
A cantora e ministra da Cultura, Margareth Menezes, foi denunciada por improbidade administrativa por fechar contratos de dois shows, um em João Pessoa (PB) e outro em Porto Seguro (BA), após ser anunciada como ministra.
De acordo com as informações divulgadas pelo Estadão, o problema foi gerado porque os shows, segundo informações da própria ministra, foram bancados com verba pública.
Margareth Menezes se apresentou no pré-Carnaval de João Pessoa, em 2023, e no Carnaval de Porto Seguro no final de fevereiro do mesmo ano.
Diante do ocorrido, o vice-líder do governador Tarcísio de Freitas (Republicanos) na Assembleia Legislativa de São Paulo (Alesp), justificou o pedido de instauração de um Inquérito Civil alegando que “houve enorme vantagem econômica, decorrente da liberação de verba que beneficiava a si própria”, citando o artigo 9° da Lei 8.429, que descreve a conduta de improbidade administrativa.
O ofício foi direcionado ao núcleo de combate ao crime e à improbidade administrativa da Procuradoria da República do Distrito Federal.
A Comissão de Ética chegou a autorizar os shows, mas deixou claro em uma das decisões que Margareth não poderia receber dinheiro de nenhuma instituição pública. Ao Broadcast/Estadão, a ministra informou por meio de sua assessoria que todos os compromissos foram feitos seguindo as recomendações da Comissão de Ética e, para ela, não geram conflito de interesse.
A pasta de Margareth Menezes é responsável por aprovar incentivos fiscais que custeiam eventos culturais em todo o País. O Ministério da Cultura foi procurado para comentar a denúncia do deputado, mas não respondeu até a publicação deste texto.
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