O motorista de um caminhão, que levava uma carga de máquinas de lavar roupas, foi mantido refém por oito horas, na segunda-feira (4), após ter o veículo roubado em Pernambuco. De acordo com a Polícia Militar, a ação aconteceu por volta das 14h e a vítima, de 65 anos, foi feita refém até as 22h, porque os ladrões não conseguiam falar com o receptador da carga devido à pane que atingiu o aplicativo de mensagens Whatsapp.
“Na verdade, eles [os criminosos] disseram que pensavam que eram alimentos, cestas básicas, esse tipo de coisa [a carga do caminhão]. Mas, quando viram, já estavam na situação e iam tentar repassar. Eles não sabiam que eram aqueles tanquinhos elétricos”, contou o subtenente Cícero Albuquerque, explicando a tentativa dos ladrões de falar com o receptador do roubo.
O caminhão estava carregado com 256 máquinas de lavar, avaliadas em R$ 80.250, quando parou num posto de combustíveis do município de Palmares, na Zona da Mata Sul do estado.
Pela terceira vez, a Paraíba será destaque nacional no Fantástico, da TV Globo, neste domingo (7). Dessa vez, o programa exibirá uma reportagem especial sobre a Operação Perfídia, investigação que apura o suposto envolvimento de policiais civis e de um delegado com uma organização criminosa.
De acordo com a chamada divulgada pela emissora, a reportagem deve mostrar detalhes da operação e centenas de áudios e vídeos que mostrariam agentes públicos falando e agindo como integrantes de grupos criminosos.
Operação
A Operação Perfidus foi deflagrada na última terça-feira (2) e resultou na prisão do delegado Braz Morroni e de dois agentes da Polícia Civil. De acordo com o Jornal da Paraíba, os agentes são investigados por suspeita de participação em um esquema ligado ao tráfico de drogas, corrupção e favorecimento à organização criminosa.
O caso teve uma grande repercussão por envolver policiais civis que, em tese, deveriam atuar no combate ao crime organizado. As investigações apontam suspeitas de desvio de drogas, repasse de informações sigilosas e ligação com criminosos.
Três vezes
Esta é a terceira vez em que a Paraíba recebe destaque em reportagens exibidas pelo Fantástico. A primeira envolveu a cidade de Cabedelo, e a segunda envolveu juízes paraibanos no “golpe Limpa Nome”.
O boletim médico do ex-presidente Jair Bolsonaro (PL), divulgado nesta sexta-feira (5), aponta aumento nas crises de soluço nos últimos sete dias. Segundo o cardiologista Brasil Ramos Caiado, por conta disso, foram mantidas doses elevadas das medicações específicas e uma dieta rigorosa com baixo teor de acidez.
Apesar da situação, o documento informa que Bolsonaro não apresenta instabilidades cardiológicas e mantém a pressão arterial controlada.
“O paciente encontra-se estável do ponto de vista cardiológico, queixando-se apenas de cansaço leve e fadiga, aos médios esforços, e desconforto aos movimentos de flexão e abdução do ombro direito. Pressão Arterial controlada, mantendo instabilidade crônica do equilíbrio corporal e medidas preventivas para redução de risco de quedas”, escreveu o médico.
Prisão
Condenado a 27 anos e três meses de prisão por tentativa de golpe de Estado, Bolsonaro cumpre prisão domiciliar desde 27 de março, quando recebeu alta hospitalar após tratamento de broncopneumonia. A medida, concedida por 90 dias pelo ministro Alexandre de Moraes, prevê o cumprimento da pena em sua residência, com uso de tornozeleira eletrônica.
O Tribunal Regional Eleitoral da Paraíba (TRE-PB) concedeu liminar que impede o ex-prefeito de João Pessoa e pré-candidato ao Governo, Cícero Lucena (MDB), e o deputado federal Mersinho Lucena (PP) de participarem de novos eventos institucionais promovidos ou apoiados pela Prefeitura de João Pessoa.
A decisão também alcança o prefeito Leo Bezerra (PSB), que fica proibido de utilizar eventos, bens, serviços ou servidores públicos em benefício de pré-candidaturas.
