
Paraíba tem 94 cidades em situação de emergência por causa da seca



Foto: Reprodução
O prefeito de Porto Alegre e presidente da Frente Nacional de Prefeitas e Prefeitos (FNP), Sebastião Melo, irá apresentar o estudo de impacto econômico da medida eleitoral que pretende acabarcom a escalada semabak de trabalho 6×1, que ignorou todas as advertências para a irresponsabilidade da proposta.
De acordo com esse estudo, a demagogia eleitoreira deve provocar aumento de custos de cerca de R$ 35 bilhões ao ano para as prefeituras, por essa razão a FNP pretende defender uma regra de transição para os contratos públicos que permita a adequação das legislações orçamentárias municipais.
O estudo e a defesa da regra de transição serão apresentados nesta quarta (1º) durante a sessão de debates sobre a PEC 221, de 2019, que trata da redução da jornada de trabalho e do fim da chamada escala 6×1 no Brasil, no Senado Federal. A sessão está marcada para começar às 10h.
Também confirmaram presença os prefeitos de Curitiba, Eduardo Pimentel, Marcelo Zeitoune, de Boa Vista (RR), Gilvan Ferreira, de Santo André (SP) e Heron Guimarães, de Betim (MG).
Diário do Poder

O Pleno do Tribunal Regional Eleitoral da Paraíba (TRE-PB) decidiu, por unanimidade, na sessão desta segunda-feira (29), manter a condenação do governador Lucas Ribeiro (PP), pré-candidato à reeleição, por propaganda eleitoral antecipada.
Com a decisão, foi referendada a liminar da desembargadora Helena Fialho, que aplicou multa de R$ 15 mil ao gestor. Ainda cabe recurso.
A ação foi proposta pelo MDB, partido que tem o ex-prefeito Cícero Lucena como pré-candidato ao Governo da Paraíba.
O julgamento foi iniciado no último dia 18 de junho, mas havia sido interrompido após pedido de vista do desembargador João Benedito, que teve dúvidas sobre o contexto em que ocorreu a manifestação atribuída ao governador. Ao apresentar o voto nesta segunda-feira, ele acompanhou integralmente a relatora.
O caso teve origem em uma agenda institucional realizada em abril deste ano, com a participação de representantes do governo federal, entre eles o ministro Guilherme Boulos e outros aliados do presidente Luiz Inácio Lula da Silva.
Durante o discurso, Lucas Ribeiro utilizou a expressão “Faz 2 L”, em referência às iniciais de Lucas e Lula. O trecho foi amplamente divulgado por perfis nas redes sociais.
Ao votar, João Benedito afirmou que o fato de a manifestação ter ocorrido durante uma agenda institucional reforça o caráter irregular da conduta.
Na sessão em que o julgamento foi iniciado, Helena Fialho já havia sustentado que o conteúdo do vídeo não deixava dúvidas sobre a referência eleitoral. “Desde o primeiro momento em que vi o vídeo não me deixou dúvida de que o ‘Faz o L’ remetia a Lucas e Lula”, afirmou.
A relatora destacou ainda que a Justiça Eleitoral possui entendimento consolidado de que expressões com carga semântica equivalente aos pedidos explícitos de voto, as chamadas “palavras mágicas”, também podem caracterizar propaganda eleitoral antecipada.
Na decisão, Helena Fialho concluiu que o uso da expressão, associado a discursos sobre continuidade administrativa e compromisso coletivo, criou um contexto de viés eleitoral, extrapolando os limites permitidos para a pré-campanha e comprometendo a igualdade de oportunidades entre os futuros candidatos.

Uma decisão da 1ª Vara da Fazenda Pública de João Pessoa determinou a suspensão imediata de novas contratações temporárias na Secretaria de Educação da Capital. A liminar atende um pedido em uma Ação Popular promovida pelo advogado Olímpio Rocha, representando candidatos que estão no cadastro de reserva de um concurso público para Educação municipal.
A juíza Andréa Gonçalves Lopes também determinou que o município não prorrogue contratos temporários que já ultrapassaram o prazo máximo de 24 meses.
Segundo a decisão, o município mantém 2.402 contratos temporários ativos na rede municipal de ensino, número superior ao de servidores efetivos – 2.060 profissionais.
Outro dado que chamou atenção é que 2.154 desses contratos permanecem ativos há mais de dois anos. Destes, 1.230 já ultrapassam uma década de vigência, situação que, conforme a decisão, reforça indícios de utilização de vínculos temporários para atender necessidades permanentes da administração pública.
“A ilegalidade das contratações temporárias é reforçada pela análise de sua duração. O artigo 4º da Lei Municipal nº 14.375/2021 limita a contratação temporária ao prazo máximo de 12 meses, admitida uma única prorrogação por igual período. Essa prorrogação reiterada desvirtua os requisitos constitucionais estabelecidos no Tema de Repercussão Geral 612 do Supremo Tribunal Federal (RE 658.026/MG), que exige a predeterminação do prazo de contratação, a transitoriedade da necessidade, o caráter excepcional do interesse público“, diz a decisão.
Até agora a prefeitura ainda não se posicionou sobre o tema.

