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O sócio da Fiji Solutions, Bueno Aires, faltou a uma audiência de conciliação marcada pela Justiça, que estava prevista para a manhã desta quinta-feira (20), com a participação do Ministério Público da Paraíba (MPPB) e de clientes da empresa gestora de criptoativos. Os clientes se consideram lesados por não receberem pagamentos relativos a seus investimentos.
A audiência foi considerada “infrutífera”, com a ausência de uma das partes. Agora, a Ação Civil Pública movida pelo MP seguirá o trâmite processual normal.
No último dia 11 de abril, o Tribunal de Justiça da Paraíba (TJPB), através da 2ª Vara Cível de Campina Grande, determinou o bloqueio de R$ 399 milhões em bens da empresa de três sócios, incluindo Bueno Aires, a pedido do MPPB, em ação assinada pelo promotor Sócrates Agra.
Com exceção do bloqueio de cartões de créditos, a Justiça também determinou a apreensão da Carteira Nacional de Habilitação (CNH) dos sócios, o bloqueio do patrimônio da empresa e bens pessoais dos três sócios, incluindo imóveis, automóveis, aplicações e valores localizados em instituições financeiras.
Antes, no dia 04 de abril, a pedido da Polícia Federal, o juiz da 4ª Vara Federal de Campina Grande, Vinicius Costa Vidor, determinou a apreensão dos passaportes dos donos da empresa Fiji Solutions. Na decisão, o magistrado diz haver indícios de pirâmide financeira.
O CASO FIJI
A Fiji Solutions tem como fundadores Bueno Aires José Soares Souza, Emilene Marília Lima do Nascimento e Breno de Vasconcelos Azevedo, com sede em Campina Grande. A empresa trabalhava com locação de criptoativos e prometia pagamentos mensais fixos, assim como Braiscompany, outra empresa paraibana que também é alvo da Justiça.
Ainda no mês de março, a Fiji recebeu uma recomendação do MPPB para fazer os pagamentos aos clientes em até 72 horas, prazo que se esgotou no dia 20. As reclamações tiveram início no dia 10 do mês passado. Depois, a Fiji informou ao MP que iniciaria os pagamentos aos clientes o dia 23 do mesmo mês, previsão que também não se concretizou.
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