CIB 39/2013 e 27/2015, é buscar garantir o cumprimento de direitos fundamentais e assegurar que a população tenha acesso à assistência psiquiátrica digna e adequada, em defesa do direito fundamental à saúde”, concluiu.

A procuradora do Trabalho Andressa Coutinho também ressaltou a relevância da atuação conjunta. “O MPT, enquanto tutor da coletividade trabalhadora, entende ser fundamental a atuação integrada de tantos órgãos em prol da melhoria da saúde pública na Paraíba, notadamente no que se refere ao atendimento à pessoa que padece de adoecimento mental, para que consigamos acolher a população da maneira efetiva que cabe ao Estado”, afirmou.

A professora da Universidade Federal da Paraíba (UFPB) e membro do Ceimpa, Ludmila Cerqueira Correia, que coordena o grupo de pesquisa e extensão Loucura e Cidadania, reforçou a gravidade do cenário e os desafios relacionados à implantação de leitos de saúde mental em hospitais gerais no município de João Pessoa, de acordo com as diretrizes do Ministério da Saúde. Ela destacou a necessidade de maior consolidação e integração das informações apresentadas pela gestão municipal, de forma a permitir o avanço coordenado das ações previstas para a área.

Além disso, Ludmila mencionou que a situação reflete um cenário que se arrasta desde 2023, quando já havia sido apontada, em audiência pública promovida pela Defensoria Pública do Estado, a estagnação da Rede de Atenção Psicossocial no município.

“A nossa sensação é de que a gestão municipal não está priorizando a política de saúde mental. A cada encontro com órgãos de controle e monitoramento, como o MPF, o Ceimpa e outras instituições, observa-se que os representantes da prefeitura de João Pessoa deixam de fornecer dados completos e, de forma recorrente, solicitam novos prazos para prestar esclarecimentos, sem apresentar soluções concretas para as questões denunciadas”, ressaltou.

A defensora pública Fernanda Peres, que acompanha o tema desde 2023, abordou durante a reunião as deficiências persistentes no sistema da Raps.

“A rede não consegue responder à demanda atual. Ausência de vagas, dificuldade de acesso, falta de medicamentos e inexistência de novos Caps resultam em superlotação e violação contínua de direitos. Soma-se a isso o número insuficiente de servidores para o volume de atendimentos e a necessidade urgente de concurso público para recompor e fortalecer as equipes. O que pedimos é transparência e compromisso real com a política de saúde mental, algo que ainda não se concretizou”, finalizou.

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Brasil

PESQUISA QUAEST: Flávio tem 46% e Lula, 44% no segundo turno

Ricardo Stuckert-PR e Andressa Anholete-Agência Senado

A primeira pesquisa Quaest do segundo turno, divulgada nesta quarta-feira (14), mostra Flávio Bolsonaro (PL) com 46% das intenções de voto e Lula (PT) com 44%. Os dois estão tecnicamente empatados, considerando a margem de erro de dois pontos percentuais para mais ou para menos.

Os indecisos representam 1%. Outros 9% afirmam que vão votar em branco, anular ou não comparecer à votação. Entre os entrevistados, 91% dizem que a escolha é definitiva, enquanto 9% ainda podem mudar de candidato.

O levantamento também mediu a rejeição: 54% afirmam que não votariam em Flávio Bolsonaro e 53% dizem o mesmo sobre Lula.

A Quaest ouviu 2.154 pessoas de 16 anos ou mais entre os dias 10 e 13 de outubro. O nível de confiança é de 95%, e o levantamento está registrado na Justiça Eleitoral sob o número BR-08729/2026.

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Judiciário

Justiça obriga Unimed João Pessoa a tratar paciente com câncer após negativa de cobertura

Unimed
Hospital da Unimed em João Pessoa (Foto: Divulgação/Assessoria)

A Justiça da Paraíba determinou que a Unimed João Pessoa autorize e custeie, em até 24 horas após a intimação, o tratamento de urgência de uma paciente de 53 anos diagnosticada com câncer de pâncreas e metástase peritoneal. A decisão foi proferida no domingo (11), durante o plantão judiciário, após a operadora negar a cobertura de internação e procedimentos médicos sob a justificativa de carência contratual.

