Brasil

Ações de empresas do Brasil caem 5% no pré-mercado dos EUA após vitória de Lula

As ações de empresas brasileiras negociadas em Nova York caem no pré-abertura de mercado depois do resultado do segundo turno das eleições de 2022. O EWZ que é o índice que replica ativos das companhias recuou até 5% nesta segunda-feira (31). Às 9h28, caía 2%.

Os investidores reagem à vitória do petista Luiz Inácio Lula da Silva, que ainda não explicou direito como será a política econômica do governo. A falta de informações cria insegurança no mercado e faz com que os operadores atuem com cautela.

Lula derrotou o presidente Jair Bolsonaro (PL) no 2º turno. As ADRs (recibos de ações) da Petrobras caíram até 10%. Às 9h32, recuavam 5,72%.

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Brasil

VÍDEO: Bonner abre latinha durante transmissão ao vivo e vira meme nas redes

 

O jornalista e apresentador William Bonner brincou, neste domingo (30), sobre momento em que parou para beber água. “As pessoas ouviram o barulho de latinha. Gente, a água é em latinha aqui. Vocês acham mesmo que eu ia mesmo que eu não ia beber água, que ia beber uma outra coisa na apuração?”

Bonner abriu, ainda, uma nova latinha de água para mostrar o barulho. “Vou abrir uma aqui. É esse o barulho”. Renata Lo Prete, que participou da apuração junto com Bonner, também brincou. “Eu atesto. É água e só água.”

Bonner e Lo Prete apresentaram neste domingo a edição especial do Fantástico, que começou mais cedo por causa da apuração do resultado do segundo turno das eleições.

O momento em que Bonner saiu para beber água, virando meme em redes sociais, aconteceu pouco antes do anúncio da vitória de Lula (PT).

G1

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Brasil

Caminhoneiros bolsonaristas fecham os dois sentidos da Via Dutra que liga RJ a SP

Caminhoneiros bolsonaristas fecharam os dois sentidos da Via Dutra (RJ) no início da madrugada desta segunda-feira (31). Eles contestam o resultado das eleições após Luiz Inácio Lula da Silva (PT) vencer Jair Bolsonaro (PL) no segundo turno.

A via é a principal ligação rodoviária entre os estados do Rio de Janeiro e São Paulo. Vídeos que circulam nas redes sociais mostram interdições na BR-116, altura de Barra Mansa, no interior do Rio de Janeiro. O UOL confirmou a informação com a CCR RioSP, que administra a rodovia.

Nas redes sociais, motoristas relatam que estão parados há pelo menos quatro horas. Há lentidão nos dois sentidos da via, segundo a CCR RioSP:

  • Km 281, sentido sul, 7,8 km de lentidão
  • Km 281, sentido norte, com 15,8 km de lentidão

Bloqueios em Mato Grosso, Santa Catarina e Rio Grande do Sul. Caminhoneiros começaram a protestar horas depois da vitória de Lula sobre Bolsonaro.

Alguns motoristas usaram seus próprios caminhões de carga para bloquear as vias. Em outros lugares, pneus também foram queimados. E, como é de praxe entre os conservadores, o hino nacional também foi cantado pelos manifestantes.

Em Mato Grosso, há seis pontos de bloqueio, 18 em Santa Catarina e pelo menos seis no Rio Grande do Sul.

UOL

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Brasil

Moraes ligou para Bolsonaro e Lula antes de oficializar o resultado da eleição

O ministro Alexandre de Moraes, presidente do TSE (Tribunal Superior Eleitoral), disse que ligou para os dois candidatos neste domingo (30) para informar o resultado da escolha dos eleitores nas urnas. Moraes telefonou para o presidente eleito, Luiz Inácio Lula da Silva, e para o atual chefe do Executivo federal, Jair Bolsonaro, pouco antes de declarar publicamente o encerramento das eleições.

De acordo com Moraes, Bolsonaro agradeceu a ligação e agiu educadamente ao telefone. “O presidente Bolsonaro me atendeu com extrema educação, assim como o presidente eleito, Luiz Inácio Lula da Silva”, disse Moraes. O magistrado afirmou que o eleito será diplomado e que o resultado será aceito.