A medida tem como base a abertura da Taça das Favelas, realizada em 23 de maio, na Arena da Graça. Segundo ação apresentada pelo partido Solidariedade, o evento teria sido utilizado para promoção política dos pré-candidatos.
Ao analisar o pedido, o desembargador apontou indícios de uso da estrutura pública municipal para benefício eleitoral, citando a participação dos envolvidos em divulgações institucionais e nas redes sociais da Prefeitura.
O magistrado também destacou que o evento contou com apoio da gestão municipal, incluindo arbitragem, hidratação e infraestrutura.
Na decisão, o relator afirmou que há, em análise preliminar, possível violação das regras eleitorais que proíbem o uso da máquina pública em benefício de candidaturas.
Com a liminar, Cícero e Mersinho ficam impedidos de participar de novos eventos institucionais da Prefeitura de João Pessoa. Em caso de descumprimento, foi fixada multa de R$ 5 mil por ocorrência.
O médico Fernando Cunha Lima, condenado por estupro de vulnerável, voltou ao Presídio Especial do Valentina, em João Pessoa, nesta sexta-feira (5). Com o fim da sua prisão domiciliar, o pediatra retornou à penitenciária espontaneamente.
No entanto, a defesa de Fernando, informou que já ingressou com um novo pedido para o médico cumprir sua pena em casa. Ele foi condenado a 22 anos, cinco meses e dois dias de reclusão por estupro de vulnerável contra duas crianças.
Os advogados argumentam que a situação de saúde dele piorou, o que “necessita da realização de exames, consultas e tratamentos constantes”.
O pedido para Fernando Cunha Lima retornar à prisão domiciliar ainda será avaliado pela Justiça
O senador Flávio Bolsonaro (PL-RJ), pré-candidato à Presidência da República, pediu ao Supremo Tribunal Federal (STF) que o ministro Alexandre de Moraes seja declarado suspeito para analisar fatos relacionados ao empresário Daniel Vorcaro e ao Banco Master.
A solicitação foi apresentada após Moraes encaminhar à Procuradoria-Geral da República (PGR) um pedido do deputado Lindbergh Farias (PT-RJ), que defende a apuração de supostas ligações entre Flávio e Vorcaro no financiamento do filme Dark Horse, cinebiografia de Jair Bolsonaro.
Na petição, a defesa do senador argumenta que a suspeição se justificaria por uma suposta proximidade entre Moraes e o Banco Master. Os advogados citam contratos de prestação de serviços advocatícios firmados entre a instituição financeira e o escritório da esposa do ministro, Viviane Barci de Moraes. A defesa ressalta, porém, que não aponta qualquer irregularidade na relação.
Os advogados afirmam que o objetivo é garantir a observância das regras processuais e pedem que o caso seja redistribuído ao ministro André Mendonça.
O cantor paraibano Flávio José teve apresentações canceladas em cidades da Bahia após recomendações do Ministério Público baiano para adequação dos cachês pagos com recursos públicos durante os festejos juninos.
Segundo o Ministério Público do Estado da Bahia, houve uma forte elevação nos valores das contratações artísticas nos últimos anos. O órgão informou ter enviado recomendações a mais de 100 municípios, incluindo cidades que haviam contratado Flávio José por R$ 350 mil, valor R$ 100 mil superior ao praticado no ano passado.
Nas redes sociais, o artista criticou a medida e anunciou que não se apresentará na Bahia neste São João. “Este ano a Bahia ficará sem minha presença. O MP da Bahia resolveu diminuir o meu cachê”, declarou.
Em nota, o Ministério Público afirmou que busca evitar aumentos excessivos de cachês custeados pelo poder público, mas ressaltou que artistas de maior relevância podem receber valores superiores aos parâmetros médios, desde que haja justificativa técnica para a contratação.
A prisão de Diego Formiga de Oliveira, realizada nesta semana em um shopping de João Pessoa, encerra ao menos temporariamente uma trajetória criminal que há anos aparece em investigações policiais envolvendo estelionato, clonagem de cartões, falsidade ideológica e uso de documentos falsos. Segundo a Polícia Civil, ele era considerado um dos maiores estelionatários em atuação na Paraíba e possuía mandado de prisão válido até 2037.
