
Vitória Medeiros, filha de Geraldo Martins de Medeiros Júnior, 56 anos, piloto que conduzia o avião com a cantora Marília Mendonça, pretende processar a Companhia Energética de Minas Gerais (Cemig), responsável pela torre de distribuição que teve cabo atingido pela aeronave, no município de Caratinga.
Sérgio Alonso, advogado da filha de Geraldo Martins, é especializado em direito aeronáutico e já atuou em outras causas de acidentes aéreos. Para a defesa da família, a tragédia pode ter sido causada pela falta de sinalização das torres de energia.
Um dia após a queda do avião, a Cemig divulgou nota sobre a linha de distribuição atingida pela aeronave. Segundo a empresa, a torre está fora da zona de proteção do Aeródromo de Caratinga.
O advogado afirma que as esferas laranjas de alerta não estavam posicionadas para indicar a existência dos cabos de energia e que, sem esse equipamento, “o piloto não enxerga a rede”. Ele argumenta que, mesmo fora da zona, a torre deveria estar sinalizada, uma vez que está próxima da reta final de pouso de aeronaves. “A zona de proteção vai até 4 km no raio do aeroporto e esse fio [de energia atingido pelo avião] estava a 5 km.”
“A Cemig diz que a torre estava fora da zona de proteção. Mas, independentemente disso, como é uma linha que está na reta final do aeródromo e que interfere no tráfego, teria que sinalizar, independentemente da zona de proteção. Quem mexe com eletricidade e cria risco tem que tomar cuidado com os outros”, disse Sérgio.
Geraldo foi uma das vítimas do acidente aéreo que matou Marília Mendonça. Também estavam na aeronave o tio e assessor Abiceli Silveira Dias Filho, 43; o produtor Henrique Ribeiro, 32; e o copiloto Tarciso Pessoa Viana, 37. O Centro de Investigação e Prevenção de Acidentes Aeronáuticos (Cenipa) investiga a queda do avião.
Metrópoles




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