A paciente procurou atendimento no Hospital Alberto Urquiza Wanderley, pertencente à rede da Unimed, com obstrução grave das vias biliares e colangite aguda. Conforme os documentos apresentados à Justiça, a equipe médica indicou internação imediata e um procedimento de desobstrução biliar, com drenagem e colocação de stent. A operadora, porém, recusou a autorização, alegando carência contratual e cobertura parcial temporária.

Após a primeira negativa, a mulher tentou obter atendimento na rede pública de saúde, mas não conseguiu realizar o procedimento necessário. Seu estado clínico piorou, e ela retornou ao pronto atendimento no dia 10 de outubro. Segundo a ação judicial, mesmo com o agravamento dos exames e o risco de evolução para sepse, houve uma nova recusa de cobertura, inclusive para a internação hospitalar.

Diante da situação, a paciente, representada pelo escritório Maia Júnior Advocacia, recorreu à Justiça durante o plantão judiciário. Ao analisar o pedido, o juiz Henrique Jorge Jácome de Figueiredo considerou que a urgência médica justificava a concessão de uma liminar para assegurar a assistência necessária.

Na decisão, o magistrado citou a Lei nº 9.656/1998 e a Súmula 597 do Superior Tribunal de Justiça (STJ), que considera abusiva a cláusula contratual que estabelece carência superior a 24 horas para atendimentos de urgência e emergência. O juiz também destacou que a operadora havia autorizado anteriormente uma internação relacionada ao mesmo quadro clínico, mas voltou a negar atendimento quando a condição da paciente se agravou.

A ordem judicial obriga a Unimed João Pessoa a custear a internação hospitalar, exames, honorários médicos, materiais e o procedimento de desobstrução das vias biliares, incluindo a colocação de stent, conforme indicação médica. A assistência deverá ser mantida até a alta hospitalar. A decisão também proíbe a exigência de cheque-caução ou outra garantia financeira e impede a transferência forçada da paciente para a rede pública.

Em caso de descumprimento injustificado, a operadora poderá receber multa diária de R$ 1 mil, inicialmente limitada a R$ 50 mil. A determinação é provisória, e o processo seguirá para análise do Núcleo de Justiça 4.0 de Saúde Suplementar do Tribunal de Justiça da Paraíba.

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Brasil

Fim da escala 6×1: veja o que muda e o que continua igual se a PEC for aprovada

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A proposta de emenda à Constituição (PEC) que prevê o fim da escala 6×1 estabelece dois dias de descanso remunerado por semana, sem redução salarial. O texto prevê a adoção da escala 5×2 e a redução gradual da jornada máxima semanal de 44 para 40 horas. A proposta já foi aprovada pela Câmara dos Deputados e passou pela Comissão de Constituição e Justiça do Senado, seguindo para votação em plenário.

O que muda na prática: a jornada semanal cairá inicialmente para 42 horas, 60 dias após a promulgação da emenda. Depois de 12 meses, o limite será de 40 horas. A regra geral será de cinco dias de trabalho e dois de descanso, com uma folga preferencialmente aos domingos. Empresas e trabalhadores também precisarão adaptar acordos e convenções coletivas às novas regras.

O que não muda: o salário não poderá ser reduzido, e o trabalho aos sábados, domingos e feriados continuará permitido em atividades autorizadas por lei. A PEC também mantém regimes diferenciados, como a escala 12×36, e o banco de horas, conforme as regras aplicáveis. Portanto, o fim da escala 6×1 não significa proibição do trabalho nos fins de semana.

Quem já trabalha na escala 5×2: quem cumpre 44 horas semanais também terá redução da jornada para 42 e, posteriormente, 40 horas. Já os trabalhadores que cumprem 40 horas semanais ou menos não terão redução automática. A proposta ainda precisa ser aprovada pelo Senado para entrar em vigor.

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Paraíba

Recém-nascido é assassinado com 15 facadas; pais são suspeitos do crime, na Paraíba

Patos, recém-nascido, morte
Foto: TV Correio

Um bebê com três semanas de nascido foi assassinado com, pelo menos, 15 facadas. O crime aconteceu nesta quarta-feira (14) no município de Patos, no Sertão paraibano, e os pais são os suspeitos do assassinato.

Os pais da criança alegaram que o bebê foi morto após uma confusão entre os dois. À polícia, os suspeitos informaram versões diferentes, com o pai alegando que a mãe cometeu o assassinato e a mãe dizendo que o pai é o responsável pelo crime.

O caso está sendo investigado pela Polícia Civil.