Moraes destacou que Lula vai governar para todos os 215 milhões de brasileiros, e não apenas para os eleitores que votaram nele. A diplomação dos eleitos ocorre antes da posse no TSE. Nesse tipo de evento, apenas os eleitos comparecem. No entanto, na posse, que ocorre no dia 1º de janeiro, o ocupante do posto tradicionalmente passa a faixa presidencial a quem foi eleito.

R7 

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Brasil

Diferença de Bolsonaro para Lula cai de 13 mil para 925 votos em João Pessoa no 2º turno

A diferença de votos entre Lula e Bolsonaro em João Pessoa ficou em 925 votos. De acordo com o TSE, o petista obteve 229.252, enquanto o atual presidente obteve 228.326 dos votos pessoenses.

Bolonaro, inclusive, conseguiu diminuir a diferença do primeiro turno, que ficou em mais de 13 mil votos.

Blog do BG PB

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Brasil

Eleição mais apertada da história tem virada pró-Bolsonaro em 248 cidades e nenhuma para Lula

Segundo colocado na eleição presidencial, Jair Bolsonaro (PL) conseguiu ampliar sua votação a ponto de virar sobre Luiz Inácio Lula da Silva (PT) no estado do Amapá e em 248 cidades onde o petista havia vencido no primeiro turno. Isso representa 4,5% dos 5.570 municípios brasileiros.

Lula, por sua vez, não teve maioria em nenhuma cidade onde Bolsonaro prevaleceu na primeira rodada.

No geral, Bolsonaro conseguiu encurtar a desvantagem em relação ao adversário de 6,2 milhões de votos no primeiro turno para 2,1 milhões nesta segunda rodada.

O crescimento foi insuficiente para garantir uma virada inédita no pleito. O atual presidente tornou-se neste domingo (30) o primeiro a não conseguir a reeleição no cargo.

Segundo a apuração do TSE (Tribunal Superior Eleitoral), Lula alcançou 50,90% dos votos válidos, e Bolsonaro, 49,10%. Foi a eleição mais apertada desde a redemocratização.

No primeiro turno, Lula havia sido o mais votado em 3.376 cidades. Bolsonaro, por sua vez, saiu na frente em 2.191— houve empate em Coronel Sapucaia (MS), Alecrim (RS) e Ribeirão do Sul (SP). Prova da elevada polarização desde o início da disputa, os outros candidatos não conseguiram sequer o segundo lugar em nenhum município do país.

Com a disputa restrita aos dois finalistas, o petista acabou como o mais votado em 3.123 municípios neste domingo, e o atual presidente, em 2.445. Houve também dois empates, em Guará (SP) e Irati (SC).

Estado considerado estratégico pelas duas campanhas, por ter o segundo maior colégio eleitoral e o maior número de municípios do país –além de ser um espelho histórico da eleição presidencial–, Minas Gerais foi palco de 66 viradas pró-Bolsonaro.

A principal reviravolta bolsonarista aconteceu em Grupiara, no Triângulo Mineiro, onde o presidente saltou de 46% dos votos válidos no primeiro turno para 59,4% no segundo.

Minas recebeu seis visitas presenciais de Bolsonaro durante a segunda parte da campanha. Além de Belo Horizonte, Uberlândia e Governador Valadares, apostou também em três localidades onde havia perdido para Lula: Montes Claros, Teófilo Otoni e Juiz de Fora, palco da facada sofrida por ele em 2018.

Destas, só conseguiu reverter o resultado do primeiro turno em Montes Claros. A votação do presidente subiu de 44,9% para 51,2% na cidade-polo do Norte mineiro, região com perfil similar ao Nordeste brasileiro e marcada por vitórias petistas desde 2006.

Além do próprio presidente, a primeira-dama Michelle Bolsonaro, a ex-ministra Damares Alves (Republicanos), eleita ao Senado pelo Distrito Federal, e o vereador de Belo Horizonte Nikolas Ferreira (PL), campeão de votos para a Câmara dos Deputados neste ano, foram algumas figuras que reforçaram a campanha do presidente no estado.

