Política

WHATSAPP – Conversas no aplicativo mostram que filho de Bolsonaro abriu empresa com ajuda de lobista investigado pela CPI

DIVULGAÇÃO/INSTAGRAM

A empresa de Jair Renan Bolsonaro, a Bolsonaro Jr Eventos e Mídia, foi aberta com a ajuda do lobista Marconny Albernaz de Faria, apontado pela CPI da Covid como um dos intermediários da Precisa Medicamentos, mostram trocas de mensagens.

As informações constam de conversas no WhatsApp obtidas pelo jornal Folha de S.Paulo entre o advogado e o filho mais novo do presidente Jair Bolsonaro, após quebra judicial de sigilo do lobista a pedido do Ministério Público Federal do Pará, e de análise de documentos da Receita Federal.

REMESSA

Os diálogos foram enviados à CPI pela Procuradoria, depois que os investigadores daquele estado, que apuravam a influência do lobista em uma indicação para órgão público, viram que Marconny havia sido citado nas negociações da Precisa Medicamentos.

A Precisa está no centro das apurações da CPI por suspeitas de irregularidades nas negociações da vacina indiana Covaxin. O Ministério da Saúde decidiu encerrar o contrato de R$ 1,6 bilhão com a empresa para a compra de 20 milhões de doses do imunizante.

De acordo com os diálogos, o lobista e Jair Renan começaram a tratar do tema no dia 17 de setembro de 2020, quando Marconny lhe escreveu:

“Bora resolver as questões dos seus contratos!! Se preocupe com isso. Como te falei, eu e o William estamos a sua disposição para ajudar te ajudar”, disse.

“SHOW”

Jair Renan, segundo as transcrições (reproduzidas nesta reportagem de forma literal), respondeu:

“Show irmão. Eu vou organizar com Allan a gente se encontrar e organizar tudo”. Em seguida, o filho do presidente diz que precisa abrir um processo para registrar a marca no INPI marcas e patentes e abrir o MEI como microempreendedor.

Marconny afirmou:

“Temos que marcar uma reunião para me dizer o que está precisando. bora marcar na segunda”, diz, ao que o filho do presidente responde com “Talkei” (referência a “tá ok”, expressão usada com frequência por seu pai para uma confirmação).

No mesmo dia, o lobista mandou uma mensagem para o advogado William de Araújo Falcomer dos Santos, que o representa na CPI da Covid:

“Posso marcar uma reunião com o Renan Bolsonaro na segunda às 16h?”, ao que o advogado diz que “pode, marcado”.

No dia 22 de setembro, Marconny pede que William lhe envie a localização de seu escritório para passar a Jair Renan -e recebe um “ja mando” como resposta.

Em 11 de outubro, o lobista mandou uma reportagem sobre a inauguração da empresa de Jair Renan para William, que respondeu:

“Fui lá ontem. Tava legal”. Três dias depois, William disse:

“Renan veio aqui hj. Fiz o certificado. Conversamos algumas coisas”, e Marconny respondeu: “coisa boa”. Em seguida, o advogado diz: “Amanhã ele assina a abertura da 1 empresa dele”.

O telefone registrado no cadastro da Receita Federal como sendo da Bolsonaro Jr Eventos é o mesmo contato do escritório de William de Araújo Falcomer dos Santos. Nesta terça-feira (31), a Folha de S.Paulo ligou para o local e a secretária confirmou que se tratava do escritório de William, mas que o advogado estava em viagem.

Ele não respondeu os contatos feitos pela Folha de S.Paulo por telefone, celular, emails e mensagens no WhatsApp, assim como Marconny e a Precisa Medicamentos também não se pronunciaram.

SEM RESPOSTA

Jair Renan não respondeu o email enviado pela Folha de S.Paulo no endereço divulgado pelo filho do presidente, em sua conta oficial do Instagram, como sendo de sua assessoria.

Frederick Wassef, advogado de Jair Renan Bolsonaro, disse que o filho do presidente não tem nenhuma relação com o advogado William.

Segundo Wassef, William e Jair Renan se conheceram em um evento, em 2019, por intermédio de uma amiga em comum. Os dois teriam se visto poucas vezes em situações como jogos de futebol e eventos públicos.

O advogado de Jair Renan frisou que não existe relação de negócio ou amizade, mas contou que o fillho do presidente foi apresentado ao lobista Marconny por William.

