Diversos

Carta para Arthur do Val: a condição feminina na guerra e na paz

Foto: Daniel Leal/AFP

Por Jamil Chade:

Senhor deputado,

Confesso que não conhecia seu nome, e nem sua denominação de guerra. Mas os áudios indigestos que vazaram com seus comentários sobre a situação na Ucrânia me obrigaram a escrever aqui algumas linhas sobre o que eu vi em campos de refugiados e filas de pessoas desesperadas para escapar da guerra e da pobreza ao longo de duas décadas.

Não estou acusando o senhor e sua comitiva do que estará exposto abaixo. Mas considero que, sem entender essa dimensão do sofrimento humano, fica impossível justificar uma viagem como a que o senhor faz para ajudar a defender um povo.

Ao longo da história, a violência sexual é uma das armas de guerra mais recorrentes para desmoralizar uma sociedade. Ela não tem religião, nem raça. Ela destrói. Demonstra o poder sobre o destino não apenas das vidas, mas também dos corpos e almas.

Percorrendo campos de refugiados em três continentes, o que sempre mais me impressionou foi a vulnerabilidade das mulheres nessa situação.

Mas, antes, vamos ser claros aqui. Não precisamos sair do Brasil para saber que as mulheres, simplesmente por serem mulheres, precisam passar a vida se explicando. Como se necessitassem de chancela ou justificativa para determinar o destino de seu corpo ou coração, se podem trabalhar ou ter tesão. Intolerável, não?

Então, o senhor pode imaginar o que isso significa em tempos de guerra, onde a lei e a moral são suspensas?

Conheci certa vez uma garota yazidi. Ela me contou como, depois de sua cidade ser tomada por islamistas, ela foi transformada em escrava sexual. Aqueles olhos verdes intensos se enchiam de lágrimas quando contava que, num calabouço, ela e as demais meninas se dividiam em dois grupos.

Aquelas que rezavam para sobreviver e aquelas que rezavam para morrer logo.

Ela também me contou que, num ato de solidariedade com as outras mulheres que viriam depois delas, foi iniciado um gesto espontâneo de escrever mensagens nas paredes daqueles quartos imundos, inclusive com dicas de como agir. Escreviam com a única cor que tinham. O vermelho do sangue de suas vaginas estupradas.

O senhor me diria: claro, isso é coisa de terrorista islâmico. Sim, sem dúvida. Mas quero lhe contar o que investigações e auditorias revelaram em um local mais próximo de nós: o Haiti.

Ali e em outros locais onde estão destacadas, as tropas de paz da ONU – repletas de moral, credibilidade e protocolos – foram acusadas de estupro e de abusos com mulheres, meninas e meninos. Alguns, em troca de comida. Num caso específico, um garoto era semanalmente estuprado por oficiais, em troca de bolachas. Há até mesmo uma categoria de crianças hoje nesses países, “os filhos da ONU”.

Na Sérvia, num barracão onde eram depositados os refugiados que aguardavam para chegar até a Europa Ocidental, conheci uma mulher que não falava. Sua irmã, depois, veio me explicar que ela ficou muda depois de ter sido estuprada pelo “guia” que seus pais tinham contratado na Turquia para que elas cruzassem as fronteiras. Para pagar pelo guia, os pais venderam as únicas coisas que tinham: uma casinha e dois animais.

Em Dadaab, no Quênia, entendi toda a minha ignorância quando fui perguntar para um grupo de crianças do que elas tinham mais medo. Achei que a resposta seria: as bombas de Mogadíscio. Mas era do escuro do campo de refugiados. Quando pedi para saber o motivo, uma delas sussurrou: “não podemos nem ir ao banheiro pela noite. Um homem pode fazer coisas ruins com nosso corpo”.

Anos depois, voltei a viajar para a África. Da janela do avião a hélice em que eu voava, podia ver como um garoto usava um pedaço de galho para tentar dirigir o destino de vacas e outros animais. Enquanto ele conseguia dar direção ao gado, algumas reses escapavam um pouco adiante.

