
Amadeu Alexandre tem 55 anos e trabalha no ramo de guinchos há 35, sempre em Piedade de Caratinga, lugarejo encravado na região Leste de Minas Gerais. No último sábado (6), pela manhã, seu celular tocou e a ele foi feita a proposta de retirar o avião que caíra na véspera no Córrego do Lage, dentro de um condomínio da cidade, matando a cantora sertaneja Marília Mendonça e mais quatro integrantes do voo.
Ele embarcou na caminhonete 4 x 4 e seguiu rumo ao cenário que já tinha visto pela TV: um avião que parecia, a olhos leigos, quase intacto.
“De longe era uma coisa, de perto, parecia que tinha passado um furacão. O assoalho estava todo destruído, os bancos fora do lugar… Tudo foi arrancado dentro do avião. Não tem como não pensar no que as pessoas passaram. Fiquei atordoado!”, lembra Amadeu.
Oito pessoas e dois caminhões foram mobilizados. Por dois caminhões leia-se: um guincho de 200 toneladas e outro de 40. O acesso à cachoeira era difícil, o tempo não anda bom por aquelas bandas, as ruas do condomínio não foram projetadas para a passagem de veículos “medidos” em toneladas, que dirá de um avião que pesa oito.
Ao todo seis toneladas de destroços foram removidos do local do acidente. O caminhão com afuselagem chega às 20h desta terça no Galeão, no Rio. Já os motores seguem para Sorocaba somente na quarta-feira (10).
Com informações de O GLOBO


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