Diversos

Carta para Arthur do Val: a condição feminina na guerra e na paz

Foto: Daniel Leal/AFP

Por Jamil Chade:

Senhor deputado,

Confesso que não conhecia seu nome, e nem sua denominação de guerra. Mas os áudios indigestos que vazaram com seus comentários sobre a situação na Ucrânia me obrigaram a escrever aqui algumas linhas sobre o que eu vi em campos de refugiados e filas de pessoas desesperadas para escapar da guerra e da pobreza ao longo de duas décadas.

Não estou acusando o senhor e sua comitiva do que estará exposto abaixo. Mas considero que, sem entender essa dimensão do sofrimento humano, fica impossível justificar uma viagem como a que o senhor faz para ajudar a defender um povo.

Ao longo da história, a violência sexual é uma das armas de guerra mais recorrentes para desmoralizar uma sociedade. Ela não tem religião, nem raça. Ela destrói. Demonstra o poder sobre o destino não apenas das vidas, mas também dos corpos e almas.

Percorrendo campos de refugiados em três continentes, o que sempre mais me impressionou foi a vulnerabilidade das mulheres nessa situação.

Mas, antes, vamos ser claros aqui. Não precisamos sair do Brasil para saber que as mulheres, simplesmente por serem mulheres, precisam passar a vida se explicando. Como se necessitassem de chancela ou justificativa para determinar o destino de seu corpo ou coração, se podem trabalhar ou ter tesão. Intolerável, não?

Então, o senhor pode imaginar o que isso significa em tempos de guerra, onde a lei e a moral são suspensas?

Conheci certa vez uma garota yazidi. Ela me contou como, depois de sua cidade ser tomada por islamistas, ela foi transformada em escrava sexual. Aqueles olhos verdes intensos se enchiam de lágrimas quando contava que, num calabouço, ela e as demais meninas se dividiam em dois grupos.

Aquelas que rezavam para sobreviver e aquelas que rezavam para morrer logo.

Ela também me contou que, num ato de solidariedade com as outras mulheres que viriam depois delas, foi iniciado um gesto espontâneo de escrever mensagens nas paredes daqueles quartos imundos, inclusive com dicas de como agir. Escreviam com a única cor que tinham. O vermelho do sangue de suas vaginas estupradas.

O senhor me diria: claro, isso é coisa de terrorista islâmico. Sim, sem dúvida. Mas quero lhe contar o que investigações e auditorias revelaram em um local mais próximo de nós: o Haiti.

Ali e em outros locais onde estão destacadas, as tropas de paz da ONU – repletas de moral, credibilidade e protocolos – foram acusadas de estupro e de abusos com mulheres, meninas e meninos. Alguns, em troca de comida. Num caso específico, um garoto era semanalmente estuprado por oficiais, em troca de bolachas. Há até mesmo uma categoria de crianças hoje nesses países, “os filhos da ONU”.

Na Sérvia, num barracão onde eram depositados os refugiados que aguardavam para chegar até a Europa Ocidental, conheci uma mulher que não falava. Sua irmã, depois, veio me explicar que ela ficou muda depois de ter sido estuprada pelo “guia” que seus pais tinham contratado na Turquia para que elas cruzassem as fronteiras. Para pagar pelo guia, os pais venderam as únicas coisas que tinham: uma casinha e dois animais.

Em Dadaab, no Quênia, entendi toda a minha ignorância quando fui perguntar para um grupo de crianças do que elas tinham mais medo. Achei que a resposta seria: as bombas de Mogadíscio. Mas era do escuro do campo de refugiados. Quando pedi para saber o motivo, uma delas sussurrou: “não podemos nem ir ao banheiro pela noite. Um homem pode fazer coisas ruins com nosso corpo”.

Anos depois, voltei a viajar para a África. Da janela do avião a hélice em que eu voava, podia ver como um garoto usava um pedaço de galho para tentar dirigir o destino de vacas e outros animais. Enquanto ele conseguia dar direção ao gado, algumas reses escapavam um pouco adiante.

Do assento em que eu estava, quase não consegui ouvir quando o piloto se virou para trás e, competindo com o barulho do motor, gritou que estávamos iniciando a aterrissagem. Jamais imaginaria que, minutos depois, era sobre aquele local de terra de onde o garoto estava retirando os animais que o avião iria pousar. O que de fato eu tinha visto era a preparação da pista de pouso.