Do assento em que eu estava, quase não consegui ouvir quando o piloto se virou para trás e, competindo com o barulho do motor, gritou que estávamos iniciando a aterrissagem. Jamais imaginaria que, minutos depois, era sobre aquele local de terra de onde o garoto estava retirando os animais que o avião iria pousar. O que de fato eu tinha visto era a preparação da pista de pouso.

Eu tinha viajado para um lugar a oeste da cidade de Bagamoyo, na Tanzânia, para escrever sobre o impacto da Aids numa das regiões mais pobres do planeta. Mas seria naquele local que eu descobriria, de uma maneira inusitada, a dimensão do drama de imigrantes e refugiados. Ao longo dos anos, visitei campos de refugiados na fronteira do Iraque, entre o Quênia e a Somália, em Darfur, na rota entre a Turquia e a Europa. Vi milhares de pessoas sem destino. Mas, nas proximidades de Bagamoyo, aquela história era diferente. Oficialmente, não havia uma guerra. Não havia um acampamento de refugiados. Mas eu logo descobriria que nem por isso o desespero deixava de estar presente naquela população.

Eu fazia uma visita a um hospital e esperava para falar com o diretor. Por falta de médicos, ele fora chamado para fazer um parto. Sabia que aquilo significava que eu passaria horas ali, à espera de minha entrevista. Restava fazer o que eu mais gostava nessas viagens: descobrir quem estava ali, falar com as pessoas, perambular pelo local, ler os cartazes e simplesmente observar. No portão do centro de atendimento, centenas de mulheres com seus véus coloridos aguardavam de forma paciente. Tentavam afastar as moscas, num calor intenso, enquanto o choro de crianças rompia os muros descascados daquela entrada de um galpão transformado em sala de espera.

Ao caminhar para uma das alas, fui barrado. Os enfermeiros me pediram que não entrasse no local. Quando perguntei qual era a especialidade daquela área, disseram que não podiam revelar. Em partes da África, o preconceito e o estigma em relação aos pacientes de Aids obrigam os hospitais a não indicar nem em suas paredes o nome da doença. Decidi sair do prédio em ruínas e, num dos pátios do hospital, vi duas garotas brincando.

Não tinham mais de 10 anos de idade. E o único momento em que olharam para o chão, sem resposta, foi quando perguntei o que faziam ali. Mas a curiosidade delas em saber o que um rapaz branco, com um bloco de notas na mão e uma câmera fotográfica, fazia lá era maior que sua vontade de contar histórias. Desisti de seguir com minhas perguntas. Expliquei que era jornalista brasileiro e, para dizer meu nome, mostrei um cartão de visita, que acabou ficando com elas.

Quando iam responder à minha pergunta sobre os seus nomes, nossa conversa foi interrompida por uma senhora que, da porta do hospital, me avisava que o diretor já estava à disposição para a entrevista. Deixei aquelas crianças depois de menos de cinco minutos de conversa. Já caminhando, virei e disse uma das poucas expressões que tinha aprendido em suaíli: kwaheri – “adeus”. Ganhei em troca dois enormes sorrisos.

Terminada a entrevista com o diretor do hospital, confesso que nem sequer notei se as meninas continuavam ou não no pátio. Estava ainda sob o choque de um pedido do gerente da clínica, que, ao terminar de me explicar o que faziam, me perguntou se eu não poderia deixar para eles qualquer comprimido que tivesse na mala. Qualquer um. Até mesmo se o prazo de validade já tivesse expirado.

Alguns meses depois, já na Suíça, abri minha caixa de correio de forma despretensiosa ao chegar em casa. Num envelope surrado e escrito à mão, chegava uma carta de Bagamoyo.

Pensei comigo: deve ser um erro e a carta deve ter sido colocada na minha caixa por engano. Eu não conheço ninguém em Bagamoyo. Mas o envelope deixava muito claro: era para Jamil Chade.

Antes mesmo de entrar em casa, deixei minha sacola no chão e abri o envelope. Uma vez mais, meu nome estava no papel, com uma letra visivelmente infantil. Eu continuava sem entender. Até que comecei a ler. No texto, em inglês, quem escrevia explicava que tinha me conhecido diante do hospital e que tinha meu endereço em Genebra por conta de um cartão que eu lhe havia deixado.

