Depois da fã que tatuou o rosto do prefeito de Campina Grande, Bruno Cunha Lima no braço, a temporada de políticos grudados na pele do povo está aberta.
Essa aqui foi uma aposta. O humorista Swami Marques ofereceu R$ 200 para quem quisesse eternizar o ex-governador da Paraíba Ricardo Coutinho na perna.
Que resenha!
Na terça-feira (24/10), uma mulher que ficou conhecida como a ‘eleitora tatuada’, também viralizou na internet após tatuar no próprio braço o rosto do atual prefeito Bruno Cunha Lima (PSD), de Campina Grande.
O presidente da Câmara Municipal de João Pessoa, Dinho Dowsley (MDB), decidiu cobrar a fatura política do prefeito Leo Bezerra (PSB) após a derrota nas urnas. Terceiro suplente do MDB na disputa por uma vaga na Assembleia Legislativa da Paraíba (ALPB), Dinho quer agora espaço na gestão municipal e cobra do prefeito “reciprocidade” pela parceria política.
“Em política, a gente tem que ter reciprocidade. Se a gente é fiel, se a gente é parceiro, a gente precisa dos nossos espaços, precisa também de espaços políticos. Eu preciso saber qual o tamanho de Dinho. Tem que me respeitar. Eu tive 12 mil votos em João Pessoa. Precisamos fazer esse alinhamento político”, afirmou Dinho.
O vereador antecipou nesta terça-feira (6) que não deve mais concorrer ao cargo de vereador nas próximas eleições por “outros compromissos já firmado”. A partir do próximo ano, ele também perde o status de presidente do Legislativo, já que não pode concorrer a mais um biênio.
Dinho recebeu 22.611 votos na eleição para deputado estadual, mas não conseguiu uma das quatro cadeiras conquistadas pelo MDB na ALPB. Ficou atrás de Larúcia e Tovar e terminou como terceiro suplente da legenda.
Além da questão judicial, outro fator apontado nos bastidores para a derrota de Dinho foi a prioridade dada pela estrutura política ligada à Prefeitura de João Pessoa às campanhas de Hervázio Bezerra e Camila Toscano, respectivamente, pai e prima de Leo. Os dois foram eleitos para a ALPB juntamente como Felipe Leitão e Fábio Ramalho.
A pesquisa Futura foi a que mais se aproximou do resultado das urnas no primeiro turno da eleição presidencial de 2026, considerando a diferença entre os dois candidatos mais votados. Apenas Futura, Veritá e Palver acertaram qual candidato à Presidência que terminaria o 1º turno à frente.
O levantamento Futura ficou a apenas 0,33 ponto percentual da diferença registrada na votação oficial. Na sequência aparecem Veritá (1,38 p.p.), Paler (2,13 p.p.), Quaest (2,87 p.p.), Meio/Ideia (2,89 p.p.), AtlasIntel (4,77 p.p.), Datafolha (4,87 p.p.), Real Time Big (6,87 p.p.), Data BTG/Nexus (6,87 p.p.) e CNT/MDA (7,57 p.p.).
Na última pesquisa divulgada antes da eleição, a Futura apontava 44,8% para Flávio Bolsonaro e 42,6% para Lula, uma diferença de 2,20 pontos percentuais. Nas urnas, a vantagem foi de 1,87 ponto, com Flávio em 47,03% e Lula em 45,16%.
A pesquisa Futura ouviu 2 mil pessoas nos dias 2 e 3 de outubro, com margem de erro de 2,2 pontos percentuais e nível de confiança de 95%.
O que hoje custa R$ 199 poderá chegar a R$ 15.690. É essa conta que está provocando reação no mercado imobiliário da Paraíba diante da nova tabela de preços dos serviços notariais e de registro que tem previsão de entrar em vigor em janeiro de 2027.
A mudança está prevista na Lei Estadual nº 14.343/2026, de autoria do Tribunal de Justiça da Paraíba, e já mobiliza entidades ligadas ao mercado imobiliário e à construção civil.
O movimento ganhou força com um abaixo-assinado que pede à Assembleia Legislativa da Paraíba a revisão dos valores. O Creci-PB aderiu à mobilização e está convocando corretores de imóveis, familiares e parceiros para pressionar pela reavaliação da tabela.
A conta que assustou o mercado
Um dos exemplos apresentados em parecer técnico elaborado pelas entidades expõe o tamanho da preocupação: uma cobrança atualmente estimada em R$ 199 poderia alcançar R$ 15.690 com a nova sistemática.
