STF

Decisão do STF traz insegurança sobre reintegração de posse de imóveis invadidos

A decisão do Supremo Tribunal Federal (STF), que referendou nesta semana, por maioria, a decisão cautelar do ministro Luís Roberto Barroso para que tribunais criem comissões para mediar desocupações coletivas antes de qualquer decisão judicial pode trazer insegurança jurídica. Juristas analisam que essa medida pode adentrar a competência do Executivo e tornar mais difícil para o proprietário reaver um imóvel que foi invadido, o que compromete o direito constitucional à propriedade.

Os tribunais que tratam de casos de reintegração de posse deverão agora instalar comissões para mediar eventuais despejos. Segundo o ministro, trata-se de uma medida de transição que visa reduzir os impactos habitacionais e humanitários em casos de desocupação coletiva. De início, as comissões precisam elaborar estratégias para retomar decisões de reintegração de posse suspensas, de maneira gradual e escalonada.

Alegando que “é grave o quadro de insegurança habitacional” no Brasil, Barroso disse que, mesmo no cenário atual a manutenção integral da medida cautelar não se justifique, a retomada das reintegrações de posse deve se dar de forma responsável, cautelosa e com respeito aos direitos fundamentais em jogo. “Por isso, em atenção a todos os interesses em disputa, é preciso estabelecer um regime de transição para a progressiva retomada das reintegrações de posse”, afirmou.

O Presidente da Comissão de Direito Imobiliário e Condominial da Ordem dos Advogados do Brasil (OAB/RN), Marcílio Mesquita, analisa que essa decisão adentra na competência do Executivo. “A responsabilidade de políticas públicas é do Estado. Não cabe ao judiciário, que regula casos concretos. A decisão invade diretamente a iniciativa privada no direito de propriedade. Ao meu ver, só vai postergar o problema, podendo até evitar que ocorra a desocupação e que o proprietário tenha seu bem de volta”, sugere o jurista.

Isso pode ocorrer porque há crimes que podem prescrever e, por isso, traz insegurança jurídica aos casos de reintegração de posse, com risco de prejuízo para os proprietários. “Causa insegurança jurídica porque na hora que a pessoa tem uma decisão judicial em seu nome e vem uma decisão dessas, fica sem saber quando poderá usufruir do seu bem, seja no sentido de moradia ou mesmo de investimento”, disse ele.

A decisão do ministro Barroso prevê que as comissões de conflitos fundiários devem realizar inspeções judiciais e audiências de mediação antes de qualquer decisão para desocupação, mesmo em locais nos quais já haja decisões que determinem despejos. Ministério Público e Defensoria Pública devem participar.

Além de decisões judiciais, quaisquer medidas administrativas que resultem em remoções também devem ser avisadas previamente, e as comunidades afetadas devem ser ouvidas, com prazo razoável para a desocupação e com medidas para resguardo do direito à moradia, proibindo em qualquer situação a separação de integrantes de uma mesma família

O advogado Diógenes da Cunha Lima Neto, que atua na área do direito imobiliário, acredita que a decisão do STF é viável para o momento, mas defende que precisa haver um equilíbrio para que nenhuma das partes saia prejudicada.

“Eu acho que o problema deve ser tratado através de soluções. Não pode arvorar-se de dizer que a pessoa vai morar de graça pelo resto da vida num imóvel que não lhe pertence. Mas é preciso que se dê condições às pessoas de permanecerem ali no período considerado necessário sempre se buscando um limite. A pandemia acabou e por isso é importante a mediação para que se veja os dois lados”, disse ele.

O jurista relembra que há estatísticas que apontam para mais de 10% da população natalense – o dobro da média nacional – vivendo em assentamentos informais, nas chamadas ocupações, por falta de uma política pública da parte Executivo, o que obriga esses grupos a ocuparem terrenos ou prédios, geralmente públicos ao longo dos anos.

Os conflitos gerados passam pelo judiciário, que é quem determina como deve ser feita a desocupação desses imóveis.

“Cabe ao judiciário mediar esses conflitos, mas respeitando os direitos. É preciso entender que existe a posse de boa fé e a posse de má fé. É preciso analisar a utilização do imóvel, o tempo de ocupação e estudar uma solução de forma equilibrada”, ressalta Diógenes Neto.

Regime de transição

O ministro do STF, Luiz Roberto Barroso proferiu a decisão no âmbito da Arguição de Descumprimento de Preceito Fundamental (ADPF) 828, na qual proíbe a reintegração de posse de natureza coletiva em imóveis que sirvam de moradia ou que representem área produtiva pelo trabalho individual ou familiar de populações vulneráveis, nos casos de ocupações anteriores a 20 de março de 2020, quando do início da vigência do estado de calamidade pública (Decreto Legislativo nº 6/2020), em virtude da pandemia da covid-19. A suspensão era inicialmente por seis meses.