“Renan é uma pessoa pública e volta e meia está em eventos, em festas e tem muitos conhecidos, é comum que ele conheça várias pessoas. Conheceu esse advogado no começo de 2019 e não tem e nunca teve qualquer tipo de relação com ele.”

“Não o contratou, nunca tem relação comercial, jamais fizeram qualquer negócio juntos, nada. Uma entre as centenas de pessoas que ele conhece, que viu poucas vezes de forma esporádica em eventos públicos e sociais.”

A defesa não confirmou as trocas de mensagem por WhatsApp. Wassef afirmou, ainda, que William ajudou Jair Renan em orientações verbais sobre como ele faria para abrir uma empresa. No entanto, foi um contador que abriu o negócio para o filho do presidente.

Ele disse que Jair Renan colocou o número de William no cadastro da Receita por ser uma figura pública.

“O Renan à época dos fatos não tinham nenhum telefone fixo e pediu para o advogado e usou o telefone dele. Tanto que não tinha nada de mais.”

A empresa de Jair Renan foi constituída oficialmente no site da Receita Federal como de serviços de organização de feiras, congressos, exposições e festas, no dia 16 de novembro.

Ele inaugurou o empreendimento junto com o seu ex-personal trainer, Allan Lucena, no camarote 311 do estádio Mané Garrincha, em Brasília.

INVESTIGAÇÃO

O empreendimento é investigado pela Polícia Federal por suposto tráfico de influência. O inquérito foi instaurado a partir de um pedido feito pela PRDF (Procuradoria da República no Distrito Federal), no dia 8 de março.

Em dezembro, a Folha de S.Paulo revelou que a cobertura com fotos e vídeos da festa de inauguração da empresa do filho 04 do presidente foi realizada gratuitamente por uma produtora de conteúdo digital e comunicação corporativa que presta serviços ao governo federal. A empresa havia recebido R$ 1,4 milhão do governo Bolsonaro naquele ano.

A Folha de S.Paulo também revelou que o presidente Jair Bolsonaro recebeu no Palácio do Planalto o empresário Wellington Leite, que doou um carro elétrico avaliado em R$ 90 mil para um projeto parceiro da empresa de Jair Renan.

O relator da CPI da Covid, Renan Calheiros (MDB-AL), chegou a afirmar que Marconny de Faria era lobista da Precisa após exibir um áudio durante uma sessão da comissão.

“Esse que está falando é o depoente com o Marconny Farias, outro lobista da Precisa e de outros negócios do Ministério da Saúde.”

Em diálogos, o lobista conversava com o empresário e ex-secretário da Anvisa (Agência Nacional de Vigilância Sanitária) José Ricardo Santana, em junho de 2020, sobre a venda de 12 milhões de testes rápidos pela Precisa ao Ministério da Saúde.

A CGU (Controladoria-Geral da União) apontou evidências de tentativa de interferência no processo de chamamento público para a contratação com a ajuda de Roberto Dias, ex-diretor de Logística do ministério, para beneficiar a Precisa.

Marconny também encaminhou mensagens de Danilo Trento, diretor da Precisa Medicamentos, para Ricardo, em junho do ano passado. Ele explicava como funcionará o processo de aquisição dos testes.

A CPI aprovou em 16 de agosto requerimento para que Marconny seja ouvido pelo grupo.

DEPOIMENTO
“As mensagens reforçam as suspeitas sobre a atuação de Roberto Dias no Ministério da Saúde e deixam claro existir de fato um mercado interno no Ministério que busca facilitar compras públicas e beneficiar empresas, assim como o poder de influência da empresa Precisa Medicamentos antes da negociação da vacina Covaxin. Diante do exposto, é imprescindível a convocação do senhor Marconny para os trabalhos desta Comissão Parlamentar de Inquérito, razão pela qual peço a aprovação do presente requerimento”, justificou o vice-presidente do grupo, Randolfe Rodrigues (Rede-AP), autor do pedido.

O depoimento de Marconny deve ser realizado nesta quinta-feira (2) -já estava marcado, mas chegou a estar ameaçado após ele apresentar atestado médico válido por 20 dias. O período de recuperação chegou a ser ironizado pelos senadores da CPI.

“Se um trabalhador brasileiro tiver o que o doutor Marconny teve, duvido ele conseguir 20 dias para ficar em casa com uma dor pélvica”, afirmou o presidente da comissão, Omar Aziz (PSD-AM).