Eu tinha viajado para um lugar a oeste da cidade de Bagamoyo, na Tanzânia, para escrever sobre o impacto da Aids numa das regiões mais pobres do planeta. Mas seria naquele local que eu descobriria, de uma maneira inusitada, a dimensão do drama de imigrantes e refugiados. Ao longo dos anos, visitei campos de refugiados na fronteira do Iraque, entre o Quênia e a Somália, em Darfur, na rota entre a Turquia e a Europa. Vi milhares de pessoas sem destino. Mas, nas proximidades de Bagamoyo, aquela história era diferente. Oficialmente, não havia uma guerra. Não havia um acampamento de refugiados. Mas eu logo descobriria que nem por isso o desespero deixava de estar presente naquela população.

Eu fazia uma visita a um hospital e esperava para falar com o diretor. Por falta de médicos, ele fora chamado para fazer um parto. Sabia que aquilo significava que eu passaria horas ali, à espera de minha entrevista. Restava fazer o que eu mais gostava nessas viagens: descobrir quem estava ali, falar com as pessoas, perambular pelo local, ler os cartazes e simplesmente observar. No portão do centro de atendimento, centenas de mulheres com seus véus coloridos aguardavam de forma paciente. Tentavam afastar as moscas, num calor intenso, enquanto o choro de crianças rompia os muros descascados daquela entrada de um galpão transformado em sala de espera.

Ao caminhar para uma das alas, fui barrado. Os enfermeiros me pediram que não entrasse no local. Quando perguntei qual era a especialidade daquela área, disseram que não podiam revelar. Em partes da África, o preconceito e o estigma em relação aos pacientes de Aids obrigam os hospitais a não indicar nem em suas paredes o nome da doença. Decidi sair do prédio em ruínas e, num dos pátios do hospital, vi duas garotas brincando.

Não tinham mais de 10 anos de idade. E o único momento em que olharam para o chão, sem resposta, foi quando perguntei o que faziam ali. Mas a curiosidade delas em saber o que um rapaz branco, com um bloco de notas na mão e uma câmera fotográfica, fazia lá era maior que sua vontade de contar histórias. Desisti de seguir com minhas perguntas. Expliquei que era jornalista brasileiro e, para dizer meu nome, mostrei um cartão de visita, que acabou ficando com elas.

Quando iam responder à minha pergunta sobre os seus nomes, nossa conversa foi interrompida por uma senhora que, da porta do hospital, me avisava que o diretor já estava à disposição para a entrevista. Deixei aquelas crianças depois de menos de cinco minutos de conversa. Já caminhando, virei e disse uma das poucas expressões que tinha aprendido em suaíli: kwaheri – “adeus”. Ganhei em troca dois enormes sorrisos.

Terminada a entrevista com o diretor do hospital, confesso que nem sequer notei se as meninas continuavam ou não no pátio. Estava ainda sob o choque de um pedido do gerente da clínica, que, ao terminar de me explicar o que faziam, me perguntou se eu não poderia deixar para eles qualquer comprimido que tivesse na mala. Qualquer um. Até mesmo se o prazo de validade já tivesse expirado.

Alguns meses depois, já na Suíça, abri minha caixa de correio de forma despretensiosa ao chegar em casa. Num envelope surrado e escrito à mão, chegava uma carta de Bagamoyo.

Pensei comigo: deve ser um erro e a carta deve ter sido colocada na minha caixa por engano. Eu não conheço ninguém em Bagamoyo. Mas o envelope deixava muito claro: era para Jamil Chade.

Antes mesmo de entrar em casa, deixei minha sacola no chão e abri o envelope. Uma vez mais, meu nome estava no papel, com uma letra visivelmente infantil. Eu continuava sem entender. Até que comecei a ler. No texto, em inglês, quem escrevia explicava que tinha me conhecido diante do hospital e que tinha meu endereço em Genebra por conta de um cartão que eu lhe havia deixado.

Como num sonho, as imagens daquelas garotas imediatamente apareceram em minha mente. Mas o conteúdo daquela carta era um verdadeiro pesadelo. A garota me escrevia com um apelo comovedor. “Por favor, case-se comigo e me tire daqui. Prometo que vou cuidar de você, limpar sua casa e sou muito boa cozinheira.” A carta contava que sua mãe havia morrido de Aids – naquele mesmo hospital – e que seu pai também estava morto.

Cada um dos oito filhos fora buscar formas de sobreviver e ela era a última da família a ter permanecido na empobrecida cidade. “Preciso sair daqui”, escrevia a garota. A cada tantas frases, uma promessa se repetia: “Eu vou te amar.”

