
O senador Alessandro Vieira (Cidadania-SE) entrou na sexta- feira (29) com uma notícia-crime contra o presidente da CCJ (Comissão de Constituição, Justiça e Cidadania) do Senado, Davi Alcolumbre (DEM-AP). Vieira pede que o suposto caso de “rachadinha” no gabinete do ex-presidente da Casa Alta seja apurado.
No pedido de investigação, o senador afirma que não deseja “acusar indevidamente quem quer seja”. Mas cita os relatos de 6 mulheres que teriam atuado como funcionárias fantasmas no gabinete de Alcolumbre.
O esquema, segundo elas, consistia em abrir uma conta bancária, entregar o cartão e a senha a uma pessoa da confiança do senador, e, em troca, ganhar uma pequena gratificação.
“Ainda que se deva evitar o julgamento precipitado e prevalecendo o princípio da presunção de inocência, ante a vigência do inciso LVII do artigo 5o da Carta da República, é indispensável a imediata apuração dos fatos narrados“, diz o pedido. Eis a íntegra da notícia-crime (202 kb).
Vieira afirma ainda que Alcolumbre continua com mandato de senador, e que não pode alegar desconhecer o que acontece em seu próprio gabinete. Pede que as ex-funcionárias sejam ouvidas e que a PGR (Procuradoria Geral da República) seja acionada.
Alcolumbre afirmou na sexta- feira (29) ser vítima de uma “campanha difamatória sem precedentes”.
Segundo o Poder360 apurou nas últimas semanas, o senador credita ao governo federal esses fatos negativos vinculados ao seu nome. Seria uma forma de pressioná-lo a pautar a sabatina de André Mendonça, indicado ao STF pelo presidente Jair Bolsonaro (sem partido).
Com informações Poder 360




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