A captura ocorreu dentro de um restaurante de luxo da capital paraibana, onde Diego foi reconhecido por delegados e investigadores de diferentes estados. Conforme divulgado pelas autoridades, ele estava portando cordões de ouro, relógio de marca e diversos aparelhos celulares quando foi abordado.
Nome conhecido das polícias há mais de 10 anos
Levantamento de registros policiais e reportagens da época mostra que Diego Formiga já aparecia em investigações desde pelo menos 2012.
Em 2013, ele foi apontado como um dos alvos da Operação Firewall, deflagrada na Paraíba para combater esquemas de clonagem de cartões bancários. Na ocasião, a investigação apurava a atuação de grupos especializados em fraudes eletrônicas e financeiras. Também naquele ano, Diego chegou a ser preso em outra ocorrência envolvendo um veículo clonado.
Antes disso, já havia sido detido por suspeita de participação em crimes de estelionato em outro estado, segundo registros da imprensa policial da época.
Prisão em Natal expôs esquema de cartões clonados
Um dos episódios mais conhecidos envolvendo Diego Formiga ocorreu em fevereiro de 2016, em Natal, no Rio Grande do Norte.
Ele e uma companheira foram presos após chamarem atenção pela ostentação em um hotel da capital potiguar. Funcionários desconfiaram dos gastos elevados e acionaram a polícia. Durante a abordagem, os agentes identificaram que Diego utilizava documentos falsos em nome de outra pessoa. Com o casal foram encontrados cartões de crédito que não lhes pertenciam e um equipamento popularmente conhecido como “chupa-cabra”, utilizado para clonagem de cartões bancários.
Na época, as informações policiais indicavam que ele já acumulava processos criminais na Paraíba e no Maranhão.
Atuação interestadual
As investigações ao longo dos anos apontam um padrão recorrente: deslocamentos entre estados e uso de identidades falsas para dificultar a localização pelas autoridades.
Registros públicos disponíveis indicam vinculações processuais em estados como Paraíba, Distrito Federal, Maranhão e outras unidades da federação, o que reforça a suspeita de uma atuação além das fronteiras paraibanas.
Segundo a Polícia Civil, o fato de permanecer foragido por longos períodos e atuar em diferentes regiões contribuiu para que seu nome passasse a ser constantemente monitorado por delegacias especializadas em fraudes e crimes patrimoniais.
A prisão que aconteceu por acaso
O episódio que levou à prisão desta semana chamou atenção até mesmo entre investigadores.
De acordo com as informações divulgadas, Diego foi reconhecido casualmente por delegados da Paraíba, Rio Grande do Norte e Mato Grosso do Sul enquanto estava em um restaurante de luxo dentro de um shopping da capital paraibana. Após consulta aos sistemas de segurança, foi confirmado o mandado de prisão em aberto, resultando em sua captura imediata.
O que a polícia quer descobrir agora
A apreensão de diversos celulares durante a prisão pode abrir uma nova fase nas investigações.
Especialistas em crimes patrimoniais apontam que aparelhos eletrônicos costumam concentrar registros de transações, contatos, movimentações financeiras e possíveis conexões com outros investigados. A análise do material poderá ajudar a identificar vítimas, cúmplices e eventuais novas fraudes ainda não descobertas.
Perfil
Nome: Diego Formiga de Oliveira;
Naturalidade: Patos (PB);
Histórico policial conhecido desde pelo menos 2012;
Investigado e preso em ocorrências ligadas a estelionato, falsidade ideológica e clonagem de cartões;
Citado em apurações da Operação Firewall;
Já foi flagrado utilizando identidade falsa;
Possuía mandado de prisão em aberto com validade até 2037;
Foi preso novamente em João Pessoa após ser reconhecido por delegados durante encontro informal em um shopping
A prisão de Diego Formiga, apontado pelas autoridades policiais como um dos maiores estelionatários da Paraíba, chamou atenção nesta semana pela forma como ocorreu: ele foi localizado dentro de um restaurante de luxo em um shopping de João Pessoa e acabou reconhecido por delegados e investigadores que participavam de uma confraternização fora do horário de serviço.
Contra Diego havia um mandado de prisão em aberto com validade até 2037. Segundo informações divulgadas por veículos de imprensa locais com base em dados das forças de segurança, ele já era conhecido por investigadores devido à extensa ficha criminal relacionada a crimes de estelionato e à aplicação de golpes em diferentes estados brasileiros.
