Hospital Padre Zé, em João Pessoa (Foto: Divulgação)
O Hospital Padre Zé lançou nesta quinta-feira (28) o Portal de Transparência onde a população poderá acompanhar as ações e gestão do Instituto. A novidade foi uma das promessas da nova gestão do hospital depois de casos de corrupção envolvendo o ex-diretor Padre Egídio.
No www.hospitalpadreze.org, a entidade apresenta informações a partir do mês de setembro, quando a gestão agora presidida pelo Padre George Batista assumiu a gerência do hospital a fim de resgatar a credibilidade e história da instituição filantrópica mais antiga do estado da Paraíba.
A direção explica que com o comprometimento financeiro alto é possível compreender, com os custos apresentados, que o auxílio dos benfeitores e as campanhas promovidas em prol do Hospital são imprescindíveis para a manutenção do equipamento hospitalar.
O portal ainda terá atualizações para melhor aprimoramento e detalhamento a fim de que toda a população saiba como sua contribuição está sendo aplicada no hospital. O Instituto São José conta com a colaboração e sugestões para melhorias.
“Quando assumimos essa missão de cuidar do Hospital Padre Zé também nos comprometemos em priorizar a transparência de todos os atos. Pedimos que além de nos ajudar nessa missão de manter essa unidade, a população também seja fiscal e acompanhe todas as receitas e despesas através deste portal. Nós vamos recuperar a credibilidade dessa entidade que ajuda tanta gente”, disse o Padre George.
Em entrevista a Folha de São Paulo, nesta segunda-feira (25/12), o chinês Jianing Chen, líder do grupo asiático, que prometeu investir R$ 9 trilhões no município de Mataraca, no litoral norte, informou que desistiu do negócio. Pelo menos na Paraíba.
Com o Ministério Público de olho e após o vice-cônsul da China no Recife, He Yongwei,declarar que o suposto negócio pode ser uma fraude, Chen diz que vai investir em “outro projeto de investimento maior em outro estado do Brasil”.
Questionado de onde a empresa tiraria R$ 9 trilhões, Chen afirmou que, “quando o projeto começar, vocês vão ver quais consórcios de investidores estão envolvidos”, antes de emendar com um provérbio: “Grilos de verão não podem falar sobre o gelo, e sapos de poço não podem falar sobre o mar.”
E quantos funcionários trabalham na Brasil CRT hoje? “Venha ver quantos trabalhadores estarão em nosso canteiro de obras no próximo ano. Certamente isso irá satisfazê-lo”, foi a resposta dos chineses.
Que experiência em construção a empresa tem? “Os consórcios estão envolvidos em milhares de grandes projetos de construção internacionais. Quando você olha para baixo de um voo internacional, muitos dos grandes edifícios podem ter a presença do consórcio.”
O ousado projeto anunciado pelos chineses custaria quase o PIB do Brasil, em 2022, e é 450 vezes o Orçamento de R$ 20 bilhões, da Paraíba, previsto para 2024, de acordo com LOA enviada à Assembleia Legislativa. Já o balanço bilateral China-Brasil de 2023 é só 844 bilhões reais.
Às vésperas do Natal, correntistas do banco digital Girabank têm reclamado nas redes sociais que tiveram as aplicações retidas e não conseguem fazer transferência de dinheiro depositado na instituição.
O banco é sediado na Rua Pedroso Alvarenga, Zona Sul da cidade de São Paulo, e tinha o influenciador e humorista Carlinhos Maia como sócio-fundador até o ano passado. O humorista usou as redes sociais no sábado (23) para dizer que não tem mais vínculo com a fintech (veja mais abaixo).
“Comecei a usar o banco por recomendação do Carlinhos Maia. Ele dizia que era seguro e falava que era o banco dele. Depositei R$ 10 mil do meu marido. Mas nesta semana fui sacar parte para pagar contas de casa, e o aplicativo do banco deu que a conta estava inativa”, contou ao g1 a designer Bianca Souza Godoi, de 28 anos.