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Paraíba

Turismo movimenta R$ 100,9 milhões na Paraíba e cresce 2,3% em julho

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O turismo movimentou R$ 100,9 milhões na Paraíba em julho de 2026, um crescimento de 2,3% em relação ao mesmo mês de 2025. No acumulado de janeiro a julho, o setor registrou alta de 3,1%. Os dados foram divulgados pela FecomercioSP nesta terça-feira (13), com base em informações do IBGE.

O resultado acompanha o desempenho nacional. No Brasil, o faturamento do turismo chegou a R$ 25,5 bilhões em julho, com crescimento de 2,6% na comparação anual. Entre janeiro e julho, a receita alcançou R$ 168,8 bilhões, alta de 3,4% em relação ao mesmo período do ano passado.

Para o presidente da Empresa Paraibana de Turismo (PBTur), Ferdinando Lucena, os números reforçam a importância do setor para a economia estadual. Ele destacou as ações de promoção da Paraíba nos mercados nacionais e internacionais para atrair visitantes e ampliar a geração de emprego e renda.

Apesar do crescimento, a FecomercioSP avalia que o turismo brasileiro apresenta ritmo mais moderado nos últimos meses, influenciado pelo custo elevado do crédito e por fatores que podem limitar os gastos com viagens e lazer.

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Judiciário

Desembargador José Ricardo Porto é eleito presidente do TJ da Paraíba


					Desembargador José Ricardo Porto é eleito presidente do TJ da Paraíba
Desembargador José Ricardo Porto é eleito presidente do TJ da Paraíba. divulgação/TJPB

O desembargador José Ricardo Porto foi eleito como novo presidente do Tribunal de Justiça da Paraíba (TJPB). Os membros da Mesa Diretora para o biênio 2027-2028 foram eleitos por aclamação durante 5ª sessão extraordinária administrativa na manhã desta quarta-feira (14).

Apenas uma chapa disputou o pleito para a Mesa diretora. Concorreram aos cargos os desembargadores José Ricardo Porto, para presidente; Aluízio Bezerra Filho, para vice-presidente; e Oswaldo Trigueiro do Valle Filho, para corregedor-geral de Justiça.

Durante a sessão também ocorreram eleições para os cargos de diretor e ouvidor-geral da Escola Superior da Magistratura da Paraíba (Esma-PB). Além disso, os desembargadores escolheram os integrantes de seis vagas do Órgão Especial do TJPB, e os membros do Conselho da Magistratura.

Carreira de José Ricardo Porto

O desembargador José Ricardo Porto, 70 anos, nasceu em 1956 em João Pessoa. Ele se formou em Ciências Jurídicas e Sociais em 1979, pela Universidade Federal da Paraíba (UFPB).

José Ricardo Porto foi juiz eleitoral efetivo do Tribunal Regional da Paraíba (TRE-PB) por três biênios. Também ocupou o cargo de conselheiro da OAB-PB, por três mandatos. Foi presidente dos Conselhos de Administração da Superintendência dos Estádios da Paraíba (Sudepar) e da Empresa Paraibana de Turismo (PBTur).

Ele também presidiu a Comissão de Estudos para o Combate à Criminalidade na Paraíba e exerceu a função de secretário-chefe do Governo do Estado.

Após assumir o cargo de desembargador, José Ricardo Porto foi vice-presidente do TJPB; presidente da Primeira Câmara Cível Especializada e da Primeira Secção Especializada Cível; além de ouvidor substituto do TJ.

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Paraíba

PF cumpre mandados na Paraíba durante operação que investiga suspeita de desvio de R$ 15,6 milhões na saúde em SE

Divulgação

A Polícia Federal deflagrou, nesta quarta-feira (14), a Operação Dirus para investigar suspeitas de direcionamento de chamamentos públicos e desvio de recursos da saúde em Nossa Senhora do Socorro, em Sergipe. O prejuízo estimado aos cofres públicos é de R$ 15,6 milhões.

A operação cumpre 32 mandados de busca e apreensão em Sergipe, Rio de Janeiro, São Paulo, Ceará e Paraíba, com a participação de policiais federais e auditores da Controladoria-Geral da União (CGU).

A investigação apura irregularidades na contratação de duas organizações sociais para administrar unidades de saúde municipais, incluindo um hospital de campanha durante a pandemia de Covid-19 e uma Unidade de Pronto Atendimento (UPA), entre 2020 e 2026.

