
Em João Pessoa, 33 trechos de barreiras estão sendo monitorados pela Prefeitura Municipal. Deste total, pelo menos 10 estão classificados com risco alto e muito alto risco de desabamento ou deslizamento. A informação é da Coordenadoria de Proteção e Defesa Civil da Capital (Compdec-JP).
Além dos cuidados nessas áreas, a população deve ficar atenta a eventuais sinais de desmoronamento, sobretudo, em dias de muita chuva – período em que os riscos de desastres dessa natureza aumentam. A situação mais grave, de acordo com a pasta, é a da barreira localizada no bairro de Valentina, mais precisamente na Rua Brasilino Alves da Nóbrega, que dá acesso ao bairro de Mangabeira 4.
Classificada com a pontuação máxima (10) no nível do grau de risco muito alto, os condicionantes da qual predispõe a barreira, como as fortes chuvas, por exemplo, somados à falta de intervenção, contribuem com alta potencialidade para a ocorrência do processo erosivo e destrutivo do local.
Outro ponto bastante crítico, ainda no Valentina, é o da barreira da Comunidade Nossa Senhora das Neves. Com pontuação 9, o local pode ser acometido por desmoronamento e ocorrências similares.
Além destes locais, a barreira do Castelo Branco, situada às margens da BR-230, também vem sendo monitorada. A área, que possui algumas residências na parte de cima, será desapropriada pela prefeitura devido ao grau de risco.
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Algumas casas naquela região já foram demolidas, desde o início do ano, e outras foram desocupadas para dar continuidade à desapropriação, anunciada pelo prefeito Cícero Lucena, na última sexta-feira.
Quem passa por ali pode comprovar a gravidade da situação. O chão das casas demolidas, ainda com a cerâmica à mostra, fica rente à ponta da barreira.
Nenhuma sinalização alertando sobre o avanço da erosão ou sobre os riscos de transitar naquele local é existente. De acordo com alguns moradores do bairro, este é um problema antigo e, em períodos de chuva, o perigo aumenta ainda mais, causando preocupação e transtornos àquela população.
Segundo o documento da Compdec-JP, tanto as barreiras do Castelo Branco quanto as do Valentina, e outras que pertencem ao grupo com classificação de risco muito alto, “passam por um processo de instabilização em avançado estágio de desenvolvimento”.
A pasta afirma, ainda, que, por ser a condição mais crítica (em relação às demais barreiras monitoradas), “é muito provável a ocorrência de eventos destrutivos”.
Kelson Chaves, coordenador da Compdec-JP, disse que a Prefeitura de João Pessoa está adquirindo sensores e softwares que vão auxiliar no monitoramento de possíveis movimentos de massa nestes trechos identificados com algum grau de risco, independentemente da gravidade.
Segundo Kelson, estes equipamentos possuem “capacidade precisa de alertar a população e órgãos integrantes do Sistema de Proteção e Defesa Civil, todas as vezes que eles ocorrerem, e, com isso, estabelecer a adoção das medidas preventivas necessárias à prevenção de desastres”, finalizou.
Blog do BG PB
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