Mãe de uma criança de quatro anos, Bianca está desempregada e grávida do segundo filho. O dinheiro depositado no Girabank era toda a economia que a família tinha para emergências. Ela diz que se sente enganada.
“Tentei contato pelo 0800 que eles disponibilizam, e o número é inexistente. Os emails de contato também estão voltando. Me sinto enganada e roubada. E nem sei pra quem reclamar, já que não consegui fazer reclamação no Banco Central”, destacou.
A aposentada Shirlei Rodrigues também conheceu o banco pelas redes sociais de Carlinhos Maia e enfrenta problemas. Ela contou que em novembro tentou sacar um valor que estava na conta.
“Eu tentava todos os dias fazer um Pix para uma outra conta minha e não conseguia, falava que estava com problemas, que era para tentar mais tarde. Até que um dia simplesmente não consegui entrar na minha conta. A mensagem que veio foi que esta conta tinha sido desativada. Mas eu não desativei”, afirmou a aposentada.
“A gente faz acreditando na pessoa que vemos todos os dias no Instagram. E nos passa uma visão de ser humano honesto”, completou. “O telefone que eles passam para entrar em contato diz que está errado ou não existe.”
Shirlei acionou uma advogada e vai entrar com um processo contra o banco. Além dela, outras pessoas que também foram lesadas estarão na ação.
O g1 também tentou falar no 0800 do Girabank e contatar a empresa por e-mail, mas não obteve sucesso e enfrentou os mesmos problemas narrados pelas clientes.
Na plataforma Reclame Aqui, há mais de 2.400 queixas contra o banco. Nas redes sociais da empresa, outras pessoas têm narrado problemas para ter a devolução do dinheiro investido.
“Quase uma semana tentando encerrar a conta e não consigo tirar o dinheiro, a desculpa é sempre da instabilidade, pois já liguei várias vezes lá, eu não consigo tirar o que é meu”, escreveu Claudio Cucio, de Curitiba.
“Estou com meu dinheiro preso no GiraBank, ninguém resolve nada , esses números dá que não existem, e-mail ninguém responde? Vcs podem tomar alguma providência?”, declarou Tays Ribeiro, da cidade de Leme, no interior de São Paulo.
O que diz Carlinhos Maia
Luiz Carlos Ferreira dos Santos, o Carlinhos Maia, é natural da cidade de Penedo, a 170 km da capital de Alagoas, Maceió. Aos 31 anos, é considerado um dos maiores fenômenos da internet, com mais de 29 milhões de seguidores no Instagram.
Em suas redes sociais, Maia disse que se desligou da empresa e que “ninguém está sendo roubado pelo Girabank”. Segundo ele, a empresa está contatando os clientes para solucionar os problemas.
“Uma coisa importante sobre o Girabank: como a maioria de vocês já sabe, me desliguei da empresa já faz quase um ano, justamente porque toda vez que acontecia algum problema, o pessoal vinha e descia o cacete em mim. Pode estar acontecendo 1 milhão de coisas boas, mas deu qualquer probleminha…”, declarou.
“O Girabank emitiu hoje uma nota a todos os correntistas, tá, gente? O Girabank, até onde eu sei, que outros sócios me falaram, foi vendido para um outro grupo americano e todas as pessoas… Estou falando isso aqui com carinho às pessoas, porque fui eu que indiquei: não se preocupe, não tem dinheiro de ninguém sendo roubado”, afirmou Maia.
“Olhem no email de vocês, eles estão respondendo todo mundo. Está tendo uma troca de donos e de maneira nenhuma o dinheiro de ninguém será roubado — até porque não pode, envolve o Banco Central e tudo mais. Fiquem tranquilos, olhem o email de vocês, tá bom? Eles estão resolvendo tudo”, completou.
Sem fiscalização direta do BC
A empresa Girabank Tecnologia e Finanças Instituição de Pagamento LTDA não aparece no catálogo público de bancos e fintechs reguladas e supervisionadas pelo Banco Central brasileiro.
