Em discurso no evento de lançamento de sua pré-candidatura ao Planalto, Lula insistiu no discurso de que foi vítima de “uma das maiores perseguições da história” e disse não ter “desejos de vingança”.
“O grave momento que o país atravessa, um dos mais graves da nossa história, nos obriga a superar eventuais divergências”, disse ao justificar aliança com Alckmin. “Queremos unir os democratas de todas as origens e matizes para enfrentar a ameaça totalitária”, completou.
No evento, Lula tentou, de novo, explicar a aliança com o ex-adversário Geraldo Alckmin e fez elogios ao ex-governador de São Paulo, afirmando que o prato lula com chuchu será o novo prato “da moda”.
“Somos de partidos diferentes, fomos adversários. Estou feliz por tê-lo na condição de aliado.”
Lula também se disse “vítima de uma das maiores perseguições políticas e jurídicas da história do país”.
“Mas não esperem de mim ressentimentos ou desejos de vingança. Não nasci para ter ódio, nem mesmo daqueles que me odeiam.”
O ex-presidente Luiz Inácio Lula da Silva (PT) e o ex-governador de São Paulo Geraldo Alckmin (PSB) deixaram para trás um histórico de atritos políticos para serem parceiros de chapa. Neste sábado (7), os partidos aliados de Lula farão um ato político para promover o “movimento” em torno dele.
Em campanhas passadas, ambos trocaram acusações em debates. Alckmin apostou na rejeição ao PT e a Lula em 2018 em seus programas eleitorais. Políticos petistas criticavam o agora ex-tucano quando ele era governador de São Paulo.
Assista ao vídeo que reúne críticas de Alckmin a Lula e do PT a Alckmin:
Em 2006, Lula tentava a reeleição e Alckmin, então no PSDB, foi seu adversário. Ambos chegaram ao 2º turno –o petista ganhou.
O debate da TV Bandeirantes antes do 2º turno teve uma série de troca de acusações entre ambos.
Alckmin focava no chamado “escândalo do dossiê” –quando petistas foram pegos com dinheiro de origem desconhecida para comprar um suposto dossiê contra José Serra, à época correligionário de Alckmin e candidato a governador de São Paulo.
“Candidato Lula, de onde veio o dinheiro sujo, um milhão setecentos e cinquenta mil em dinheiro vivo, reais e dólar, para comprar o dossiê fajuto?, questionou o então tucano.
“Olhe nos olhos do povo brasileiro, candidato Lula, e responda de onde veio o dinheiro”, disse Alckmin, ainda em referência ao caso do dossiê.
Lula afirmava que o caso deveria ser investigado. “Possivelmente o governador [Alckmin] ainda tem a saudade do tempo da tortura, em que meia hora de prisão já se sabia quem era o mandante do crime, ou quem era comunista, quem era assaltante de banco”, declarou o petista.
“Não precisa fazer tortura para saber de onde veio o dinheiro, dinheiro da corrupção. É só perguntar pro PT”, respondeu Alckmin.
“Se há alguém que não tem moral para falar de ética, é o governo Lula”, disse o ex-tucano. “Quanta mentira. Quanta mentira. Como o Lula mudou”, continua Alckmin sobre declarações do ex-presidente.
Lula disse no debate que Alckmin abafou “fatos graves” quando estava à frente do Estado de São Paulo.
“O senhor vive dizendo que o presidente tem obrigação de saber tudo o que se passa ao seu redor. Mas quando era governador o senhor ficou sabendo de fatos graves e impediu que a sociedade soubesse sobre eles como também evitou que fosse apurado”, afirmou o então candidato a reeleição.
O petista também falou sobre a participação de Alckmin no próprio debate: “Eu não tive tempo de ficar decorando pergunta. Parece que o senhor fez algum curso de psicodrama esses dias para ficar decorando”.
“O governador Alckmin faz sempre questão de não ouvir as coisas como elas são ou não ler como elas são“, disse Lula.
O ex-governador de São Paulo manteve os ataques ao então presidente da República e a seu partido. “A mentira política, que não tem fim, está entranhada no PT e no Lula”, declarou.
“O aparelhamento do Estado pelo partido, pelo PT, pelos companheiros, leva à ineficiência e leva à corrupção”, disse Alckmin, em referência à forma como Lula trata seus aliados –chamando de “companheiros”.
Lula chamou de “bravatas” as acusações do então tucano: “O governador, nas suas bravatas, fala de uma moralidade que parece que está numa sacristia”
2018: LULA PRESO E NA TV
Lula estava preso na última eleição. Quem disputou a Presidência da República pelo PT foi Fernando Haddad. Isso não impediu que o ex-presidente fosse tema recorrente das propagandas de Alckmin na TV.
“Está também em suas mãos evitar que a corrupção e a roubalheira voltem a controlar o país. Evitar a volta do petrolão, evitar o fim da Lava Jato. É você que pode evitar que um preso condenado por corrupção [Lula] seja solto”, disse Alckmin em sua propaganda.
