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Lei Magnitsky: sanção a Moraes tem potencial para atingir contas e cartões do ministro no Brasil

Foto: Fellipe Sampaio/ESTADAO

A sanção aplicada pelos Estados Unidos por meio da Lei Magnitsky ao ministro do Supremo Tribunal Federal (STF), Alexandre de Moraes, impedirá que o magistrado tenha contas em bancos americanos, realize transferências internacionais e possua cartões de crédito emitidos por bandeiras estrangeiras, como Visa e Mastercard.

Esses efeitos são consenso entre especialistas ouvidos pelo Estadão, mas as consequências da sanção americana para bancos brasileiros que têm Moraes como cliente são incertas. Eles consideram que há um risco potencial de que haja algum efeito que poderia, em último caso, levar ao encerramento de contas do ministro. Há dúvidas se todas as punições previstas pela legislação americana serão aplicadas contra Moraes e se as instituições bancárias brasileiras adotarão uma posição conservadora para não correr risco de também serem sancionadas. Segundo revelou a Coluna do Estadão, bancos já acionaram departamentos jurídicos e apontam que toda transação em dólar estaria proibida para o ministro.

Ao mesmo tempo, Moraes é uma autoridade brasileira e não seria trivial encerrar contas dele no Brasil por causa de um ato unilateral de outro país. A Federação Brasileira de Bancos (Febraban) disse que não se pronuncia sobre “quaisquer aspectos específicos de transações, permitidas ou vedadas, afetas a relacionamento de bancos com seus respectivos clientes, que estão, inclusive, protegidas por sigilo bancário”.

O STF divulgou uma nota em que presta solidariedade a Moraes, mas não respondeu especificamente a um pedido do Estadão para se posicionar sobre as contas bancárias do ministro no Brasil. Moraes, procurado por meio da assessoria da Corte, não havia respondido até a publicação deste texto. O espaço segue aberto.

Presidente do Ramo Brasileiro da International Law Association, Aziz Saliba afirma que a Lei Magnitsky se aplica a transações que ocorrem “dentro, passando ou que entrarão” nos Estados Unidos, mas, via de regra, não atinge diretamente operações realizadas fora do sistema financeiro americano.

“Há uma aplicação mais geral dessa legislação, que poderia ser utilizada, que é argumentar que a empresa estaria prestando assistência ao indivíduo sancionado. Mas, ao meu juízo, manter uma conta não é o nível de exigência que se pede [para punir a empresa por esse motivo]”, disse ele, que também é professor de Direito Internacional da Universidade Federal de Minas Gerais (UFMG).

Saliba exemplifica que, se Moraes realizar uma transferência de uma conta no Brasil para um país europeu e a operação precisar passar pela filial americana do banco, a transação será bloqueada.

Embora considere que transações internas não deveriam ser afetadas pela sanção, o professor pondera que os bancos podem optar por não correr riscos. “As instituições financeiras operam com base em compliance. Na dúvida, eles travam [a transferência]. Se não fosse o ministro o alvo da sanção, fôssemos eu ou você, o banco iria nos convidar a não ter mais conta. Mas o Banco do Brasil, a título de exemplo, não irá desconvidar o ministro Alexandre de Moraes a ser cliente, pois ele está sofrendo uma sanção estrangeira em razão do exercício regular da sua função”, declarou Aziz Saliba.

Professor da Universidade de Brasília (UnB), Vladimir Aras afirma que, em tese, bancos brasileiros que mantêm agências ou correspondentes nos Estados Unidos podem ter que cumprir as sanções impostas pelos EUA e romper o relacionamento comercial com Moraes.

Ele pondera, no entanto, que ainda não há clareza sobre o assunto. Até o momento, foi divulgada somente a inclusão do magistrado na lista de indivíduos sancionados, mas não quais sanções específicas da Lei Magnitsky foram aplicadas ao ministro.

Parte da controvérsia está relacionada ao sistema de pagamentos global Swift, que conecta instituições bancárias de diversos países, inclusive as brasileiras.