Bolsonaro também contou com o apoio engajado do governador reeleito Romeu Zema (Novo), escalado para mobilizar os prefeitos mineiros. “Nenhuma região e nenhuma parte desse estado ficará para trás”, declarou Bolsonaro ao lado de Zema em Montes Claros.

Mesmo com um crescimento de 6,2 pontos percentuais no estado, o presidente não conseguiu reverter a vitória petista. O estado manteve a sua tradição de refletir os resultados da disputa nacional, com vitória de Lula por apertados 50,2%.

No maior colégio eleitoral do Brasil, Bolsonaro conseguiu 10,5 pontos de vantagem neste domingo (55,24% a 44,76%), o equivalente a 2,7 milhões de votos a mais entre os paulistas.

Foi pouco para compensar os 12,6 milhões eleitores a mais conquistados pelo petista entre os nordestinos. Depois de vencer no primeiro turno em apenas 15 das 1.794 cidades na região, Bolsonaro conseguiu aumentar esse número para somente 20 municípios no maior reduto lulista.

Na capital paulista, Bolsonaro aumentou sua votação em relação ao primeiro turno, de 37,9% para 46,5% dos votos válidos, mas voltou a ser derrotado, desta vez com uma diferença de 486,4 mil eleitores paulistanos a mais para Lula.

O PT não virou o resultado em nenhuma das cidades conquistadas pelo PL na primeira rodada. Garantiu a vitória nacional com aumentos, ainda que menos expressivos, nos locais onde conseguiu repetir as vitórias do primeiro turno.

“Foi a campanha mais difícil da minha vida”, declarou Lula ao discursar para seus eleitores que comemoravam a vitória do ex-presidente na avenida Paulista, no centro de São Paulo.

O maior salto de Lula foi observado em Sobral (CE), berço político de Ciro Gomes (PDT), quarto colocado no primeiro turno. O petista já havia vencido na primeira parcial e aumentou sua votação na cidade, de 55,4% para 69% na segunda rodada.

Nova Pádua (RS) manteve o título de cidade mais bolsonarista do país, com aumento de 83,97% dos votos no primeiro turno para 88,99% no segundo.

Guaribas (PI) também conservou o posto de município mais lulista do Brasil. A votação do novo presidente eleito subiu de 92,14% para 93,85% na cidade piauiense.

Em nível estadual, Lula saiu vitorioso em 13 unidades da federação, uma a menos que Bolsonaro, contando o Distrito Federal.

Considerando os três maiores colégios eleitorais, o resultado deste domingo repetiu o do primeiro turno. O petista venceu em Minas Gerais, e o atual presidente, em São Paulo e Rio de Janeiro.

Em mais um capítulo da polarização regional, Lula foi o mais votado em todos os estados do Nordeste, e Bolsonaro, em todos das regiões Sul e Centro-Oeste.

O Amapá, que também vinha refletindo os resultados nacionais desde a redemocratização ao lado de Minas Gerais e Amazonas, saiu dessa lista ao ser o único estado com virada bolsonarista neste ano em relação ao primeiro turno.

Em nível nacional, nunca houve uma virada entre o primeiro e o segundo turno das eleições presidenciais. Fernando Collor (1989), Lula (2002 e 2006) e Dilma Rousseff (2010 e 2014) também conseguiram confirmar a vitória após terem largado em vantagem nas edições anteriores decididas em duas rodadas.

No pleito realizado há quatro anos, apenas 147 das 5.570 cidades brasileiras (3%) haviam registrado vencedores diferentes entre a primeira e a segunda rodada da eleição presidencial, com 121 viradas a favor do então candidato petista Fernando Haddad, derrotado na ocasião por Bolsonaro.

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Brasil

Avanço no Sudeste e menor votação no Nordeste; Veja como Lula ganhou

A principal explicação para esse resultado é a recuperação do PT no Sudeste, que concentra a maior parte dos eleitores do país. A votação na região retornou a patamares anteriores à Operação Lava Jato, que marcou a derrocada do partido e culminou com a prisão de Lula em 2018.

