A Secretaria de Estado da Saúde (SES) registrou, neste sábado (20), 254 casos de covid-19. Entre os confirmados hoje, 7 (2,76%) são moderados ou graves e 247 (97,24%) são leves. Agora, a Paraíba totaliza 458.790 casos confirmados da doença, que estão distribuídos por todos os 223 municípios. Até o momento, 1.226.974 testes para diagnóstico da Covid-19 já foram realizados.
Também foram confirmados 03 novos óbitos desde a última atualização, todos ocorridos nas últimas 24 horas. Os óbitos confirmados neste boletim ocorreram entre os dias 19 e 20 de novembro, todos em hospitais públicos. Com isso, o estado totaliza 9.491 mortes. O boletim registra ainda um total de 349.589 pacientes recuperados da doença.
Óbitos
Até este sábado, 222 cidades paraibanas registraram óbitos por Covid-19. Os óbitos confirmados neste boletim ocorreram nos municípios de Cachoeira dos Índios (1); Cuité (1) e Jacaraú (1). As vítimas são 03 homens, com idades entre 54 e 89 anos. Um deles era hipertenso e outro não tinha comorbidade.
Três pessoas foram detidas pela Polícia Militar na manhã desta quinta-feira (8) após uma confusão na Universidade Federal de Campina Grande (UFCG), em Campina Grande, no Agreste da Paraíba. A discussão começou após homens retirarem cartazes políticos que haviam sido colocados por estudantes no campus (veja o vídeo mais abaixo).
Durante a confusão, uma estudante idosa teria sofrido injúria racial por um dos homens que retiravam os cartazes, segundo relatos de pessoas que estavam no local. Outros estudantes que presenciaram a situação também afirmaram que houve discussão e tumulto.
O professor da UFCG João Lima Neto também estava no local e disse ao Jornal da Paraíbaque os homens teriam se identificado como fiscais eleitorais e da universidade. Segundo ele, um deles afirmou que já havia retirado um cartaz e que faria novamente. Quando o professor tentou impedir a ação, houve empurrões.
Dois dos homens envolvidos deixaram o local em uma motocicleta. Um terceiro foi levado pela Polícia Militar para a Central de Polícia, sob escolta, porque havia receio de que ele fosse agredido pelos estudantes.
Um estudante também foi conduzido pela PM após, segundo um policial, ter cuspido e atingido um agente durante a confusão. Pessoas que presenciaram a situação informaram que estudantes envolvidos na discussão foram orientados a registrar boletim de ocorrência sobre a suposta injúria racial.
João Lima Neto informou ainda que uma equipe da universidade, um advogado e integrantes do setor da OAB, que atua em casos relacionados a crimes de racismo, acompanharam os envolvidos até a delegacia.
Os estudantes estavam se organizando para uma manifestação política prevista para a tarde desta quinta-feira. De acordo com a UFCG, a instituição possui regras específicas para o período eleitoral e orienta que manifestações político-partidárias em seus canais institucionais sigam as normas do período de defeso eleitoral.
A assessoria da Universidade Federal de Campina Grande (UFCG), que informou que realizará uma coletiva de imprensa às 16h desta quinta-feira (8) para falar sobre o ocorrido.
A Polícia Federal e a Controladoria-Geral da União (CGU) deflagraram, na manhã desta quinta-feira (8), uma operação para desarticular um esquema criminoso investigado por desvios milionários em recursos públicos federais destinados à área da saúde.
A Operação, denominada Coaptação, cumpre cinco mandados de prisão preventiva e 24 de busca e apreensão em cidades do Ceará e da Paraíba, incluindo Campina Grande. Também foram determinados o sequestro de 38 imóveis e 82 veículos ligados aos investigados.
As investigações apontam o uso de empresas de fachada e documentos falsos para desviar recursos de contratos públicos. Os envolvidos também são suspeitos de lavagem de dinheiro, corrupção, organização criminosa e fraude documental.
Segundo a PF, a principal empresa investigada recebeu mais de R$ 1 bilhão em recursos públicos de origem federal, repassados entre 2007 e 2025, tendo celebrado contratos com entes subnacionais (ligados a estados ou municípios).
A Justiça também determinou o afastamento de cinco gestores ligados às entidades investigadas e a quebra dos sigilos bancário e fiscal dos alvos. As medidas buscam garantir o ressarcimento aos cofres públicos.
Pesquisa do PoderData/Aya, divulgada nesta quinta-feira (8), mostra que 49% dos entrevistados desaprovam o governo de Luiz Inácio Lula da Silva (PT), enquanto 44% aprovam.
Na avaliação do governo:
Desaprovam: 49%
Aprovam: 44%
Não souberam responder: 7%
Os percentuais ficaram iguais aos da pesquisa anterior, divulgada em 3 de outubro.