Pelo quadro societário registrado no governo federal, a empresa tem como sócias as companhias:
THREE HUNDRED INVESTIMENTOS E PARTICIPACOES LTDA / CNPJ 42.360.353/0001-42 (Maceió)
PRUDENTTE GESTAO DE PAGAMENTOS LTDA – CNPJ 37.336.274/0001-66 (São Paulo)
Nenhuma das empresas que aparecem na Receita Federal como sócias do Girabank são fiscalizadas pelo BC.
Duas das três empresas têm sede em Alagoas, estado do humorista e influencer que era garoto-propaganda do produto, e a terceira, na capital paulista.
O g1 entrou em contato com as três companhias, mas não obteve resposta até a última atualização desta reportagem.
Carlinhos Maia não aparece atualmente como sócio de nenhuma dessas empresas donas do Girabank, segundo os registros na Receita Federal. A fintech foi fundada em novembro de 2021.
Karla Pimentel, prefeita de Conde (Foto: Reprodução)
O Conselho de Medicina Veterinária da Paraíba é mais uma entidade a acionar a Prefeitura de Conde, município da Grande João Pessoa, por conta dos baixos salários oferecidos no concurso público. O edital oferece R$ 1,5 mil para médicos veterinários.
A gerente administrativa do Conselho, Maria da Paz, afirmou que tanto a Prefeitura de Conde, como a Câmara e o Ministério Público da Paraíba (MPPB) foram oficiados por conta do baixo valor ofertado, mas até a publicação desta matéria não havia recebido resposta.
“Quando encaminhamos ofício para a Prefeitura e a Câmara também oficiamos o Ministério Público. Ainda não recebemos nenhuma resposta. É um absurdo um salário desse para médicos veterinários. Não condiz com o piso”, argumentou Maria da Paz.
Além do Conselho de Medicina Veterinária, o Conselho Regional de Farmácia da Paraíba (CRFPB), o Conselho Regional de Enfermagem da Paraíba (Coren-PB) o Conselho Regional de Medicina da Paraíba (CRM-PB) e o Sindicato dos Médicos da Paraíba (Simed-PB) também acionaram a Prefeitura de Conde na Justiça por causa dos baixos salários ofertados aos profissionais.
O presidente do Sindicato da Construção Civil da Paraíba, Hélder Campos, expressou sérias críticas contra o prefeito de Campina Grande, Bruno Cunha Lima (União Brasil). Em uma entrevista concedida à Campina FM na última quarta-feira (20/12), Campos alegou estar sendo alvo de “perseguição” por parte do gestor municipal, atribuindo isso às críticas que fez ao ambiente de negócios do município.
Campos enfatizou que a suposta perseguição não o afeta isoladamente, mas impacta toda a cadeia da categoria, incluindo construtores, corretores de imóveis, arquitetos, engenheiros, e o comércio em geral. Ele argumentou que a situação tem prejudicado até mesmo os potenciais compradores de imóveis na cidade, resultando em uma queda na produção devido a essa alegada perseguição de longa data.
“Está mais que claro que é uma perseguição do senhor Prefeito e do seu secretário. Jogo a culpa nos dois, não tenho nem o que discutir e estou dizendo aqui publicamente, só que eles me botaram no alvo. Mas além deles, não só atingir-me a mim, eles atingem todos os construtores da cidade, a cadeia da categoria dos profissionais os corretores de imóveis os arquitetos, engenheiros, o comércio em geral até aquelas pessoas que desejam comprar um imóvel não estão comprando. Porque nós não estamos produzindo por conta de uma perseguição, de uma coisa antiga, não é?”, disse o dirigente.
O presidente do sindicato ressaltou que seu pedido é simples: uma melhoria no ambiente de negócios da cidade. Ele destacou a injustiça de questões como a taxa de licença, a taxa de habite-se e o valor do IPTU, argumentando que o impacto desses fatores se estende a todos os contribuintes de Campina Grande, não apenas ao setor da construção civil. Campos propõe um ajuste no código municipal e afirma que a Câmara Municipal está aberta para discutir e implementar essas mudanças, citando o apoio de vereadores de ambas as posições política.
