O presidente nacional do Partido Republicano da Ordem Social (Pros), Eurípedes Júnior, acionou o Tribunal Regional Eleitoral da Paraíba (TRE-PB) para anular a decisão da executiva estadual, presidida por Adauto Tavares, que deliberou pelo apoio a Pedro Cunha Lima, candidato ao Governo pelo PSDB.
Na petição enviada à desembargadora Maria de Fátima Bezerra, o dirigente partidário afirma que o diretório nacional anulou a convenção liderada por Adauto que decidiu pelo apoio a Pedro e indicativo de André Amaral como suplente de Efraim Filho, candidato ao Senado pelo União Brasil.
“A anulação fez-se necessária, a uma, para estabelecer uma diretriz vertical sobre os efeitos práticos da decisão proferida pelo Tribunal Superior Eleitoral, a qual reconduziu o Sr. Eurípedes Gomes de Macedo Júnior à Presidência do PROS, especificamente para que se garanta segurança jurídica no ambiente político partidário e nos pleitos, a duas, porque às deliberações outrora tomadas na supracitada convenção estadual, contrariou às diretrizes legitimamente estabelecidas pelo órgão partidário de Direção Nacional”, diz a peça.
Eurípedes Júnior pediu que a magistrada reconhecesse que a legenda vai apoiar à reeleição do governador João Azevêdo (PSB) e a candidatura da deputada Pollyanna Dutra (PSB) ao Senado Federal.
Uma decisão do juiz Antônio Carneiro de Paiva Júnior, da 4ª Vara da Fazenda Pública da Capital, determinou a indisponibilidade de bens móveis e imóveis de 16 pessoasinvestigadas no caso que ficou conhecido como ‘escândalo do Padre Zé’, que apura desvios de recursos do Programa Prato Cheio do Governo do Estado através das entidades ligadas ao hospital. O montante bloqueado não deve ultrapassar o patamar de R$ 11,1 milhões.
A decisão alcança, de forma solidária, os bens e recursos financeiros dos dois ex-secretários do Estado, Tibério Limeira e Pollyanna Werton; do ex-diretor do hospital e principal investigado, padre Egídio de Carvalho; além de outras 13 pessoas. (a lista completa está abaixo)
O pedido para bloqueio foi feito pelo Ministério Público, ao propor uma Ação Civil Pública por ato de improbidade administrativa. A determinação de indisponibilidade ocorreu no dia 22 deste mês.
Após o cumprimento e/ou processamento das determinações, o magistrado retirou o sigilo da decisão nesta segunda-feira (27).
João Paulo Medeiros
No documento o juiz afirma que “a concessão da medida constritiva afigura-se, assim, como o único instrumento idôneo para assegurar que o vultoso patrimônio ilicitamente amealhado pelos demandados permaneça à disposição do juízo para garantir o futuro e integral ressarcimento ao erário estadual”.
“Segundo a narrativa ministerial, os réus promoveram o desvio sistemático de recursos públicos destinados à execução de projetos sociais e assistenciais, com destaque para o “Projeto Prato Cheio” e outros convênios firmados com a Secretaria de Estado do Desenvolvimento Humano, causando um prejuízo colossal aos cofres públicos estaduais”, diz outro trecho da decisão.
Os alvos da determinação são os mesmos denunciados em uma ação penal pelo Gaeco em janeiro de 2025. A denúncia foi recebida pelo Tribunal de Justiça em maio deste ano, tornando réus os investigados. A ação de improbidade é um desdobramento da investigação criminal.
Também em maio o MP apresentou uma nova denúncia, apontando um ‘rombo’ de R$ 10 milhões nos convênios firmados entre o Programa Prato Cheio e as instituições. Nela foram incluídos os ex-secretários Tibério Limeira e Pollyanna Werton; o padre Egídio de Carvalho; as ex-funcionárias do hospital Amanda Duarte, Jannyne Dantas e Andréa Ribeiro Wanderley; além do servidor Iurikel Souza Marques e o empresário Kildenn Tadeu de Lucena.
Decisão cita posição do TCE
Ao decidir sobre o pedido de indisponibilidade, o juiz Antônio Carneiro de Paiva destacou uma posição adotada, em março deste ano, pelo Tribunal de Contas do Estado (TCE). Nela o TCE imputou um débito de R$ 11 milhões ao padre Egídio de Carvalho, mas afastou a responsabilidade dos ex-secretários e demais gestores.