A diferença representa mais de 78 vezes o valor atual.
Para o setor, a discussão vai muito além dos cartórios. O temor é que o aumento seja repassado para o consumidor e encareça operações como compra e venda de imóveis, registros, transferências e regularizações.
Em um mercado no qual o cidadão já precisa lidar com entrada, financiamento, impostos, escritura e registro, a possibilidade de uma nova despesa dessa magnitude acendeu o sinal de alerta.
Assembleia vira alvo da pressão
É justamente sobre os deputados estaduais que agora recai parte da pressão das entidades.
O abaixo-assinado solicita que a Assembleia Legislativa reveja a legislação antes que os novos valores passem a ser efetivamente cobrados.
A mobilização coloca os parlamentares diante de uma discussão incômoda: como equilibrar a remuneração dos serviços cartorários sem transformar atos necessários à vida civil e ao mercado imobiliário em uma conta proibitiva para o cidadão?
O setor quer que os números sejam reavaliados antes de janeiro de 2027.
Os juros futuros com vencimento para os próximos 4 anos caíram cerca de 1 ponto percentual (100 pontos-base) na segunda-feira (5), após Flávio Bolsonaro (PL) terminar o 1º turno das eleições à frente de Luiz Inácio Lula da Silva (PT).
Se o patamar dos juros se mantiver, o governo poderá economizar R$ 65,8 bilhões com a dívida pública.
A projeção de queda da dívida pública em caso de redução de 1 ponto percentual na taxa Selic é do Banco Central e consta no relatório de Estatísticas Fiscais referente ao mês de agosto, publicado em 30 de setembro. O valor que pode ser economizado corresponde a quase 3 vezes o custo que o reajuste do Bolsa Família de 15,04% terá em 2027 (R$ 22,7 bilhões) e é maior que o impacto do aumento de R$ 120 do salário mínimo (R$ 54,6 bilhões).
Os juros futuros são as taxas que o mercado espera que sejam cobradas nos próximos anos. Um dos principais indicadores dessas expectativas é o DI (Depósito Interfinanceiro) futuro, negociado na B3. A taxa DI acompanha de perto a Selic. Quando o DI de 2029 cai, por exemplo, significa que o mercado passou a esperar juros menores para aquele ano.
O governo precisa refinanciar a dívida à medida que os títulos vencem. Quando os juros estão menores, consegue emitir novos títulos pagando menos aos investidores. O gasto menor com o pagamento de juros da dívida abre espaço no Orçamento e permite mais investimentos.
O mercado enxerga que Flávio teria um governo mais disciplinado do ponto de vista das contas públicas, o que abriria mais espaço para o BC cortar juros. Uma taxa Selic menor melhora o ambiente de negócios. Empresas tendem a ter acesso a crédito mais barato, o que pode estimular investimentos, expansão e contratações.
A melhora das expectativas também pode elevar o valor das empresas na Bolsa, facilitando a captação de recursos. O Ibovespa bateu recorde na segunda-feira, ao fechar com 207 mil pontos. As empresas ganharam quase R$ 500 bilhões em valor de mercado.
A possibilidade de um governo com maior credibilidade fiscal pode produzir efeitos na economia antes mesmo da adoção de novas medidas, ao reduzir o custo de capital e aumentar a confiança dos investidores.
Os efeitos da curva de juros, porém, não são automáticos. Se as expectativas fiscais ou de inflação piorarem, os juros futuros podem voltar a subir. A mesma condição vale para uma melhora ainda maior das expectativas para o fiscal.
Cinco agências bancárias de João Pessoa foram autuadas pelo Procon-JP por descumprirem o tempo máximo de espera para atendimento nos caixas. A fiscalização começou na última quinta-feira (1º).
A ação verifica o cumprimento da Lei Municipal 8.744/1998, que estabelece limite de até 20 minutos em dias normais. O prazo é de 30 minutos em dias de pagamento de servidores públicos, vencimento de contas de serviços públicos e recebimento de tributos. Em dias atípicos, como vésperas e dias seguintes a feriados, o limite é de 35 minutos.
Segundo o secretário executivo do Procon-JP, Marcos Souto Maior, a fiscalização é reforçada neste período devido ao aumento da movimentação nas agências, principalmente por causa do pagamento de salários, pensões e aposentadorias.
Os fiscais também verificam outras normas, como a quantidade de caixas eletrônicos e presenciais e a capacidade de atendimento conforme a demanda.