Os prejuízos provocados pelas chuvas atingiram estradas, ruas, unidades públicas e residências, além de comprometerem a infraestrutura em diversas cidades do estado. Os municípios, segundo ele, receberam verbas para assistência social, mas seguem aguardando a liberação dos recursos prometidos pelo Governo Federal para a reconstrução.
George Coelho lembrou que equipes da Defesa Civil Nacional e do Ministério do Desenvolvimento Regional estiveram na Paraíba para avaliar os danos causados pelas precipitações. Após as vistorias, o Governo da Paraíba decretou estado de calamidade pública em 33 municípios, medida posteriormente reconhecida pelo Governo Federal.
Na ocasião, o ministro Waldez Góes solicitou aos prefeitos o envio de planos de trabalho para liberação dos recursos. De acordo com George, os projetos encaminhados enfrentam entraves burocráticos. “O que chegou até agora foi a parte de doação e alimentação”, afirmou.
Recursos do Estado
Ele ponderou que o Governo do Estado também atuou para garantir recursos destinados à recuperação de passagens molhadas e outras estruturas afetadas pelas chuvas, mas os municípios ainda precisam dos recursos federais.
No início de maio, o Governo da Paraíba anunciou o investimento de R$ 6 milhões em recursos para recuperar estradas que tiveram algum tipo de problema. O valor, no entanto, é insuficiente para atender a demanda de todos os municípios.
As chuvas intensas atingiram diversas regiões da Paraíba ao longo do mês de maio, provocando alagamentos, danos em estradas e prejuízos em equipamentos públicos e residências.
No último fim de semana, mais transtornos foram registrados após a ocorrência de chuvas no estado, provocando novos alagamentos e deixando famílias desalojadas.

O Tribunal Regional Eleitoral da Paraíba (TRE-PB) determinou a remoção de um vídeo das redes sociais do governador Lucas Ribeiro (Progressistas) e do ex-governador João Azevêdo (PSB), apontando propaganda eleitoral antecipada. A decisão foi do desembargador Aluízio Bezerra Filho, que julgou procedente a ação movida pelo MDB.
No dia 15 deste mês, o MPE tinha se manifestado pela procedência da ação. O vídeo foi gravado em um hospital público em Cajazeiras, no Sertão, durante uma agenda oficial. Na gravação os dois aparecem exaltando as ações da gestão estadual.
No entendimento do MP e também do TRE, as falas dos dois, que são pré-candidatos ao Governo e ao Senado, extrapola os limites da pré-campanha, configurando propaganda eleitoral antecipada.
A decisão apontou que a conduta eleitoral ficou caracterizada no uso de “palavras-mágicas” nas falas dos dois pré-candidatos. Frases como “Conto com você!” e “Pra frente, sempre!” foram usadas por Lucas e João.
“A utilização de bem público sensível, afetado à prestação de serviço essencial, como cenário de promoção político-eleitoral, somada à participação ativa dos representados e à difusão da mensagem em ambiente digital de amplo alcance potencial, acentua a reprovabilidade da conduta e evidencia violação à neutralidade administrativa e à paridade de armas entre os possíveis competidores”, diz a decisão.
Além da remoção do vídeo das redes sociais, o desembargador também aplicou uma multa individual de R$ 10 mil para Lucas Ribeiro e João Azevêdo.