A pesquisa também pediu aos entrevistados que avaliassem o trabalho de Lula:
“Ruim ou péssimo”: 46%
“Ótimo ou bom”: 37%
“Regular”: 14%
Não souberam responder: 3%
A avaliação negativa e a positiva ficaram estáveis em relação à rodada anterior, enquanto a avaliação regular caiu um ponto percentual.
Metodologia
O PoderData ouviu 3.000 pessoas por telefone, entre 5 e 7 de outubro. A margem de erro é de 1,8 ponto percentual, com 95% de confiança. A pesquisa foi registrada no TSE sob o número BR-08134/2026.
Uma lei publicada no Diário Oficial do Estado nesta quinta-feira (8) determina a criação da Sala Acolher em hospitais públicos e delegacias da Polícia Civil da Paraíba. Os espaços serão destinados ao atendimento de mulheres e crianças vítimas de violência, com privacidade e sigilo. A lei já está em vigor.
A implantação será priorizada em hospitais públicos de referência, maternidades, unidades com pronto-atendimento pediátrico e delegacias regionais e especializadas no atendimento à mulher e à criança.
As salas deverão oferecer um ambiente reservado para a escuta, o acolhimento e o encaminhamento das vítimas. O atendimento será feito, preferencialmente, por profissionais do sexo feminino, principalmente em casos de violência sexual.
A lei também prevê equipes formadas por assistente social, psicóloga(o), enfermeira(o) e agente de proteção capacitado. Os profissionais deverão receber treinamento para a escuta especializada, o acolhimento de vítimas e o encaminhamento para a rede de proteção, como CREAS, Ministério Público, Judiciário e Conselhos Tutelares.
Os espaços também deverão disponibilizar informações sobre direitos, medidas protetivas, canais de denúncia e serviços de proteção. A proposta é integrar os atendimentos das áreas de saúde, segurança pública e assistência social e reduzir a revitimização das vítimas.
A criação da Sala Acolher ocorre enquanto a Paraíba já conta com iniciativas semelhantes.
Sala Lilás
Em março de 2025, João Pessoa recebeu a primeira Sala Lilás do país dentro do programa Antes que Aconteça, do Ministério da Justiça e Segurança Pública. O espaço foi instalado no Instituto de Polícia Científica da Paraíba para atender mulheres vítimas de violência doméstica.
Na época, o Ministério da Justiça informou que outras unidades seriam instaladas em institutos de polícia científica e delegacias de todo o país. Na Paraíba, a previsão era de 52 Salas Lilás.
A Sala Acolher, porém, tem previsão mais ampla, já que a lei estadual inclui mulheres e crianças vítimas de diferentes formas de violência e determina a criação dos espaços também em hospitais públicos e maternidades.
Pesquisa PoderData, divulgada na manhã desta quinta-feira (8), mostra que o senador e candidato à Presidência Flávio Bolsonaro (PL) tem 53% dos votos válidos no segundo turno contra o presidente Luiz Inácio Lula da Silva (PT), que tem 47%.
Como a diferença entre os candidatos é de seis pontos percentuais e a margem de erro é de 1,8 ponto, o cenário aponta uma liderança do filho de Bolsonaro.
A pesquisa também perguntou: “No 2º turno da eleição para presidente, quem você acha que tem mais chance de vencer?”. Nesse caso, 54% disseram que Flávio tem mais chances de vencer, contra 37% que apontaram Lula. Outros 9% não souberam responder.
O que são votos válidos?
Votos válidos são aqueles dados diretamente a um candidato ou, nas eleições proporcionais, a uma legenda partidária. Votos em branco e nulos não entram no cálculo que define os vencedores.
Isso significa que a porcentagem apresentada na apuração não considera necessariamente todas as pessoas que compareceram às urnas. Ela é calculada apenas sobre os votos válidos.
Metodologia
A pesquisa PoderData/Aya entrevistou 3.000 eleitores, entre os dias 5 a 7 de outubro de 2026, por meio de entrevista por telefone. A margem de erro do levantamento é de 1,8 ponto percentual, para mais ou para menos, com intervalo de confiança de 95%.
A pesquisa foi realizada com recursos do próprio instituto e está registrada no TSE (Tribunal Superior Eleitoral) sob o protocolo BR-08134/2026.
Flávio Bolsonaro, candidato do PL à Presidência | Divulgação/Vittor Sales
O candidato à Presidência da República Flávio Bolsonaro (PL) afirmou que, se for eleito, pretende usar o “capital político de um presidente recém-eleito” para tentar aprovar no Congresso uma PEC pelo fim da reeleição para cargos do Executivo.
Flávio também reafirmou que não pretende disputar um novo mandato em 2030, independentemente da decisão do Congresso. Segundo ele, caberá aos parlamentares definir a duração dos mandatos e quais cargos seriam atingidos pela mudança.
“Quando eu falo que eu sou a favor do fim da reeleição e é assim que eu vou fazer, eu vou usar o capital político de um presidente recém-eleito para aprovar essa PEC, para redemocratizar o nosso país nesse sentido. É para dar o exemplo”, afirmou.