As agências autuadas estão sujeitas às penalidades previstas na legislação, incluindo multas. As instituições financeiras têm prazo de 10 dias, a partir do recebimento do auto de infração, para apresentar defesa.
Uma farmácia foi assaltada na noite desta segunda-feira (5), no bairro da Conceição, em Campina Grande, no Agreste da Paraíba. O crime aconteceu por volta das 20h20 e foi registrado por câmeras de segurança.
Nas imagens, dois homens chegam ao local em uma motocicleta e usando capacetes. Um deles entra na farmácia e anuncia o assalto, enquanto o outro permanece do lado de fora.
Durante a ação, os suspeitos levaram canetas emagrecedoras, perfumes e dinheiro. A Polícia Militar foi acionada e realiza buscas para identificar e localizar os envolvidos. Até a última atualização, ninguém havia sido preso.
Alçado ao posto de representante do clã Bolsonaro na Paraíba, Julian Lemos, até então pouco conhecido no mundo político, foi eleito um dos deputados federais mais bem votados do estado em 2018, conquistando 71.899 votos.
Surfou na onda do bolsonarismo, que crescia com a candidatura de Jair Bolsonaro à Presidência da República. No segundo turno das eleições, chegou a aparecer como coordenador de campanha e foi visto como “papagaio de pirata” assim que o nome de Bolsonaro foi oficializado como vencedor.
Pouco tempo depois do início do governo, o casamento se desfez. Todas as rasgações de seda deram lugar a acusações e críticas, culminando no rompimento oficial. Mas ainda lhe restavam o mandato e a confiança daqueles 71.899 eleitores.
Até que, nas eleições de 2022, esse eleitorado minguou. Restaram apenas 36.530 votos. Talvez esses mesmos eleitores tenham resolvido tornar-se súditos do famigerado Cabo Gilberto Silva — este, sim, detentor da chancela do “capitão”.
A Julian Lemos restou migrar para o PT. Sob o lema “Coragem para Mudar”, ele prometeu surpreender muita gente. O verde e amarelo deu lugar ao vermelho, e a fidelidade antes jurada ao bolsonarismo passou a ser oferecida ao lulismo.
O eleitor de Julian, contudo, não o seguiu em manada. O ex-bolsonarista e agora petista só conseguiu convencer 17.306 eleitores. Aqueles que o haviam eleito em 2018 preferiram permanecer à direita e, mais uma vez, escolheram o Cabo Gilberto Silva como seu representante na Câmara dos Deputados.
Julian não agradou aos bolsonaristas e não convenceu os lulistas, mas deixou sua marca na história da política paraibana: provou que o eleitor não é tão volátil quanto o político que jura fidelidade a uma ideologia e acorda abraçado a outra.
Julian não é o único. Assim como ele, outros nomes mudam de lado conforme os próprios interesses. O problema é que se esquecem de combinar com o povo — e é justamente do povo que precisam para chegar aonde querem.
A prefeita de Bayeux, Tacyana Leitão, chamou atenção no último domingo (4), dia da eleição, ao aparecer dançando em cima de um trio elétrico. O vídeo ganhou repercussão nas redes sociais por causa de uma marca aparente na região da calça.
As imagens provocaram comentários de internautas, que levantaram a hipótese de que a marca poderia ser de urina. A possibilidade, no entanto, não foi confirmada pela prefeita nem por fonte oficial.
O vídeo acabou gerando brincadeiras e questionamentos nas redes sociais.
O ministro do STF (Supremo Tribunal Federal) Kassio Nunes Marques avalia julgar, após o segundo turno das eleições, a ação que pede a revisão criminal e a soltura do ex-presidente Jair Bolsonaro (PL), independentemente de quem vencer a disputa presidencial.
Nunes Marques considera conceder a liberdade por meio de uma decisão liminar, mas o cenário mais provável é que o caso seja levado ao plenário da Corte. A defesa de Bolsonaro apresentou, no final de setembro, um novo pedido de liminar pela liberdade do ex-presidente e de revisão da condenação por tentativa de golpe de Estado e outros quatro crimes.
Um pedido semelhante havia sido apresentado em maio e está no gabinete de Nunes Marques. Presidente do TSE (Tribunal Superior Eleitoral), o ministro evitou analisar o caso durante o período eleitoral para não ser acusado de interferir no resultado da eleição.
A revisão criminal deve ser julgada pelo plenário do STF, formado por todos os ministros. Bolsonaro foi condenado pela Primeira Turma da Corte, com votos de Alexandre de Moraes, Cristiano Zanin, Cármen Lúcia e Flávio Dino. Luiz Fux votou pela absolvição.