Uma observação no final parecia mais um atestado de morte: “Com as últimas moedas que eu tinha, comprei este envelope, este papel e este selo. Você é minha última esperança.”

Deputado, talvez o senhor classificaria essa pessoa no grupo de “meninas fáceis”. Eu, porém, chorei de desespero e de impotência diante daquele pedido de resgate.

Eu e o senhor- homens brancos – nascemos como a classe mais privilegiada do planeta. Eu e o senhor não tivemos de fazer nada para adquirir esses privilégios. Existimos.

É nossa obrigação, portanto, desmontar o processo de profunda desumanização de uma guerra e da miséria. Cada um com suas armas.

Não sei qual será o destino que a Assembleia Legislativa em São Paulo, seu partido e seus eleitores darão ao senhor. Qualquer que seja ele, só espero que esse episódio revoltante sirva para que haja alguma insurreição de consciências sobre a condição feminina. Na guerra e na paz.

Grato pela atenção

Jamil

*Jamil Chade é jornalista, correspondente na Europa há duas décadas e colunista do UOL

Comente aqui

Deixe um comentário

O seu endereço de e-mail não será publicado.

Paraíba

Empresário paraibano do ramo de loterias é preso durante operação em João Pessoa

Reprodução / Polícia Civil

O empresário paraibano Cícero Fabiano Melo Silva, que atua no ramo de loterias, foi preso nesta terça-feira (18), em João Pessoa, durante uma operação da Polícia Civil do Mato Grosso do Sul. A ação também cumpriu cinco mandados de busca e apreensão em João Pessoa e Campina Grande.

Segundo a Polícia Civil, a investigação apura suspeitas de exploração de jogos de azar, associação criminosa e lavagem de dinheiro.

A defesa informou que a Paraíba de Prêmios, empresa ligada ao empresário, não tem relação com as suspeitas investigadas. Também disse que não teve acesso às informações que fundamentaram a prisão. Cícero deve passar por audiência de custódia nesta terça-feira (18).

De acordo com o delegado João Ricardo, da Delegacia de Crimes Cibernéticos na Paraíba, o caso é investigado pela Polícia Civil do Mato Grosso do Sul e está relacionado a uma conduta investigada naquele estado. As informações estão sob sigilo.

Comente aqui

Deixe um comentário

O seu endereço de e-mail não será publicado.

Paraíba

Polícia apreende cerca de 400 kg de drogas vindas do Paraguai em Campina Grande

Foto: Divulgação/Polícia Civil da Paraíba

Cerca de 400 quilos de maconha e 150 litros de um líquido usado na produção de substância alucinógena foram apreendidos pela Polícia Civil, na manhã desta terça-feira (18), entre Queimadas e Campina Grande, no Agreste da Paraíba.

Segundo a polícia, a droga estava escondida em um caminhão que vinha do Paraguai e era monitorado há meses. O veículo fazia viagens para a Paraíba a cada dez dias, aproximadamente, e foi acompanhado pela Polícia Civil e pela Polícia Rodoviária Federal (PRF) desde a fronteira até Campina Grande, onde foi interceptado.

O caminhão tinha maquinário usado para esconder as drogas. Ainda de acordo com a polícia, o motorista é do Rio de Janeiro e usava um caminhão particular, financiado por uma facção que atua na Paraíba. Ele também realizava fretes legais com o veículo e incluía a droga nas cargas.

O material foi levado para a Central de Polícia de Campina Grande, onde o motorista aguarda audiência de custódia.

Comente aqui

Deixe um comentário

O seu endereço de e-mail não será publicado.

Celebridades

Morre Laura Cardoso, um dos maiores nomes da dramaturgia brasileira, aos 98 anos

Reprodução

Morreu em São Paulo a atriz Laura Cardoso, um dos maiores nomes da dramaturgia brasileira, aos 98 anos. A informação foi divulgada em uma publicação nas redes sociais da própria artista.

“Nossa grande estrela se despediu de nós. Laura Cardoso estará para sempre em nossos corações”, escreveu o perfil da atriz no Instagram. “Obrigada por tudo, nossa amada e eterna Laura Cardoso”, concluiu a publicação.

Com mais de 80 anos de carreira, Laura acumulou cinco prêmios Grande Otelo e mais de 100 trabalhos, entre eles “Fera Radical”, “Mulheres de Areia”, “A Viagem” e “Chocolate com Pimenta”. Em 2025, participou do curta-metragem “Dona Rosinha”, como protagonista.