Como num sonho, as imagens daquelas garotas imediatamente apareceram em minha mente. Mas o conteúdo daquela carta era um verdadeiro pesadelo. A garota me escrevia com um apelo comovedor. “Por favor, case-se comigo e me tire daqui. Prometo que vou cuidar de você, limpar sua casa e sou muito boa cozinheira.” A carta contava que sua mãe havia morrido de Aids – naquele mesmo hospital – e que seu pai também estava morto.

Cada um dos oito filhos fora buscar formas de sobreviver e ela era a última da família a ter permanecido na empobrecida cidade. “Preciso sair daqui”, escrevia a garota. A cada tantas frases, uma promessa se repetia: “Eu vou te amar.”

Uma observação no final parecia mais um atestado de morte: “Com as últimas moedas que eu tinha, comprei este envelope, este papel e este selo. Você é minha última esperança.”

Deputado, talvez o senhor classificaria essa pessoa no grupo de “meninas fáceis”. Eu, porém, chorei de desespero e de impotência diante daquele pedido de resgate.

Eu e o senhor- homens brancos – nascemos como a classe mais privilegiada do planeta. Eu e o senhor não tivemos de fazer nada para adquirir esses privilégios. Existimos.

É nossa obrigação, portanto, desmontar o processo de profunda desumanização de uma guerra e da miséria. Cada um com suas armas.

Não sei qual será o destino que a Assembleia Legislativa em São Paulo, seu partido e seus eleitores darão ao senhor. Qualquer que seja ele, só espero que esse episódio revoltante sirva para que haja alguma insurreição de consciências sobre a condição feminina. Na guerra e na paz.

Grato pela atenção

Jamil

*Jamil Chade é jornalista, correspondente na Europa há duas décadas e colunista do UOL

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Brasil

Lula mostra dedo do meio ao defender que pobre “gosta de coisa boa”

Foto: Reprodução/Youtube

O presidente Luiz Inácio Lula da Silva (PT) fez um gesto com o dedo do meio durante um discurso nesta sexta-feira (3), no Palácio do Planalto, em Brasília (DF). A cena ocorreu enquanto ele defendia que a população de baixa renda também tem direito a serviços de qualidade.

O presidente Luiz Inácio Lula da Silva (PT) fez um gesto com o dedo do meio durante um discurso nesta sexta-feira (3), no Palácio do Planalto, em Brasília (DF). A cena ocorreu enquanto ele defendia que a população de baixa renda também tem direito a serviços de qualidade.

– Nós precisamos acabar com essa história de que o pobre não gosta de coisa boa. Aqui para eles [mostra o dedo]. Nós gostamos de coisa boa. Nós queremos tudo de primeira. Tudo: comida de primeira, roupa de primeira, viajar de primeira, dentista de primeira, médico de primeira. Acabar com essa bobagem – afirmou Lula.

O petista participou do evento de Entregas Simultâneas do Governo Federal para Moradia, Saúde e Educação. A cerimônia marcou o último dia em que ele podia realizar esse tipo de agenda antes do primeiro turno das eleições.

Na sequência, Lula criticou o modelo de dedução dos gastos com planos de saúde no Imposto de Renda. Segundo o presidente, parte desse custo acaba sendo bancada pelo poder público e nessa hora ele soltou um palavrão.

– O rico fala: “Eu tenho um bom plano de saúde, então eu tenho bons médicos porque eu pago”. Ele não paga p**** nenhuma. Ele desconta no Imposto de Renda o que ele paga de plano de saúde. Se ele desconta no Imposto de Renda quem paga somos nós, que deixamos de receber o dinheiro – disse.

Durante o discurso, o petista também voltou a defender o programa Agora Tem Especialistas, criado pelo Ministério da Saúde para reduzir as filas de consultas, exames e procedimentos no Sistema Único de Saúde (SUS).