Randolfe depois afirmou que manteve contato com o médico, que levantou dúvidas sobre a real situação do paciente e, por isso, o depoimento foi confirmado para esta quinta.

“O médico que concedeu o atestado do senhor Marconny Faria, entrou em contato conosco e disse que foi ele que concedeu o atestado, mas que notou uma simulação por parte do paciente e que deseja cancelar o mesmo. Com isso, amanhã receberemos o Sr. Marconny na CPI da Covid”, escreveu em suas redes sociais.

FOLHA DE SÃO PAULO

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Paraíba

MPF cobra apuração de poluição por esgoto e lixo em rios no litoral de João Pessoa

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O Ministério Público Federal (MPF) encaminhou representação ao Ministério Público da Paraíba (MPPB) solicitando a apuração do lançamento irregular de esgoto e resíduos sólidos nas bacias hidrográficas de João Pessoa. A iniciativa é um dos desdobramentos da audiência pública promovida pelo MPF, em junho de 2026, que reuniu órgãos públicos, instituições de pesquisa e especialistas para discutir estratégias de enfrentamento à poluição marinha e à degradação da balneabilidade das praias da região metropolitana da capital paraibana.

A representação integra o conjunto de medidas coordenadas de prevenção, monitoramento e redução das fontes de contaminação debatidas no encontro, com foco na atuação preventiva e na adoção de soluções estruturantes para a proteção dos rios, estuários e ecossistemas costeiros. O MPF tem atuado na faixa da zona costeira, que faz parte da sua área de atribuição, mas entende que somente o trabalho conjunto com o MPPB, que atua nas áreas banhadas por rios e igarapés, é capaz de garantir medidas que resultem em soluções mais efetivas e duradouras.

Ao encaminhar a manifestação ao MPPB, o MPF sustenta que o enfrentamento da poluição marinha inclui a recuperação das bacias hidrográficas que deságuam no oceano. O texto ressalta que comunidades instaladas às margens de rios como Jaguaribe, Cabelo e Aratu, entre outros , lançam esgoto doméstico e resíduos diretamente nos cursos d’água em razão da ausência de infraestrutura de saneamento, quadro que exige medidas capazes de compatibilizar a proteção ambiental com os direitos das populações em situação de vulnerabilidade.

Entre as providências sugeridas está a elaboração, pelo município de João Pessoa e pela Superintendência de Administração do Meio Ambiente (Sudema), de um diagnóstico detalhado das comunidades ribeirinhas existentes nas oito bacias hidrográficas da capital. O levantamento permitirá identificar o número de famílias e moradores, o tempo de ocupação, a situação fundiária, a infraestrutura de saneamento disponível e a estimativa da carga de esgoto lançada nos rios.

O MPF também sugere que a Companhia de Água e Esgotos da Paraíba (Cagepa) apresente estudo técnico sobre a possibilidade de expansão da rede coletora de esgoto para essas comunidades, acompanhado de cronograma físico-financeiro e da indicação das áreas onde a implantação da infraestrutura seja tecnicamente inviável em razão de características do terreno ou da influência das marés.

Soluções baseadas na natureza – Enquanto não houver a universalização do saneamento ou a oferta de moradia adequada às famílias residentes nessas áreas, a representação propõe a adoção de Soluções Baseadas na Natureza (SBN), previstas na Resolução ANA nº 245/2025, como estratégia de mitigação dos impactos ambientais.

Entre as medidas sugeridas estão a implantação de wetlands (áreas úmidas) construídas na foz dos canais, fossas verdes e biodigestores para tratamento descentralizado de esgoto doméstico, biovalas e jardins de chuva para retenção da poluição difusa e barreiras vivas destinadas a impedir que resíduos sólidos alcancem os leitos dos rios. Segundo o MPF, essas tecnologias podem reduzir significativamente a carga de poluentes transportada até o litoral enquanto soluções estruturantes são implementadas.

Proteção ambiental e direito à moradia – Na representação, o MPF ressalta que a situação exige atuação pautada pela proporcionalidade. O documento reconhece que a remoção imediata das comunidades não constitui solução viável e defende que a proteção dos recursos hídricos seja compatibilizada com o direito fundamental à moradia e com o dever do Estado de universalizar o saneamento básico. Por essa razão, as medidas mitigadoras são apresentadas como instrumentos transitórios até que sejam implementadas soluções habitacionais e de infraestrutura definitivas.

