Brasil

Avanço no Sudeste e menor votação no Nordeste; Veja como Lula ganhou

A principal explicação para esse resultado é a recuperação do PT no Sudeste, que concentra a maior parte dos eleitores do país. A votação na região retornou a patamares anteriores à Operação Lava Jato, que marcou a derrocada do partido e culminou com a prisão de Lula em 2018.

Em comparação com o segundo turno de 2018, o PT teve 13 milhões de votos a mais neste domingo (30). Seis de cada dez foram no Sudeste —a região tem quatro de cada dez eleitores.

Já no Nordeste, o PT teve sua pior votação desde 2002. Naquele ano, quando Lula se elegeu presidente pela primeira vez, o mapa eleitoral era completamente diferente do atual —o melhor resultado do petista foi no Sudeste. Foi apenas a partir das eleições seguintes, quando Lula se reelegeu, que o Nordeste se transformou na principal força eleitoral petista.

Ainda assim, o Nordeste foi a única região onde Lula venceu no segundo turno de 2022 e por uma margem tão grande que garantiu ao petista a vitória nacional.

O UOL Notícias explica em cinco pontos a vitória de Lula.

1) Lula recuperou 7,8 milhões de votos no Sudeste

Lula perdeu no Sudeste por 45,7%, contra 54,3% de Bolsonaro —diferença de 8,6 pontos percentuais.

À primeira vista, pode parecer uma derrota, mas o resultado representa um enorme avanço do PT. São 7,8 milhões de votos a mais do que o partido obteve no segundo turno das eleições 2018.

Isso quer dizer que, de cada dez novos votos que o PT conquistou em 2022, seis foram no Sudeste.

O avanço no Sudeste foi tamanho que fez o PT recuperar a força que tinha na região antes da Lava Jato.

Em 2018, o candidato petista, Fernando Haddad, teve 35% dos votos no Sudeste contra 65% de Bolsonaro —diferença de 30 pontos percentuais. Em 2014, Dilma Rousseff (PT) teve 44% na região, enquanto Aécio Neves (PSDB) teve 56% —diferença de 12 pontos percentuais.

2) São Paulo e Rio são os estados onde o PT mais cresceu

Foi São Paulo que puxou o desempenho do PT no Sudeste. A votação do partido no estado aumentou em 12,7 pontos percentuais em comparação com 2018. É o maior crescimento do país, o dobro da média nacional.

A alta fez com que o candidato petista se aproximasse do primeiro colocado no estado. Lula perdeu de Bolsonaro em São Paulo por dez pontos percentuais. Em 2018, Haddad ficou 36 pontos atrás. Em 2014, Dilma foi derrotada por Aécio com uma diferença de 29 pontos.

O PT cresceu no estado de São Paulo como um todo. Na região metropolitana da capital, Lula chegou a vencer com uma diferença de 4,5 pontos —em 2018, Haddad perdeu por 23 pontos. Já no interior, Lula ficou 24 pontos atrás de Bolsonaro —Haddad perdeu por 48 pontos quatro anos atrás.

O segundo maior crescimento do PT na eleição de 2022 foi no Rio de Janeiro, onde Lula conseguiu 11,4 pontos percentuais a mais do que Haddad em 2018.

3) Votação no Nordeste é a menor do PT desde 2002

É fato que, se não fosse pelo Nordeste, Bolsonaro teria sido reeleito. O presidente ficou à frente de Lula em todas as outras quatro regiões do país. Mas, por outro lado, o PT teve sua pior votação no Nordeste desde 2002.

Lula marcou 69,3% no Nordeste. Em 2018, Haddad, que obteve a pior votação nacional do PT na história, foi levemente melhor: 69,7%. A votação percentual do PT caiu em seis dos nove estados da região: Alagoas, Bahia, Ceará, Maranhão, Piauí e Sergipe.

Do outro lado, Bolsonaro aumentou sua votação no Nordeste de 30,31%, em 2018, para 30,66%.