Em comparação com o segundo turno de 2018, o PT teve 13 milhões de votos a mais neste domingo (30). Seis de cada dez foram no Sudeste —a região tem quatro de cada dez eleitores.

Já no Nordeste, o PT teve sua pior votação desde 2002. Naquele ano, quando Lula se elegeu presidente pela primeira vez, o mapa eleitoral era completamente diferente do atual —o melhor resultado do petista foi no Sudeste. Foi apenas a partir das eleições seguintes, quando Lula se reelegeu, que o Nordeste se transformou na principal força eleitoral petista.

Ainda assim, o Nordeste foi a única região onde Lula venceu no segundo turno de 2022 e por uma margem tão grande que garantiu ao petista a vitória nacional.

O UOL Notícias explica em cinco pontos a vitória de Lula.

1) Lula recuperou 7,8 milhões de votos no Sudeste

Lula perdeu no Sudeste por 45,7%, contra 54,3% de Bolsonaro —diferença de 8,6 pontos percentuais.

À primeira vista, pode parecer uma derrota, mas o resultado representa um enorme avanço do PT. São 7,8 milhões de votos a mais do que o partido obteve no segundo turno das eleições 2018.

Isso quer dizer que, de cada dez novos votos que o PT conquistou em 2022, seis foram no Sudeste.

O avanço no Sudeste foi tamanho que fez o PT recuperar a força que tinha na região antes da Lava Jato.

Em 2018, o candidato petista, Fernando Haddad, teve 35% dos votos no Sudeste contra 65% de Bolsonaro —diferença de 30 pontos percentuais. Em 2014, Dilma Rousseff (PT) teve 44% na região, enquanto Aécio Neves (PSDB) teve 56% —diferença de 12 pontos percentuais.

2) São Paulo e Rio são os estados onde o PT mais cresceu

Foi São Paulo que puxou o desempenho do PT no Sudeste. A votação do partido no estado aumentou em 12,7 pontos percentuais em comparação com 2018. É o maior crescimento do país, o dobro da média nacional.

A alta fez com que o candidato petista se aproximasse do primeiro colocado no estado. Lula perdeu de Bolsonaro em São Paulo por dez pontos percentuais. Em 2018, Haddad ficou 36 pontos atrás. Em 2014, Dilma foi derrotada por Aécio com uma diferença de 29 pontos.

O PT cresceu no estado de São Paulo como um todo. Na região metropolitana da capital, Lula chegou a vencer com uma diferença de 4,5 pontos —em 2018, Haddad perdeu por 23 pontos. Já no interior, Lula ficou 24 pontos atrás de Bolsonaro —Haddad perdeu por 48 pontos quatro anos atrás.

O segundo maior crescimento do PT na eleição de 2022 foi no Rio de Janeiro, onde Lula conseguiu 11,4 pontos percentuais a mais do que Haddad em 2018.

3) Votação no Nordeste é a menor do PT desde 2002

É fato que, se não fosse pelo Nordeste, Bolsonaro teria sido reeleito. O presidente ficou à frente de Lula em todas as outras quatro regiões do país. Mas, por outro lado, o PT teve sua pior votação no Nordeste desde 2002.

Lula marcou 69,3% no Nordeste. Em 2018, Haddad, que obteve a pior votação nacional do PT na história, foi levemente melhor: 69,7%. A votação percentual do PT caiu em seis dos nove estados da região: Alagoas, Bahia, Ceará, Maranhão, Piauí e Sergipe.

Do outro lado, Bolsonaro aumentou sua votação no Nordeste de 30,31%, em 2018, para 30,66%.

Ainda assim, em número absoluto de votos, Lula conquistou mais 2,2 milhões de votos no Nordeste em comparação com a eleição de 2018. Isso ocorre devido ao crescimento do eleitorado de uma eleição para outra. Porém, o que conta no final é o percentual de votos. Para se eleger, é preciso ter 50% mais um.