Prisão aconteceu em restaurante de luxo
De acordo com os relatos divulgados após a captura, Diego Formiga estava em um restaurante de alto padrão localizado dentro de um shopping center quando foi identificado por policiais civis e delegados de diferentes estados. No momento da abordagem, ele utilizava joias de alto valor, relógio de luxo e portava diversos aparelhos celulares. Após a confirmação de sua identidade e da existência do mandado judicial, recebeu voz de prisão ainda no local.
Participaram da ação integrantes das polícias civis da Paraíba, Rio Grande do Norte, Minas Gerais e Mato Grosso do Sul.
Histórico de investigações
Embora os detalhes completos dos processos judiciais não tenham sido divulgados oficialmente até o momento, as autoridades afirmam que Diego Formiga acumulava investigações e antecedentes ligados a esquemas de estelionato, sendo considerado um velho conhecido das forças de segurança. As suspeitas envolvem a aplicação de golpes financeiros e fraudes patrimoniais, modalidade criminosa que tem crescido no país nos últimos anos.
A própria Polícia Civil já o classificava como um criminoso de atuação interestadual, fator que ampliou o interesse de diferentes corporações em monitorar seus deslocamentos e atividades.
Ostentação e vida de luxo chamavam atenção
Um dos aspectos destacados por investigadores foi o padrão de vida exibido pelo suspeito. No momento da prisão, Diego Formiga ostentava acessórios de luxo e circulava em ambientes de alto padrão, comportamento frequentemente observado em investigações de crimes patrimoniais que envolvem obtenção ilícita de recursos financeiros.
A apreensão de múltiplos celulares também poderá auxiliar a polícia na continuidade das investigações, permitindo a análise de contatos, movimentações e eventuais conexões com outros envolvidos em esquemas de fraude. Embora ainda não tenham sido divulgados detalhes sobre o material recolhido, aparelhos eletrônicos costumam ser peças-chave em apurações desse tipo.
O que acontece agora
Após a prisão, Diego Formiga foi encaminhado para os procedimentos legais e permanece à disposição da Justiça. A expectativa é que a Polícia Civil e o Ministério Público aprofundem a análise de processos já existentes e eventuais novas denúncias relacionadas à sua atuação.
Os trabalhadores da limpeza urbana de João Pessoa podem entrar em greve por tempo indeterminado a partir da próxima quarta-feira (10). A decisão será discutida em uma assembleia nesta sexta-feira (5).
De acordo com o Sindicato dos Trabalhadores da Limpeza Urbana da Paraíba, a categoria reivindica reajuste salarial, valorização profissional e a implantação de um plano de escalonamento na carreira. O sindicato informa que já realizou seis reuniões com as empresas responsáveis pelo serviço, mas ainda não houve acordo.
A entidade também aponta problemas na estrutura de trabalho, incluindo veículos da coleta com sinais de sucateamento. Caso a greve seja aprovada e as negociações não avancem, a paralisação terá início na próxima quarta-feira.
Em nota, a Autarquia Especial Municipal de Limpeza Urbana (Emlur) afirmou que acompanha as negociações entre trabalhadores e empresas e se colocou à disposição para contribuir com o diálogo. A autarquia destacou que a categoria segue trabalhando normalmente e que os serviços de limpeza urbana continuam sendo realizados sem prejuízo à população.
Um homem apontado pela polícia como um dos “maiores estelionatários” do país foi preso na noite desta quinta-feira (4) em um shopping de João Pessoa.
Segundo a Polícia Civil, ele foi localizado em um restaurante do shopping usando cordões de ouro, um relógio da marca Bulgari e portando diversos aparelhos celulares. Contra ele havia um mandado de prisão em aberto.
A ação contou com a participação de delegados da Paraíba, Mato Grosso do Sul e Rio Grande do Norte, além de um investigador da Polícia Civil da Paraíba que estava de folga.
“Após reconhecerem o foragido, já conhecido pela extensa ficha criminal ligada a estelionatos, os policiais procederam à abordagem e ao imediato cumprimento da ordem judicial”, informou a polícia em nota.
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