O magistrado considerou que despejos em meio à crise da covid-19 poderiam prejudicar famílias vulneráveis e, no fim de 2021, prorrogou a proibição de despejos até 31 de março de 2022. Depois, em uma terceira decisão, deu prazo até 31 de junho e, por fim, estendeu a proibição até 31 de outubro de 2022.

Ao analisar um novo pedido de prorrogação feito por partidos políticos e movimentos sociais, Barroso decidiu, então, atender em parte. Ele não voltou a prorrogar a proibição de despejos, mas determinou um regime de transição a ser adotado após quase um ano e meio de proibição das desocupações.

Barroso autorizou ainda a retomada do regime legal para ações de despejo em caso de locações individuais sem necessidade de regras de transição. Para ele, essas locações estão reguladas em contrato e não têm a mesma complexidade do que ocupações coletivas. A decisão individual será levada a referendo no Plenário Virtual.

“Segundo levantamento do Observatório Brasileiro de Políticas Públicas com a População em Situação de Rua, divulgado na mídia em 13 de outubro de 2022, pelo menos 38.605 novas pessoas começaram a morar nas ruas em todo o Brasil desde o início da pandemia da Covid-19”, alertou o ministro.

Casas sofrem invasões na Praia da Pipa

Apesar de não estarem incluídos na decisão do Supremo Tribunal Federal, casos de invasões de imóveis particulares não são difíceis de acontecer. Na praia da Pipa, município de Tibau do Sul, por exemplo, tem sido freqüente a invasão de residências à beira mar, que geralmente são mais utilizadas na alta estação, por pessoas que não têm moradia fixa.

As imagens foram publicadas pelo blog Gustavo Negreiros. Prefeitura de Tibau do Sul confirmou em nota que está ciente da situação e que já identificou que não se trata de pessoas que se instalam de forma duradoura nessas casas. “Foram identificadas como passantes e não como ambulantes. Portanto, não cabe ao âmbito de atuação do poder público municipal a defesa da propriedade privada.

Sobre os objetos de ambulantes mostrados nas imagens, os ambulantes responsáveis pelas infrações já foram notificados por diversas vezes. Fiscais da Secretaria de Meio Ambiente deverão agir conforme o rigor da lei, com multas e até a cassação da permissão concedida”, informou a prefeitura da cidade.

Segundo o advogado Marcílio Mesquita, presidente da Comissão de Direito Imobiliário da OAB/RN, nessas situações o proprietário pode promover a desocupação por conta própria ou pedir o ajuda policial. “Mas não aconselho que o faça porque pode desaguar para um problema maior com uso da violência. O adequado é buscar o judiciário através de um advogado para que adote medidas  necessárias para que o proprietário tome a posse do imóvel. O direito de cuidar da propriedade é do dono, o braço estatal nesse caso é o judiciário”, relembra.

Segundo o advogado, não caberia a intervenção estatal por não se verificar a questão social do imóvel como ocorre em casos de ocupações dos movimentos da população sem moradia em prédios que não estejam sendo utilizados naquele momento. Nessas situações, avalia-se a função social do imóvel e o Estado pode intervir mediando o conflito ou iniciando um processo de desapropriação. “O Estado pode promover a ocupação e indenizar o dono. Se for verificado a questão do beneficio social só resta ao proprietário discutir o valor para que aquela população fique ali assentada”, diz Marcílio Mesquita.

Tribuna do Norte

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ALPB

ALPB: Veja a lista dos 36 eleitos para deputados da Paraíba

A disputa por uma vaga na Assembleia Legislativa da Paraíba começa a desenhar uma nova composição da Casa de Epitácio Pessoa. A lista atualizada reúne nomes conhecidos da política paraibana e representantes de diferentes partidos e grupos políticos.

