STF

Veja a íntegra do depoimento de Mauro Cid ao STF sobre ataques à PF e Moraes

Foto: Andre Borges/EFE

O tenente-coronel Mauro Cid, ex-ajudante de ordens de Jair Bolsonaro, confirmou nessa sexta-feira (22) que quer manter a delação premiada e disse que não foi coagido pela Polícia Federal para depor. Ele prestou depoimento ao STF (Supremo Tribunal Federal) sobre um áudio no qual fez ataques à PF e ao ministro Alexandre de Moraes. Ao fim da audiência, Cid foi preso preventivamente por descumprir medidas cautelares e obstrução à Justiça.

Na gravação, Cid afirma que a PF o pressionou a relatar fatos que não aconteceram e a detalhar eventos sobre os quais não tinha conhecimento. Ele também critica a atuação de Moraes, dizendo que o ministro faz o que bem entender.

Veja a íntegra do depoimento de Mauro Cid ao STF:

O senhor participou de audiência nesta Corte, no dia 06/09/23, sob a condução do então juiz Auxiliar Marco Vargas. O senhor se recorda da audiência?

Sim, se recorda da audiência e das circunstâncias onde ela foi realizada e dos participantes.

O senhor foi acompanhado por seus defensores na audiência realizada m 06/09/23, aqui no STF?

Sim, estava acompanhado do Dr. Cezar e da Dra. Vania.

O senhor esteve sempre acompanhado por seus defensores nas oitivas realizadas pela autoridade policial?

Sempre esteve acompanhado por advogados, na maioria das vezes com mais de um advogado.

O senhor reafirma a voluntariedade da manifestação de vontade exteriorizada na audiência realizada no dia 06/09?

Sim, confirma e reafirma. A vontade continua sendo a mesma. De forma espontânea e voluntária. Ciente de que seria feita a colaboração. Afirma não ter havido pressão do judiciário ou da polícia. Conversou previamente com os advogados sobre a colaboração.

O senhor foi coagido em algum momento, por qualquer pessoa ou instituição, a firmar o acordo de colaboração?

A decisão foi própria, de livre e espontânea vontade.

O senhor tem ciência dos termos da colaboração, inclusive das cláusulas relacionadas às suas obrigações?

Sim, tenho ciência dos termos e concordei com todas elas.

O senhor tem ciência dos áudios divulgados na data de ontem, 21/03/2024?

Teve ciência através da revista. A conversa era privada, informal, privada, particular, sem intuito de ser exposta em revista de grande circulação.

O senhor reconhece os áudios divulgados? O senhor proferiu as mensagens?

Resp: que ouviu todos os áudios. Reconhece as falas, foram proferidas por mim, em conversa privada.

Quem é o interlocutor das mensagens divulgadas na reportagem?

Está recluso, praticamente em casa, não tem vida social e não trabalha. Não lembra para quem falou essas frases de desabafo, num momento ruim. Não conseguiu ainda identificar quem foi essa pessoa. Não acredita que alguém do núcleo próximo tenha contato com a imprensa. Possivelmente a conversa teria ocorrido por telefone. Provavelmente celular. O círculo próximo é composto por amigos, amigos militares, amigos da equitação. Não tem ideia de quando aconteceu. Está sofrendo exposição midiática muito grande que prejudica as relações. Está com problemas financeiros e familiares. Está prestes a ser promovido. Esse mês de março, por causa da promoção, está mais sensível. Tudo que falou foi um desabafo. Não sabe se os áudios estão em ordem correta. Que perdeu tudo que tinha. Foi apenas um desabafo. Uma forma de expressar.

Poderia nominar as pessoas com as quais tem conversado regularmente?

Meu irmão Daniel Cid, meu cunhado, minha prima, meu amigo Rafael Maciel, os coronéis Sobral, Lessa que são mais próximos, eram da minha turma, e o sargento Tiago. Não tenho contato com nenhum político, ninguém de núcleo/esfera política.

Quem são os “policiais” que queriam que o senhor falasse coisas que não sabia ou teriam acontecido? 

