Judiciário

Justiça determina que Cícero regularize tratamento de pacientes com câncer em 30 dias em JP

Foto em preto e branco mostra um estetoscópio

Foto: Pixabay

A Justiça Federal atendeu pedido do Ministério Público Federal (MPF) e determinou que o Município de João Pessoa comprove, no prazo de 30 dias, o cumprimento do prazo legal para início do tratamento de pacientes diagnosticados com câncer. Conforme a Lei, o primeiro tratamento no Sistema Único de Saúde (SUS) deve ocorrer em até 60 dias.

Pela decisão, o ente municipal deve apresentar informações sobre o efetivo início do tratamento dos pacientes atendidos pelo Hospital Napoleão Laureano (HNL), indicando as respectivas datas de diagnóstico, comprovando assim o atendimento do prazo de 60 dias. Também está obrigado a apresentar à Justiça Federal lista de pacientes que ainda aguardam atendimento, com a data do respectivo diagnóstico e a data agendada para consulta com oncologista clínico – a partir da qual será possível o início de tratamento por quimioterapia ou radioterapia.

A Justiça Federal determinou ainda que o ente municipal terá de comprovar a aquisição direta de medicamentos e insumos para imediata regularização dos serviços do HNL, caso necessário para garantir atendimentos no prazo legal; já a União e o Estado da Paraíba deverão ressarcir ao Município os valores utilizados na compra dos fármacos.

A decisão judicial lembra que o MPF já havia ajuizado ação em 2019 para regularizar a situação e que em 2024 a situação apresenta-se “de forma agravada, diante da recalcitrância dos entes federativos no cumprimento das obrigações que lhes foram impostas naquele processo. É estarrecedor que o Ministério Público Federal precise, na via administrativa e, agora, na judicial, provocar os entes federativos para que cumpram seu munus legal (obrigação), no âmbito do SUS”, diz trecho do documento.

Em inspeção no HNL, realizada em conjunto com o Ministério Público Estadual, em fevereiro deste ano, constatou-se grave situação de abandono de pacientes, sem perspectiva de cumprimento do prazo legal máximo para início de seus tratamentos oncológicos. Desde 2020, em auditoria do Departamento Nacional de Auditoria do SUS (Denasus), determinada pela Justiça Federal a pedido do MPF, já havia sido detectada a omissão do Município de João Pessoa em controlar o fluxo de atendimentos oncológicos, cuja regulação era feita pelos próprios prestadores de serviços, entidades privadas contratadas.

Embora a Prefeitura de João Pessoa tenha informado ao MPF e à Justiça Federal que havia criado comissão, desde 2022, para implementar regulação mais efetiva e garantir o atendimento dos pacientes oncológicos no prazo máximo legal, não se soube de nenhum resultado concreto de alguma atuação desta comissão.

Apenas após recomendação do MPF e do MPPB, em 2024, a Secretaria Municipal de Saúde (SMS) informou que assumiria seu papel de regulador, mas, até o momento, não deu detalhes da estratégia adotada para tanto, nem apresentado informações sobre efetivo início de tratamento dos pacientes em espera.

Desarticulação – O MPF constatou que a implementação do sistema de regulação na área oncológica enfrenta uma séria desarticulação na Paraíba. Em reunião realizada em maio deste ano, a Secretaria de Estado de Saúde (SES/PB) informou dificuldades decorrentes do fato de que, apesar de o estado ser o coordenador da política oncológica, os recursos são repassados aos municípios, sendo alguns encarregados da regulação dos atendimentos.

No caso do Município de João Pessoa, a alegação é de que, além de não fornecer informações, o município não se dispôs a dialogar com o estado. O estado informou estar, inclusive, em busca de assumir parcialmente a regulação da rede de oncologia, afim de melhorar o atendimento dos pacientes.

Esse ponto não passou despercebido na decisão judicial: “O que mais chama a atenção é que, a despeito de não estar conseguindo se desincumbir de seu dever legal, aparentemente e, também de forma equivocada, o Município de João Pessoa não aceita ser coordenado pelo Estado da Paraíba, em sua atuação dentro do Sistema Único de Saúde, a despeito de caber ao Estado este papel”, diz trecho da decisão.

Outro entrave apontado é a falta de informações dos municípios acerca da demanda reprimida. De acordo com o Estado da Paraíba, ao consultar os municípios sobre o quantitativo de pessoas na fila de espera para início do tratamento, não houve resposta, especialmente quanto à clientela do HNL.

