
Após a revista Veja levantar, baseada em acesso a documentos do Ministério Público de Goiás (MPGO), a suspeita de manipulação de resultados e lances em partidas do Campeonato Paraibano de Futebol deste ano, a Federação Paraibana de Futebol (FPF) se calou.
A assessoria de comunicação da entidade, até o momento não respondeu aos questionamentos ou emitiu nota sobre o assunto. Embora não esteja diretamente ligada às denúncias, a FPF é a responsável pela organização do Campeonato Paraibano e tem o dever de zelar pela lisura da competição.
Além do Estadual, o futebol paraibano também estaria envolvido na investigação com o lateral direito Nino Paraíba. Ele é apontado como um dos jogadores que participavam do esquema em 2022. Em uma planilha, consta que Nino teria recebido pelo menos R$ 50 mil de forma adiantada e receberia, depois, mais R$ 60 mil.
Entenda o caso
O Ministério Público de Goiás (MPGO) vem promovendo uma série de investigações contra um esquema de apostas esportivas promovido nos Campeonatos Brasileiro das Séries A e B, em 2022, e em alguns campeonatos estaduais deste ano.
O crime, segundo o MPGO, começou a ser descoberto quando o presidente do Vila Nova-GO foi até o órgão e denunciou um esquema envolvendo jogadores do próprio clube.
O esquema funciona quando apostadores entram em contato com jogadores e oferecem valores altos para que eles cumpram ações em campo, como levar cartões amarelos ou vermelhos, cometeram faltas e penalidades, fazerem gols contra ou cederem laterais e escanteios.
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