Ainda assim, em número absoluto de votos, Lula conquistou mais 2,2 milhões de votos no Nordeste em comparação com a eleição de 2018. Isso ocorre devido ao crescimento do eleitorado de uma eleição para outra. Porém, o que conta no final é o percentual de votos. Para se eleger, é preciso ter 50% mais um.

Dilma foi reeleita, em 2014, com 71,7% dos votos nordestinos. Em sua primeira eleição, em 2010, a petista teve 70,6% na região.

O maior apoio já dado pelo Nordeste a um candidato a presidente foi em 2006, na reeleição de Lula: 77,1% dos votos. Já em 2002, Lula marcou 61,5% no Nordeste —naquele ano, a principal votação do petista foi no Sudeste.

4) Bolsonaro ganhou mais votos que Lula entre o 1º e o 2º turno

O avanço de Lula no segundo turno foi menor que o de Bolsonaro. O presidente eleito conquistou 2,9 milhões de votos a mais em comparação com o primeiro turno, enquanto o candidato derrotado à reeleição avançou em 7 milhões de votos.

Esse é o movimento mais comum nas eleições presidenciais. Das sete disputas que já foram para segundo turno, apenas em uma o presidente eleito avançou mais no segundo turno que seu opositor: Lula contra Geraldo Alckmin (agora eleito vice-presidente na chapa petista), em 2006.

São Paulo e Minas Gerais foram os estados onde tanto Lula quanto Bolsonaro mais conquistaram votos entre o primeiro e o segundo turno.

Outro destaque para Bolsonaro foi a região Norte. No primeiro turno, Lula ficou à frente na região. Já no segundo turno, o presidente passou o petista.

A região norte foi a que teve as maiores taxas de abstenção do país. Na média nacional, a abstenção caiu no segundo turno em comparação com o primeiro — algo que nunca antes tinha ocorrido. Já no Amapá, no Acre e em Roraima, aumentou em mais de 5 pontos percentuais.

5) Margem de vitória é a menor da história

Esse foi o segundo turno mais apertado de uma eleição presidencial. A diferença entre Lula e Bolsonaro foi de apenas 1,8 ponto percentual. Em votos totais, isso dá uma diferença de 2,1 milhões de votos.

É uma distância menor do que em 2014, quando Dilma venceu Aécio por 3,3 pontos percentuais ou 3,5 milhões de votos.

A maior margem já registrada ocorreu na primeira vitória de Lula, em 2002, quando teve uma vantagem de 22,5 pontos percentuais sobre José Serra (PSDB).

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Reeleito, João fala em pacificar a PB: “Seremos governadores de todos”

Reeleito para o cargo de governador da Paraíba com 1.221.904 votos, João Azevêdo (PSB) defendeu na noite deste domingo (30) fazer um governo para “todos os paraibanos”. Durante pronunciamento logo após a consolidação do resultado, o gestor pediu à militância “serenidade” e “respeito”, principalmente com os derrotados.

“A minha palavra é gratidão por tudo que você fizeram. Não foi fácil, sabemos como é difícil fazer uma luta em que a gente tem que participar do processo e continuar governando o estado. Essa não foi uma vitória individual, é uma vitória coletiva”, disse.

“Pedindo a hora da tranquilidade, serenidade. Nós somos eleitos. Mas, eu e Lucas, seremos governadores de todos os paraibanos. Sempre fizemos política, peço serenidade. Vamos fazer uma celebração desse momento. Comemorem, mas continuo dizendo: com respeito a quem pensa diferente”, prosseguiu.

“Nós somos governadores de toda Paraíba, não existe um lado perdedor, nem vencedor. Existem paraibanos que teremos que unir a todos”, destacou.

Ainda durante a fala, João Azevêdo celebrou a eleição do ex-presidente Lula (PT), eleito com 50,88% dos votos válidos.