Ninguém o teria forçado. Eles têm a tese investigativa e ele tem a versão dela. Muitas vezes as versões eram contrárias. Nunca houve induzimento às respostas. Nenhum membro da polícia federal o coagiu a falar algo que não teria acontecido.

Qual a suposta versão “verdadeira” e de qual fato o senhor se refere, quando afirma no áudio ter contado aos policiais e eles não teriam acreditado?

Eles tinham outra linha investigativa e a versão dos fatos era outra. Ele explicava como tinha ocorrido. Os policiais traziam os fatos na forma que estavam investigando.

O que o senhor quis dizer com “narrativa pronta”? Quem tinha essa narrativa pronta? Sobre qual fato?

Já tinham uma linha de investigação. O delegado disse que ouviu por último para fechar o quebra-cabeça. Entrou para corroborar. Refere-se ao depoimento do dia 11/3. Todos foram presos, ouvidos e por último ele foi ouvido. Ele foi fechar os buracos naquela investigação.

Qual a “sentença pronta” que o senhor afirma que o ministro relator possui? Quem é “todo mundo”? Denúncia e prende todo mundo quem?

É um desabafo, quer chutar a porta e acaba falando besteira. Genérico, todo mundo, acaba dizendo coisas que não eram para serem ditas. Em razão da situação que está vivendo, foi um desabafo.

O senhor afirma que todos se deram bem, ficaram milionários. Quem são essas pessoas?

Estava falando do presidente Bolsonaro que ganhou Pix, aos generais que estão envolvidos na investigação e estão na reserva. E no caso próprio perdeu tudo. A carreira está desabando. Os amigos o tratam como um leproso, com medo de se prejudicar. Não é político, não é militar, quer ter a vida de volta. Está enclausurado. A imprensa sempre fica indo atrás. Está agoniado. Engordou mais de 10 quilos. O áudio é um desabafo. Acredita que as pessoas deviam o estar apoiando e dando sustentação.

A “cama está toda armada”… Os “bagrinhos” estão pegando 17 anos… Os mais altos vão pegar quanto? quem são esses mais altos? A quem o senhor se referia?

Reclamação genérica do que está acontecendo. Se assusta com as penas. Imagina qual a pena que os mais altos vão pegar. É um desabafo e preocupação com o futuro. Foi o único que teve a família exposta pela imprensa. Toda a família está sofrendo.

O senhor confirma integralmente o último depoimento que foi prestado à autoridade policial em 11/03/2024? O senhor estava acompanhado por seus defensores?

Confirma integralmente, não foi pressionado e respondeu a todas as perguntas. Estava acompanhado do Dr. Cezar e da Dra. Vania.

O senhor está mantendo contato, por qualquer meio, com outros investigados ou interlocutores  esses investigados?

Não tem mantido nenhum contato com os investigados ou interlocutores.

O senhor deseja manter o acordo de colaboração ou pretende rompê-lo?

Deseja manter o acordo de colaboração premiada. Deseja manter nos exatos termos que foi celebrado.

R7

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Política

VÍDEO: “LEAL” Lula diz que pode mentir para qualquer presidente do mundo, menos para quem confia nele

 

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Um post compartilhado por Portal BG PB (@blogdobgpb)

O presidente Luiz Inácio Lula da Silva (PT) afirmou, neste domingo (16), durante o primeiro evento de campanha em busca da reeleição à Presidência da República, que pode “mentir para qualquer presidente do mundo”, mas que não poderia fazer o mesmo com as pessoas que confiam nele.

“Eu posso mentir para qualquer pessoa do mundo. Eu posso mentir para qualquer presidente do mundo, mas eu não tenho direito a mentir para aqueles que confiam em mim, para aqueles que gostam de mim. Então, podem ter certeza da minha lealdade de vocês”, declarou durante discurso no Estádio 1° de Maio, em São Bernardo.

A declaração repercutiu nas redes sociais e foi alvo de críticas, principalmente por ocorrer em meio aos discursos do próprio presidente contra a disseminação de mentiras e do ódio na política.