“Eu estou pedindo apenas uma melhora num ambiente de negócio da cidade, é injusto eu estar comentando que a taxa de licença, a taxa de habite-se, o valor do IPTU pago, porque o valor do IPTU pago ele pega todos os contribuintes da cidade, não é só o setor da construção civil e provo que todo aquele cidadão de Campina Grande, que seja contribuinte que estiver em seu poder a escritura de um terreno, que ele pague o IPTU, ele vai ficar inviável tá pagando esse IPTU é melhor ele se desfazer desse desse imóvel vendendo o mesmo abaixo do mercado porque o que ele vai pagar de de IPTU durante os anos vai ficar inviável por conta de um equívoco de um código que foi votado e que, o que nós desejamos é apenas um ajuste nesse código numa reforma no código. A Câmara Municipal está apta, nós temos um bom relacionamento com a Casa. Já conversei com os vereadores e todos eles seja de situação, seja da oposição, eles têm a prerrogativa de dizer que concorda com o nosso pedido”, afirmou.
Prebístero de Igreja Evanlégica na Paraíba atuava como pistoleiro em Pernambuco – Foto (Vídeo/G1)
Flávio Severino da Silva era prebístero de uma igreja evangélica da Paraíba e também trabalhava como soldador, o homem é suspeito de matar ao menos 11 pessoas em Pernambuco. A Polícia prendeu o suspeito nesta quarta-feira (20), na cidade de Quirinópolis, interior de Goiás numa operação em conjunto com a Polícia Civil de Pernambuco.
Segundo investigações da corporação, o homem era contratado por uma quadrilha para cometer crimes na Zona da Mata, em Pernambuco e tinha um álibi perfeito para encobrir os crimes: Ser um presbítero atuando na Paraíba. O delegado Thiago Henrique relatou que o suspeito é procurado por pelo menos dez mortes ocorridas em Vicência (PE), o outro homícidio que Flávio está ligado aconteceu em Machados (PE).
O delegado afirmou que Flávio exercia a função de pistoleiro a mando de uma organização criminosa, na qual ele era incumbido de eliminar rivais. As ordens para executar os inimigos da facção vinham de dentro dos presídios, nos quais a Polícia Civil já executou mandados de busca e apreensão.
Flávio Severino era o principal alvo da operação Juízo Final, em que foram expedidos dez mandados de prisão temporária e 15 de busca e apreensão contra suspeitos de homicídios e tráfico de drogas.
Desde a última terça-feira (19), a proposta do prefeito Antônio Gomes da Silva para o empréstimo milionário vem causando tumulto (Foto: Reprodução)
Após muito confusão, gritaria e até pancadaria na Câmara de Mari, os vereadores conseguiram retirar de pauta o projeto que prevê a contratação de um empréstimo de R$ 87 milhões pela Prefeitura Municipal. A matéria foi encaminhada para as comissões e só voltará para apreciação em plenário em fevereiro do ano que vem, quando termina o recesso parlamentar.
Os vereadores chegaram a se reunir neste sábado (23) em uma sessão extraordinária para discutir a proposta. “Houve novamente um princípio de tumulto, mas foi rapidamente contido. Nós conseguimos retirar da pauta e encaminhar para as comissões. Agora, estamos entrando em recesso e o projeto só será votado em fevereiro quando voltamos”, explicou a vereadora Vania de Zú.
Desde a última terça-feira (19), a proposta do prefeito Antônio Gomes da Silva para a contração do empréstimo milionário vem causando tumulto na Câmara. Ontem (22), uma radialista chegou a ser ameaçada por um aliado do prefeito, segundo Vania de Zú informou.