“A questão é se um banco brasileiro, atuando no Brasil e fazendo operações no Brasil, sem usar o sistema Swfit, seria obrigado a cumprir essas medidas. Se for um banco americano atuando aqui, sim, mas se for uma instituição financeira brasileira, como Caixa ou Banco do Brasil, há o limite da soberania brasileira”, afirmou Aras.

Ele considera que seria “absurdo” se bancos brasileiros forem punidos por permitir movimentações financeiras de Moraes fora do sistema Swift ou que tenham passagem pelo EUA, como a realização de uma transferência ou pagamento via Pix, sistema de pagamentos desenvolvido pelo Banco Central brasileiro.

Estadão

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Política

Em solenidade no Senado, Lula, Hugo Motta e Alcolumbre promulgam fim da escala 6×1

O Congresso Nacional promulgou nesta sexta-feira (16) a PEC que acaba com a escala de trabalho 6×1. A cerimônia contou com a presença do presidente Lula (PT), do presidente da Câmara, Hugo Motta (Republicanos-PB), e do presidente do Congresso, Davi Alcolumbre (União Brasil-AP).

Com a promulgação, a proposta passa a integrar a Constituição e começa a contagem dos prazos para a mudança na jornada de trabalho.

A solenidade ocorreu nove dias antes da votação do segundo turno da eleição presidencial, marcada para 25 de outubro, entre Lula e Flávio Bolsonaro (PL). O fim da escala 6×1 é uma das pautas defendidas por Lula na campanha à reeleição.

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Política

PODERDATA/AYA: “TUDO IGUAL” Flávio e Lula empatam com 50% dos votos válidos no 2º turno

Foto: Valter Campanato/Agência Brasil

Pesquisa PoderData/AYA, divulgada nesta sexta-feira (16), mostra Flávio Bolsonaro (PL) e Luiz Inácio Lula da Silva (PT) empatados nas intenções de voto para o segundo turno da disputa pela Presidência da República.

No cenário que considera apenas os votos válidos, descartando brancos e nulos, os dois aparecem com 50% cada.

Metodologia

A pesquisa PoderData/AYA entrevistou 3.000 eleitores, entre os dias 13 e 15 de outubro, por meio de entrevista por telefone. A margem de erro do levantamento é de 1,8 ponto percentual, para mais ou para menos, com intervalo de confiança de 95%.

O levantamento foi realizada com recursos do próprio instituto e está registrado no TSE (Tribunal Superior Eleitoral) sob o protocolo BR-04258/2026.

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Política

“ATURA OU SURTA” Flávio Bolsonaro diz que o PT terá de “aturar Bolsonaro” na Presidência

Reprodução/Flávio Bolsonaro

O senador Flávio Bolsonaro (PL) afirmou que o PT terá que “aturar” o retorno da família Bolsonaro à Presidência da República. A declaração foi feita durante o ato “Bloquinho do 22”, em Capelinha (MG).

“E eles vão ter que aturar Bolsonaro subindo a rampa da Presidência da República. A gente vai encerrar essa era do PT de uma vez por todas, e o Brasil vai prosperar”, declarou Flávio aos apoiadores.

O ato contou com a presença do deputado federal Nikolas Ferreira (PL-MG) e faz parte de uma série de manifestações de rua em apoio ao senador.

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Paraíba

Operação policial prende 21 suspeitos e bloqueia R$ 15 milhões de organização criminosa, na Paraíba

A Polícia Civil da Paraíba deflagrou, nesta sexta-feira (16), a Operação Cadeia de Comando para investigar uma organização criminosa suspeita de envolvimento em tráfico de drogas, tortura e homicídios.

A ação ocorreu em Campina Grande, Areia, Esperança e Montadas, na Paraíba, e em Belo Horizonte, em Minas Gerais. Foram cumpridos 21 mandados de prisão preventiva e 24 de busca e apreensão, além do bloqueio de cerca de R$ 15 milhões em bens e ativos.

