Um levantamento do Tribunal de Contas da União (TCU) apontou que a Paraíba possui 879 obras inacabadas. A informação foi confirmada pelo presidente do TCU, o paraibano Vital do Rêgo.
Para se ter uma ideia, o número representa 8% do total de obras paralisadas no país, cerca de 11 mil construções.
“Principalmente aquelas que são feitas pela Caixa e, essencialmente, aquelas que o cidadão mais precisa como creche, escola e Unidade Básica de Saúde. É um problema sério!” alertou Vital do Rêgo.
Pesquisa Meio/Ideia, divulgada nesta quarta-feira (30), mostra que o presidente Luiz Inácio Lula da Silva (PT) e o senador Flávio Bolsonaro (PL) lideram o índice de rejeição na disputa eleitoral à Presidência.
Quando questionados sobre qual dos candidatos os eleitores mais rejeitam, 43,7% responderam o nome de Lula, enquanto 41,4% mencionaram Flávio, resultado que configura empate técnico no índice.
Lista dos mais rejeitados
Lula (PT): 43,7%
Flávio Bolsonaro (PL): 41,4%
Romeu Zema (NOVO): 1,1%
Ronaldo Caiado (PSD): 0,9%
Augusto Cury (AVANTE): 0,8%
Renan Santos (MISSÃO): 0,7%
Wilson Grassi (DEMOCRATA): 0,6%
Rui Costa Pimenta (PCO): 0,5%
Clariana Barão (DC): 0,5%
Hertz Dias (PSTU): 0,4%
Samara Martins (UP): 0,4%
Leonardo Avalanche (PRTB): 0,2%
Edmilson Costa (PCB): 0,1%
Não rejeita ninguém: 7,9%
Não sabe: 1%
Metodologia
A pesquisa Meio/Ideia entrevistou 2.000 eleitores, entre os dias 25 e 28 de setembro, por meio de entrevista por telefone. A margem de erro do levantamento é de 2,2 pontos percentuais, para mais ou para menos, com intervalo de confiança de 95%.
O levantamento foi contratado pelo Canal Meio e está registrado no TSE (Tribunal Superior Eleitoral) sob o protocolo BR-08706/2026.
Mais de 119 mil paraibanos não possuem biometria cadastrada na Justiça Eleitoral, mas podem votar nas Eleições 2026. O número corresponde a 3,67% do eleitorado da Paraíba. No Brasil, cerca de 10,99% dos eleitores ainda não têm o cadastro biométrico.
A falta da biometria não impede o voto. Para votar no 1º e 2º turno, nos dias 4 e 25 de outubro, é necessário estar com a situação eleitoral regular. A biometria facilita a identificação na hora da votação, mas não é obrigatória para quem já está regularmente inscrito no Cadastro Eleitoral.
Segundo a assessora-chefe de Gestão Eleitoral (AGEL) do Tribunal Superior Eleitoral (TSE), Sandra Damiani, é a situação regular no Cadastro Eleitoral que garante o direito ao voto. “Para votar, tem que estar regular no cadastro eleitoral, independentemente de o eleitor ter ou não biometria ou ser eleitor no Brasil ou no exterior”, explica.
Como funciona a identificação na urna?
Na hora da votação, quem tem biometria cadastrada pode ser identificado pela impressão digital. Quem não possui biometria também pode votar, desde que esteja com a situação eleitoral regular.
Mas o que acontece se a digital não for reconhecida?
Se a digital não for reconhecida, a urna faz até quatro tentativas e, depois, pede o ano de nascimento do eleitor.
O secretário de Proteção e Defesa do Consumidor de João Pessoa, Júnior Pires, foi exonerado do cargo nesta quarta-feira (30). A decisão foi publicada no Diário Oficial do Município, após a defesa informar o pedido de saída na terça-feira (29).
Júnior Pires foi alvo da Operação Zona de Influência, deflagrada pela Polícia Federal para investigar uma suposta negociação de apoio político-eleitoral com uma facção criminosa na Paraíba. Antes da exoneração, a Justiça Eleitoral havia determinado o afastamento cautelar dele das funções por 90 dias.
Segundo os advogados, a decisão de deixar o cargo foi tomada para que Júnior Pires pudesse se dedicar à própria defesa e ao esclarecimento dos fatos investigados. A defesa nega qualquer envolvimento com organizações criminosas ou participação em eventual negociação de apoio político com facções.
Os advogados afirmam ainda que ele está à disposição do Poder Judiciário e das autoridades para prestar esclarecimentos e colaborar com as investigações.
