
O presidente Jair Bolsonaro irá nesta 2ª feira (9) à Câmara dos Deputados para entregar a medida provisória que cria o novo Bolsa Família. Ele também entregará a PEC (Proposta de Emenda à Constituição) dos Precatórios, que deverá ser analisada simultaneamente à MP, pois ajudará a abrir espaço no orçamento para turbinar o novo programa social.
A entrega está prevista para às 10h30 e os ministros Ciro Nogueira (Casa Civil), Paulo Guedes (Economia), Flávia Arruda (Secretaria de Governo), João Roma (Cidadania), general Augusto Heleno (Gabinete de Segurança Institucional), Luiz Eduardo Ramos (Secretaria-Geral), Marcos Pontes (Ciência e Tecnologia) e Bruno Bianco (Advogado-Geral da União) acompanharão Bolsonaro. Os textos serão entregues ao presidente da Câmara, Arthur Lira (PP-AL).
Para aproveitar a popularidade do auxílio emergencial, o governo batizou o substituto do Bolsa Família de Auxílio Brasil. Ele vai integrar políticas públicas de assistência social, saúde, educação, emprego e renda nesse guarda-chuva. Como o desenho final do programa depende da aprovação da PEC dos Precatórios, a medida provisória não crava o valor do benefício do Auxílio Brasil.
Bolsonaro tem dito querer dobrar o montante atual, chegando a R$ 400. Porém, a equipe econômica defende que o que cabe no teto de gastos é um benefício de R$ 300. O grupo político de ministros – formado por Ciro Nogueira (PP-PI), Flávia Arruda (PL-DF) e João Roma (Republicanos-BA) -, no entanto, tem pressionado o ministro Paulo Guedes (Economia), sobre a possibilidade de se extrapolar o limite de despesas para financiar o programa.
Com o parcelamento, a PEC deve abrir espaço de R$ 40 bilhões no Orçamento de 2022. Os precatórios são dívidas decorrentes de sentenças judiciais.
Poder 360

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