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O líder do governo na Câmara, deputado José Guimarães (PT-CE), afirmou na noite desta terça-feira que a reforma administrativa e nenhuma outra medida de corte de gastos é pauta prioritária para o governo Lula.
“Isso não é pauta do governo. Essa reforma, o que estava proposto, nem o Bolsonaro queria enviar. É uma espécie de alma penada que perambula pela Câmara. Nós acabamos de votar o regime fiscal, para que reforma administrativa? Ele tem o direito de defender (Lira) e eu tenho o direito de ser contra. A reforma administrativa não é pauta prioritária para o governo nem para o país. O governo não tratou desse tema com Lira”, afirmou.
Já a presidente do PT, Gleisi Hoffmann, foi a uma rede social para criticar a reforma, que foi defendida pelo presidente do Banco Central, Roberto Campos Neto:
“Agora você (Campos Neto) vem com a cantilena da reforma administrativa. Mais uma vez o mercado financeiro querendo impor a sua pauta como se conhecesse a realidade brasileira. Até aqui erraram todas as previsões. É muita arrogância e prepotência”, disse Hoffmann.
Guimarães, porém, diz que não conversou com o ministro da Fazenda, Fernando Haddad, sobre a reforma, nem a possibilidade de pautar um projeto de supersalários. Questionado se nenhuma outra medida de redução de gastos seria pauta do governo, o líder disse são “interesses da Faria Lima”.
“Já que o mercado está falando que tem que ter corte de gastos, vamos perguntar à população. Cortar gastos onde? No Bolsa Família, salário mínimo? Virou um discurso sem nexo com a realidade. Estamos muito bem obrigado sem penalizar os servidores do país. Vai levar em conta só os interesses da Faria Lima? Tem que levar em conta os interesses do país”, disse.
Cerca de 25 frentes parlamentares publicaram cartas de apoio à reforma administrativa, o que deu força para o presidente da Arthur Lira (PP-AL) defender a retomada da proposta na Casa.
O Globo


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