“Foi uma vitória dupla. Da democracia e da esperança. Vitória que verdadeiramente sim queremos voltar a sonhar. Fico muito feliz por ter sido eleito junto com o presidente Lula, para que a gente possa reconstruir a Paraíba”, comemorou.

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Brasil

Brasil tem recorde de votação e queda na abstenção entre turnos pela primeira vez

O presidente do Tribunal Superior Eleitoral (TSE), ministro Alexandre de Moraes, disse que a eleição presidencial deste domingo, 30, apresentou o maior número de votos da história. De acordo com o magistrado, todo o processo foi concluído com sucesso absoluto. O número de abstenção no segundo turno foi o menor que a do primeiro, algo inédito na história.

De acordo com dados do TSE, o índice foi de 20,56%. No primeiro turno, o número foi um pouco maior: 20, 95%. “Encerramos esse importantíssimo momento. As eleições de 2022 com maior número de votos em candidatos da história brasileira, percentualmente e em termos absolutos”.

Questionado sobre possíveis contestações, Moraes disse não haver risco. Luiz Inácio Lula da Silva (PT) venceu as eleições no segundo turno com 50,9% dos votos válidos. “Não vislumbramos contestações. O resultado foi proclamado. Será aceito. O ex-presidente Lula e Alckmin serão diplomados em 19 de dezembro”, afirmou.

O presidente do TSE disse ainda que eventuais “fissuras” faz parte do jogo político e pede união no país. “Eventuais fissuras faz parte do jogo político e da democracia. Houve uma polarização maior e agora compete aos que venceram unir o país. Pois governarão para todos e não só para seus eleitores”, concluiu.

Jovem Pan

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Brasil

“Tentaram me enterrar vivo e estou aqui para governar este país”, diz Lula em primeiro discurso como presidente eleito

No seu primeiro discurso como presidente eleito do Brasil, Luiz Inácio Lula da Silva (PT) afirmou que “ressuscitou” na política brasileira e que enfrentará “situação muito difícil” em seu novo mandato.

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Brasil

Conheça os 27 governadores eleitos em 2022

As eleições foram decididas em 12 Estados neste domingo (30.out.2022). Com as definições, o país conheceu os 27 governadores eleitos nas eleições de 2022. Foram 15 disputas regionais definidas no 1º turno, em 2 de outubro.

Há 4 anos, 14 unidades da federação foram ao 2º turno, enquanto 13 decidiram na 1ª votação.

Lista de Governadores eleitos:

ACRE Gladson Cameli (PP): Foi reeleito em 1º turno com 56,75% dos votos. Em 2018, ele rompeu a hegemonia de 20 anos de governos petistas no Estado. Sua família tem empresas de construção civil e exploração de madeira. Durante seu mandato, defendeu pautas conservadoras nos costumes e liberais na economia.

ALAGOAS  Paulo Dantas (MDB): foi reeleito no 2º turno com 52,38% dos votos válidos, com 96,88% das urnas apuradas. Ele se tornou governador do Estado em maio deste ano por causa de um mandato-tampão.

AMAPÁ Clécio Luis (Solidariedade): Foi eleito em 1º turno com 53,69% dos votos. Foi prefeito de Macapá de 2013 a 2020. Também trabalhou como vereador da cidade.

BAHIA  Jerônimo Rodrigues (PT): foi eleito em 2º turno com 52,53% dos votos válidos, com 96,08% das urnas apuradas. Foi secretário de Educação do Estado da Bahia no governo de Rui Costa. Também foi secretário executivo adjunto do ministério do Desenvolvimento Agrário, secretário nacional do Desenvolvimento Territorial e assessor especial do ministro do Desenvolvimento Agrário.

CEARÁ Elmano de Freitas (PT): Foi eleito em 1º turno com 54,02% dos votos. É deputado estadual desde 2014.

