
Em 2009, a média de popularidade dos presidentes latino-americanos rondava 60%. Após algumas crises econômicas e financeiras, somadas a uma pandemia que causou estragos na região mais desigual do mundo, esse percentual caiu para 30%, de acordo com dados da especialista chilena Marta Lagos, diretora da empresa de consultoria e opinião pública Latinobarómetro.
Ao observar os baixos índices de aprovação da grande maioria dos chefes de Estado da América Latina, Marta e outros analistas ouvidos pelo GLOBO alertam sobre períodos, no curto e médio prazo, de crises de governabilidade, convulsão social e até mesmo a possibilidade de interrupções de mandatos presidenciais.
A queda de índices de popularidade não é exclusiva de chefes de Estado latino-americanos. Nos EUA, o aumento da inflação e questionamentos sobre sua liderança global, desgastaram a aprovação de Joe Biden, hoje em torno de 40%, nível comparável apenas aos de presidentes impopulares, que governaram o país por apenas quatro anos.
Na região, um dos países que preocupam é o Chile, onde Gabriel Boric foi empossado em 11 de março passado com cerca de 50% de aprovação, e hoje amarga 27,8%, segundo pesquisas recentes.
— Vejo muitas lutas pelo poder, sem importar as consequências para o país. Teremos crises de governabilidade na América Latina — frisa a diretora da Latinobarómetro.
Na Argentina, o presidente Alberto Fernández, que ainda tem quase dois anos pela frente no poder, é aprovado por só 17% da população.
Na Colômbia, o presidente Iván Duque, na reta final dos quatro anos de mandato, atinge 23% de aprovação. No Peru, hoje um dos países mais politicamente instáveis da região, Pedro Castillo, que assumiu o poder em meados de 2021, chega a 26% e vive às voltas com tentativas da oposição de derrubá-lo no Parlamento.
Com informações O Globo



Comente aqui