
O PSOL de Campina Grande ajuizou uma ação na Justiça Eleitoral contra o candidato a prefeito Artur Bolinha, do partido Novo, acusando-o de publicar um vídeo em sua conta no Instagram que contém um gesto amplamente associado à supremacia branca. A ação pede a cassação da candidatura de Bolinha, a aplicação de multa pela propaganda irregular e a retirada do conteúdo das plataformas digitais.
Conforme o documento, o gesto, feito com o dedo indicador junto ao polegar formando um círculo, enquanto os outros três dedos permanecem levantados, é identificado por organizações de direitos humanos e autoridades internacionais como um símbolo de “White Power” (Poder Branco). O PSOL argumenta que a veiculação desse tipo de símbolo em propaganda eleitoral é incompatível com os princípios democráticos e de igualdade, configurando uma violação da legislação eleitoral ao propagar ideias racistas e de ódio.
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Ao Blog do BG PB, Bolinha negou as acusações e revelou que a intenção era divulgar o número do partido. “Na verdade, aquilo ali é o 30 da campanha, simbolizado no número da mão, de 30, que é o número que a gente vai trabalhar na campanha. Não tem nada a ver com associação a qualquer tipo de supremacia branca ou qualquer que seja a natureza. Eu até me surpreendi com esse tipo de interpretação. No fundo, eu acho o seguinte, eu acho que essas pessoas falam que o coração deles está cheio, eles vivem acusando os outros de raciocínio, de preconceito, na verdade, eles é que vivem fazendo isso. A morte de Sílvio Santos agora é um exemplo disso. Quantos perfis ligados ao pessoal, ao partido mais à extrema esquerda, publicaram matéria detonando muitos deles achando, inclusive, com o fato de Sílvio ter morrido. ”
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