O MPF chamou atenção para gravidade do fato de o estado afirmar a possível existência de vagas no Hospital do Bem, de Patos (PB), para atender parte dos pacientes em fila de espera por tratamento oncológico, mas não poder atendê-los pela falta de informações e encaminhamentos que caberiam ao Município de João Pessoa.

O procurador da República responsável pelo caso, Guilherme Ferraz, ponderou que o trabalho em conjunto do estado com o Município de João Pessoa mostra-se essencial para superar a conjuntura de grave desassistência suportada pelos pacientes com câncer no estado. Alertou ainda ser inadmissível que os pacientes oncológicos fiquem esperando meses sem previsão de data para início de seu tratamento, enquanto o Município se recusa a se articular com o estado, que se dispõe a auxiliar a agilizar atendimentos. Destacou enfim que a SES/PB não pode se omitir, como coordenação estadual, diante do referido quadro de falta de regulação efetiva da rede pelo município.

De acordo com a decisão da Justiça Federal, o estado, por meio da Gestão Estadual do SUS, também deve comprovar a realização de estudos para ampliação da rede local de atendimento em oncologia, no prazo de 30 dias.

Desespero nas filas – A decisão da última segunda-feira (22) aponta a persistência de diversas falhas no atendimento aos pacientes do HNL, como a completa ausência de fluxo para monitoramento e acompanhamento dos pacientes, que eram orientados a se posicionar na porta do hospital no primeiro dia do mês (muitos vindos do interior) para receber senhas em número reduzido. Os que não tinham sucesso, tinham de voltar apenas no mês seguinte, sem qualquer protocolo ou registro para composição de fila de demanda reprimida. Além disso, foram identificados nomes e números de cartão do SUS de cerca de 200 pacientes em situação desesperadora, que não tiveram acesso sequer à marcação de consulta.

“O Município de João Pessoa pouco avançou no atendimento desses enfermos, não tendo informado nem comprovado, até agora, providências que tenha adotado no sentido de assegurar a assistência oncológica dentro do prazo previsto na Lei, mesmo decorridos quase seis meses desde o encaminhamento das listas de pacientes que aguardavam atendimento em fevereiro de 2024”, destaca trecho da decisão, contendo relato das investigações promovidas pelo MPF.

A Controladoria-Geral da União (CGU), em recente relatório onde aponta graves irregularidades detectadas no funcionamento do HNL, apontou um elevado índice de óbito de pacientes oncológicos, em comparação com outros estados do Nordeste. Também o Conselho Regional de Medicina, desde 2020, já havia apontado sinais de elevação de tais índices. Por sua vez, a SES/PB, em recente avaliação da sua rede de atenção oncológica, constatou que há uma subnotificação dos óbitos no estado em virtude do fato de os pacientes sequer conseguirem obter diagnóstico da doença, a qual avança sem tratamento, desaguando inevitavelmente no resultado morte.

“Quem tem um plano de saúde inicia quase imediatamente um tratamento de câncer enquanto no SUS os pacientes devem esperar até 60 dias. O MPF está, então, fazendo um apelo aos gestores para que se unam visando cumprir a decisão judicial e ao menos garantam o respeito a esse prazo”, disse o procurador da República Guilherme Ferraz.

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Política

Já pode pedir votos? Procuradoria vê propaganda antecipada em fala de Lula sobre ex-ministras

Ricardo Stuckert / PR

A procuradora regional eleitoral de São Paulo, Maria Cristina Simões Amorim Ziouva, deu parecer favorável à representação apresentada pelo partido Missão contra o presidente Lula (PT) e as ex-ministras Simone Tebet (PSB) e Marina Silva (Rede).

Segundo o parecer, uma fala de Lula durante o lançamento do programa Move Aplicativos, em 19 de maio, configura propaganda eleitoral antecipada. Na ocasião, o presidente disse: “Só não mexam com a Janja. Nem com a Simone, nem com a Marina. O que vocês podem fazer com elas, um dia, é dar voto para as duas. Só isso. Um dia, sabe?”

Para a procuradora, a declaração faz um pedido explícito de votos para as duas pré-candidatas ao Senado, o que é proibido pela legislação eleitoral antes de 16 de agosto do ano da eleição.

O caso tem como relatora a juíza Danyelle Galvão, do Tribunal Regional Eleitoral de São Paulo, que ainda vai analisar o processo. A decisão final será do plenário do TRE-SP.