Outra peça publicitária de Alckmin mostrava uma foto do ex-presidente com uma ilustração de grade de cadeia sobre a imagem. O locutor dizia: “Foi por coisas assim que Lula foi para a cadeia, mas não é só por isso que os brasileiros têm medo do PT. Ninguém quer mais a turma do maior escândalo de corrupção do mundo”.
Antes, em 2016, quando os processos da Lava Jato contra Lula avançavam, Alckmin disse o seguinte:
“O Lula é o retrato do PT, partido envolvido em corrupção, sem compromisso com as questões de natureza ética, sem limites”, afirmou.
Em 2018, o ex-governador também fez um vídeo no qual afirmava ser contra o PT e contra Jair Bolsonaro (PL, então no PSL), que depois ganharia a eleição.
O Partido dos Trabalhadores lançou oficialmente neste sábado (07) a pré-candidatura Lula à Presidência da República. Apesar de o petista está em pré-campanha desde a virada do ano, o partido ainda não tinha oficializado o nome do ex-presidente.
O ato aconteceu em São Paulo e reuniu diversas lideranças de todo país, dentre elas o governador da Paraíba, João Azevêdo (PSB) e o senador Veneziano Vital do Rêgo, pré-candidato ao governo pelo MDB contra João. Os dois sentaram na mesma fileira.
O ex-governador de São Paulo e pré-candidato a vice na chapa do PT, Geraldo Alckmin (PSB), participou do evento por meio de um vídeo após ser diagnosticado com Covid-19.
O ex-governador Ricardo Coutinho (PT) não foi citado pelo cerimonial no ato de lançamento da pré-candidatura do ex-presidente Lula à Presidência da República.
Da Paraíba, apenas o governador João Azevêdo (PSB) e o senador Veneziano Vital do Rêgo (MDB) foram citados pelos apresentadores, que ainda chamaram nominalmente os demais governadores do Nordeste presentes, vice-governadores e ex-governadores, a exemplo de Flávio Dino (Maranão) e Wellington Dias (Piauí).
Outros nomes que inicialmente não tinham sido citados, como deputado Marcelo Freixo (PSB-RJ), foram citados, menos Ricardo.
Adversários políticos locais, João e Veneziano sentaram na mesma fileira do evento. Veneziano trabalha para evitar a associação da imagem do petista à campanha de reeleição de Azevêdo. Ao lado dos dois, estava a ex-presidente Dilma Rousseff.
O Partido dos Trabalhadores lança na manhã deste sábado (07) a pré-candidatura do ex-presidente Lula à Presidência da República.
O ex-governador de São Paulo e pré-candidato a vice na chapa do petista, Geraldo Alckmin (PSB), não vai participar do ato devido ao diagnóstico positivo para Covid-19.
O governador João Azevêdo chegou acompanhado da comitiva nacional do PSB, com demais governadores e lideranças do partido, a exemplo de Flávio Dino, ex-governador do Maranhão.
O presidente nacional da sigla, Carlos Siqueira, e o presidente estadual, Gervásio Maia, também integram o grupo.
“Hoje temos um compromisso importante com a democracia e o nosso futuro. Ao lado de grandes companheiros, participo do lançamento da pré-candidatura de Lula e Alckmin à Presidência da República. Unidos pelo Brasil”, disse João em uma rede social.
O ex-presidente Luiz Inácio Lula da Silva (PT) e o ex-governador de São Paulo Geraldo Alckmin (PSB) lançam neste sábado (07) a chapa em que os 2 concorrerão a presidente da República e vice em outubro deste ano. O evento será no Expo Center Norte, em São Paulo, às 10h.
Alckmin foi diagnosticado com coronavírus na sexta-feirafeira (06) –começou a sentir os sintomas na 5ª. Por isso, participará por videoconferência. O diagnóstico atrapalha a intenção da cúpula petista de produzir material para a campanha.
Lula lidera as pesquisas de intenção de voto, mas enfrenta dificuldades para expandir seus apoios fora da esquerda e vê o atual presidente, Jair Bolsonaro (PL), reduzindo a diferença nas pesquisas. Além disso, sua pré-campanha acaba de passar por mudanças na área de comunicação.
Desde o início das movimentações de Lula, ele e o PT propagavam a intenção de formar uma frente ampla, para além da esquerda, para impedir a reeleição do atual presidente e derrotar o bolsonarismo.
A escolha de Alckmin para a vice foi o principal passo nesse sentido. Ele tem histórico conservador. Foi um dos quadros mais importantes do PSDB e tem boa relação com o empresariado. Filiou-se ao PSB para formar a chapa com o petista.
Mesmo assim, o único partido de fora do campo da esquerda atraído para a órbita lulista até agora foi o Solidariedade. A sigla é comandada por Paulinho da Força, figura importante do movimento sindical que apoiou o impeachment de Dilma Rousseff (PT) em 2016.
Parte da cúpula da campanha de Lula, no entanto, minimiza o desempenho de Alckmin até aqui e avalia que o ex-governador ainda tem tempo para entregar o que se espera dele.