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Política

Ex-auxiliar de Cícero deixa Prefeitura de João Pessoa e adere à base de Lucas Ribeiro

Foto: divulgação

A ex-secretária de Planejamento de João Pessoa Daniella Bandeira deixou, neste domingo (16), a gestão do prefeito Leo Bezerra (PSDB) e passou a integrar a base política do governador Lucas Ribeiro (PP), que disputa a reeleição ao Governo da Paraíba.

Daniella ocupava, desde 2021, a coordenação municipal do Patrimônio Histórico. Com a saída da administração municipal, ela deverá atuar na campanha de Lucas Ribeiro e ser uma das coordenadoras da candidatura na Grande João Pessoa.

Antes, Daniella participou da gestão do ex-prefeito Luciano Cartaxo, quando comandou a Secretaria de Planejamento da capital. Na época, chegou a ser considerada pré-candidata à Prefeitura de João Pessoa, mas Cartaxo optou por indicar Edilma Freire, então secretária de Educação.

Posteriormente, Daniella passou a apoiar o então prefeito Cícero Lucena e permaneceu na administração municipal, assumindo a coordenação do Patrimônio Histórico em 2021.

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Política

BTG/NEXUS: Lula e Flávio Bolsonaro empatam tecnicamente em eventual 2º turno

Ricardo Stuckert / PR e Estadão Conteúdo

O presidente Lula (PT) e Flávio Bolsonaro (PL) aparecem tecnicamente empatados em um eventual segundo turno das eleições de 2026, segundo pesquisa Nexus realizada para o BTG Pactual. Lula tem 47% das intenções de voto, contra 44% de Flávio. Como a margem de erro é de 2 pontos percentuais, a diferença está dentro do intervalo estatístico da pesquisa.

Ainda sobre o confronto entre Lula e Flávio em eventual segundo turno, 8% dos entrevistados disseram que votariam em branco, nulo ou em nenhum dos dois, enquanto 1% não soube ou não respondeu.

Lula x Caiado, Zema e Renan

A pesquisa também testou outros três cenários. Contra Ronaldo Caiado (PSD), Lula aparece com 45%, ante 42% do ex-governador de Goiás. Brancos, nulos ou nenhum dos candidatos somam 11%, e 2% não souberam ou não responderam.

Contra Romeu Zema (Novo), Lula tem 46%, contra 41% do ex-governador de Minas Gerais. Nesse cenário, 11% votariam em branco, nulo ou em nenhum dos candidatos, e 2% não souberam ou não responderam.

Já contra Renan Santos (Missão), Lula registra 47%, ante 36% do adversário. Brancos, nulos ou nenhum dos dois somam 14%, enquanto 3% não souberam ou não responderam.

Primeiro turno

No primeiro turno, Lula lidera com 41%, seguido por Flávio Bolsonaro, com 36%. O ex-governador de Goiás Ronaldo Caiado (PSD) aparece com 5%, enquanto Renan Santos (Missão) e Romeu Zema (Novo) têm 4% cada. Augusto Cury (Avante) e Samara Martins (UP) registram 1% cada.

Metodologia

O levantamento foi realizado entre os dias 14 e 16 de agosto, com 2.003 eleitores de todo o país. A pesquisa tem nível de confiança de 95%, margem de erro de 2 pontos percentuais e está registrada no Tribunal Superior Eleitoral (TSE) sob o número BR-03317/2026.

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Política

Com maior fundo eleitoral, PL é o partido que mais lançou candidatos às eleições de 2026

Pedro França/Agência Senado

O PL é o partido que tem mais candidatos nas urnas nas eleições de 2026, segundo os dados do Tribunal Superior Eleitoral (TSE). A campanha começou oficialmente neste domingo (16) e os candidatos já podem pedir voto aos eleitores.

As informações foram levantadas pelo Estadão com a base de dados do TSE atualizada no sábado (15), às 19h30, após o término do prazo para o registro das candidaturas. A Justiça Eleitoral informou que a base não é definitiva e ainda será atualizada nos próximos dias.