Parte dos brasileiros da geração Z tem deixado de apoiar o presidente Luiz Inácio Lula da Silva (PT) e passado a demonstrar preferência por candidatos de direita para as eleições de 2026. A informação é de uma reportagem publicada nesta semana pela agência Reuters.
Segundo o texto, a mudança envolve eleitores de 16 a 34 anos, faixa etária que foi importante para a vitória de Lula em 2022. Entre os principais motivos apontados estão a percepção de estagnação da economia, a preocupação com a segurança pública e casos de corrupção.
Pesquisas apontam desgaste entre a geração Z
Levantamento da Quaest, divulgado em junho, mostra que os brasileiros de 16 a 34 anos são o único grupo em que a desaprovação do governo supera a aprovação.
Dados da AtlasIntel também indicam que os jovens brasileiros se identificam mais com posições de direita do que as gerações mais velhas, tendência mais forte entre os homens. O movimento também é observado em países como Estados Unidos, Coreia do Sul e nações da Europa.
Especialistas afirmam que a mudança não significa, necessariamente, uma alteração ideológica. Muitos jovens continuam defendendo políticas públicas e programas sociais, mas demonstram frustração com os resultados econômicos.
A Reuters também destaca que esse cenário abriu espaço para nomes da direita, como o pré-candidato Renan Santos, do partido Missão, ligado ao Movimento Brasil Livre. Segundo a reportagem, ele tem atraído jovens ao defender o combate à corrupção, o endurecimento da segurança pública e a redução do tamanho do Estado.
Renan afirma que esse eleitorado não é conservador, mas que é antiesquerda.
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O lateral-esquerdo paraibano Douglas Santos revelou um dos bastidores da classificação da Seleção Brasileira às oitavas de final da Copa do Mundo de 2026. Após a vitória por 2 a 1, de virada, sobre o Japão, nesta segunda-feira (29), o jogador contou que passou uma mensagem de confiança aos companheiros durante a partida.
Em entrevista à CazéTV, Douglas disse que conversou com o goleiro Weverton e o zagueiro Gabriel Magalhães e destacou a importância do esforço da equipe ao longo da competição.
“Eu falei para Weverton e Gabriel Magalhães que sem sacrifício não tem testemunho. Então eu acho que o testemunho da gente nesse jogo está sendo bonito. Que a gente possa cada vez mais confiar no trabalho que está sendo bem feito porque coisas grandes ainda estão por vir”, afirmou.

A defesa do ex-presidente Jair Bolsonaro vai se reunir com o ministro Alexandre de Moraes, do STF (Supremo Tribunal Federal), nesta terça-feira (30), antes da decisão sobre a manutenção ou revogação da prisão domiciliar humanitária.
O benefício, concedido em março por 90 dias após tratamento de broncopneumonia bacteriana, venceu na semana passada. Enquanto a defesa pede a prorrogação com base em argumentos médicos, o STF também analisa uma investigação que apura se Bolsonaro cometeu uma “falta grave” após a apreensão de uma arma.
O procurador-geral da República, Paulo Gonet, defendeu que a Corte aguarde a conclusão da investigação antes de decidir sobre eventual “falta grave” ou descumprimento das regras da prisão domiciliar.
Segundo Gonet, neste momento, o episódio não comprova de forma concreta uma infração disciplinar grave. Para ele, a caracterização da conduta depende da análise do impacto do ato na execução da pena, e não apenas do fato isolado.

Em João Pessoa, o ex-governador João Azevêdo (PSB) lidera as intenções de voto para o Senado Federal, segundo pesquisa divulgada pelo Instituto Data Ranking, em parceria com o portal Fonte83.
Na pesquisa estimulada para a soma dos dois votos, João aparece com 56,8%, seguido pelo senador Veneziano Vital do Rêgo (MDB), com 38,4%, e Marcelo Queiroga, com 13,8%.
Na sequência, aparecem Major Fábio (Novo), com 3,7%; Nabor Wanderley (Republicanos), com 3,6%; André Gadelha (MDB), com 1,5%; Rinaldo Júnior (DC), com 0,5%; e Avenzoar Arruda (PSOL), com 0,4%.
Segundo a pesquisa, 55,2% dos entrevistados não souberam ou preferiram não responder, enquanto 26,1% afirmaram que não votariam em nenhum dos nomes apresentados.
Metodologia
O levantamento ouviu 783 eleitores entre os dias 19 e 20 de junho de 2026. A margem de erro é de 2,2 pontos percentuais, com nível de confiança de 95%. A pesquisa está registrada no Tribunal Regional Eleitoral da Paraíba (TRE-PB) sob o número PB-00353/2026.
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