“Cumpre sublinhar, por oportuno, que o fato de o Acórdão AC1-TC-00349/2026 do Tribunal de Contas do Estado da Paraíba ter imputado o débito administrativo exclusivamente a Egídio de Carvalho Neto não vincula nem limita a cognição deste Juízo, tampouco afasta a inclusão dos demais réus no polo passivo da presente Ação Civil Pública e na decretação da medida cautelar de indisponibilidade de bens”, avaliou.
“Sob a ótica fática, o próprio acervo probatório coligido na exordial demonstra que a execução dos convênios e a consequente dilapidação do patrimônio público não foram obra isolada de Egídio de Carvalho Neto. A operacionalização dos desvios dependeu da atuação concertada e indispensável dos integrantes do Núcleo Institucional (com a tesouraria e a diretoria do hospital maquiando registros e atestando falsamente o recebimento de insumos), do Núcleo Político-Administrativo (com gestores e secretários estaduais omitindo-se dolosamente no dever de fiscalização e homologando contas viciadas mediante o recebimento de propinas) e do Núcleo Empresarial (fornecedores cooptados que emitiram notas fiscais superfaturadas ou sem lastro de entrega, viabilizando o retorno do dinheiro público em espécie)”, complementou.
O suspeito de matar o paraibano Washington Rodrigo, de 33 anos, nessa sexta-feira, 24, em um quarto de hotel, no bairro de Manaíra, em João Pessoa, seria um adolescente de Caicó. Segundo informações do Plantão Caicó, o jovem de 17 anos mantinha uma falsa identidade nas redes sociais, onde se apresentava como professor universitário e servidor do Tribunal de Justiça do Rio Grande do Norte (TJRN).
Ainda de acordo com as apurações, ele chegou a ministrar palestras utilizando essa identidade, o que reforçava a imagem que tentava transmitir ao público.
As investigações também apontam que o adolescente possui extenso histórico de atos infracionais, sendo considerado de alta periculosidade pelas autoridades. Conforme informações obtidas pela reportagem, ele acumula mais de dez passagens por diferentes ocorrências.
Outra informação levantada durante a apuração é que o adolescente é suspeito de extorquir familiares idosos, entre eles avós e tias, para obter dinheiro que seria utilizado em viagens.
O crime aconteceu em João Pessoa e é tratado pela Polícia Civil da Paraíba como um homicídio de grande repercussão. Conforme a investigação, o adolescente teria marcado um encontro com a vítima por meio de um aplicativo de mensagens. Após o crime, ele deixou o local, mas acabou sendo identificado por meio de imagens de câmeras de segurança e outras provas reunidas durante as investigações.
Por se tratar de um adolescente, sua identidade é preservada conforme determina o Estatuto da Criança e do Adolescente (ECA). O caso segue sob investigação da Polícia Civil da Paraíba.
Familiares de Washington Rodrigo disseram que ele trabalhava como motorista autônomo e chegou a relatar à mãe que faria uma corrida particular para Pipa, mas depois não deu mais notícias.
A vítima foi encontrada morta, algemada e com um fio de secador enrolado no pescoço. O corpo seguiu, após perícia, para o Instituto de Polícia Científica (IPC) e foi liberado para velório e sepultamento na cidade de Bayeux, onde ele morava.
Um ponto de esgoto a céu aberto na calçadinha da orla de Cabo Branco, em João Pessoa, foi identificado pela Secretaria de Meio Ambiente (Semam) após a divulgação de um vídeo gravado pelo jornalista Kubitschek Pinheiro denunciando o que chamou de “podridão” no local. Durante a fiscalização realizada na noite deste domingo (26), dois quiosques foram interditados.
As equipes da Divisão de Fiscalização (Difi) constataram que o lançamento irregular de esgoto era proveniente de uma das ilhas de quiosques instaladas na orla. Diante da irregularidade, os fiscais determinaram o embargo imediato de dois estabelecimentos.
Além da interdição, os responsáveis foram notificados a interromper o despejo de esgoto no passeio público e adotar as medidas necessárias para regularizar a situação, conforme a legislação ambiental.
Os brasileiros com mais de 60 anos são os que demonstram maior interesse nas eleições presidenciais de outubro, segundo pesquisa BTG/Nexus divulgada nesta segunda-feira (27).
Nesse grupo, 60% afirmam ter muito interesse no pleito, nove pontos acima da média nacional, de 51%.
Entre os eleitores de 25 a 40 anos, o índice cai para 43%, o menor entre as faixas etárias.