A noite da última sexta-feira (06) foi de troca de ofensas entre os deputados federais Julian Lemos (União Brasil) e Eduardo Bolsonaro (PL) no Twitter. Os dois que já foram colegas de bancada, agora se comportam como adversários.
Julian chamou o companheiro de parlamento de prepotente. “Vaidoso, prepotente, mimando, covarde, frouxo, ingrato, mentiroso, desonesto, desleal, rola pequena, incapaz de resolver diferenças como um homem de verdade, esse é @BolsonaroSP Eu digo e provo. Me processa rola miúda, vamos ver no que dá, por rede social qualquer rato é macho”, escreveu, prosseguindo.
“Quando eu escutava Jair Bolsonaro chamar @BolsonaroSP de vagabundo, eu achava um tanto forte, mas quem sou eu para dizer que ele estava errado ? Tu rola miúda quando me ver tirar onda seja homem, faça para ver no que dá, não sou esses deputadinhos que te bajulam, seu merda”, disse.
A reação de Lemos foi a uma postagem feita por Eduardo sobre a visita do presidente Jair Bolsonaro (PL) a João Pessoa. O deputado paulista publicou uma imagem de Bolsonaro deixando uma pizzaria na capital paraibana cercado de eleitores e ironizou.
“Parece que o presidente sentiu falta do @JulianLemosopb1, o “Bolsonaro da segurança” de 2018” publicou.
Desde que intensificou agendas de sua pré-campanha, o ex-presidente Luiz Inácio Lula da Silva (PT) deu uma série de declarações que o desgastaram com setores importantes do eleitorado, municiaram adversários e incomodaram aliados.
No entorno de Lula, há preocupação com o efeito que essas declarações podem ter em sua campanha presidencial. As últimas pesquisas de intenção de voto mostram que a vantagem do petista sobre o presidente Jair Bolsonaro (PL) vem diminuindo.
As falas também contribuíram para a crise que desencadeou mudanças em sua equipe, especialmente na parte de comunicação. O marqueteiro Augusto Fonseca deixou o posto em 22 de abril. Perdeu o cargo depois de divergências entre a presidente do PT, Gleisi Hoffmann, e o ex-coordenador da área de comunicação, Franklin Martins – ministro da Secretaria de Comunicação no 2º mandato de Lula.
Aliados afirmam ser impossível saber o que o ex-presidente fala em seus discursos porque, mesmo com os textos por escrito, o petista costuma deixá-los de lado para improvisar. Leia as principais declarações de Lula criticadas nos últimos meses AQUI.
Um segurança da equipe do ex-presidente e pré-candidato ao Planalto Luiz Inácio Lula da Silva (PT) foi visto armado enquanto fazia a escolta do petista. A arma é uma submetralhadora HK MP5, de fabricação alemã, segundo fontes ouvidas pela CNN.
A situação ocorreu na última quinta-feira (5) em Campinas, no interior de São Paulo, onde o ex-presidente cumpria agenda da pré-campanha. O vídeo do agente portando a arma repercutiu nas redes sociais. Confira abaixo:
A cena foi gravada por manifestantes que organizaram um protesto contra Lula. Os seguranças faziam a inspeção para a passagem do carro da comitiva do ex-presidente, que deixava um condomínio. Um homem de camisa azul segurava uma submetralhadora.
A assessoria de Lula confirmou que o agente fazia a segurança do ex-presidente e que a equipe é cedida pelo Gabinete de Segurança Institucional (GSI), lembrando que isso é uma prerrogativa de todos os ex-presidentes da República.
O ministro Edson Fachin, presidente do TSE (Tribunal Superior Eleitoral), disse ao Ministério da Defesa nessa sexta-feira (6) não se opor à divulgação de documentos das Forças Armadas com sugestões e pedidos de esclarecimentos sobre o processo eleitoral.
Na quinta-feira (5), o ministro da Defesa, Paulo Sérgio Nogueira, pediu que a Corte divulgasse os questionamentos feitos pelas Forças Armadas. O general justificou a solicitação afirmando que os documentos são de interesse público.
Ao dizer que não vê problemas em divulgar o material de modo conjunto com a Defesa, Fachin afirmou que há documentos classificados pelo próprio ministério como sigilosos.
“Noticio que os documentos remetidos pelo Ministério da Defesa ao Tribunal Superior Eleitoral podem ser colocados ao pleno conhecimento público, sem que haja qualquer objeção por parte da Corte Eleitoral”, disse Fachin.
“Ressalvo, por necessário, que há, dentre os documentos enviados o Ofício nº 8 e seus anexos, classificado, pelo próprio Ministério da Defesa, como de caráter reservado”, prosseguiu o ministro.
As Forças Armadas fazem parte da Comissão de Transparência das Eleições, criada pelo TSE em setembro de 2021. O objetivo do grupo é tornar as disputas eleitorais mais transparentes e seguras.
Segundo Fachin, os documentos de caráter público que são produzidos pela Comissão são “devidamente publicizados” pelo TSE.
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