– Vocês não sabem o que significa para mim esse “Agora tem Especialistas”. A gente está dizendo ao povo mais humilde que independente do berço que nasceu, da maternidade que nasceu, se nasceu com uma parteira ou em um hospital, se é preto ou branco, baixo ou alto, vai ter um tratamento de primeira classe neste país, porque é o que todo mundo precisa – declarou.

Pleno News

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Paraíba

Roupa Nova e Fábio Jr serão as atrações no aniversário de João Pessoa

O prefeito Leo Bezerra anunciou, nesta sexta-feira (3), as primeiras atrações da Festa das Neves 2026, que celebra os 441 anos de João Pessoa. A programação contará com shows da banda Roupa Nova e do cantor Fábio Júnior no dia 5 de agosto, data em que o município comemora seu aniversário. As apresentações serão realizadas no Busto de Tamandaré.

O diretor executivo da Fundação Cultural de João Pessoa (Funjope), Marcus Alves, destacou que a programação da Festa das Neves está sendo preparada para celebrar os 441 anos de João Pessoa com uma grande festa, reunindo atrações que prometem marcar as comemorações do aniversário da capital paraibana.

A programação completa da Festa das Neves, que incluirá outros artistas, parque de diversões, praça de alimentação e diversas atrações para o público, será anunciada pela Fundação Cultural de João Pessoa (Funjope) nos próximos dias.

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Política

TSE suspende inelegibilidade de ex-prefeito de Cabedelo e libera Vitor Hugo para disputar eleições

O presidente do Tribunal Superior Eleitoral (TSE), ministro Nunes Marques, concedeu nesta sexta-feira (3) uma decisão que suspende os efeitos da condenação por abuso de poder político e econômico imposta ao ex-prefeito de Cabedelo, Vitor Hugo Castelliano. Com a medida, fica suspensa, de forma provisória, a inelegibilidade de oito anos aplicada ao ex-gestor até que o Supremo Tribunal Federal (STF) analise o recurso extraordinário apresentado pela defesa.

Na decisão, Nunes Marques entendeu que existem elementos suficientes para justificar a concessão da tutela de urgência. O ministro destacou que as alegações da defesa sobre possível violação ao contraditório e à ampla defesa, especialmente em razão da juntada de um grande volume de provas após o encerramento da instrução processual, apresentam relevância constitucional e merecem análise mais aprofundada pelo STF.

O magistrado também considerou presente o risco de dano irreparável, ressaltando que a manutenção da inelegibilidade teria impacto imediato sobre a participação de Vitor Hugo no processo eleitoral de 2026. Segundo a decisão, a sanção comprometeria não apenas um eventual pedido de candidatura, mas também etapas preparatórias da disputa, como articulações partidárias, pré-campanha, arrecadação de recursos e participação em convenções.

Apesar da suspensão dos efeitos da condenação, o mérito do caso ainda não foi julgado pelo Supremo Tribunal Federal. A decisão do presidente do TSE tem caráter provisório e permanecerá válida até que haja análise definitiva do recurso extraordinário, que questiona pontos do processo que resultou na condenação do ex-prefeito de Cabedelo por suposto envolvimento em esquema de abuso de poder político, econômico e captação ilícita de sufrágio nas eleições municipais.

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Paraíba

Ex-prefeito Diogo Rosas é investigado por suposto prejuízo de mais de R$ 35 milhões aos cofres públicos

Ex-prefeito do Sertão é investigado por suposto prejuízo de mais de R$ 35 milhões aos cofres públicos

O Ministério Público da Paraíba instaurou um Inquérito Civil para apurar suspeitas de um forte desequilíbrio nas contas públicas do município de Nova Olinda, no Sertão do estado. A investigação mira possíveis irregularidades na gestão financeira encerrada em 31 de dezembro de 2025, período correspondente à administração do ex-prefeito Diogo Richelli Rosas, embora a portaria não cite o nome dele diretamente.

A apuração teve início após a repercussão de informações que apontavam um suposto “rombo hercúleo” superior a R$ 36 milhões, valor citado inicialmente pela gestão atual ao comentar a situação fiscal herdada. O caso levou o Ministério Público a aprofundar a análise sobre o tamanho real do passivo deixado no município.

