
O assessor especial da Presidência, Celso Amorim, descartou a possibilidade de o presidente Luiz Inácio Lula da Silva (PT) comparecer à posse de Nicolás Maduro (Partido Socialista Unido da Venezuela), em janeiro. No entanto, declarou que o Brasil não romperá relações com o governo chavista, apesar das controvérsias em torno do processo eleitoral.
Questionado se considera a Venezuela uma ditadura, Amorim evitou o rótulo e disse preferir “não fazer adjetivos”. O diplomata destacou que ainda há espaço para negociações e que o Brasil seguirá envolvido com o país vizinho. “Nunca é ‘game over’”, afirmou. A declaração foi dada nesta 6ª feira (20.set.2024), em entrevista ao Valor.
O CNE (Conselho Nacional Eleitoral), diretamente ligado ao governo venezuelano, declarou a vitória de Maduro nas eleições de 28 de julho. A oposição fala em fraude eleitoral e diz que o vencedor foi Edmundo González Urrutia (Plataforma Unitária Democrática, centro-direita).
Amorim reconheceu que as tentativas brasileiras de apoiar um processo eleitoral mais transparente na Venezuela não foram bem sucedidas. No entanto, ressaltou que o Brasil continuará colaborando com o governo de Maduro nos limites de uma cooperação democrática, sem interferir diretamente.
“A gente também tem um limite do que podemos fazer sem ser interferência. A gente até deu sugestões [sobre novas eleições]. Aparentemente, nem a oposição nem o governo estiveram de acordo, o que demonstra que talvez essas sugestões fossem equilibradas”, afirmou.
Poder360



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