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Paraíba

Prefeito de Sapé Major Sidney vira réu por suspeita de fraude em licitação de combustíveis

Prefeito de Sapé, Major Sidney

O Órgão Especial do Tribunal de Justiça da Paraíba (TJPB) decidiu, nesta quarta-feira (8), tornar réu o prefeito de Sapé, Major Sidney Paiva de Freitas, pelo crime de frustrar o caráter competitivo de uma licitação.

Com o recebimento da denúncia, o prefeito passa à condição de réu e responderá à ação penal no Tribunal de Justiça.

Segundo a denúncia apresentada pelo Ministério Público, as investigações apontam que um pregão, destinado à contratação de empresa para fornecimento de combustíveis à frota do município de Sapé, teria sido direcionado para beneficiar uma empresa específica, comprometendo a livre concorrência.

A denúncia aponta que a sessão foi suspensa por supostos problemas de saúde do pregoeiro, sem comprovação técnica. Depois, uma nova convocação foi publicada no mesmo dia da sessão, desrespeitando o prazo previsto em lei e impedindo a participação de outras empresas.

Ainda conforme o MPPB, apenas a empresa vencedora participou da licitação. O órgão também informou que dados do Núcleo de Apoio Técnico (NAT) indicam que a empresa teria fornecido materiais para a campanha eleitoral de Sidney Paiva, reforçando os indícios de direcionamento.

Relator do processo, o desembargador Ricardo Vital rejeitou os argumentos da defesa e votou pelo recebimento da denúncia. A decisão foi unânime.

Fonte: Portal Correio

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Judiciário

TJPB elege Onaldo Queiroga para vaga de suplente no TRE-PB

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O Tribunal de Justiça da Paraíba escolheu, nesta quarta-feira (8), o desembargador Onaldo Rocha de Queiroga para a vaga de membro suplente do Tribunal Regional Eleitoral da Paraíba.

Onaldo Queiroga assume a vaga aberta após a renúncia do desembargador Ricardo Vital de Almeida.

Após a eleição, o magistrado agradeceu a confiança dos colegas e reafirmou o compromisso com a Justiça Eleitoral. Já o presidente do TRE-PB, Márcio Murilo da Cunha Ramos, destacou a experiência de Onaldo na área eleitoral.

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Guerra

Trump diz que cessar-fogo com Irã ‘acabou’ e ameaça novo ataque esta noite: ‘Eles são lixo, governados por doentes’

Foto: Jonathan Ernst/Reuters

O presidente dos Estados Unidos, Donald Trump, afirmou nesta quarta-feira (8) que considera encerrado o acordo provisório de cessar-fogo com o Irã após a retomada dos confrontos entre os dois países. Durante a cúpula da Otan, em Ancara, na Turquia, ele declarou que o entendimento “acabou” e sinalizou novos ataques contra alvos iranianos. “Para mim, acho que [o acordo]acabou. No que me diz respeito, isso é apenas perda de tempo”, afirmou.

Trump também disse que os Estados Unidos poderão intensificar a ofensiva nas próximas horas e voltar a impor um bloqueio ao Irã. “Na noite passada, nós os atingimos com muita força. Provavelmente voltaremos a atingi-los com força esta noite. Poderíamos voltar a impor o bloqueio, e seria apenas para o Irã”, declarou. O presidente ainda afirmou que o país “nunca construirá uma arma nuclear”, com ou sem um novo acordo.

As declarações ocorreram após os EUA bombardearem mais de 80 alvos militares iranianos, incluindo sistemas de defesa aérea, radares, bases de drones e embarcações da Guarda Revolucionária. Segundo o Comando Central dos EUA (Centcom), a operação teve como objetivo responder aos ataques iranianos contra navios comerciais no Estreito de Ormuz. Em reação, o Irã atacou bases militares americanas no Bahrein e no Kuwait, além de afirmar ter derrubado um drone dos EUA.

Após a escalada, o governo americano revogou a autorização temporária que permitia a venda de petróleo iraniano e restabeleceu restrições econômicas ao país. Enquanto Washington afirma que continuará buscando um acordo definitivo, o governo iraniano acusou os EUA de romper o entendimento firmado no mês passado e prometeu adotar “ações decisivas” em resposta às medidas americanas.

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MPPB

MP pede investigação da empresa INOVAR que coleta lixo em João Pessoa por suposta apropriação de consignados

O Ministério Público da Paraíba solicitou que a Polícia Civil da Paraíba investigue a empresa Inovar Soluções Ambientais Ltda., responsável pela coleta de lixo em João Pessoa, por suspeita de descontar parcelas de empréstimos consignados dos salários de funcionários sem repassar os valores às instituições financeiras.