O PL lançou 1.624 candidatos. O ranking é seguido por MDB (1.386), Republicanos (1.286), Novo (1.284) e Podemos (1.212). O PT aparece em sétimo lugar (1.095).

O Partido Liberal foi a legenda que mais recebeu dinheiro do fundo eleitoral. Dos quase R$ 5 bilhões, aproximadamente R$ 881,7 milhões foram entregues para a sigla, que distribui os recursos entre os candidatos.

O PL também é o partido com mais candidatos a deputado federal (534) e senador (33) nas urnas, o que demonstra a estratégia do partido em continuar apostando na eleição para o Congresso Nacional. A sigla tem as maiores bancadas na Câmara e no Senado atualmente.

Nas Assembleias Legislativas e Câmara Legislativa do Distrito Federal, o PL também lidera a quantidade de candidatos a deputados estaduais e distritais (977), seguido por MDB (851), Republicanos (770) e Podemos (724).

O PCO, por sua vez, tem mais candidatos a governador (18). O lançamento massivo de candidaturas aos executivos estaduais é uma tendência entre partidos mais à esquerda, pois o ranking é seguido por UP e PSTU. O PL lançou 13 candidatos a governador, e o PT registrou 12 candidaturas para esse cargo em 2026.

Pelas regras eleitorais, cada partido pode registrar candidatos no total de até 100% mais um do número de lugares a preencher para cada cargo, o que limita a quantidade de candidaturas registradas.

Jovem Pan

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Política

Patrimônio dos candidatos ao governo da Paraíba vai de R$ 353 a R$ 2,5 mi; veja

Candidatos ao governo da Paraíba: Camilo Duarte (PCO), Cícero Lucena (MDB), Efraim Filho (PL), Lucas Ribeiro (PP), Pedro Coutinho (DC) e Yuri Ezequiel (UP) — Foto: Reprodução

Os patrimônios declarados pelos candidatos ao governo da Paraíba variam de R$ 353,89 a R$ 2.517.809,94. Os dados constam nos pedidos de registro de candidatura apresentados à Justiça Eleitoral.

Veja como cada candidato declarou seu patrimônio:

Camilo Duarte (PCO)

Camilo Duarte não declarou bens. O candidato a vice, Marcos Lima, informou patrimônio de R$ 15 mil, referente a um Chevrolet Meriva.

Cícero Lucena (MDB)

Cícero Lucena declarou R$ 2.517.809,94, o maior patrimônio entre os candidatos. O valor é R$ 557.086,21 maior que o declarado em 2024, quando disputou a Prefeitura de João Pessoa. O vice, Diogo Cunha Lima (PSD), declarou R$ 4.106.296,13.

Efraim Filho (PL)

Efraim Filho declarou R$ 1.682.784,38, um aumento de 114%, ou R$ 897.434,72, em relação a 2022. A vice, Nayana Pontes (PL), não declarou bens.

Lucas Ribeiro (PP)

Lucas Ribeiro declarou R$ 385.621,65, valor 29,52% menor que o informado em 2022, uma redução de R$ 161.485,62. A vice, Lígia Feliciano (União Brasil), declarou R$ 2.332.302,77.

Pedro Coutinho (DC)

Pedro Coutinho declarou R$ 502.200 em bens. O valor é R$ 2.447.800 menor que o declarado em 2022, quando registrou candidatura a deputado estadual e depois renunciou. A vice, Lenilda Pereira (DC), não declarou bens.

Yuri Ezequiel (UP)

Yuri Ezequiel declarou R$ 353,89, valor correspondente ao saldo de uma conta poupança. Ele não informou imóveis, veículos ou outros bens. A vice, Carminha Lourenço (UP), não declarou bens.

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Brasil

EUA avaliam novas sanções contra Alexandre de Moraes após caso de quebra de sigilo de fonte jornalística, diz Financial Times

Foto: Cristiano Mariz/O Globo

O governo dos Estados Unidos avalia voltar a aplicar sanções ao ministro Alexandre de Moraes, do STF, segundo o Financial Times. A possibilidade ocorre em meio à deterioração das relações diplomáticas entre o Brasil e os EUA. Outro fator considerado é o caso de quebra de sigilo de fonte contra um jornalista no Maranhão que havia feito denúnicas contra o ministro Flávio Dino.