André Mendonça, Nunes Marques, Gilmar Mendes, Edson Fachin e Dias Toffoli não participaram do julgamento e deverão se posicionar caso o processo seja levado ao plenário. A definição da data, porém, caberá ao presidente do STF, Edson Fachin.
No primeiro turno das Eleições 2026, realizado no domingo (4), o presidente Luiz Inácio Lula da Silva (PT) venceu em todas as cidades da Paraíba. No estado, Lula recebeu 61,31% dos votos válidos, enquanto Flávio Bolsonaro (PL) teve 33,07%.
Veja como ficou cada resultado nas 10 cidades mais populosas da Paraíba, segundo o Instituto Brasileiro de Geografia e Estatística (IBGE). Além de Lula e Flávio Bolsonaro, que avançaram para o segundo turno, os dados mostram a votação de Augusto Cury (Avante), terceiro colocado no estado, com 73.831 votos (2,94%).
João Pessoa
Na capital, Lula e Flávio Bolsonaro tiveram uma diferença de apenas 0,83 ponto percentual. Lula ficou à frente, com 219.023 votos, enquanto Flávio teve 215.086.
Lula (PT): 46,50% — 219.023 votos
Flávio Bolsonaro (PL): 45,67% — 215.086 votos
Augusto Cury (Avante): 3,78% — 17.814 votos
Campina Grande
Em Campina Grande, segundo maior colégio eleitoral da Paraíba, Lula também ficou à frente de Flávio Bolsonaro, com diferença de 3,99 pontos percentuais.
Lula (PT): 48,40% — 118.783 votos
Flávio Bolsonaro (PL): 44,41% — 108.991 votos
Augusto Cury (Avante): 3,47% — 8.519 votos
Assim, nas duas maiores cidades da Paraíba, Lula terminou o primeiro turno à frente de Flávio, mas não ultrapassou 50% dos votos válidos.
Santa Rita
Em Santa Rita, na Região Metropolitana de João Pessoa, Lula teve 53% dos votos válidos, contra 40,84% de Flávio Bolsonaro.
Lula (PT): 53% — 42.713 votos
Flávio Bolsonaro (PL): 40,84% — 32.912 votos
Augusto Cury (Avante): 3,40% — 2.743 votos
Patos
Em Patos, Lula recebeu 31.431 votos e ficou com 60,07% dos votos válidos. Flávio Bolsonaro teve 17.681 votos.
Lula (PT): 60,07% — 31.431 votos
Flávio Bolsonaro (PL): 28,23% — 17.681 votos
Augusto Cury (Avante): 2,99% — 1.566 votos
Bayeux
Em Bayeux, a diferença entre Lula e Flávio Bolsonaro foi de 0,87 ponto percentual.
Lula (PT): 47,18% — 27.912 votos
Flávio Bolsonaro (PL): 46,31% — 27.396 votos
Augusto Cury (Avante): 3,67% — 2.174 votos
Cabedelo
Em Cabedelo, Lula teve 47,70% dos votos válidos, contra 45,50% de Flávio Bolsonaro. A diferença foi de 2,20 pontos percentuais.
Lula (PT): 47,70% — 19.051 votos
Flávio Bolsonaro (PL): 45,50% — 18.499 votos
Augusto Cury (Avante): 3,81% — 1.543 votos
Sousa
Em Sousa, Lula recebeu 24.676 votos, enquanto Flávio Bolsonaro teve 11.592.
Lula (PT): 64,06% — 24.676 votos
Flávio Bolsonaro (PL): 30,09% — 11.592 votos
Augusto Cury (Avante): 3,14% — 1.208 votos
Cajazeiras
Em Cajazeiras, Lula teve 28.253 votos, enquanto Flávio Bolsonaro recebeu 7.508 votos.
Lula (PT): 74,96% — 28.253 votos
Flávio Bolsonaro (PL): 19,92% — 7.508 votos
Augusto Cury (Avante): 2,42% — 913 votos
Guarabira
Em Guarabira, no Brejo paraibano, Lula ficou com 57,60% dos votos, enquanto Flávio Bolsonaro teve 35,95%.
Lula (PT): 57,60% — 19.765 votos
Flávio Bolsonaro (PL): 35,95% — 12.337 votos
Augusto Cury (Avante): 3,53% — 1.213 votos
Sapé
Em Sapé, Lula recebeu 18.302 votos e Flávio Bolsonaro teve 9.366.
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