Segundo as investigações, integrantes que já estavam presos continuavam se comunicando com pessoas em liberdade e determinando ações relacionadas ao tráfico de drogas, à lavagem de dinheiro e a homicídios.

Durante a operação, também foram apreendidos veículos suspeitos de terem sido comprados com dinheiro do tráfico, além de dinheiro em espécie e celulares. A ação contou com equipes da Polícia Civil da Paraíba e de Minas Gerais.

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Paraíba

Operação policial prende 21 suspeitos e bloqueia R$ 15 milhões de organização criminosa, na Paraíba

A Polícia Civil da Paraíba deflagrou, nesta sexta-feira (16), a Operação Cadeia de Comando para investigar uma organização criminosa suspeita de envolvimento em tráfico de drogas, tortura e homicídios.

A ação ocorreu em Campina Grande, Areia, Esperança e Montadas, na Paraíba, e em Belo Horizonte, em Minas Gerais. Foram cumpridos 21 mandados de prisão preventiva e 24 de busca e apreensão, além do bloqueio de cerca de R$ 15 milhões em bens e ativos.

Segundo as investigações, integrantes que já estavam presos continuavam se comunicando com pessoas em liberdade e determinando ações relacionadas ao tráfico de drogas, à lavagem de dinheiro e a homicídios.

Durante a operação, também foram apreendidos veículos suspeitos de terem sido comprados com dinheiro do tráfico, além de dinheiro em espécie e celulares. A ação contou com equipes da Polícia Civil da Paraíba e de Minas Gerais.

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Paraíba

VÍDEO: “UFC” Discussão entre eleitores de Lula e Flávio Bolsonaro termina em pancadaria e mordida em padaria de JP

Uma discussão entre eleitores dos candidatos à presidência Lula (PT) e Flávio Bolsonaro (PL) terminou em agressões físicas na Padaria Bonfim, localizada no bairro de Tambaú, em João Pessoa. O caso aconteceu na última quarta-feira (14).

De acordo com as informações, dois homens se envolveram em uma briga após um desentendimento relacionado à disputa presidencial, que terá seu segundo turno em 25 de outubro.

Durante a confusão, os dois trocaram agressões físicas, incluindo uma mordida. A situação teria se agravado a ponto de exigir atendimento médico para pelo menos um dos envolvidos.

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Paraíba

COBRANÇA: Marcelo Fernandes aciona o Botafogo-PB na Justiça por dívida de quase R$ 400 mil

Foto: João Neto/Botafogo-PB

O ex-técnico do Botafogo-PB, Marcelo Fernandes, entrou na Justiça nesta quinta-feira (15) para cobrar R$ 377.825,03 do clube. Demitido em 26 de setembro, o treinador acionou o Tribunal Regional do Trabalho da 13ª Região para receber valores trabalhistas.

A ação inclui saldo salarial, multa pela rescisão antecipada, 13º salário e férias proporcionais, além de FGTS não recolhido e outros benefícios previstos em contrato.

O treinador também cobra direitos de imagem, que devem ser alvo de um novo processo nos próximos dias.

Marcelo Fernandes se junta a outros profissionais que acionaram a Justiça contra o Botafogo-PB, como os ex-técnicos Evaristo Piza e Lisca e os jogadores Gabriel Tota, Felipe Azevedo e Romarinho.

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Política

VÍDEO: “INEXPLICÁVEL” Lula diz que “não sabia” que Bolsa Família ficou 3 anos sem reajuste

 

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Um post compartilhado por Portal BG PB (@blogdobgpb)

O presidente Luiz Inácio Lula da Silva (PT) afirmou, nesta quinta-feira (15), que “não sabia” que o Bolsa Família estava há três anos sem reajuste. A declaração foi feita em entrevista à jornalista Renata Lo Prete, no Jornal Nacional, da TV Globo.

“É inexplicável que no governo do Lula alguém pense em não reajustar a inflação no salário das pessoas. É impensável, mas aconteceu. Aconteceu e eu tomei a decisão”, disse.

