Senadores da oposição ao governo do presidente Luiz Inácio Lula da Silva criticaram, nesta quinta-feira, 18, a operação da Polícia Federal (PF) que teve como alvo o deputado federal Carlos Jordy (PL-RJ). O parlamentar é o líder da oposição na Câmara dos Deputados.
A ação, no contexto da 24ª fase da Operação Lesa Pátria, tem como objetivo investigar pessoas que planejaram, financiaram e incitaram os protestos de 8 de janeiro.
Por meio de publicações no Twitter/X, senadores comentaram as buscas realizadas na residência e no gabinete do deputado.
Rogerinho Marinho (PL-RN), líder da oposição no Senado, expressou solidariedade ao parlamentar. Ele destacou a necessidade do “término de inquéritos excepcionais que viraram rotina”.
O senador Carlos Portinho (PL-RJ) foi outro a criticar a ação que ocorreu a mando do Supremo Tribunal Federal (STF). Para ele, o que ocorreu hoje contra Jordy representa um “gesto de perseguição e violência política contra um parlamentar e o próprio Congresso”.
“Jordy, como parlamentar, exerceu seu direito de fala criticando o sistema, mas não incitou movimentos ou atentou contra o Estado”, afirmou Portinho. “Vivemos tempos sombrios, páginas da nossa historia que acreditávamos fosse coisa do passado.”
“Uma ação de força e extrema, como ocorre nesse inquérito contra um parlamentar, somente se justificaria houvesse provas e fatos concretos e inequívocos, pois, em não havendo, ameaça toda a oposição ao atual governo, com a intenção de calá-la e intimidá-la”, prosseguiu o senador do Partido Liberal do Rio de Janeiro. “A nossa democracia segue abalada pq alguns com o propósito de defendê-la a capturaram.”
Flávio Bolsonaro (PL-RJ) também se pronunciou nas redes sociais, considerando o ocorrido como uma “óbvia perseguição política”. Ele, que é filho do ex-presidente Jair Bolsonaro, ressaltou que a “forma como essa investigação está sendo conduzida é muito mais ‘lesa pátria’ do que o próprio 8 de janeiro”.
*A forma como essa investigação está sendo conduzida é muito mais “lesa pátria” que o próprio 8/Jan. A continuidade dela, além de autoritarismo e arrogância, é o mesmo que querer culpar a mulher que foi estuprada, ou seja, quem defende a democracia passou a ser o errado.”
Revista Oeste





Comente aqui