O funeral será realizado nesta terça-feira (18), das 8h às 14h, na Funeral Home, no bairro da Bela Vista, em São Paulo.

Comente aqui

Deixe um comentário

O seu endereço de e-mail não será publicado.

Paraíba

TRE-PB: 36% das candidaturas registradas para as Eleições 2026 na Paraíba são de mulheres

Pelo menos 36% das candidaturas registradas para as Eleições 2026 na Paraíba são de mulheres, segundo dados do Tribunal Regional Eleitoral da Paraíba (TRE-PB), disponíveis no sistema DivulgaCandContas.

Ao todo, foram registrados 436 candidatos, sendo 156 mulheres (36%) e 280 homens (64%). Nenhum candidato registrou nome social.

O cargo com mais candidaturas é o de deputado estadual, com 208 registros, dos quais 35% são de mulheres. Para deputado federal, são 184 candidaturas, sendo cerca de 37% de mulheres.

Quantidade de candidatos por cargo para as Eleições 2026 na Paraíba:

  • Governador: 6
  • Vice-governador: 6
  • Senador: 10
  • 1º suplente: 11
  • 2º suplente: 11
  • Deputado federal: 184
  • Deputado estadual: 208

Comente aqui

Deixe um comentário

O seu endereço de e-mail não será publicado.

Paraíba

Mais de 70 cidades da Paraíba estão sob alerta de baixa umidade do ar nesta terça (18)

Reprodução

Mais de 70 cidades paraibanas estão sob alerta amarelo de baixa umidade até as 22h desta terça-feira (18). De acordo com o Instituto Nacional de Meteorologia (Inmet), a umidade relativa do ar pode variar entre 30% a 20% em 95 municípios paraibanos.

Há baixo risco de incêndios florestais. No entanto, o Inmet faz algumas recomendações para a população das localidades afetadas pela baixa umidade: beber bastante líquido; evitar desgaste físico nas horas mais secas; e evitar exposição ao sol nas horas mais quentes do dia.

Em caso de emergência, a orientação é entrar em contato com Defesa Civil, pelo número 199, ou com o Corpo de Bombeiros, pelo 193.

Confira as cidades sob alerta de baixa umidade

  1. Água Branca
  2. Aguiar
  3. Aparecida
  4. Belém do Brejo do Cruz
  5. Bernardino Batista
  6. Boa Ventura
  7. Bom Jesus
  8. Bom Sucesso
  9. Bonito de Santa Fé
  10. Brejo do Cruz
  11. Brejo dos Santos
  12. Cachoeira dos Índios
  13. Cajazeiras
  14. Cajazeirinhas
  15. Carrapateira
  16. Catingueira
  17. Catolé do Rocha
  18. Conceição
  19. Condado
  20. Coremas
  21. Curral Velho
  22. Diamante
  23. Emas
  24. Ibiara
  25. Igaracy
  26. Imaculada
  27. Itaporanga
  28. Jericó
  29. Joca Claudino
  30. Juru
  31. Lagoa
  32. Lastro
  33. Mãe d’Água
  34. Malta
  35. Manaíra
  36. Marizópolis
  37. Mato Grosso
  38. Maturéia
  39. Monte Horebe
  40. Nazarezinho
  41. Nova Olinda
  42. Olho d’Água
  43. Patos
  44. Paulista
  45. Pedra Branca
  46. Piancó
  47. Poço Dantas
  48. Poço de José de Moura
  49. Pombal
  50. Princesa Isabel
  51. Riacho dos Cavalos
  52. Santa Cruz
  53. Santa Helena
  54. Santa Inês
  55. Santana de Mangueira
  56. Santana dos Garrotes
  57. Santa Teresinha
  58. São Bentinho
  59. São Bento
  60. São Domingos
  61. São Francisco
  62. São João do Rio do Peixe
  63. São José da Lagoa Tapada
  64. São José de Caiana
  65. São José de Espinharas
  66. São José de Piranhas
  67. São José de Princesa
  68. São José do Bonfim
  69. São José do Brejo do Cruz
  70. Serra Grande
  71. Sousa
  72. Tavares
  73. Triunfo
  74. Uiraúna
  75. Vieirópolis
  76. Vista Serrana

Comente aqui

Deixe um comentário

O seu endereço de e-mail não será publicado.