Para o procurador da República João Raphael Lima Sousa, a audiência pública deixou claro que a poluição das praias é um fenômeno multifatorial, que exige medidas para mitigar a falta de saneamento em comunidades ribeirinhas. “A atuação do MPF não se limita à responsabilização por danos ambientais. Nosso compromisso é construir soluções que conciliem a proteção dos ecossistemas, o direito à moradia das populações vulneráveis e o dever do Estado de universalizar o saneamento básico. Enquanto essas soluções estruturantes não se concretizam, existem alternativas técnicas capazes de reduzir significativamente os impactos ambientais e que precisam ser consideradas pelos gestores públicos”, ponderou.

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Política

PESQUISA GERP: Flávio tem 46% das intenções de voto, contra 45% de Lula, em eventual 2º turno

Fotos: Carlos Moura/Agência Senado | Ueslei Marcelino/COP30

Pesquisa Gerp divulgada nesta quarta-feira (22) mostra Flávio Bolsonaro (PL) com 46% das intenções de voto e Lula (PT) com 45% em um eventual segundo turno. Os dois aparecem tecnicamente empatados dentro da margem de erro de 2,19 pontos percentuais.

Ainda de acordo com o levantamento do instituto Gerp, Lula é o candidato com maior rejeição. Segundo a pesquisa, 47% dos entrevistados disseram que não votariam no petista de jeito nenhum, enquanto 46% deram a mesma resposta para Flávio Bolsonaro.

A pesquisa entrevistou 2.000 pessoas de 15 a 17 de julho de 2026. O grau de confiança do levantamento é de 95%. O levantamento está registrado no Tribunal Superior Eleitoral sob o número BR-05026/2026.

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Polícia

Bombeiro suspeito de atropelar produtor de eventos Erik Araújo se apresenta à Polícia em JP

Suspeito de atropelar Erick Araújo se apresenta à Polícia Civil. Foto: reprodução.

O bombeiro militar Marcos Afrânio, apontado como suspeito de atropelar o produtor de eventos Erick Araújo, se apresentou nesta quarta-feira (22), na Cidade da Polícia Civil, em João Pessoa. O veículo utilizado no atropelamento também foi apresentado e passa por perícia.

Marcos Afrânio compareceu à delegacia acompanhado por dois advogados e não falou com a imprensa. Segundo a defesa, ele se apresentou nesta quarta-feira porque havia sido previamente agendado.

De acordo com o delegado Getúlio Machado, o suspeito confirmou que dirigia o veículo na madrugada do acidente. Marcos afirmou que passou a noite na casa de um amigo, no bairro dos Colibris, e que seguiu diretamente para casa, sem parar em bares ou restaurantes e sem consumir bebida alcoólica.

Mas, durante o depoimento, a Polícia apresentou imagens que mostram Marcos Afrânio em um bar na mesma madrugada do atropelamento, local onde a vítima também esteve.

Marcos admitiu que passou pelo estabelecimento, mas alegou que não ingeriu bebida alcoólica. Ainda de acordo com o delegado, as imagens mostram o suspeito realizando um pagamento no caixa do local.

Em outra versão apresentada pelo bombeiro militar, ele diz que, no momento do impacto, acreditou ter batido em um animal e não em uma pessoa. Para o delegado, essa declaração diverge dos danos encontrados no veículo, especialmente no para-brisa, que podem ser compatíveis com o impacto contra o corpo da vítima.

Suspeito acreditava ter batido em um animal. Foto: reprodução.

O investigado também declarou que não conhecia Erick Araújo, nunca teve qualquer desentendimento com ele e afirmou que, mesmo após o carro ter sido encaminhado para uma oficina, nenhuma parte do veículo foi alterada. O automóvel é de sua propriedade, embora a transferência de titularidade ainda não tenha sido concluída.

A Polícia Civil informou que o carro será submetido à perícia e que a tipificação do caso só será definida após a conclusão das investigações.

Erick Araújo permanece internado no Hospital de Emergência e Trauma de João Pessoa.

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Paraíba

Paraíba deve liderar crescimento da indústria no país em 2027, aponta estudo

A indústria da Paraíba deverá registrar o terceiro maior crescimento do país em 2026 e assumir a liderança nacional em 2027, segundo projeção do relatório Brasil Macroeconomics, do banco Santander.

O estudo prevê que o setor industrial paraibano crescerá 4,7% em 2026, índice superior à média do Brasil (1,7%) e do Nordeste (2,1%). No ranking nacional, a Paraíba aparece atrás apenas de Tocantins (5,3%) e Piauí (5%), à frente de Amapá e Mato Grosso do Sul, ambos com 4,5%.