Já entre os jovens de 16 a 24 anos, 45% dizem ter muito interesse na eleição.
Apesar do interesse mais moderado, os jovens registram o menor nível de desinteresse: apenas 7% afirmam não ter nenhum interesse na disputa presidencial. Segundo a Nexus, isso indica potencial de maior mobilização desse eleitorado ao longo da campanha.
Pesquisa e Inteligência de Dados entrevistou, por telefone, 2.004 pessoas entre os dias 24 e 26 de julho de 2026. A margem de erro é de dois pontos percentuais, com nível de confiança de 95%. BR-01489/2026.
O promotor de Justiça Guilherme Barros Soares, da 3ª Promotoria de Justiça de Cabedelo, instaurou, nessa sexta-feira (24), um inquérito civil para apurar as condições de segurança do canteiro de obras do Residencial Alta Wave, da Alta Construções, em Ponta de Campina, após o acidente que provocou a morte de um trabalhador durante a manutenção de um elevador do tipo cremalheira, em 16 de março deste ano.
A portaria informa que o Corpo de Bombeiros interditou parcialmente a área do equipamento ao identificar ausência de projeto de segurança contra incêndio e pânico para o canteiro, certificado de aprovação, Anotação de Responsabilidade Técnica (ART), brigada de incêndio, sinalização de rotas de fuga e outras medidas de prevenção. O órgão também apontou risco à segurança dos trabalhadores na área onde ocorreu o acidente.
O Ministério Público requisitou ao Corpo de Bombeiros informações sobre a situação do embargo, a realização de novas vistorias, a correção das irregularidades e a eventual liberação do elevador. A empresa responsável pelo empreendimento também deverá informar se a obra foi retomada, apresentar documentos relacionados à segurança do canteiro e detalhar as providências adotadas após o acidente.
O promotor ainda determinou o envio de ofício ao Ministério Público do Trabalho para verificar a existência de investigação sobre o acidente, eventual celebração de termo de ajuste de conduta ou ajuizamento de ação civil pública, além das medidas adotadas para prevenir novos riscos aos trabalhadores.
A juíza plantonista Shirley Abrantes Moreira Régis, da 2ª Vara Cível da Capital, concedeu, na semana passada, a tutela de urgência para determinar que a Hapvida Assistência Médica Ltda. e a ALT Saúde Ltda. mantenham integralmente a cobertura do plano de saúde de uma gestante de alto risco. A magistrada entendeu que a beneficiária comprovou ter aderido ao contrato dentro do prazo previsto para garantir a cobertura do parto e que a interrupção da assistência poderia colocar em risco a saúde da mãe e do bebê.
Segundo a decisão, a autora aderiu ao plano em janeiro deste ano, quando estava com cerca de oito semanas de gestação, atendendo à cláusula contratual que assegurava a cobertura do parto para adesões realizadas até a 16ª semana. No curso da gravidez, ela foi diagnosticada com diabetes gestacional e hipertensão gestacional, necessitando de acompanhamento contínuo, mas recebeu comunicado informando o encerramento da comercialização da modalidade contratada, sem definição sobre a continuidade da assistência.
A juíza afirmou que a rescisão ou interrupção da cobertura de beneficiária em gestação avançada afronta os princípios da boa-fé objetiva e da dignidade da pessoa humana. Também destacou que a proximidade do parto, somada às comorbidades apresentadas, evidencia o risco de dano irreparável caso não fosse assegurada a continuidade do atendimento médico.
O caso foi conduzido pelo escritório paraibano Maia Júnior Sociedade Individual de Advocacia.
A ordem judicial determina a manutenção integral da assistência médica, incluindo consultas, exames, internações e o procedimento de parto, além de proibir a imposição de novas carências ou restrições decorrentes da alteração da modalidade do plano. As empresas deverão comprovar o cumprimento da medida em até 24 horas, sob pena de multa diária de R$ 2 mil, limitada a R$ 60 mil.
O governo da Argentina não pretende pedir desculpas oficialmente ao Brasil pelas declarações do presidente Javier Milei contra o presidente Luiz Inácio Lula da Silva (PT) e o ministro do Supremo Tribunal Federal (STF), Alexandre de Moraes, durante a convenção do senador Flávio Bolsonaro (PL), no último sábado (25).