O reajuste foi anunciado 17 dias antes do primeiro turno das eleições e elevou o benefício mínimo de R$ 600 para R$ 691, com correção de 15,04% pela inflação. Segundo o ministro do Planejamento, Bruno Moretti, a medida custará R$ 5,8 bilhões em 2026 e cerca de R$ 22 bilhões em 2027.

A proposta de Orçamento de 2027, enviada ao Congresso antes do anúncio, não previa o reajuste.

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Política

Após aprovação, Senado promulga fim da escala 6×1 nesta sexta-feira (16)

Real Time

O Senado Federal irá promulgar, na sessão desta sexta-feira (16), a Proposta de Emenda à Constituição (PEC) que acaba com a escala 6×1.

A sessão começa às 9h, segundo o presidente do Senado, Davi Alcolumbre (União-AP). O Senado Federal aprovou nesta quarta-feira (14) a PEC 221/2019, que extingue a possibilidade de adoção regular da escala 6×1 e reduz a jornada máxima de trabalho no Brasil para 40 horas semanais sem redução salarial.

A medida garante dois dias de descanso remunerado por semana, com preferência para que um deles ocorra aos domingos.

Votação

A PEC foi apreciada em dois turnos na Casa Alta. Houve quorum de 77 senadores.

Em ambos os turnos, o placar foi de 75 votos a favor e um contra.

O que muda com a PEC?

A proposta altera o artigo 7º da Constituição e preserva o limite máximo de oito horas diárias, além dos pisos salariais das categorias. Na prática, elimina a escala em que o trabalhador atua seis dias e descansa apenas um como modelo regular de jornada.

A implementação será gradual para permitir a adaptação de empresas e trabalhadores:

  • Fase 1 (60 dias após a promulgação): a jornada máxima cai para 42 horas semanais e passa a valer a garantia de dois dias de descanso remunerado por semana.
  • Fase 2 (12 meses após a primeira fase): entra em vigor o limite definitivo de 40 horas semanais (completando a transição total cerca de 14 meses após a promulgação).

A medida alcança a maior parte dos trabalhadores regidos pela CLT. Atividades contínuas e consideradas essenciais — como saúde, segurança, transporte e limpeza urbana — poderão manter escalas diferenciadas por meio de acordos e convenções coletivas de trabalho.

O texto também apresenta tratamento específico para trabalhadores com diploma de ensino superior que recebam remuneração superior a 2,5 vezes o teto do INSS (atualmente em torno de R$ 21 mil mensais). Além disso, uma lei complementar deverá estabelecer regras adequadas para microempreendedores individuais (MEIs), microempresas e empresas de pequeno porte.

A aprovação encerra a tramitação da PEC após intensas negociações entre governo, oposição e setores econômicos. Parlamentares favoráveis à medida destacaram a demanda por mais tempo de descanso e qualidade de vida como avanços fundamentais para a classe trabalhadora. Grupos contrários alertavam para potenciais impactos em custos operacionais, mas o texto avançou sem alterações que exigissem o retorno à Câmara dos Deputados.

Com a promulgação, o Brasil se alinha a modelos de jornada mais próximos dos adotados em grande parte dos países ocidentais, encerrando a escala 6×1 como regime regular no país.

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Brasil

DATAFOLHA: Flávio tem 51% e Lula, 49% dos votos válidos

Ricardo Stuckert-PR e Andressa Anholete-Agência Senado

A pesquisa Datafolha divulgada nesta quinta-feira (15) mostra Flávio Bolsonaro (PL) com 51% dos votos válidos e Lula (PT) com 49%. O cálculo dos votos válidos exclui brancos, nulos e indecisos.

Considerando o total de entrevistados, Flávio aparece com 47%, enquanto Lula mantém 45%. Brancos e nulos passaram de 5% para 6% e os indecisos, de 1% para 2%.

O instituto ouviu 2.520 eleitores em 153 municípios nos dias 13 e 14 de outubro. A pesquisa foi encomendada pela Folha e está registrada no Tribunal Superior Eleitoral sob o número BR-00466/2026.

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