Para 2027, a projeção é de crescimento de 4,5% para a indústria paraibana, colocando o estado entre os líderes nacionais. O relatório também destaca que a Paraíba vem mantendo resultados positivos no setor nos últimos anos, com alta de 4,6% em 2025 e crescimento acima das médias nacional e nordestina desde 2021.

Segundo o secretário da Fazenda, Marialvo Laureano, os resultados refletem a política de desenvolvimento adotada pelo Estado, com investimentos, equilíbrio fiscal e incentivos à atividade industrial por meio de programas como o Fain e o Prodes.

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Política

PESQUISA PODERDATA: 47% desaprovam presidente Lula

(Foto: Ricardo Stuckert / PR)

Pesquisa PoderData divulgada nesta quarta-feira (22) mostra que 47% dos eleitores desaprovam o desempenho do presidente Luiz Inácio Lula da Silva (PT), enquanto 46% aprovam a gestão do petista. Outros 7% disseram não saber.

A diferença entre aprovação e desaprovação é a menor desde o início da série histórica, em maio de 2024. No pior momento da avaliação, em março deste ano, a desaprovação era de 61% e a aprovação, de 31%, um saldo negativo de 30 pontos percentuais.

O levantamento ouviu 2.500 eleitores entre os dias 18 e 20 de julho, por entrevistas por telefone. A margem de erro é de dois pontos percentuais, para mais ou para menos, com 95% de confiança.

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Política

DE NOVO? Pela segunda vez, Lula sugere enforcamento de “traidores”

Foto: Ricardo Stuckert/PR

O presidente Luiz Inácio Lula da Silva (PT) voltou a sugerir, pela segunda vez, o enforcamento de “traidores”. A declaração foi feita durante a convenção do PDT, em Brasília, que oficializou apoio à reeleição do petista, e teve como alvo o senador Flávio Bolsonaro (PL-RJ).

No discurso, Lula afirmou que “antigamente traidor era enforcado” e criticou brasileiros que vão aos Estados Unidos defender medidas contra o Brasil. Sem citar nomes, disse que “hoje temos não um, mas vários traidores que vão aos Estados Unidos pedir para os Estados Unidos impor punição ao Brasil”.

Sem apresentar provas, o presidente atribuiu a Flávio Bolsonaro a responsabilidade pelo tarifaço de 25% imposto pelo presidente dos EUA, Donald Trump, sobre produtos brasileiros.

Primeira vez

A primeira vez aconteceu em julho, quando Lula fez uma declaração semelhante, mas afirmou de forma incorreta que a Coroa enforcou Joaquim Silvério dos Reis. Na realidade, Tiradentes foi executado na forca em 1792, enquanto Silvério dos Reis apenas delatou a Inconfidência Mineira.

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Paraíba

FOTOS: Operação mira organização criminosa suspeita de fabricar e vender moeda falsa na Paraíba e em outros dois estados

Foto: Divulgação/PF

A Polícia Federal deflagrou, na manhã desta quarta-feira (22), a Operação No Fake para desarticular uma organização criminosa investigada por fabricar e comercializar moeda falsa. Ao todo, foram cumpridos 24 mandados, sendo 14 de busca e apreensão e 10 de prisão preventiva, na Paraíba, Pernambuco e Santa Catarina.

Na Paraíba, a operação ocorreu em João Pessoa e Mogeiro. Também houve cumprimento de mandados em Paulista/PE, Abreu e Lima/PE, Caruaru/PE, Igarassu/PE e Lages/SC.

Segundo as investigações, o grupo mantinha um laboratório clandestino de falsificação de moeda e realizava a divulgação e comercialização por redes sociais, aplicativos de mensagens, plataformas digitais e serviços de envio postal.

Além da comercialização de moedas falsas, a investigação apontou a prática de organização criminosa, receptação qualificada, adulteração de veículos, tráfico de drogas, comércio ilegal de armas de fogo e lavagem de dinheiro. Também foram identificadas ligações com a comercialização de veículos roubados e clonados, negociação de drogas e circulação de armas.

A operação busca interromper a produção e circulação de moeda falsa, desarticular a estrutura da organização, responsabilizar os envolvidos e preservar a ordem pública e a economia. As investigações continuam para identificar outros integrantes e aprofundar a apuração dos crimes praticados.