De acordo com fontes ouvidas pelo jornal, a reaplicação de medidas previstas na Lei Magnitsky está “sob consideração”, mas ainda não há definição sobre quais seriam aplicadas.

A discussão teria sido reacendida após Moraes autorizar buscas contra um ex-secretário do governo do Maranhão apontado como fonte de um jornalista que publicou informações sobre o uso de carros oficiais pela família do ministro Flávio Dino. Moraes afirmou que os dados foram obtidos e divulgados ilegalmente e poderiam colocar em risco a segurança de sua família.

Os EUA já haviam sancionado Moraes em agosto de 2025, sob acusações de censura, detenções arbitrárias e processos politizados. Caso sejam novamente aplicadas, as sanções podem congelar ativos nos EUA e impedir negócios com empresas e cidadãos americanos.

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Brasil

[VÍDEO] “LULA É O CALOTEIRO DA ESPERANÇA”: Flávio abre campanha com críticas ao presidente cita endividamento da população


Flávio Bolsonaro chamou Lula de “caloteiro da esperança” do povo brasileiro em discurso de lançamento da campanha neste domingo (16), na Praia de Copacabana, no Rio de Janeiro. O candidato citou como exemplo a dificuldade da população em honrar prestações.

“E as pessoas da classe média que acreditaram no PT e hoje estão devendo, não conseguem pagar a prestação de um celular, não conseguem pagar a prestação de uma moto, de um carro. Para a classe média que acreditou nesse governo, a esperança virou dívida. O Lula é o caloteiro da esperança!”, disse Flávio.

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Paraíba

Trinta apostas da Paraíba acertam quadra no concurso 3045 da Mega-Sena

Trinta apostas simples realizadas na Paraíba acertaram a quadra no Concurso 3045 da Mega Sena e receberão R$ 1.113,23 cada uma. O sorteio foi realizado na manhã deste domingo (16).

As dezenas sorteadas foram: 23, 29, 33, 42, 43 e 57.

As apostas premiadas na Paraíba foram feitas em Caaporã (1), Cabedelo (2), Cajazeiras (1), Campina Grande (7), Condado (1), Itabaiana (1), João Pessoa (13), Monteiro(1), Nova Floresta (1), Santa Rita (1), Sapé e Sossego  (1).

O prêmio principal para quem acerta seis dezenas não teve acertador e acumulou em R$ 45 milhões.

A Caixa Econômica Federal informou que 22 apostas acertaram cinco dezenas e cada uma vai embolsar R$ 89.393,18. Já 2.912 apostas ganhadoras fizeram quatro números e cada uma receberá R$ 1.113,23.

O próximo sorteio será na na noite da próxima terça-feira (18).

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Política

Com contas reprovadas no TCE, MPE pede impugnação da candidatura do ex-secretário Tibério Limeira

 Com contas reprovadas no TCE, MPE pede impugnação da candidatura do ex-secretário Tibério Limeira
divulgação/Secom-PB

O Ministério Público Eleitoral (MPE) pediu aimpugnação do registro de candidatura do ex-secretário do Estado, Tibério Limeira (PSB). Ele é candidato a deputado estadual pelo PSB, partido do ex-governador João Azevêdo, e considerado uma das principais apostas da legenda na disputa por vagas na Assembleia.

O pedido tem como fundamento a reprovação das contas dele de 2021 junto ao Tribunal de Contas do Estado (TCE), período em que o socialista ocupava o cargo de secretário de Estado do Desenvolvimento Humano (SEDH).

No julgamento inicial, realizado em dezembro de 2023, o TCE imputou um débito de R$ 4,1 milhões, relacionado a despesas não comprovadas na execução do Programa Cartão Alimentação. Também foi aplicada multa de R$ 13,3 mil.

Depois reduziu o montante para R$ 1,5 milhão, mas manteve o julgamento pela irregularidade das contas.