O candidato disse ainda que seu compromisso de não disputar a reeleição não depende da mudança na legislação. “Não estou disputando o poder. Eu estou disputando o futuro do meu país […]. Então, fiz o compromisso de não concorrer à reeleição”, declarou.
A Justiça Eleitoral registrou 821 denúncias de irregularidades em 83 cidades da Paraíba por propaganda eleitoral indevida durante o primeiro turno das Eleições 2026. João Pessoa concentrou o maior número de denúncias.
Os dados são do aplicativo “Pardal”, usado pelos eleitores para registrar esse tipo de ocorrência. A maioria das denúncias foi registrada em vias públicas, e o cargo mais denunciado foi o de deputado estadual, com 282 casos.
O número também supera o registrado em 2022, quando foram feitas 465 denúncias em 68 municípios. Das 821 denúncias deste ano, 571 foram convertidas em processos na Justiça Eleitoral.
Mesmo com as direções nacionais do PP e do Republicanos tendo declarado apoio a Flávio Bolsonaro (PL) no segundo turno, o governador reeleito Lucas Ribeiro (PP), o presidente da Câmara dos Deputados, Hugo Motta (Republicanos), e Nabor Wanderley (Republicanos) mantiveram o apoio à reeleição do presidente Luiz Inácio Lula da Silva (PT).
Na Paraíba, Lucas assumiu a coordenação da mobilização da base aliada em favor de Lula e reuniu representantes dos partidos que estiveram com ele no primeiro turno. O governador afirmou que a decisão ocorre por defender projetos para o estado e destacou a união do grupo para a segunda etapa da eleição.
“Reuni todos os partidos que já caminharam conosco nesse primeiro turno e outros também que não estiveram, como o próprio PV, mas que temos essa unidade e esse entendimento nacional, compreendendo e defendendo a reeleição do presidente Lula por defender a Paraíba, por defender projetos importantes para o nosso estado”, afirmou Lucas.
Nabor, que disputou uma vaga ao Senado e recebeu mais de 895 mil votos, também confirmou que continuará apoiando Lula. Ele afirmou que seguirá ao lado de Lucas e do senador João Azevêdo (PSB) na campanha do segundo turno.
“Sim, a gente está aqui junto com o governador Lucas, o senador João Azevedo, que nós votamos em Lula no primeiro turno e agora focar esse segundo turno também, sob o comando do governador Lucas e procurando fortalecer esse vínculo”, afirmou.
A posição de Hugo Motta também é diferente da decisão nacional do Republicanos. O presidente da Câmara declarou voto em Lula em agosto e participou de atividades da campanha petista na Paraíba. Nesta quarta-feira (7), ele não participou do evento em Brasília em que o partido anunciou apoio a Flávio Bolsonaro.
O Republicanos decidiu apoiar Flávio após ter adotado neutralidade no primeiro turno. Já a Federação União Progressista, formada por PP e União Brasil, também declarou apoio ao candidato do PL. Mesmo assim, Lucas, Hugo e Nabor mantiveram o apoio a Lula no segundo turno.
Primeira-dama, Janja da Silva, e ex-senadora Kátia Abreu (Fotos: Rafa Neddermeyer/Agência Brasil e Agência Senado | Montagem: CCT)
A ex-senadora Kátia Abreu (PT), coordenadora da campanha de Lula no Tocantins, cobrou mais espaço para o vice-presidente Geraldo Alckmin (PSB) e criticou o protagonismo de Janja. A declaração foi feita em uma reunião fechada com coordenadores estaduais, nesta terça-feira (6), em Brasília. Ela confirmou a informação nesta quarta-feira (7).
“Janja está maior que o Alckmin na campanha. Isso está errado”, afirmou ela à GloboNews. De acordo com a coluna de Bela Megale, do jornal O Globo, o pedido por menos participação da primeira-dama e mais presença do vice foi aplaudido na reunião.
A ex-senadora também criticou a concentração de paulistas no comando nacional da campanha. Para ela, faltou diversidade e participação de lideranças regionais nas decisões.
O advogado Marcos Pires morreu na tarde desta quarta-feira (7), em João Pessoa. Ele estava internado em um hospital da capital paraibana e foi vítima de câncer.
Marcos Pires tinha 71 anos e deixa esposa, filhos e netos. Até a publicação desta reportagem, os horários do velório e do sepultamento não haviam sido informados.
Marcos dos Anjos Pires Bezerra exerceu a advocacia durante cerca de 40 anos. Ele era filho dos empresários Creuza Pires, que também foi vereadora em João Pessoa, e Adrião Pires Bezerra.
Ao longo da trajetória profissional, recebeu homenagens pelo trabalho desenvolvido. Em 2008, recebeu a Medalha de Epitácio Pessoa, maior honraria concedida pela Assembleia Legislativa da Paraíba (ALPB).
Em 2007, Marcos Pires lançou o livro Advogando – O Livrinho de Marcos Pires, obra relacionada à sua experiência na advocacia.
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