O empresário Pedro Coutinho (DC) desistiu da candidatura ao Governo da Paraíba e declarou apoio ao governador Lucas Ribeiro (PP). A adesão será oficializada em uma coletiva de imprensa na manhã desta quarta-feira (30), em João Pessoa.
A desistência foi anunciada nos últimos minutos dessa terça-feira (29) e confirmada pela assessoria de Lucas Ribeiro e pelo próprio Pedro Coutinho.
Na última Pesquisa Quaest, divulgada pelas TVs Cabo Branco e Paraíba, Pedro Coutinho tinha 1% das intenções de voto, contra 2% no levantamento anterior.
Como a renúncia ocorreu após o prazo legal para mudanças nas candidaturas, o nome de Pedro Coutinho continuará na urna e poderá receber votos no próximo domingo (4). Com a desistência, porém, o ex-candidato deixa de focar em uma campanha própria e voltará sua agenda para a candidatura de Lucas Ribeiro.
Veja a nota divulgada pela assessoria de Lucas Ribeiro
O candidato ao Governo da Paraíba pelo partido Democracia Cristã (DC), Pedro Coutinho, anuncia nesta quarta-feira, às 11h11, no hotel Manaíra, em João Pessoa, a desistência de sua candidatura e o apoio à reeleição do governador Lucas Ribeiro (Progressistas).
Em coletiva à imprensa, o candidato a governador pelo DC, quarto colocado em todas as pesquisas divulgadas até o momento no Estado, vai proclamar os motivos que o levaram a anunciar seu apoio ao governador Lucas Ribeiro.
O presidente Luiz Inácio Lula da Silva (PT) e o senador Flávio Bolsonaro (PL) aparecem tecnicamente empatados nos dois turnos da disputa presidencial, segundo pesquisa do instituto Meio/Ideia divulgada nesta quarta-feira (30).
No segundo turno, Lula tem 48,5% das intenções de voto, contra 48% de Flávio Bolsonaro. A diferença de 0,5 ponto percentual está dentro da margem de erro, que é de 2,2 pontos.
Outros 2,1% dos eleitores disseram votar em branco ou nulo, enquanto 1,5% afirmaram não saber.
Primeiro turno
No primeiro turno, Lula e Flávio também aparecem tecnicamente empatados. O petista aparece à frente, com 39,4% das intenções de voto, enquanto Flávio Bolsonaro tem 38,4%.
O escritor Augusto Cury (Avante) ocupa o terceiro lugar com 6,7% dos votos. O candidato Renan Santos (Missão) marca 4,5%, seguido pelo governador Ronaldo Caiado (PSD) com 4,4% e pelo governador Romeu Zema (Novo) com 3,5%.
Metodologia
A pesquisa Meio/Ideia entrevistou 2.000 eleitores, entre os dias 25 e 28 de setembro, por meio de entrevista por telefone. A margem de erro do levantamento é de 2,2 pontos percentuais, para mais ou para menos, com intervalo de confiança de 95%.
O levantamento foi contratado pelo Canal Meio e está registrado no TSE (Tribunal Superior Eleitoral) sob o protocolo BR-08706/2026.
As agências da Caixa Econômica Federal na Paraíba retomam as atividades nesta quarta-feira (30), após o Tribunal Superior do Trabalho (TST) determinar o fim da greve dos empregados. A informação foi confirmada pelo Sindicato dos Bancários da Paraíba.
A paralisação começou em 10 de setembro e terminou nesta terça-feira (29), após o TST julgar o dissídio coletivo aberto devido ao impasse nas negociações entre o banco e os trabalhadores.
A Corte determinou reajuste salarial com reposição integral da inflação medida pelo Índice Nacional de Preços ao Consumidor (INPC), mais ganho real de 0,6%. O mesmo percentual será aplicado aos benefícios, como auxílio-refeição, auxílio-alimentação, cesta-alimentação, auxílio-creche e auxílio-babá.
A sentença terá validade de 1º de setembro de 2026 a 31 de agosto de 2027, mantendo a data-base da categoria em setembro.
Plano de Saúde
Durante a campanha salarial, o principal ponto de divergência foi o Saúde Caixa, plano de assistência médica dos trabalhadores. Os sindicatos afirmavam que as mudanças propostas pelo banco poderiam aumentar significativamente a contribuição dos empregados e reduzir o impacto do reajuste salarial. Ao longo das negociações, a categoria rejeitou três propostas apresentadas pela instituição.
No julgamento, o TST decidiu manter na sentença normativa as cláusulas sobre o Saúde Caixa e a Participação nos Lucros e Resultados (PLR) previstas nos acordos coletivos anteriores. O tribunal também decidiu que a Justiça do Trabalho não deve substituir a negociação coletiva para criar novas regras para a PLR.