Documentos oficiais encaminhados à Promotoria indicam um passivo consolidado de R$ 33.146.639,51 até o fim de 2025. O montante inclui R$ 22.293.142,42 em dívidas previdenciárias, R$ 8.722.892,66 junto à Procuradoria-Geral da Fazenda Nacional (PGFN) e R$ 2.130.604,42 em precatórios, o que reforça a dimensão do problema fiscal sob investigação.

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Paraíba

Paraíba deixa de exigir laudo médico para corridas de rua

A Assembleia Legislativa da Paraíba alterou a legislação sobre corridas de rua e retirou a obrigatoriedade da apresentação de laudo médico para participação em provas realizadas no estado. A mudança foi oficializada pela Lei nº 14.592/2026, publicada no Diário Oficial desta sexta-feira (3).

Com a nova regra, atletas inscritos em provas com percursos de 15 quilômetros ou mais deverão apenas assinar um termo de responsabilidade, declarando estar cientes dos riscos da prática esportiva e da importância de realizar avaliação médica antes da competição.

A lei também determina que os organizadores disponibilizem Desfibriladores Externos Automáticos (DEA) e ambulâncias com equipe médica compatíveis com o porte do evento.

A nova legislação é de autoria da deputada Cida Ramos e foi promulgada pelo presidente da Assembleia Legislativa após sanção tácita.

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Política

ATLAS/INTEL: Metade dos brasileiros espera novos casos de corrupção no governo Lula

Presidente Lula / Crédito: Ricardo Sutckert/PR

Uma pesquisa da AtlasIntel/Bloomberg mostra que metade dos brasileiros considera “muito provável” a revelação de grandes fraudes ou esquemas de corrupção durante o restante do terceiro mandato do presidente Luiz Inácio Lula da Silva (PT).

O levantamento ouviu 4.999 pessoas entre os dias 26 e 30 de junho de 2026 e questionou: “Quão provável é que o Brasil enfrente os seguintes desafios ou riscos durante os próximos 6 meses?”. Confira o resultado:

  • Muito provável: 50%
  • Provável em algum grau: 34%
  • Pouco provável: 10%
  • Nada provável: 7%

O caso de maior repercussão recente envolve Jaques Wagner, alvo de investigação da Polícia Federal na Operação Compliance Zero. A PF apura suspeitas de que o senador tenha defendido interesses de um banco e de seus sócios, como Augusto Lima e Daniel Vorcaro, em troca de vantagens pessoais, incluindo um apartamento de luxo e repasses financeiros para uma empresa de sua nora.

A margem de erro do levantamento é de 1 ponto percentual, para mais ou para menos. O nível de confiança atinge 95%. A pesquisa possui registro no Tribunal Superior Eleitoral (TSE) sob o número BR-04582/2026.

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Política

PESQUISA SETA/POLÊMICA: Lucas Ribeiro venceria Cícero Lucena e Efraim Filho em eventual 2º turno

Reprodução

Uma pesquisa do Instituto de Pesquisa SETA, em parceria com o portal Polêmica Paraíba, divulgada nesta sexta-feira (3), mostra que Lucas Ribeiro (PP) venceria Cícero Lucena (MDB) e Efraim Filho (PL) em um eventual segundo turno na disputa pelo Governo da Paraíba.

Lucas Ribeiro (PP) x Cícero Lucena (MDB)

  • Lucas Ribeiro (PP): 36,4%
  • Cícero Lucena (MDB): 26,7%
  • Não sabem/não responderam: 22,1%
  • Branco, nulo ou ninguém: 14,8%

Lucas Ribeiro (PP) x Efraim Filho (PL)

  • Lucas Ribeiro (PP): 36,5%
  • Efraim Filho (PL): 22,5%
  • Não sabem/não responderam: 23,2%
  • Branco, nulo ou ninguém: 17,8%

Já em um cenário entre Cícero Lucena (MDB) e Efraim Filho (PL):

  • Cícero Lucena (MDB): 40,6%
  • Efraim Filho (PL): 21,8%
  • Não sabem/não responderam: 23,3%
  • Branco, nulo ou ninguém: 14,3%

Metodologia 

O levantamento foi realizado entre os dias 25 e 27 de junho, com 1.500 eleitores distribuídos em 90 municípios do estado. Registrada sob o número PB-01402/2026, a pesquisa tem nível de confiança de 95% e margem de erro de 2,5 pontos percentuais, para mais ou para menos.