Paraíba

MPPB entra na Justiça por supostos descontos na folha de pagamento de servidores para custear programa social, em Patos

Foto: Divulgação

O Ministério Público da Paraíba (MPPB) ajuizou uma ação na Justiça da Paraíba contra a Prefeitura de Patos, no Sertão, por supostos descontos de 1,5% realizados diretamente na folha de pagamento de servidores públicos e sobre pagamentos efetuados a fornecedores, prestadores de serviços e executores de obras. A ação foi ajuizada pelo promotor de Justiça Caio Terceiro Neto e tramita na 4ª Vara Mista de Patos.

De acordo com o MP, os valores descontados são destinados ao custeio do Programa de Atenção à Primeira Infância (Programa PAI), sem autorização individual dos beneficiários. A cobrança alcança 3.005 servidores e corresponde a 1,5% da remuneração, sendo lançada automaticamente na folha de pagamento, sob o código 427.

Com a ação, o Ministério Público quer que o Município de Patos seja obrigado a interromper qualquer desconto, retenção ou consignação, além do ressarcimento de todos os valores descontados.

O órgão entende que a cobrança não pode ser considerada facultativa, isso porque o desconto é realizado automaticamente pela Administração e somente deixa de ser efetuado caso o servidor apresente requerimento administrativo solicitando a interrupção.

Além dos descontos, o MP também questiona a própria competência do município para instituir a cobrança e afirma que o registro dos valores como receita extraorçamentária levanta questionamentos quanto à transparência e ao controle orçamentário dos recursos.

O MP também pede a condenação do município ao pagamento de R$ 1 milhão por dano moral coletivo e multa diária de R$ 50 mil em caso de descumprimento.

O posicionamento da prefeitura

Em nota, a Prefeitura de Patos afirmou que “a contribuição questionada está prevista expressamente no artigo 16 da Lei Municipal nº 5.542/2021, devidamente aprovada pela Câmara Municipal de Patos, além de constar de forma clara nos contratos firmados com pessoas físicas e jurídicas que prestam serviços ao Município”.

A prefeitura informou ainda que “a eventual suspensão da contribuição, sem uma fonte de custeio alternativa imediata, representa risco concreto de interrupção de atendimentos essenciais a famílias que hoje dependem do programa” e que a Procuradoria-Geral do Município já iniciou o exame técnico e jurídico da ação, “defendendo a legalidade da contribuição e, principalmente, a continuidade do atendimento às famílias beneficiadas pelo programa”.

Fonte G1 Paraíba

Comente aqui

Deixe um comentário

O seu endereço de e-mail não será publicado.

Política

Debate da Tv master é marcado pela ausência do governador Lucas Ribeiro

Foto: Reprodução O debate da TV Master com os candidatos ao Governo da Paraíba, realizado na noite desta segunda-feira (17), ficou marcado pela ausência do governador Lucas Ribeiro (PP), candidato à reeleição. O chefe do Executivo estadual havia sido anunciado previamente pela emissora como um dos participantes do confronto, ao lado de Cícero Lucena (MDB) e Efraim Filho (PL).

O encontro começou às 21h e foi mediado pelo jornalista e presidente do Sistema Master, Alex Filho. A expectativa em torno da participação de Lucas era considerada relevante, especialmente por se tratar de um dos principais nomes da disputa pelo Palácio da Redenção e por ser o primeiro debate realizado após o início oficial da campanha eleitoral.

Com a ausência do governador, o confronto acabou concentrado entre os demais candidatos presentes. Cícero Lucena e Efraim Filho tiveram espaço para apresentar propostas e fazer críticas ao grupo governista sem a presença de Lucas para responder diretamente aos questionamentos.

Comente aqui

Deixe um comentário

O seu endereço de e-mail não será publicado.

Brasil

[VÍDEO] Marçal afirma que só existem três candidatos para valer: ele, Lula e Flávio Bolsonaro

Imagem: Reprodução/X

Pablo Marçal afirmou recentemente que, “virtualmente”, existem apenas três candidatos competitivos na corrida presidencial de 2026: ele próprio, Flávio Bolsonaro e o presidente Luiz Inácio Lula da Silva. A declaração reflete a tentativa do influenciador de se colocar no centro do debate político nacional, apesar de sua situação jurídica pendente.

“Na hora que minha candidatura foi registrada, a primeira pessoa para quem eu liguei foi o Flávio e falei para ele: ‘Segue seu caminho em paz porque você não terá problema comigo… Se o Senhor é com você, fique em paz’”.

