
Os preços de referência globais do petróleo subiram acima de US$ 110 por barril, atingindo um recorde dos últimos oito anos, à medida que aumentava a preocupação de que o crescente isolamento econômico da Rússia desde a invasão da Ucrânia interromperia o fornecimento global de energia.
As refinarias se recusam a comprar petróleo russo, enquanto os bancos se recusam a financiar embarques de commodities do país do Leste Europeu, segundo executivos de petróleo, banqueiros e traders.
A Agência Internacional de Energia (AIE) – que representa os consumidores-chave de petróleo – anunciou a liberação de estoques, em tentativa de sinalizar que não haverá desabastecimento, mas a medida, no entanto, não conseguiu conter a alta de commodity. O petróleo WTI para abril fechou em alta de 8,03%, em US$ 103,41 o barril, na New York Mercantile Exchange (Nymex); e o Brent para maio avançou 7,15%, para US$ 104,97 o barril, na Intercontinental Exchange (ICE).
Em comunicado ao mercado, a agência afirmou que a invasão russa ocorre em um momento em que o mercado de petróleo já se encontra apertado e altamente volátil, com estoques comerciais em seus menores níveis desde 2014 e uma capacidade limitada de produtores de aumentarem a oferta.
“A situação nos mercados de energia é muito grave e exige toda a nossa atenção. A segurança energética global está ameaçada, colocando a economia mundial em risco durante um estágio frágil da recuperação”, afirmou o diretor executivo da AIE, Fatih Birol.






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