Durante o debate entre os candidatos ao Governo da Paraíba, realizado pela TV Cabo Branco, nesta terça-feira (29), Lucas Ribeiro afirmou que Cícero Lucena deixou obras pela metade durante sua gestão como prefeito de João Pessoa.
Lucas citou obras de construção de creches e questionou a capacidade de Cícero de cumprir as promessas feitas na campanha.
“Não dá pra Paraíba confiar que você vai entregar o que está aqui prometendo. O nosso governo não. O nosso governo tem, entrega obras que jamais foram pensadas e imaginadas”, afirmou.
Em seguida, Lucas destacou ações de infraestrutura hídrica do governo e citou a Adutora TransParaíba, que, segundo ele, tem cerca de 700 quilômetros de extensão.
“Só essa adutora TransParaíba, são 700 quilômetros de adutora. É daqui praticamente até Cajazeiras”, declarou.
O candidato também mencionou obras de saneamento em Cajazeiras e a transposição do Ramal Piancó. Segundo Lucas, o projeto tem o compromisso do presidente Luiz Inácio Lula da Silva para ser iniciado após a aprovação do licenciamento.
“Assim que iniciar, nosso governo está pronto para fazer as obras complementares, fortalecendo também o abastecimento hídrico em todo o Vale do Piancó e Região”, afirmou.
Flávio Bolsonaro (PL) mantém a decisão de participar do debate da TV Globo, mesmo com a provável ausência de Luiz Inácio Lula da Silva (PT). O confronto será realizado nesta quinta-feira (1º) e será o último antes do primeiro turno.
A decisão contraria aliados que defendem a ausência do candidato do PL caso Lula não compareça. A avaliação do grupo é que, sem o petista, Flávio poderá virar o principal alvo dos demais presidenciáveis e sofrer desgaste na reta final da campanha.
Apesar da pressão, o senador segue disposto a participar. “Até agora nós vamos ao debate”, afirmou Rogério Marinho (PL-RN), coordenador da campanha de Flávio.
A Globo prevê manter uma cadeira vazia para cada candidato ausente. Pelas regras acertadas, os participantes poderão, inclusive, dirigir perguntas a quem não comparecer.
Com informações da coluna de Igor Gadelha, do Metrópoles.
Ao longo da gestão, manchetes registraram a atuação do deputado em diferentes frentes no município.
Em 2021, Eduardo articulou a instalação da Casa da Cidadania e participou, ao lado de Karla Pimentel e Aguinaldo Ribeiro, de tratativas para levar uma agência da Caixa Econômica ao Conde.
Em 2022 e 2023, apareceram registros de emendas para construção de praças, portal de entrada, pavimentação e outras ações, além da participação do deputado na entrega do programa Alimenta Conde.
Já em 2024, uma nova emenda de R$ 500 mil para pavimentação voltou a colocar o parlamentar no centro das ações anunciadas para o município.
Mais recentemente, o próprio deputado divulgou um balanço apontando cerca de R$ 30 milhões em ações e investimentos no Conde — valor atribuído ao levantamento do mandato.
Assim, a declaração de Karla não surgiu no vazio. Há uma sequência de registros públicos de emendas e articulações de Eduardo Carneiro envolvendo o município.
E a frase que viralizou resume a dimensão dessa relação:
“80% das ações que eu tenho do Conde têm interferência de Eduardo. E eu sou muito grata.”
O “80%” é da prefeita. As manchetes mostram o histórico que ajuda a explicar a repercussão.
“80% das ações que eu tenho do Conde têm interferência de Eduardo. E eu sou muito grata.” A declaração da prefeita Karla Pimentel ganhou força nas redes sociais e levantou questionamentos sobre o tamanho da influência do deputado estadual Eduardo Carneiro na gestão do município.
A fala foi feita durante entrevista e acabou repercutindo justamente pela dimensão atribuída pela própria prefeita à participação do parlamentar nas ações desenvolvidas em Conde.
O peso político de Eduardo Carneiro no município também aparece nas urnas. Nas eleições de 2022, o deputado recebeu 6.196 votos em Conde, sendo o candidato a deputado estadual mais votado na cidade. Em toda a Paraíba, foi reeleito com 47.535 votos.
Agora, a declaração de Karla Pimentel coloca novamente Eduardo Carneiro no centro do debate político de Conde — e dá munição para quem interpreta a influência do deputado como um dos principais fatores por trás das ações da gestão municipal.
“80% das ações têm interferência de Eduardo. E eu sou muito grata.”
Uma frase curta, mas politicamente bastante reveladora.
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