Ele também negou rumores de que sua candidatura tenha qualquer vínculo com alguma estratégia do PT: “Não sei o que ninguém manda em mim, a não ser o próprio Deus. Se Deus falar pra eu desistir, eu desisto.”

Marçal, contudo, segue inelegível até 2032. No dia 5 de agosto, o Tribunal Regional Eleitoral de São Paulo (TRE-SP) rejeitou, por unanimidade, os embargos de declaração apresentados pela defesa do empresário e manteve a condenação que o tornou inelegível por oito anos por uso indevido dos meios de comunicação durante a campanha eleitoral de 2024.

Segundo a decisão judicial, Marçal preencheu e assinou a ficha de filiação ao PRTB em 4 de abril de 2026, com o “devido deferimento pela presidência nacional da agremiação”.

Com informações da página EleicaoBr2026/X

Comente aqui

Deixe um comentário

O seu endereço de e-mail não será publicado.

Política

Hugo Motta diz que Lucas Ribeiro terá de compreender apoio do Republicanos a Leo em 2028

O presidente da Câmara dos Deputados, Hugo Motta (Republicanos), afirmou nesta segunda-feira (17) que o governador Lucas Ribeiro (PP) terá de compreender o acordo firmado pelo Republicanos para apoiar a reeleição do prefeito de João Pessoa, Leo Bezerra (PSDB), em 2028. O compromisso foi anunciado no mesmo dia em que Leo formalizou apoio a Nabor Wanderley (Republicanos), pai de Hugo, para o Senado.

Caso seja reeleito governador neste ano, Lucas poderá ter interesse na disputa pela Prefeitura de João Pessoa dois anos depois. O deputado respondeu que a escolha pertence ao Republicanos e não depende da concordância do governador.

Hugo relacionou o compromisso para 2028 ao apoio recebido por Nabor e disse que a aliança estadual com Lucas não impede o Republicanos de tomar decisões próprias.

“Nós respeitamos o governador, temos uma aliança com o governador, porém os compromissos políticos do Republicanos são compromissos que não são feitos às escondidas. Temos as nossas posições muito claras e estamos aqui publicizando-as. Se tivéssemos interesse em não fazer a coisa correta, poderíamos ter deixado esse acordo, vamos dizer, sem divulgação. Se estamos aqui publicizando, é porque, na verdade, há uma reciprocidade a esse apoio dado hoje ao candidato da majoritária do partido. A política se faz com reciprocidade, e o governador terá que compreender, nas eleições municipais, que nós já temos esse acordo firmado aqui na capital do estado”, respondeu.

Comente aqui

Deixe um comentário

O seu endereço de e-mail não será publicado.

Política

Apoio a Nabor: Leo questiona alerta de Veneziano sobre campanha de Cícero

O prefeito de João Pessoa, Leo Bezerra (PSDB), estranhou nesta segunda-feira (17) a avaliação do senador Veneziano Vital do Rêgo (MDB) de que seu apoio a Nabor Wanderley (Republicanos) para o Senado poderia causar prejuízos à campanha de Cícero Lucena (MDB) ao Governo da Paraíba e à própria candidatura do emedebista à reeleição.

Questionado sobre a declaração de Veneziano, Leo contestou a possibilidade de sua escolha interferir nas duas candidaturas e lembrou que o senador também tomou decisões próprias durante a formação das alianças. “Por que daria danos à campanha de Cícero? Por que daria danos à campanha de Veneziano? Ele tomou várias decisões políticas, como foi mencionado. Ele já tomou diversas. E nós estamos tomando as decisões políticas. Eu respeito as dele, ele respeita as minhas e nós estamos juntos aí, bola pra frente”, respondeu.

Leo também tratou da relação com João Azevêdo (PSB), que o indicou para vice de Cícero nas eleições municipais de 2020 e 2024. Ele afirmou que a decisão não altera a amizade com o ex-governador e atribuiu o distanciamento ao grupo que atualmente integra o PSB.

O prefeito afirmou que não comuniciou ao ex-aliado a sua decisão anunciada hoje e disse que ainda pretende conversar com o ex-governador. “Todos sabem da minha amizade com o João, todos sabem do respeito que eu tenho ao João, e eu entendo esse momento que ele está passando dentro do partido. Infelizmente, na verdade, o partido nunca me quis. Eu acho que é você olhar o histórico do partido, verdadeiramente o partido, o agrupamento político que faz parte hoje, o partido nunca me quis. Vida que segue, e bola pra frente”, acrescentou.

Comente aqui

Deixe um comentário

O seu endereço de e-mail não será publicado.