Segundo o jornal argentino La Nación, uma fonte da Casa Rosada afirmou que “não haverá pedido de desculpas”. No evento, Milei chamou Moraes de “lixo careca” e se referiu a Lula como “ladrão” e “presidiário”, o que gerou uma crise diplomática entre Brasil e Argentina.
“Talvez não dizer mais nada seja uma forma de desescalar a situação”, disse outro integrante do governo argentino ao jornal.
Após as declarações, o governo brasileiro convocou o embaixador do Brasil na Argentina, Julio Bitelli, para prestar esclarecimentos sobre a relação entre os dois países. A medida é considerada um gesto de repúdio nas relações diplomáticas.
Uma pesquisa Nexus/BTG, divulgada na manhã desta segunda-feira (27), mostra o presidente Lula (PT) em situação de empate técnico com três possíveis adversários da direita em cenários de 2º turno para a Presidência da República.
O levantamento indica uma disputa equilibrada entre Lula, o senador Flávio Bolsonaro (PL-RJ), o ex-governador de Goiás Ronaldo Caiado (PSD) e o ex-governador de Minas Gerais Romeu Zema (Novo).
Na simulação contra Flávio Bolsonaro, Lula aparece com 47% das intenções de voto, enquanto o senador soma 43%. Considerando a margem de erro de 2 pontos percentuais, o cenário é de empate técnico.
2º turno
Foto: Divulgação
Metodologia
O levantamento foi realizado por telefone entre os dias 24 e 26 de julho de 2026. Foram entrevistados 2.004 eleitores. A margem de erro é de 2 pontos percentuais, com intervalo de confiança de 95%.
Imagens de câmeras de segurança registraram um assalto a um depósito de bebidas em Sapé, na Zona da Mata da Paraíba. Segundo a Polícia Militar, três suspeitos chegaram ao local armados e usando capacetes.
De acordo com a PM, os homens entraram pela porta do depósito, renderam o comerciante e um cliente, amarraram as mãos das vítimas, colocaram mordaças e fecharam o portão do estabelecimento.
As câmeras registraram parte da ação e mostram os suspeitos retirando dinheiro do caixa. Em seguida, eles foram até o primeiro andar do imóvel, onde fica a residência do proprietário, e roubaram R$ 35 mil que estavam guardados no local. Além do dinheiro, também levaram garrafas de uísque antes de fugir.
A Polícia Civil investiga o caso para identificar os autores e esclarecer as circunstâncias do crime. Até a última atualização da reportagem, nenhum dos suspeitos havia sido preso.
A Paraíba teve a menor taxa de estelionato do Brasil entre 2024 e 2025, de acordo com o Anuário Brasileiro de Segurança Pública 2026, divulgado nesta quinta-feira (23).
Segundo o levantamento, o estado registrou cerca de 250 casos de estelionato a cada 100 mil habitantes, enquanto a média nacional foi de 1.059,43 ocorrências por 100 mil habitantes.
O anuário considera tanto os golpes praticados de forma tradicional quanto os cometidos pela internet. Pelo Código Penal, o estelionato acontece quando uma pessoa é enganada para que outra obtenha vantagem ilícita, causando prejuízo financeiro à vítima.
O estudo também aponta que esse tipo de crime tem relação com roubos e furtos de celulares, já que os aparelhos dão acesso a aplicativos bancários, redes sociais e dados pessoais.
Roubos e furtos de celulares
O furto de celulares na Paraíba aumentou 51% entre 2024 e 2025. No período, o estado passou de 3.174 para 4.799 ocorrências.
O aumento representa 1.625 furtos de celulares a mais em um ano. A taxa desse tipo de crime também cresceu na Paraíba, passando de 76 para 115 ocorrências por 100 mil habitantes, segundo o levantamento.
Outro dado destacado pelo Anuário é que a Paraíba perdeu apenas para o Rio de Janeiro no ranking de estados que aumentaram o indicador que reúne roubos e furtos de celulares em 2025. O crescimento foi de 21%, enquanto que o Rio de Janeiro cresceu 22%. Todos os outros estados apresentaram queda.
Enquanto os furtos aumentaram, os roubos de celulares diminuíram no estado. Em 2025, a Paraíba registrou 1.598 roubos de celulares, contra 2.082 em 2024, uma redução de 23,3%. A taxa também caiu, passando de 50,2 para 38,4 roubos por 100 mil habitantes.
Ao todo, a Paraíba contabilizou 6.397 ocorrências de roubo e furto de celulares em 2025, de acordo com o Anuário Brasileiro de Segurança Pública 2026.
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