De acordo com o MPE, foram identificados no Cartão Alimentação problemas nos mecanismos de controle da Secretaria, além de divergências e falta de confiabilidade nos registros utilizados para comprovar a concessão dos benefícios.

Mesmo depois de uma revisão da metodologia de fiscalização, considerada mais favorável à defesa do ex-secretário, 2.662 inconsistências. Desse total, 2.274 estavam relacionadas a incorreções em CPFs e 388 envolviam registros de beneficiários ou responsáveis já falecidos.

Para a Procuradoria Regional Eleitoral, a permanência das inconsistências e a existência de mais de R$ 1,5 milhão em despesas não comprovadas afastam a possibilidade de tratar o caso como simples falha formal ou erro administrativo de pequena dimensão.

“Nesse contexto, o dolo específico exigido pela legislação atual (art. 1º, § 4°-B, da LC n° 64/90) manifesta-se, para fins da presente aferição eleitoral, na vontade livre e consciente de conduzir e ordenar despesas públicas sem a observância dos deveres concretos de controle, fiscalização e comprovação indispensáveis à regular aplicação dos recursos administrados. Não se trata, pois, de extrair o elemento subjetivo exclusivamente do resultado da fiscalização, mas de qualificá-lo a partir das circunstâncias objetivas assentadas pela própria Corte de Contas: a extensão temporal das irregularidades, a expressividade dos recursos envolvidos, a persistência de milhares de registros inconsistentes mesmo após a revisão metodológica e a ausência de comprovação de dispêndios”, argumenta o MPE na ação de impugnação.

A ação ainda será analisada pelo TRE.

Decisões judiciais não mudaram cenário

No fim do mês de julho a Vara de Executivos Fiscais havia concedido uma tutela de urgência para suspender os efeitos dos acórdãos do TCE que julgaram irregulares as contas de Tibério Limeira.

Mas houve recurso do TCE e do Ministério Público e a decisão foi derrubada por juízes convocados pelo TJ.

O TJ considerou que a Vara de Executivos Fiscais havia avançado sobre questões relacionadas ao mérito técnico da decisão do Tribunal de Contas. O agravo de instrumento, contudo, ainda não teve seu mérito julgado.

Com isso, conforme o MPE, os efeitos da reprovação das contas, com imputação de débito, persistem. E são, na avaliação dos procuradores, causa de inelegibilidade.

O MPE entende que estão preenchidos os requisitos para a incidência de inelegibilidade prevista no artigo 1º, inciso I, alínea “g”, da Lei Complementar nº 64/1990, que trata da rejeição de contas por irregularidade insanável caracterizada como ato doloso de improbidade administrativa.

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Política

Em 1ª fala na campanha, Flávio diz ter recebido “manto” de Bolsonaro

O senador Flávio Bolsonaro (PL), candidato à Presidência, afirmou que recebeu o “manto de Bolsonaro”. A declaração foi feita em live transmitida no primeiro dia oficial da campanha eleitoral.

Na gravação, acompanhada da legenda “que comecem os jogos”, Flávio afirmou estar preparado para assumir o lugar político do pai, o ex-presidente Jair Bolsonaro (PL).

“Começa hoje a campanha Flávio Bolsonaro presidente, 22. Todos sabem que o presidente Bolsonaro é vítima da maior farsa que já vimos desde a Constituição de 1988, alguém que nunca fez nada de errado e está pagando um preço apenas por ameaçar o sistema. Mas na impossibilidade dele, ele me passa seu manto e estou aqui diante de todos para reafirmar que estou mais que preparado para comandar esse país”, afirmou.

O senador disse ainda que a disputa não deve ser tratada apenas como uma eleição entre seu pai e o PT. “não é sobre Bolsonaro e PT, mas sobre o Brasil vencer ou o PT acabar com o Brasil”.

A partir deste domingo, candidatos podem pedir votos e realizar comícios, carreatas e passeatas.

A propaganda eleitoral na internet também está liberada. No rádio e na televisão, a campanha começa em 28 de agosto.

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