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Paraíba

Martinho da Vila e Mart’nália são as atrações do São João de Campina Grande nesta sexta (3)

Foto: Renato Pagliacci

O São João 2026 de Campina Grande, no Agreste da Paraíba, entra na reta final nesta sexta-feira (3). No palco principal do Parque do Povo, se apresentam Martinho da Vila e Mart’nália, que estreiam no evento. A programação também conta com Taty Girl, Márcia Felipe e Toca do Vale.

Martinho da Vila e Mart’nália levam a Campina Grande a turnê “Pai e Filha”, iniciada recentemente e anunciada como a última grande turnê do cantor e compositor de 88 anos.

A festa acontece de 3 de junho a 5 de julho, somando 33 dias de programação. Esta é a 43ª edição do evento, que também marca os 40 anos do Parque do Povo.

Segundo a Secretaria de Desenvolvimento Econômico, a expectativa é que mais de 3,52 milhões de pessoas passem pelo local durante o evento. A movimentação econômica deve ultrapassar R$ 800 milhões.

Shows do São João de Campina Grande nesta sexta-feira (3):

  • Martinho da Vila e Mart’nália
  • Taty Girl
  • Márcia Fellipe
  • Toca do Vale

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Paraíba

PF deflagra operação contra crimes de abuso sexual infantojuvenil na Paraíba

Foto: Divulgação

A Polícia Federal deflagrou, na manhã desta sexta-feira (3), a Operação Sentinela do Sertão – Fase 1 para combater o armazenamento de material de abuso sexual infantojuvenil em ambiente digital. A ação ocorreu em Triunfo, no Sertão da Paraíba, onde foi cumprido um mandado de busca e apreensão expedido pela Vara Regionalizada de Garantias da Comarca de Patos.

Durante a operação, foram apreendidos computadores, celulares, mídias de armazenamento e outros dispositivos eletrônicos que passarão por perícia para confirmar a autoria dos fatos, identificar possíveis vítimas e verificar a existência de outros envolvidos.

Segundo a Polícia Federal, o investigado poderá responder pelo crime de aquisição, posse ou armazenamento de material contendo cenas de abuso sexual envolvendo crianças ou adolescentes, previsto no Estatuto da Criança e do Adolescente (ECA). A pena pode chegar a quatro anos de reclusão, além de multa, sem prejuízo da identificação de outros delitos após a análise do material apreendido.

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Paraíba

VÍDEO: “NÃO VEM MAIS” Flávio Bolsonaro cancela visita a Campina Grande

 

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O senador e pré-candidato à Presidência Flávio Bolsonaro (PL-RJ) cancelou a visita que faria a Campina Grande nesta sexta-feira (3), onde participaria de agenda política ao lado do senador Efraim Filho (PL), pré-candidato ao Governo da Paraíba, e visitaria o Maior São João do Mundo.

O cancelamento foi anunciado na noite de quinta-feira (2), durante uma chamada de vídeo divulgada nas redes sociais. Na conversa, Flávio explicou que precisou antecipar uma viagem aos Estados Unidos.

“Tive que antecipar aqui a viagem para os Estados Unidos para defender as empresas brasileiras de uma possível tarifação. Então tive que fazer isso, mas já tenho mudado a minha agenda para estar na Paraíba no lançamento da sua candidatura, na convenção do nosso partido”, declarou.

Efraim afirmou que compreende a mudança de planos. “Campina estava lhe esperando, o melhor e maior São João do Mundo, mas é por um motivo justo”, disse. O deputado federal Cabo Gilberto Silva (PL) também participou da ligação.

Flávio confirmou presença na convenção do PL na Paraíba, prevista para 2 de agosto, quando serão oficializadas as candidaturas de Efraim Filho ao Governo do Estado e de Marcelo Queiroga ao Senado.

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