DISTRITO FEDERAL Ibaneis Rocha (MDB): Foi reeleito em 1º turno com 50,30% dos votos. Foi o 1º candidato à reeleição a vencer no 1º turno na história de Brasília. Foi presidente da OAB-DF (Ordem de Advogados do Brasil do Distrito Federal) de 2013 a 2015. Dono de um escritório de advocacia desde a década de 1990, ele disputou pela 1ª vez um cargo público em 2018, quando foi eleito governador.

ESPÍRITO SANTO  Renato Casagrande (PSB): foi reeleito no 2º turno com 53,9%, com 94,65% das urnas apuradas. Ele foi eleito governador do Espírito Santo pela 1ª vez em 2010, mas não conseguiu a reeleição em 2014. Nas eleições de 2018, Casagrande foi eleito governador novamente. 

GOIÁS Ronaldo Caiado (União Brasil): Foi reeleito em 1º turno com 51,81% dos votos. Foi deputado federal por 5 mandatos e senador de 2015 a 2018. No Congresso, atuou em pautas relacionadas à agricultura e à pecuária.

MARANHÃO Carlos Brandão (PSB): Foi reeleito em 1º turno com 51,29%. Assumiu o cargo em 2 de abril depois que Flávio Dino (PSB) renunciou. Comandou diversas secretarias no Estado, como Agricultura, Meio Ambiente e Casa Civil. Também foi deputado federal.

MATO GROSSO Mauro Mendes (União Brasil): Foi reeleito em 1º turno com 68,45% dos votos. Foi eleito prefeito de Cuiabá em 2012. Em 2018, venceu a disputa pelo governo mato-grossense no 1º turno.

MATO GROSSO DO SUL Eduardo Riedel (PSDB): Foi eleito no Mato Grosso do Sul no 2º turno com 56,43% dos votos válidos, 92,85% das urnas apuradas. Em 2015, ele passou a ocupar cargos no governo do Estado na gestão de Reinaldo Azambuja. Atuou como secretário de Governo e Infraestrutura, deixando o cargo em abril para disputar as eleições de 2022.

MINAS GERAIS Romeu Zema (Novo): Foi reeleito em 1º turno com 56,18%. Foi presidente do grupo Zema, empresa do ramo de varejo, até 2016. Em sua gestão, enfrentou desafios para ajustar as contas públicas do Estado.

PARÁ Helder Barbalho (MDB): Foi reeleito em 1º turno com 70,41% dos votos. Assumiu o Ministério da Pesca e Aquicultura no 2º mandato de Dilma Rousseff (PT).

PARANÁ Ratinho Jr. (PSD): Foi reeleito em 1º turno com 69,64% dos votos. Filho do apresentador de TV Ratinho, ele já atuou como deputado estadual, deputado federal e secretário de Desenvolvimento Urbano do Paraná.

PARAÍBA João (PSB): foi reeleito no 2º turno com 52,33% dos votos válidos, com 97,19% das urnas apuradas. Foi deputado federal por 2 mandatos. Já foi secretário de Infraestrutura de João Pessoa e ocupou a Secretaria de Estado da Infraestrutura, Recursos Hídrico, Meio Ambiente, Ciência e Tecnologia….

PERNAMBUCO  Raquel Lyra (PSDB): eleita em 2º turno com 58,87% dos votos válidos, com 88,71% das urnas apuradas. Ela foi delegada da PF (Polícia Federal) e procuradora do Estado. Foi eleita deputada estadual por 2 mandatos. Em 2016, chegou à prefeitura de Caruaru, onde foi reeleita em 2020.

PIAUÍ Rafael Fonteles (PT): Foi eleito em 1º turno com 57,17% dos votos. De 2015 a 2022, foi secretário da Fazenda do Piauí. Ele deixou a função neste ano para concorrer pela 1ª vez a um cargo político.

RIO DE JANEIRO Cláudio Castro (PL): Foi reeleito em 1º turno com 58,67% dos votos. Ele assumiu o governo fluminense depois do impeachment de Wilson Witzel (PSC), em abril de 2021.