A ameaça gerou grande conflito no Parlamento com muita gritaria e pancadaria. Depois disso, a sessão foi encerrada e uma nova convocatória para hoje feita. No entanto, apesar da insistência, o projeto ainda será analisado.
Há um ano iniciava publicamente a crise enfrentada pela BraisCompany, que depois desencadearia no desnude de um esquema de pirâmide financeira da empresa comandada por Antônio Neto Ais e Fabrícia Farias – que está sendo investigado até hoje pela Polícia Federal no âmbito da Operação Halving. Em 21 de dezembro de 2022 as primeiras notícias sobre os atrasos de pagamentos dos lucros da corretora de criptomoedas começavam a surgir. De lá para cá o caso angaria fugas, prisões, operações, clientes lesados e o sumiço de muito dinheiro.
Divulgada por diversos famosos e influenciadores, a empresa operou ilegalmente e aplicou um golpe que movimentou mais de R$ 2 bilhões envolvendo criptomoedas, de acordo com a PF.
No fim de dezembro do ano passado, a crise no esquema eclodiu de vez nas primeiras semanas de janeiro deste ano. Clientes denunciavam nas redes sociais e começaram a ir às autoridades cobrando os pagamentos dos lucros de seus contratos.
Políticos, empresários, figuras públicas, comunicadores, influenciadores, famosos, cantores, e sobretudo moradores de Campina Grande viram o início de suas ruínas financeiras no começo deste ano.
PF entra no caso
Até que em 16 de fevereiro deste ano estoura a primeira fase da Operação Halving, da Polícia Federal, que investigava os crimes contra o sistema financeiro praticados pela BraisCompany. Antônio Neto Ais, Fabrícia Farias e vários brokers alegavam que a empresa estava sendo alvo de complôs da concorrência, apontando que provariam a legalidade do negócio com sede na Rainha da Borborema.
Polícia Federal deflagra operação contra BraisCompany (Foto: Reprodução)
Um broker chegou a desafiar a imprensa à época através de publicações nos Stories do Instagram. “Em breve, assim que voltarmos a normalidade, estarei esperando os portais que criaram e duplicaram tantas injúrias, calúnias, difamações e fake news se retratarem. Esses portais tiveram papéis fundamentais mais uma vez ao levar pessoas que já estavam fragilizadas emocionalmente ao desespero”, afirmou no período. “Temos um jurídico que está atento e no momento oportuno acionará judicialmente com todas as documentações e comprovações os portais e redes sociais que insistem em disseminar medo, boatos e fake news. A verdade sempre prevalece”, ameaçou o mesmo broker em outra publicação instantânea. Até o momento não há fake news sobre o esquema operado pela BraisCompany e inflado pela ação dos brokers, o que se provou verdade foram os milhões que não retornaram para diversos clientes.
Em 7 de março, Antônio e Fabrícia são inclusos na lista vermelha da Interpol. Um dia depois, no dia 8, um dos maiores braços-direitos de Ais, o gerente select Clélio Cabral, se demite da BraisCompany.
No dia 18 de abril a Polícia Federal realizou uma segunda fase da operação contra a BraisCompany, intitulada Operação Select. Um mês depois, em 18 de maio, realizaram nova fase da Operação Select II contra a empresa do casal Ais.
Prisões e fuga
Em junho deste ano, três funcionários da BraisCompany, considerados braços-direito de Antônio e Fabrícia são presos na fronteira com a Argentina. O operador financeiro Victor Hugo Learth, e o casal ligado ao marketing Sabrina Lima e Arthur Lima foram pegos em Puerto Aguau, uma cidade da província de Misiones, no país vizinho.
Em julho acontece a Operação Trade Off, que combate a lavagem de dinheiro no esquema e determina o bloqueio de mais de R$ 130 milhões. No mês de setembro há uma nova operação contra a BraisCompany, intitulada CTO a PF mira sócios e colaboradores da empresa dos Ais.