Veja a lista

  1. Nilvan Ferreira (PL)
  2. Adriano Galdino (Republicanos)
  3. Olívia Motta (Republicanos)
  4. Wilson Filho (Republicanos)
  5. Felipe Leitão (MDB)
  6. Mané Buchada (PL)
  7. Maria Porto (União)
  8. Eduardo Carneiro (PP)
  9. João Paulo Segundo (PP)
  10. Dr. Jarques (Republicanos)
  11. Tibério Limeira (PSB)
  12. Lorena (PP)
  13. Cida Ramos (PT)
  14. Fábio Ramalho (MDB)
  15. João Gonçalves (PP)
  16. Sargento Neto (PL)
  17. Jô Oliveira (PCdoB)
  18. Nil Mendes (PSB)
  19. Fábio Lopes (PL)
  20. Michel Henrique (PP)
  21. Tanilson Soares (PP)
  22. Hervázio Bezerra (MDB)
  23. Segundo Domiciano (PL)
  24. Felipe Coutinho (Republicanos)
  25. Danielle do Vale (Republicanos)
  26. Júnior Araújo (PP)
  27. Wallber Virgolino (PL)
  28. Nelinho Costa (PSB)
  29. Branco Mendes (Republicanos)
  30. Gilbertinho (União)
  31. Camila Toscano (MDB)
  32. Anderson Monteiro (PV)
  33. Diego Tavares (PP)
  34. Jutay Meneses (Republicanos)
  35. Chió (PV)
  36. Flávio Brasileiro (PT)

A relação atualizada mostra uma disputa pulverizada entre diferentes forças partidárias, com Republicanos, PL e PP entre as siglas com maior presença na lista.

Também aparecem nomes do MDB, PSB, União, PT, PV e PCdoB, formando um cenário diversificado para a próxima composição da Assembleia.

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Política

CÂMARA FEDERAL: Veja os nomes dos 12 eleitos na bancada federal da Paraíba

 

A Paraíba já tem definida a composição de sua nova bancada na Câmara dos Deputados para a próxima legislatura. O resultado reúne nomes experientes da política paraibana, parlamentares que buscam continuidade em Brasília e figuras que voltam ao cenário nacional.

Entre os eleitos estão Cabo Gilberto, Ricardo Coutinho, Aguinaldo Ribeiro, Murilo Galdino, Hugo Motta, Wilson Santiago, Ruy Carneiro , Gervásio Maia, George Morais, Pollyanna, Wellington Roberto e Dr. Damião.

A composição chama atenção pelo peso político dos nomes. A nova bancada reúne diferentes correntes e grupos que deverão protagonizar as articulações da Paraíba no Congresso Nacional nos próximos quatro anos.

Hugo Motta, atual presidente da Câmara dos Deputados, aparece novamente entre os representantes paraibanos. O parlamentar já exerce papel de destaque nacional e foi eleito presidente da Casa para o biênio 2025-2026. 

Outro nome de forte repercussão é Ricardo Coutinho, que retorna à disputa por um mandato federal e volta a ocupar espaço no cenário político paraibano.

Também permanecem no grupo nomes tradicionais da bancada, como Aguinaldo Ribeiro, Wilson Santiago, Wellington Roberto e Dr. Damião, enquanto parlamentares como Murilo Galdino, Cabo Gilberto, Gervásio Maia e George Morais ampliam sua presença na representação federal.

A eleição para deputado federal ocorre pelo sistema proporcional, ou seja, a distribuição das 12 cadeiras leva em consideração o desempenho dos partidos e federações, além da votação individual dos candidatos. 

A nova bancada da Paraíba

  • Cabo Gilberto
  • Ricardo Coutinho
  • Aguinaldo Ribeiro
  • Murilo Galdino
  • Hugo Motta
  • Wilson Santiago
  • Ruy Carneiro
  • Gervásio Maia
  • George Morais
  • Pollyanna
  • Wellington Roberto
  • Dr. Damião

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Política

João Azevêdo é eleito senador da Paraíba; Veneziano segue com a segunda vaga

O ex-governador da Paraíba João Azevêdo (PSB) alcançou neste domingo (4) a maior votação já registrada por um candidato ao Senado na história da Paraíba, considerando a marca histórica informada de Cássio Cunha Lima em 2010. Com 73,52% das seções totalizadas, João já contabilizava 1.018.829 votos, equivalentes a 32,97% dos votos válidos para o cargo.

A marca supera os 1.004.183 votos obtidos por Cássio Cunha Lima em 2010. Mesmo com a apuração ainda em andamento, João já havia ultrapassado o antigo recorde em 14.646 votos, e o número poderia crescer com a totalização das seções restantes.

Na mesma parcial, Veneziano Vital do Rêgo (MDB) aparecia na segunda posição, com 695.588 votos (22,51%), enquanto Nabor Wanderley (Republicanos) tinha 630.926 votos (20,42%). Duas vagas para o Senado estão em disputa na Paraíba.

Até a atualização das 18h36, o Tribunal Superior Eleitoral (TSE) havia totalizado 7.875 das 10.712 seções, o equivalente a 73,52%. A apuração continuava em andamento.

