Foto: Reprodução
Em Brasília, as pendências do governo Lula ganharam uma máxima temporal: elas serão resolvidas quando o presidente retornar do exterior. A efeméride foi repetida por ministros e auxiliares diretos do Planalto para justificar a demora em temas que dependem de uma definição do chefe da República.
A explicação tem razão de ser. Em dez meses de governo, o petista fez 25 viagens internacionais, cruzando 21 países espalhados em quatro continentes, conforme mostra reportagem de VEJA desta edição.
O giro ao redor do mundo supera as viagens dentro do Brasil. O presidente da República esteve em 15 estados, além do Distrito Federal, desde que assumiu o terceiro mandato.
O roteiro doméstico de Lula, em geral, é pontual e dura apenas algumas horas – bem diferente das viagens internacionais, quando o presidente permanece por um período mais prolongado nos países.
Pesquisas revelam, no entanto, que a população não vê o giro internacional com bons olhos e avalia que as viagens são excessivas e pouco agregam ao país. Em suas últimas declarações, e sentindo o efeito negativo, o presidente prometeu aumentar, no próximo ano, sua presença em solo nacional e focar as atenções no país.
VEJA

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