
A deputada estadual Janaina Paschoal (PSL-SP) disse neste domingo, 19, em seu perfil no Twitter, que o Brasil não pode instrumentalizar seres humanos durante a vacinação de adolescentes contra a covid-19.
Segundo ela, o ministro Marcelo Queiroga se tornou alvo de críticas por “pedir cautela” na campanha de imunização dessa faixa etária.
“Vamos vacinar adolescentes para proteger terceiros? Isso é ético? Entendo que não! Não podemos instrumentalizar seres humanos, em especial os mais vulneráveis”, disse.

Janaina Paschoal afirmou ainda que é necessário comparar os riscos da covid com os supostos efeitos adversos provocados pelos imunizantes antes de aplicá-los nos adolescentes. Para ela, o coronavirus “não representa tanto perigo” a esse grupo — o que já foi provado ser mentira.
A deputada também mencionou o caso de uma adolescente do ABC paulista que morreu 8 dias depois de receber a 1ª dose da vacina da Pfizer. De acordo com a Secretaria de Estado da Saúde de São Paulo, a morte decorreu de uma doença autoimune e não de um efeito adverso provocado pelo imunizante.
Segundo Janaina Paschoal, a CPI (Comissão Parlamentar de Inquérito) da Covid no Senado também deveria investigar o porquê das farmacêuticas se eximirem da responsabilidade dos efeitos adversos provocados pelos seus produtos. De acordo com ela, a comissão não inicia a apuração para não admitir que “Bolsonaro pode ter alguma razão”.
“A CPI da Covid deveria se debruçar sobre este caso e indicar, afinal, por qual razão as fornecedoras das vacinas se negam a assumir a responsabilidade pelos produtos que fornecem. Ah! Mas isso seria admitir que Bolsonaro pode ter alguma razão! Então não interessa. Mentes cativas”, escreveu.

Queiroga anunciou na última quinta- feira, 16, que adolescentes sem comorbidades que tenham tomado a 1ª dose de uma vacina contra a covid-19 não devem tomar a 2ª, independente do imunizante que tenham recebido. Conforme o ministro da saúde, o recuo se deu devido aos efeitos adversos que podem estar associados à vacina.
Mesmo com a recomendação, ao menos 21 Estados e o Distrito Federal vão manter a imunização de adolescentes. Só Alagoas e Tocantins afirmam que vão seguir a nova diretriz da pasta. Paraná, Mato Grosso e Paraíba ainda não iniciaram a imunização desse público.

Poder 360





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