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Paraíba

Lucas Ribeiro é reeleito governador da Paraíba, projeta Datafolha

O governador da Paraíba, Lucas Ribeiro (PP), foi reeleito neste domingo (4) para comandar o Estado pelos próximos quatro anos, segundo projeção do Datafolha. No momento da projeção, 37,72% das urnas estavam apuradas, e Lucas aparecia com 64,51% dos votos válidos, vantagem considerada irreversível pelo instituto.

Efraim Filho (PL) ocupava a segunda posição, com 24,55%, enquanto o ex-prefeito de João Pessoa Cícero Lucena (MDB) registrava 10,42%. O Datafolha faz a projeção a partir dos dados oficiais divulgados pelo Tribunal Superior Eleitoral (TSE), levando em consideração a distribuição dos votos já contabilizados por regiões e características dos municípios.

Lucas assumiu o Governo da Paraíba em abril deste ano, depois que João Azevêdo (PSB) deixou o cargo para disputar uma das vagas do estado no Senado. Eleito vice-governador em 2022, Lucas já havia exercido os cargos de vereador, secretário municipal e vice-prefeito de Campina Grande.

Durante a campanha, o governador defendeu propostas como a ampliação do Opera Paraíba, o fortalecimento da inteligência na segurança pública e ações para atrair novas indústrias. A médica Lígia Feliciano (União Brasil) compõe a chapa como vice-governadora

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Brasil

ELEIÇÕES 2026 – PRESIDENTE: Flávio Bolsonaro chega a 50,96% dos votos contra 40,78% de Lula


Com 10,08% das urnas apuradas, Flávio Bolsonaro segue na frente na corrida pelo Palácio do Planalto. O senador marca 50,96% dos votos contra 40,78% de Lula.

Flávio Bolsonaro 50,96%
Lula 40,78%
Augusto Cury 2,99%
Ronaldo Caiado 2,41%
Brancos 1,55%
Nulos 2,38%

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Brasil

Lula vai ao primeiro turno das eleições sem visitar a Paraíba

O presidente e candidato à reeleição, Luiz Inácio Lula da Silva (PT), vai ao primeiro turno das eleições deste ano sem visitar a Paraíba. Alguns de seus auxiliares, a exemplo do ministro da Previdência Social, Wolney Queiroz, visitaram o estado nos últimos meses, mas sem sinais previsão para o presidente.

Analistas apontam que a disputa pelo apoio do presidente entre João Azevêdo (PSB), Veneziano Vital (MDB) e Nabor Wanderley (Republicanos) teria sido o pivô dessa decisão.

Segundo o coordenador de campanha de Lula na Paraíba, Charliton Machado, apesar disso, a previsão é de que o presidente visite a Paraíba durante este segundo turno.

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Paraíba

Eleições 2026: 58 urnas eletrônicas já foram substituídas na Paraíba, diz TRE-PB


					Eleições 2026: 58 urnas eletrônicas já foram substituídas na Paraíba, diz TRE-PB
Instituto dos Cegos, em João Pessoa. (Foto: Mário Aguiar/Rede Paraíba de Comunicação). Maria Eduarda Batista

O Tribunal Regional Eleitoral da Paraíba (TRE-PB) informou que, até as 15h deste domingo (4), 58 urnas eletrônicas precisaram ser substituídas em todo o estado. Desse total, 27 equipamentos foram trocados em João Pessoa. Este é o segundo boletim divulgado pelo tribunal com o balanço parcial das eleições na Paraíba.

No primeiro levantamento, divulgado pela manhã, 17 urnas haviam sido substituídas no estado, sendo 10 na capital, nas primeiras horas de votação.

Ao todo, o TRE-PB conta com 10.712 urnas eletrônicas distribuídas pelos municípios paraibanos e mantém 1.132 equipamentos de reserva para substituição imediata em caso de novas ocorrências.

Na área de segurança, o Centro de Comando e Controle das Eleições registrou 21 ocorrências e 15 prisões até as 15h deste domingo. Entre os registros estão ocorrências relacionadas à divulgação de propaganda, boca de urna, promoção de desordem, divulgação de fato inverídico relacionado à propaganda, desobediência eleitoral e outros motivos.

Durante a manhã, a Polícia Militar havia informado 15 ocorrências até as 10h e duas prisões em flagrante no município de Teixeira por distribuição de santinhos, prática caracterizada como propaganda irregular e boca de urna.

De acordo com a Polícia Militar da Paraíba, o planejamento realizado pela corporação em conjunto com o TRE-PB segue dentro do previsto. A PM atua na segurança dos locais de votação desde a chegada das urnas e, após a entrega dos espaços aos presidentes das seções eleitorais, passou a fazer a segurança externa dos perímetros.