Dilma foi reeleita, em 2014, com 71,7% dos votos nordestinos. Em sua primeira eleição, em 2010, a petista teve 70,6% na região.

O maior apoio já dado pelo Nordeste a um candidato a presidente foi em 2006, na reeleição de Lula: 77,1% dos votos. Já em 2002, Lula marcou 61,5% no Nordeste —naquele ano, a principal votação do petista foi no Sudeste.

4) Bolsonaro ganhou mais votos que Lula entre o 1º e o 2º turno

O avanço de Lula no segundo turno foi menor que o de Bolsonaro. O presidente eleito conquistou 2,9 milhões de votos a mais em comparação com o primeiro turno, enquanto o candidato derrotado à reeleição avançou em 7 milhões de votos.

Esse é o movimento mais comum nas eleições presidenciais. Das sete disputas que já foram para segundo turno, apenas em uma o presidente eleito avançou mais no segundo turno que seu opositor: Lula contra Geraldo Alckmin (agora eleito vice-presidente na chapa petista), em 2006.

São Paulo e Minas Gerais foram os estados onde tanto Lula quanto Bolsonaro mais conquistaram votos entre o primeiro e o segundo turno.

Outro destaque para Bolsonaro foi a região Norte. No primeiro turno, Lula ficou à frente na região. Já no segundo turno, o presidente passou o petista.

A região norte foi a que teve as maiores taxas de abstenção do país. Na média nacional, a abstenção caiu no segundo turno em comparação com o primeiro — algo que nunca antes tinha ocorrido. Já no Amapá, no Acre e em Roraima, aumentou em mais de 5 pontos percentuais.

5) Margem de vitória é a menor da história

Esse foi o segundo turno mais apertado de uma eleição presidencial. A diferença entre Lula e Bolsonaro foi de apenas 1,8 ponto percentual. Em votos totais, isso dá uma diferença de 2,1 milhões de votos.

É uma distância menor do que em 2014, quando Dilma venceu Aécio por 3,3 pontos percentuais ou 3,5 milhões de votos.

A maior margem já registrada ocorreu na primeira vitória de Lula, em 2002, quando teve uma vantagem de 22,5 pontos percentuais sobre José Serra (PSDB).

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Brasil

Brasil tem recorde de votação e queda na abstenção entre turnos pela primeira vez

O presidente do Tribunal Superior Eleitoral (TSE), ministro Alexandre de Moraes, disse que a eleição presidencial deste domingo, 30, apresentou o maior número de votos da história. De acordo com o magistrado, todo o processo foi concluído com sucesso absoluto. O número de abstenção no segundo turno foi o menor que a do primeiro, algo inédito na história.

De acordo com dados do TSE, o índice foi de 20,56%. No primeiro turno, o número foi um pouco maior: 20, 95%. “Encerramos esse importantíssimo momento. As eleições de 2022 com maior número de votos em candidatos da história brasileira, percentualmente e em termos absolutos”.

Questionado sobre possíveis contestações, Moraes disse não haver risco. Luiz Inácio Lula da Silva (PT) venceu as eleições no segundo turno com 50,9% dos votos válidos. “Não vislumbramos contestações. O resultado foi proclamado. Será aceito. O ex-presidente Lula e Alckmin serão diplomados em 19 de dezembro”, afirmou.

O presidente do TSE disse ainda que eventuais “fissuras” faz parte do jogo político e pede união no país. “Eventuais fissuras faz parte do jogo político e da democracia. Houve uma polarização maior e agora compete aos que venceram unir o país. Pois governarão para todos e não só para seus eleitores”, concluiu.

Jovem Pan

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Brasil

“Tentaram me enterrar vivo e estou aqui para governar este país”, diz Lula em primeiro discurso como presidente eleito

No seu primeiro discurso como presidente eleito do Brasil, Luiz Inácio Lula da Silva (PT) afirmou que “ressuscitou” na política brasileira e que enfrentará “situação muito difícil” em seu novo mandato.