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Brasil

VALENDO! Tarifaço dos EUA contra o Brasil entra em vigor nesta quarta-feira (22)

Evan Vucci/AP e Marcelo Camargo/Agência Brasil

A tarifa adicional de 25% dos Estados Unidos sobre parte dos produtos brasileiros exportados ao país entra em vigor nesta quarta-feira (22). A medida foi anunciada após uma investigação do governo Donald Trump concluir que o Brasil adota práticas que “oneram ou restringem” o comércio com os EUA. Entre os exemplos citados estão o sistema de pagamentos PIX e a regulação de plataformas digitais.

O governo brasileiro contestou as justificativas e considera a medida uma tentativa de interferência em temas internos e inegociáveis. A avaliação em Brasília é de que a tarifa tem motivação política.

Quais são os principais produtos atingidos?

A nova taxa será aplicada a cerca de 3 mil produtos e será cobrada dos importadores americanos quando os produtos brasileiros entrarem nos EUA. Com isso, o custo aumenta e pode reduzir a compra de produtos brasileiros por empresas americanas.

Mais de 2 mil produtos ficaram fora da tarifa, entre eles petróleo, café, carne bovina, aeronaves, celulose, suco de laranja, ferro-gusa e ferro-nióbio. Muitos foram excluídos por serem considerados estratégicos para a economia dos EUA. Já máquinas industriais, máquinas agrícolas, pneus, açúcar, etanol, tabaco, madeira, calçados, papel e alguns produtos de alumínio serão afetados.

Qual são os impactos para o Brasil?

Segundo o Ministério do Desenvolvimento, Indústria, Comércio e Serviços (MDIC), a medida atingirá 18% das exportações brasileiras para os EUA, com base nos dados de 2024, o equivalente a US$ 7,4 bilhões (R$ 37,6 bilhões). Considerando 2025, esse percentual cai para 15%, ou US$ 5,8 bilhões (R$ 29,4 bilhões). O ministério informou ainda que 57% dos produtos exportados pelo Brasil aos EUA continuarão sem tarifa.

No agronegócio, a Confederação da Agricultura e Pecuária do Brasil (CNA) estima impacto de R$ 4,6 bilhões por ano nas exportações para os EUA, o equivalente a 36,5% das vendas do setor ao país.

Segundo o ministro da Fazenda, Dario Durigan, apesar dos setores atingidos, a medida não terá impacto sobre “a economia do país como um todo”. Especialistas também avaliam que os efeitos devem ser limitados devido à lista de produtos que ficaram de fora da tarifa.

Fonte: G1

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Política

Candidatos à Presidência poderão gastar até R$ 133,4 milhões na campanha de 2026, decide TSE

O Tribunal Superior Eleitoral (TSE) formalizou, nesta terça-feira (21), os limites de gastos de campanha para as eleições deste ano. Na disputa pela Presidência da República, os candidatos poderão gastar até 88,9 milhões de reais no primeiro turno e 44,4 milhões de reais em um eventual segundo turno.

No início de julho, a Corte decidiu manter o mesmo teto de gastos aplicado nas eleições de 2022. Os limites consideram os gastos de campanha contratados pelo candidato, as transferências para outros partidos ou candidatos e as doações estimáveis em dinheiro, ou seja, bens e serviços doados com valor econômico.

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Paraíba

Aeroportos da Paraíba movimentam mais de 1 milhão de passageiros no primeiro semestre de 2026

Foto: Walla Santos

Mais de 1 milhão de passageiros passaram pelos aeroportos de João Pessoa e Campina Grande no primeiro semestre de 2026. Ao todo, foram 1.048.242 embarques e desembarques, segundo levantamento da Aena, empresa responsável pela administração dos aeroportos.

No Aeroporto Internacional de João Pessoa, passaram 978.465 passageiros entre janeiro e junho, um aumento de 9,5% em relação ao mesmo período de 2025. Já o Aeroporto Presidente João Suassuna, em Campina Grande, registrou 69.777 passageiros, uma queda de 8,9%.

No mesmo período, os dois aeroportos somaram 10.575 operações. João Pessoa teve 8.682 operações, enquanto Campina Grande registrou 1.893, com aumento de 8,1% e 6,3%, respectivamente.

O levantamento também mostra a movimentação de cargas. João Pessoa registrou 4.706 toneladas, crescimento de 76,7% em comparação com o primeiro semestre de 2025. Em Campina Grande, foram 221 toneladas, com queda de 16,1%.

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