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Polícia

Na Paraíba, PF flagra eleitor filmando voto e outro distribuindo ‘santinhos’

Sede da Polícia Federal em João Pessoa

A Polícia Federal registrou duas ocorrências na Paraíba, neste domingo (4), durante as eleições. Em João Pessoa, os agentes abordaram uma pessoa flagrada distribuindo ‘santinhos’ de um candidato.

Em Patos, um eleitor foi flagrado utilizando a câmera de um aparelho celular para registrar em vídeo o próprio voto no interior da cabine de votação. De acordo com a Polícia Civil, a informação foi repassada pela juíza eleitoral responsável pela região. Uma equipe policial foi acionada para identificar o responsável pelo compartilhamento do conteúdo.

Durante as diligências feitas no Colégio Cristo Rei, onde teria ocorrido o registro do vídeo, os policiais coletaram informações que apontaram para um possível suspeito.

Ainda segundo a PC, com o apoio da Unidade de Inteligência da Polícia Civil da Paraíba (Unintelpol), foi possível localizar o endereço do eleitor.

A equipe policial se foi até a residência indicada e, após se identificar, obteve a confirmação do próprio eleitor de que ele havia realizado e compartilhado o vídeo no momento em que exercia seu direito de voto.

Na ocorrência da Capital, o material de campanha foi apreendido e o detido assinou um Termo Circunstanciado de Ocorrência (TCO) e foi liberado.

No Sertão paraibano, o eleitor foi levado à Superintendência da PF na cidade, onde foram adotados os procedimentos legais cabíveis.

A Polícia Federal atua, em todo o território nacional, na prevenção e repressão a crimes eleitorais e na apuração de fatos de competência da Justiça Eleitoral, durante as Eleições Gerais de 2026.

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Política

Lula vota no ABC Paulista e diz que Brasil não vai para frente com milicianos e a “orgia” do Banco Master

O atual presidente, Luiz Inácio Lula da Silva (PT), votou na manhã deste domingo (4/10), em São Bernardo do Campo, na região metropolitana de São Paulo. Após registrar o voto, o candidato à reeleição conversou com a imprensa e afirmou que o futuro do Brasil não deve ser colocado nas mãos de “milicianos” envolvidos na “orgia que se faz em torno da quadrilha do Banco Master”.

“O Brasil não irá para a frente facilitando a venda de armas, o Brasil irá para a frente facilitando a distribuição de livros didáticos nas escolas. O Brasil não irá para a frente com miliciano, o Brasil não irá para a frente com essa orgia que se faz em torno da quadrilha do Banco Master. O Brasil vai para a frente com seriedade, com comportamento de caráter e de dignidade dos seus governantes”, disse.

Lula chegou à Escola Estadual João Firmino Correia de Araújo, no bairro Assunção, por volta das 9h. O local teve a segurança reforçada, e jornalistas que acompanharam o voto do presidente precisaram passar por detectores de metais.

Ainda no local de votação, Lula afirmou estar certo de que vai ganhar as Eleições 2026. “Eu só posso agradecer ao povo brasileiro, a toda a sociedade brasileira, àqueles que votam em nós, àqueles que votam contra nós, ou seja, o fato concreto é as pessoas se mobilizarem democraticamente”, disse.

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Política

Flávio Bolsonaro vota no RJ e critica Lula: ‘Brasil não aguenta mais quatro anos disso’

O candidato à Presidência da República Flávio Bolsonaro (PL) votou na manhã deste domingo (4), na Escola Municipal Barão Homem de Mello, em Vila Isabel, na Zona Norte do Rio de Janeiro. Ele chegou ao local por volta das 8h, acompanhado da esposa, Fernanda Bolsonaro, e votou na seção 170.

Após votar, Flávio criticou o governo do presidente Luiz Inácio Lula da Silva (PT) e acusou aliados do petista de interferirem nas eleições.

“É um dia muito importante, onde eu espero que o brasileiro ponha fim a essa era do atraso. Que apostou tudo, que vale tudo. Que perdeu a linha de usar dinheiro público, a máquina pública para tentar interferir nas eleições. Os amigos do Lula interferiram nas eleições e isso tem que mudar. O Brasil não aguenta mais quatro anos disso e a única alternativa é Flávio Bolsonaro”, afirmou.

Aos 45 anos, Flávio é o filho mais velho do ex-presidente Jair Bolsonaro (PL) e foi escolhido pelo partido como candidato ao Palácio do Planalto no fim de 2025. Durante a campanha, se apresentou como herdeiro político do pai e tem Lula como principal adversário na disputa.

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