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Brasil

Conheça os 27 governadores eleitos em 2022

As eleições foram decididas em 12 Estados neste domingo (30.out.2022). Com as definições, o país conheceu os 27 governadores eleitos nas eleições de 2022. Foram 15 disputas regionais definidas no 1º turno, em 2 de outubro.

Há 4 anos, 14 unidades da federação foram ao 2º turno, enquanto 13 decidiram na 1ª votação.

Lista de Governadores eleitos:

ACRE Gladson Cameli (PP): Foi reeleito em 1º turno com 56,75% dos votos. Em 2018, ele rompeu a hegemonia de 20 anos de governos petistas no Estado. Sua família tem empresas de construção civil e exploração de madeira. Durante seu mandato, defendeu pautas conservadoras nos costumes e liberais na economia.

ALAGOAS  Paulo Dantas (MDB): foi reeleito no 2º turno com 52,38% dos votos válidos, com 96,88% das urnas apuradas. Ele se tornou governador do Estado em maio deste ano por causa de um mandato-tampão.

AMAPÁ Clécio Luis (Solidariedade): Foi eleito em 1º turno com 53,69% dos votos. Foi prefeito de Macapá de 2013 a 2020. Também trabalhou como vereador da cidade.

BAHIA  Jerônimo Rodrigues (PT): foi eleito em 2º turno com 52,53% dos votos válidos, com 96,08% das urnas apuradas. Foi secretário de Educação do Estado da Bahia no governo de Rui Costa. Também foi secretário executivo adjunto do ministério do Desenvolvimento Agrário, secretário nacional do Desenvolvimento Territorial e assessor especial do ministro do Desenvolvimento Agrário.

CEARÁ Elmano de Freitas (PT): Foi eleito em 1º turno com 54,02% dos votos. É deputado estadual desde 2014.

DISTRITO FEDERAL Ibaneis Rocha (MDB): Foi reeleito em 1º turno com 50,30% dos votos. Foi o 1º candidato à reeleição a vencer no 1º turno na história de Brasília. Foi presidente da OAB-DF (Ordem de Advogados do Brasil do Distrito Federal) de 2013 a 2015. Dono de um escritório de advocacia desde a década de 1990, ele disputou pela 1ª vez um cargo público em 2018, quando foi eleito governador.

ESPÍRITO SANTO  Renato Casagrande (PSB): foi reeleito no 2º turno com 53,9%, com 94,65% das urnas apuradas. Ele foi eleito governador do Espírito Santo pela 1ª vez em 2010, mas não conseguiu a reeleição em 2014. Nas eleições de 2018, Casagrande foi eleito governador novamente. 

GOIÁS Ronaldo Caiado (União Brasil): Foi reeleito em 1º turno com 51,81% dos votos. Foi deputado federal por 5 mandatos e senador de 2015 a 2018. No Congresso, atuou em pautas relacionadas à agricultura e à pecuária.

MARANHÃO Carlos Brandão (PSB): Foi reeleito em 1º turno com 51,29%. Assumiu o cargo em 2 de abril depois que Flávio Dino (PSB) renunciou. Comandou diversas secretarias no Estado, como Agricultura, Meio Ambiente e Casa Civil. Também foi deputado federal.

MATO GROSSO Mauro Mendes (União Brasil): Foi reeleito em 1º turno com 68,45% dos votos. Foi eleito prefeito de Cuiabá em 2012. Em 2018, venceu a disputa pelo governo mato-grossense no 1º turno.

MATO GROSSO DO SUL Eduardo Riedel (PSDB): Foi eleito no Mato Grosso do Sul no 2º turno com 56,43% dos votos válidos, 92,85% das urnas apuradas. Em 2015, ele passou a ocupar cargos no governo do Estado na gestão de Reinaldo Azambuja. Atuou como secretário de Governo e Infraestrutura, deixando o cargo em abril para disputar as eleições de 2022.

MINAS GERAIS Romeu Zema (Novo): Foi reeleito em 1º turno com 56,18%. Foi presidente do grupo Zema, empresa do ramo de varejo, até 2016. Em sua gestão, enfrentou desafios para ajustar as contas públicas do Estado.