Segundo o procedimento assinado pelo promotor Ricardo Alex Almeida Lins, as supostas irregularidades teriam ocorrido entre janeiro de 2025 e 25 de fevereiro de 2026 e podem ter afetado 616 trabalhadores, entre agentes de limpeza e coletores. O caso citado envolve o Itaú Unibanco.

O MPPB recebeu a denúncia por meio do Ministério Público do Trabalho, após relato de um trabalhador sob sigilo. Na avaliação do órgão, os fatos podem caracterizar, em tese, o crime de apropriação indébita.

O procedimento foi encaminhado ao delegado-geral da Polícia Civil, que deverá designar um responsável pela investigação. A corporação terá 15 dias para informar ao Ministério Público o número do procedimento investigativo.

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Paraíba

VÍDEO: Veja momentos antes de eletricista levar choque e morrer em mangabeira em JP

Um eletricista morreu após sofrer uma descarga elétrica no fim da manhã desta quarta-feira (8), no bairro de Mangabeira, em João Pessoa.

A vítima, identificada como Jeferson Soares, de 45 anos, realizava em serviço de vistoria em um prédio comercial. A suspeita é que ele tenha entrado em contato com um fio desencapado e, por estar sobre um telhado de alumínio, sofreu uma descarga elétrica e morreu no local.

A perícia realizará os procedimentos no local para esclarecer as circunstâncias do acidente.

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Brasil

Polícia Federal faz buscas por armas e munição na casa de Bolsonaro

Foto: Reprodução/ X @republiqueBRA

A Polícia Federal cumpriu, nesta quarta-feira (8), um mandado de busca e apreensão na casa do ex-presidente Jair Bolsonaro (PL), em Brasília. Segundo um advogado de Bolsonaro, a decisão foi do ministro do Supremo Tribunal Federal Alexandre de Moraes.

Durante cerca de 50 minutos, os agentes procuraram armas, munições e documentos de registro. Após a operação, Carlos Bolsonaro comentou o caso: “Ninguém aguenta mais tanta perseguição, injustiça e tortura.”

Manutenção da prisão domiciliar e entrega de armas

Em 3 de julho, o ministro Alexandre Moraes manteve Bolsonaro em prisão domiciliar após o fim do prazo inicial de 90 dias. A decisão também revogou o Registro de Colecionador, Atirador Desportivo e Caçador (CAC) do ex-presidente, “bem como a imediata apreensão de todas as armas de fogo a ele vinculadas”, após a apreensão de uma pistola registrada em seu nome durante uma blitz.

Na decisão, Moraes afirmou que a situação de Bolsonaro é incompatível com a posse de armas e determinou a entrega do armamento. A defesa informou ao STF que, das 10 armas citadas, duas já haviam sido entregues à Polícia Federal em 2023 por determinação do TCU, enquanto as outras oito estariam guardadas no Batalhão de Polícia do Exército, em Brasília.

Com isso, Moraes determinou que o Exército entregasse as oito armas à Polícia Federal em até 48 horas, além da confirmação da guarda das outras duas.

No último domingo (6), o Batalhão de Polícia do Exército informou ao STF que não estava com duas das oito armas citadas pela defesa. Segundo os militares, apenas seis foram entregues à Polícia Federal.

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Política

PESQUISA MEIA/IDEIA: Lula lidera no 1º turno e tem empate técnico com Flávio Bolsonaro no 2º

Reprodução

Uma pesquisa Meio/Ideia, divulgada hoje (8), mostra o presidente Lula (PT) à frente no primeiro turno. No segundo turno, o petista tem 45% das intenções de voto, contra 40% do senador Flávio Bolsonaro (PL).

1º turno – pesquisa estimulada

  • Lula (PT) – 40,4%

  • Flávio Bolsonaro (PL) – 32%

  • Ronaldo Caiado (PSD) – 4%

  • Romeu Zema (Novo) – 2,5%

  • Aécio Neves (PSDB) – 2%

  • Renan Santos (Missão) – 2%

  • Augusto Cury (Avante) – 1,5%

  • Joaquim Barbosa (DC) – 0,5%

  • Cabo Daciolo (Mobiliza) – 0,5%

  • Branco/Nulo – 1,1%

  • Rui Costa Pimenta (PCO) – 0,4%

  • Samara Martins (UP) – 0,4%

  • Hertz Dias (PSTU) – 0,1%

  • Edmilson Costa (PCB) – 0,1%

  • Ninguém/Branco/Nulo – 4,1%

  • Não sabem – 9,5%

2º turno

Lula x Flávio Bolsonaro

  • Lula (PT) – 45%

  • Flávio Bolsonaro (PL) – 40%

  • Branco/Nulo – 10,5%

  • Não sabem – 4,5%

Metodologia

O levantamento entrevistou 1.500 eleitores por telefone entre os dias 3 e 6 de julho. A margem de erro é de 2,5 pontos percentuais para mais ou para menos, com nível de confiança de 95%. O registro da pesquisa no TSE (Tribunal Superior Eleitoral) é BR-05628/2026.

