
Desde o dia 2 de janeiro, a Paraíba virou ponto de encontro para quem busca aglomerar com amigos ou mesmo conhecer gente nova. Para isso, contou-se com paisagens de encher os olhos, um nascer e um pôr do sol estonteantes e a conivência do poder público e de instituições fiscalizadoras, em meio a chegada de uma nova variante da Covid-19, ainda mais contagiosa.
O incentivo a participação em Festivais de Música partiu do próprio prefeito de Cabedelo, Victor Hugo, cidade da região metropolitana de João Pessoa que não possui nenhum hospital para atender a população acometida com casos mais graves da doença. “Chicleteiro”, ele caiu na gandaia e como alardeava o ídolo Bell Marques “SE ESSA CANOA NÃO VIRAR, EU CHEGO LÁ”.
Só que o barco virou e não foi para cima dos políticos ou das pessoas que chegaram a pagar R$ 400 reais pelo “passaporte da folia”. Quem foi jogado aos tubarões, na alta estação e terá agora que reduzir sua capacidade de atendimento e mesmo lidar com a crescente de funcionários doentes são os comerciantes, que tanto aguardaram esse momento para se reerguer.
O Governo da Paraíba esperou acabar o Fest Verão comandado por Emerson Lucena, (Mersinho), vice-prefeito de Cabedelo, que é filho do prefeito do João Pessoa, Cícero Lucena e aliado do governador João Azevedo para tomar qualquer medida.
Aos que continuaram acreditando no governo e seguem tentando manter seus estabelecimentos de pé o que resta é arroxar o nó e segurar a onda que vem dos barcos, iates e jet-skis que continuarão, sem qualquer restrição ou fiscalização, aproveitando as belezas de Areia Vermelha, Areia Dourada e deixando no rescaldo o restante de nós.
Blog do BGPB

Comente aqui