PARÁ Helder Barbalho (MDB): Foi reeleito em 1º turno com 70,41% dos votos. Assumiu o Ministério da Pesca e Aquicultura no 2º mandato de Dilma Rousseff (PT).

PARANÁ Ratinho Jr. (PSD): Foi reeleito em 1º turno com 69,64% dos votos. Filho do apresentador de TV Ratinho, ele já atuou como deputado estadual, deputado federal e secretário de Desenvolvimento Urbano do Paraná.

PARAÍBA João (PSB): foi reeleito no 2º turno com 52,33% dos votos válidos, com 97,19% das urnas apuradas. Foi deputado federal por 2 mandatos. Já foi secretário de Infraestrutura de João Pessoa e ocupou a Secretaria de Estado da Infraestrutura, Recursos Hídrico, Meio Ambiente, Ciência e Tecnologia….

PERNAMBUCO  Raquel Lyra (PSDB): eleita em 2º turno com 58,87% dos votos válidos, com 88,71% das urnas apuradas. Ela foi delegada da PF (Polícia Federal) e procuradora do Estado. Foi eleita deputada estadual por 2 mandatos. Em 2016, chegou à prefeitura de Caruaru, onde foi reeleita em 2020.

PIAUÍ Rafael Fonteles (PT): Foi eleito em 1º turno com 57,17% dos votos. De 2015 a 2022, foi secretário da Fazenda do Piauí. Ele deixou a função neste ano para concorrer pela 1ª vez a um cargo político.

RIO DE JANEIRO Cláudio Castro (PL): Foi reeleito em 1º turno com 58,67% dos votos. Ele assumiu o governo fluminense depois do impeachment de Wilson Witzel (PSC), em abril de 2021.

RIO GRANDE DO NORTE Fátima Bezerra (PT): Foi reeleita em 1º turno com 58,32% dos votos. Já atuou como deputada estadual e federal pelo Estado. Em 2014, elegeu-se senadora. Deixou o cargo para assumir o governo potiguar.

RIO GRANDE DO SUL Eduardo Leite (PSDB): foi eleito no 2º turno com 57,12% dos votos válidos, com 91,76% das urnas apuradas. Ele foi eleito governador do Estado em 2018, mas deixou o cargo em março para tentar o Planalto. Com a definição de Simone Tebet (MDB) como candidata do PSDB à Presidência, Leite se candidatou ao Governo.

RONDÔNIA Marcos Rocha (União Brasil): foi reeleito em 2º turno com 52,65% dos votos válidos, com 96,33% das urnas apuradas. Começou sua carreira política em 2018. É militar.

RORAIMA Antônio Denarium (PP): Foi reeleito em 1º turno com 56,47% dos votos. Além de político, é empresário, agricultor e pecuarista. Durante sua gestão, apoiou o setor industrial extrativista mineral do Estado e incentivou seu crescimento.

SÃO PAULO Tarcísio de Freitas (Republicanos): foi eleito no 2º turno com 55,34% dos votos válidos, com 93,86% das urnas apuradas. Carioca, esta foi sua 1ª eleição presidencial. Foi ministro da Infraestrutura do Governo Bolsonaro. 

SANTA CATARINA  Jorginho Mello (PL): foi eleito no 2º turno com 70,74% dos votos válidos, com 79,18% das urnas apuradas. É senador pelo Estado. Foi deputado federal por 2 mandatos e eleito deputado estadual 4 vezes. É presidente do PL em Santa Catarina. 

SERGIPE  Fábio (PSD): foi eleito no 2º turno com 51,84% dos votos válidos, com 97,12% das urnas apuradas. Já foi secretário de Estado do Trabalho e comandou a Secretaria Municipal de Esportes. Elegeu-se vereador de Aracaju em 2008. Foi deputado federal por 3 mandatos. 

TOCANTINS Wanderlei Barbosa (Republicanos): Foi reeleito em 1º turno com 58,14% dos votos. Ele assumiu o cargo interinamente em outubro de 2021, depois que o STJ determinou o afastamento do governador Mauro Carlesse (Agir) por suposto pagamento de propinas.

Poder360

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