RIO GRANDE DO NORTE Fátima Bezerra (PT): Foi reeleita em 1º turno com 58,32% dos votos. Já atuou como deputada estadual e federal pelo Estado. Em 2014, elegeu-se senadora. Deixou o cargo para assumir o governo potiguar.

RIO GRANDE DO SUL Eduardo Leite (PSDB): foi eleito no 2º turno com 57,12% dos votos válidos, com 91,76% das urnas apuradas. Ele foi eleito governador do Estado em 2018, mas deixou o cargo em março para tentar o Planalto. Com a definição de Simone Tebet (MDB) como candidata do PSDB à Presidência, Leite se candidatou ao Governo.

RONDÔNIA Marcos Rocha (União Brasil): foi reeleito em 2º turno com 52,65% dos votos válidos, com 96,33% das urnas apuradas. Começou sua carreira política em 2018. É militar.

RORAIMA Antônio Denarium (PP): Foi reeleito em 1º turno com 56,47% dos votos. Além de político, é empresário, agricultor e pecuarista. Durante sua gestão, apoiou o setor industrial extrativista mineral do Estado e incentivou seu crescimento.

SÃO PAULO Tarcísio de Freitas (Republicanos): foi eleito no 2º turno com 55,34% dos votos válidos, com 93,86% das urnas apuradas. Carioca, esta foi sua 1ª eleição presidencial. Foi ministro da Infraestrutura do Governo Bolsonaro. 

SANTA CATARINA  Jorginho Mello (PL): foi eleito no 2º turno com 70,74% dos votos válidos, com 79,18% das urnas apuradas. É senador pelo Estado. Foi deputado federal por 2 mandatos e eleito deputado estadual 4 vezes. É presidente do PL em Santa Catarina. 

SERGIPE  Fábio (PSD): foi eleito no 2º turno com 51,84% dos votos válidos, com 97,12% das urnas apuradas. Já foi secretário de Estado do Trabalho e comandou a Secretaria Municipal de Esportes. Elegeu-se vereador de Aracaju em 2008. Foi deputado federal por 3 mandatos. 

TOCANTINS Wanderlei Barbosa (Republicanos): Foi reeleito em 1º turno com 58,14% dos votos. Ele assumiu o cargo interinamente em outubro de 2021, depois que o STJ determinou o afastamento do governador Mauro Carlesse (Agir) por suposto pagamento de propinas.

Poder360

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Brasil

Disputa entre Lula e Bolsonaro é a mais apertada para presidente desde 1989; Veja números

A disputa de segundo turno entre Luiz Inácio Lula da Silva (PT) e Jair Bolsonaro (PL) é a mais apertada em uma eleição para presidente no Brasil desde 1989, com a redemocratização do país. A vitória de Lula foi reconhecida às 19h57. Com 98,9% das urnas apuradas, o petista soma 50,8% dos votos válidos, contra 49,1% de Bolsonaro. A diferença é, em números absolutos, de pouco mais de 1,95 milhão de votos.

Até então, a eleição com placar mais apertado foi registrada em 2014. Naquele ano, Dilma Rousseff (PT) venceu Aécio Neves (PSDB) por uma diferença de 3,28 pontos percentuais. A petista terminou com 51,64% dos votos válidos e o tucano, com 48,36%. Em números absolutos, a diferença foi de quase 3,5 milhões de votos.

Em 1989, no segundo turno, Fernando Collor de Mello (PRN) foi eleito com 53,03% dos votos, contra 46,97% de Lula. Em 1994 e 1998, Fernando Henrique Cardoso (PSDB) foi eleito presidente já no primeiro turno, com 55,22% e 53,06% respectivamente.

Em 2002, Lula foi eleito pela primeira vez, com 61,27% votos válidos, contra 38,73% de José Serra (PSDB). Em 2006, o petista foi reeleito no segundo turno, com 60,83% dos votos, ante 39,17% de Geraldo Alckmin (PSDB), hoje eleito vice-presidente.

