
Impulsionado por diversas inaugurações de obras que fazem parte da Transposição do Rio São Francisco, inacabadas na gestão petista, o presidente Jair Bolsonaro tem ganhado o apreço e confiança dos eleitores do Nordeste. Nas andanças pela maior região do país, Bolsonaro tem construído palanques mais tradicionais e fieis ao perfil conservador do presidente.
Tal crescimento tem forçado o ex-presidente Lula, que também deve disputar o Palácio do Planalto, a tomar atitudes inéditas, principalmente na Paraíba, onde avisou aos aliados que não será exclusivo de nenhum pré-candidato ao governo e vai subirno palanque de todo mundo.
Quando foi eleito presidente, Lula não conseguiu eleger um governador no estado. Em 2002, quando venceu pela primeira vez, Lula apoiou a candidatura de Roberto Paulino (PMDB). O eleito foi Cássio Cunha Lima (PSDB). Em 2006, Lula apoiou a candidatura de Maranhão. Cássio venceu novamente. Em 2010, Lula repetiu o apoio a Maranhão. O eleito foi Ricardo Coutinho (PSB).
Este ano, Lula se aliou a Geraldo Alckmin, um ex-tucano, com quem já trocou farpas em diversas eleições. Alckmin acusou Lula e o PT de terem ligação com o PCC em São Paulo. Já o político petista rebateu e disse que Alckmin mantinha relação com a facção criminosa. Alckmin também já foi chamado pelo petista de “picolé de chuchu” e “insosso” por, segundo ele, ser omisso aos problemas dos paulistas.
Das duas, uma: Ou é memória fraca do ex-presidente, ou muitos vão concordar com o saudoso Tim Maia, quando cantava “Vale Tudo”.

Bolsonaro 22