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Paraíba

MP aciona Justiça para obrigar União, estado e JP a regularizar rede de saúde mental

Foto: divulgação/memorial MPF

O Ministério Público Federal (MPF) e o Ministério Público da Paraíba (MPPB) ajuizaram uma ação na Justiça Federal para regularizar a Rede de Atenção Psicossocial (RAPS) na Paraíba. A medida foi divulgada nesta terça-feira (7).

Segundo os órgãos, a rede apresenta falhas que comprometem o atendimento de pessoas com transtornos mentais pelo SUS, a continuidade do tratamento e a desinternação de pacientes que ainda permanecem em hospitais psiquiátricos ou na Penitenciária de Psiquiatria Forense de João Pessoa.

A ação informa que pelo menos 17 pessoas já têm autorização da Justiça para deixar a penitenciária, mas continuam internadas por falta de vagas em residências terapêuticas para pacientes que não podem voltar ao convívio familiar.

Falhas apontadas na rede de saúde mental

As investigações apontaram três problemas principais: falta de comprovação do funcionamento dos leitos de saúde mental, ausência da quarta Residência Terapêutica Tipo II prevista para a região e falhas no planejamento, monitoramento e organização da RAPS.

Durante a investigação, o município informou que os serviços estavam em implantação ou próximos da habilitação. No entanto, segundo a ação, “não apresentou documentos capazes de comprovar o efetivo funcionamento dos leitos nem a regular habilitação junto ao Ministério da Saúde”.

Ainda de acordo com o MPF, uma vistoria realizada em junho de 2026 pela Secretaria de Estado da Saúde, com participação do Ministério da Saúde e da Prefeitura de João Pessoa, confirmou as irregularidades. O relatório concluiu que nenhum dos leitos de saúde mental da capital estava habilitado pelo Ministério da Saúde e recomendou adequações na rede.

Pedidos do MP à Justiça

Na ação, o MPF e o MPPB pedem, em caráter de urgência, a implantação da quarta Residência Terapêutica Tipo II prevista para a região, além da entrada em funcionamento dos leitos de saúde mental em hospitais gerais, pactuados desde 2013 e 2015.

Os órgãos também solicitam que as pessoas com decisão de desinternação sejam acolhidas em até 15 dias e incluídas na RAPS, além de medidas temporárias para garantir o atendimento pelo SUS enquanto a estrutura não for concluída.

Também foram pedidos a habilitação das residências terapêuticas e dos leitos junto ao Ministério da Saúde, a criação do Grupo Condutor Municipal da RAPS, um cronograma para corrigir as irregularidades apontadas pelo Denasus e apoio técnico da União e do Estado ao município. Em caso de descumprimento, a ação prevê multa diária de R$ 10 mil.

Ao fim do processo, os Ministérios Públicos pedem que União, Estado e município mantenham de forma permanente a estrutura da RAPS e que seja paga indenização por dano moral coletivo de, no mínimo, R$ 1 milhão.

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Paraíba

Operação mira grupo criminoso envolvido com tráfico de drogas e lavagem de dinheiro na Paraíba

Foto: Reprodução / Polícia Militar da Paraíba

Uma operação conjunta de forças de segurança foi deflagrada na manhã desta quarta-feira (08), contra uma organização investigada por tráfico de drogas e lavagem de dinheiro na Paraíba.

A operação ocorre simultaneamente na Paraíba, Mato Grosso do Sul e São Paulo, cumprindo um total de 59 mandados judiciais. Destes, 46 são de busca domiciliar e 13 de prisão temporária, autorizados pelo Poder Judiciário da Paraíba. O cumprimento dos mandados busca desarticular a estrutura da organização no âmbito nacional.

Até a última atualização, 16 pessoas foram presas na Paraíba, em cidades como João Pessoa, Campina Grande e Conde. Durante as ações, as forças de segurança também apreenderam armas e drogas, embora as quantidades ainda não tenham sido divulgadas. A operação segue em andamento, com possibilidade de novos desdobramentos.

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