Em 2010, Dilma Rousseff derrotou José Serra, por 56,05% dos votos válidos a 43,95%. Já em 2018, Jair Bolsonaro teve 55,13% dos votos, contra 44,87% de Fernando Haddad (PT).

O Globo 

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Brasil

Lula é eleito presidente do Brasil pela 3ª vez

Luiz Inácio Lula da Silva foi eleito novamente presidente do Brasil e terá um inédito terceiro mandato. O líder petista venceu o segundo turno da disputa, realizado neste domingo (30), ao derrotar o atual presidente Jair Bolsonaro (PL) . Lula passou à frente de Bolsonaro na disputa às 18h44, com 67,76% dos votos apurados.

Bolsonaro é o primeiro presidente brasileiro que não consegue renovar o mandato nas urnas desde o instituto da reeleição, em 1998. Já Lula será o segundo mandatário que comandou o país por mais tempo, atrás apenas de Getúlio Vargas. No caso do petista, todo o período no poder foi conquistado de forma democrática, por eleições diretas.

Com informações de Metrópoles

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Brasil

ELEIÇÕES 2022: Fábio do PSD é eleito governador de Sergipe

Com 97,13% das urnas apuradas até 19h11 deste domingo (30.out.2022), Fábio (PSD) foi eleito governador do Estado de Sergipe no 2º turno das eleições. Ele teve 51,84% dos votos válidos e governará o 22º maior colégio eleitoral do país pela 1ª vez.

Rogério Carvalho (PT), adversário direto de Fábio durante toda a campanha no Estado, teve 566.439 votos, ou seja, 48,16% dos válidos. Fábio teve 609.772 votos (51,84%). A vitória de Fábio representou uma virada em relação ao resultado do 1º turno. Ao fim da 1ª etapa da eleição, Rogério Carvalho ficou a frente com 44.70% dos votos válidos.

Poder360

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Tarcísio de Freitas, do Republicanos, é eleito governador de São Paulo

O ex-ministro da Infraestrutura do governo Bolsonaro, Tarcísio de Freitas (Republicano), natural do Rio de Janeiro, foi eleito neste domingo (30) novo governador de São Paulo. O resultado foi confirmado às 19h22, com 55,35% das urnas apuradas pelo Tribunal Regional Eleitoral (TRE).

Tarcísio obteve dos votos , e venceu seu adversário, Fernando Haddad (PT), que obteve 44,65% dos votos 12576778, ou votos. Votos nulos foram e brancos, 10148 (%). O índice de abstenção foi de %.

O estado de São Paulo, que é governado pelo PSDB há 28 anos, perdeu um representante do partido no primeiro turno, com a derrota do governador Rodrigo Garcia, que apoiou Tarcísio no segundo turno.

No início da campanha, em agosto, Haddad liderou a disputa pelo Palácio dos Bandeirantes, mas viu sua distância diminuir a partir de setembro, quando Tarcísio e Garcia, que tentava a reeleição, começaram a se aproximar. As pesquisas apontaram Haddad liderando o primeiro turno em cima de Tarcísio, mas ele acabou em segundo. No primeiro turno, que ocorreu em 2 de outubro, Tarcísio obteve 9.881.995 (42,32%) dos votos e Haddad, 8.337.139 (35,70%).

Haddad se manteve atrás de Tarcísio nas intenções de voto durante todo o segundo turno. Na reta final, entretanto, o Ipec passou a indicar empate técnico entre os dois. Na apuração, Tarcísio ampliou a margem e ficou quase sempre dez pontos percentuais à frente do petista.

G1

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ELEIÇÕES 2022: Lula te m 50,66% e Bolsonaro 49,34% com 95% das urnas apuradas

Com 95% das urnas apuradas, o resultado das eleições para Presidente da República é o seguinte:

Lula – PT – 50,66%
Jair Bolsonaro – PL – 49,34%

Votos nulos: 3,16%
Votos em branco: 1,42%

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