Segundo a apuração, há indícios de superfaturamento e contratação de empresas ligadas aos gestores das organizações sociais. A Justiça determinou o bloqueio e a apreensão de bens e valores até o limite de R$ 15,6 milhões.

Os investigados poderão responder por organização criminosa, fraude em licitação, peculato, falsidade ideológica e lavagem de dinheiro. A operação é realizada pela Polícia Federal, pela CGU e pelo Ministério Público Federal.

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Política

PRESENÇA CONFIRMADA: Flávio Bolsonaro confirma que vai ao debate da Band contra Lula

Divulgação

O senador Flávio Bolsonaro (PL), candidato à Presidência da República, confirmou nesta quarta-feira (14) que participará do debate da Band contra o presidente Luiz Inácio Lula da Silva (PT), marcado para domingo (18).

A declaração acontece após Flávio ter dito, na última terça-feira (13), que não estava prevista sua presença no primeiro debate entre os candidatos à Presidência da República.

Ao anunciar a participação nas redes sociais, o senador provocou Lula e afirmou que pretende confrontar o adversário durante o debate.

“É claro que eu vou no debate, eu só queria que você confirmasse. Eu vou estar lá para esfregar a verdade na sua cara, o que eu já queria ter feito no primeiro turno e você fugiu”, declarou.

Flávio também afirmou que pretende rebater o que chamou de “campanha de medo e mentira” feita pelo adversário. “Eu vou te desmentir ao vivo para milhões de brasileiros. Te espero no debate da Band, Lula”, concluiu.

O encontro será o primeiro debate direto entre os dois candidatos. Além da Band, está previsto um debate na TV Globo para 23 de outubro, dois dias antes do segundo turno.

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Guerra

VÍDEO: “EXPLOSÃO” Brasileiro registra momento exato em que míssil russo atinge prédio

 

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Um post compartilhado por Portal BG PB (@blogdobgpb)

Um brasileiro que atua como voluntário ao lado das forças ucranianas registrou o momento em que um ataque russo atingiu o prédio onde estava hospedado, em Kharkiv, no nordeste da Ucrânia. As imagens mostram a explosão durante a gravação, que é interrompida com o impacto.

Segundo relatos publicados na noite desta terça-feira (13), o brasileiro sofreu ferimentos leves e passa bem. Outros brasileiros também estavam no local, que teve danos causados pelo ataque.

O episódio ocorre em meio ao aumento dos bombardeios russos contra cidades ucranianas.

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Política

Fim da escala 6×1 pode ser votado em dois turnos no Senado nesta quarta-feira (14)

Jonas Pereira/Agência Senado

O Senado Federal deve votar nesta quarta-feira (14), em primeiro e segundo turnos, a Proposta de Emenda à Constituição (PEC) que acaba com a escala de trabalho 6×1. O texto prevê dois dias de descanso remunerado por semana e a redução gradual da jornada de 44 para 40 horas semanais, sem redução salarial.

A votação deve ocorrer após a quinta e última sessão de discussão da matéria. Para concluir a análise nos dois turnos no mesmo dia, parlamentares governistas pretendem aprovar um requerimento para dispensar os intervalos previstos entre as votações. A expectativa é que a PEC seja promulgada até 22 de outubro, três dias antes do segundo turno das eleições presidenciais.

O fim da escala 6×1 também se tornou um dos temas da campanha de Luiz Inácio Lula da Silva (PT) e Flávio Bolsonaro (PL). Lula considera a aprovação da proposta uma prioridade, enquanto Flávio, que antes criticava a PEC, anunciou que votará a favor do texto.

A proposta foi aprovada pela Comissão de Constituição e Justiça (CCJ) do Senado em 2 de setembro. O texto estabelece uma jornada máxima de 40 horas semanais e garante dois dias de descanso remunerado, preferencialmente um deles aos domingos.

A mudança será gradual. Nos dois primeiros meses após a entrada em vigor das novas regras, a jornada será reduzida de 44 para 42 horas semanais. Um ano depois, o limite passará a ser de 40 horas.

A PEC também prevê uma exceção para trabalhadores com ensino superior que recebam mais de 2,5 vezes o teto do Instituto Nacional do Seguro Social (INSS), valor superior a R$ 21 mil mensais, conforme o texto.

Por se tratar de uma emenda constitucional, a proposta precisa ser aprovada em dois turnos, com pelo menos 49 votos favoráveis dos 81 senadores, antes de ser promulgada.

Com informações da Jovem Pan

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