No mês de agosto, a denúncia do Ministério Público Federal (MPF) apontou que Antônio Neto Inácio da Silva, Fabrícia Campos Farias, Victor Hugo Lima Duarte, Arthur Lima e Sabrina Mikaelle Lima fugiram de van para a Argentina.
Denúncia do MPF apontou fuga do casal Ais e mais três cúmplices (Foto: Reprodução/MPF)
O caso também foi destaque nas maiores revistas eletrônicas da TV brasileira, em outubro o Fantástico, da Rede Globo, colocou a BraisCompany entre as 20 maiores pirâmides financeira do país e a 6ª que mais movimentou dinheiro. O caso também foi destaque no Domingo Espetacular, da Record TV.
Atualizações
As mais recentes atualizações sobre o Caso BraisCompany aconteceram no mês passado, novembro de 2023, quando iniciou-se um burburinho sobre uma possível prisão de Antônio Neto Ais. O Paraíba Já checou junto à Polícia Federal, e a informação não procedia. Já no dia 6 de dezembro houve a confirmação da extradição de Victor Hugo Learth, que está preso na Argentina, ao Brasil.
Até esta quinta-feira (21), os empresários Antônio Neto Ais e Fabrícia Farias, donos da corretora de criptomoedas, ainda estão foragidos. Eles são alvos de alertas vermelhos da Interpol e mandados de prisão por crimes contra o sistema financeiro cometidos através da BraisCompany.
Veja lista de indiciados pela PF no Caso BraisCompany
Mesmo após denúncias de golpes por usuários e uma reportagem do Fantástico expondo influenciadores que divulgam os jogos de azar, como Jogo do Aviãozinho e Jogo do Tigrinho, tem influenciador da Paraíba que continua as publicidades para a marca envolvida na polêmica. Na quarta-feira (20), o empresário e influenciador Yugnir Ângelo divulgou a plataforma Blaze.
“Sempre jogando na melhor! @jogueblaze. Do jeitinho que ensinei para vocês: 1- jogar muita responsabilidade; 2- Lembrando que é apenas para +18”, legendou o empresário.
Yugnir, casado com a também influenciadora Mirela Janis, bloqueou os comentários na publicação para seus mais de 1,3 milhão de seguidores no Instagram.
Alguns influenciadores já estão sendo presos em outros estados por conta da divulgação dos jogos de azar, porém, geralmente atrelados a outros crimes.
Lei aprovada na PB
A Assembleia Legislativa da Paraíba (ALPB) aprovou o Projeto de Lei 1.507/23 que proíbe a divulgação de jogos comercializados por plataformas estrangeiras na Paraíba. A aprovação aconteceu durante sessão itinerante na cidade de Itaporanga, nessa terça-feira (19).
O deputado Washington Quaquá (PT-RJ) agrediu o deputado Messias Donato (Republicanos-ES) durante a sessão de promulgação da reforma tributária, que teve a presença do presidente Luiz Inácio Lula da Silva. Donato afirmou que registrará boletim de ocorrência sobre o incidente. A assessoria de um dos parlamentares gravou vídeo com a cena.
Quaquá foi tirar satisfação de deputados apoiadores do ex-presidente Jair Bolsonaro (PL) que cantavam “Lula/ladrão/ seu lugar é na prisão” para o chefe do Executivo. Com o celular em mãos, disse que faria uma representação contra o deputado Nikolas Ferreira (PL-MG), e o chamou de “viadinho”. Em seguida, foi repelido por Donato, que o pegou no seu braço. Quaquá então esbofeteou Donato na cara.
A confusão então se alastrou. “Agressão aqui, pô. Que isso, você deu um tapa na cara”, disse Nikolas. Quaquá se retirou da confusão naquele momento. “(Donato) me agrediu e dei um na cara dele. Eles estavam xingando Lula”, admitiu Quaquá. “Esse deputado segurou minha mão e me empurrou. Tomou um tapa na cara.” Quaquá prosseguiu. “Se me empurrar, dou de novo. A esquerda é muito passiva com a violência da direita. Comigo bateu, levou.”
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