Brasil

Presidente da Caixa anuncia suspensão do consignado do Auxílio Brasil


Foto: Ricardo Stuckert

A nova presidente da Caixa Econômica Federal, Rita Serrano, disse nesta quinta-feira (12) que o banco suspenderá o crédito consignado para beneficiários do Auxílio Brasil. A justificativa dada é a de que haverá revisão dos contratos pelo Ministério do Desenvolvimento Social e que os juros são altos.

“Nós estamos suspendendo o consignado do Auxílio Brasil por duas razões: a 1ª é que o Ministério do Desenvolvimento Social vai revisar o cadastro. Não é de bom tom que a gente mantenha, porque não sabemos quem ficará nesse cadastro. E a outra razão é que os juros consignados para essa modalidade são muito altos”, disse em entrevista a jornalistas.

Rita Serrano, 53 anos, tomou posse como presidente da Caixa na noite desta quinta-feira. Ela também afirmou que tentará baixar os juros cobrados na modalidade de crédito.

Na prática, os valores são descontados automaticamente da conta do beneficiário. O empréstimo pode ser dividido em até 24 vezes e o limite de juros é de até 3,5% ao mês.

Sobre perdão aos devedores, Serrano disse que a Caixa “não trabalha com essa perspectiva”. Afirmou que todos os programas de cunho público estão sendo reavaliados, bem como a concessão de microcrédito.

Poder360

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Brasil

Wilson Santiago é um dos políticos que mais devem à União; Veja ranking

Ao menos 467 políticos eleitos no pleito de 2022 estão devendo cerca de R$ 2 bilhões para a União, segundo levantamento realizado pelo Poder360. Os débitos estão relacionados a empresas ligadas aos políticos ou com dívidas do Imposto de Renda.

O levantamento reúne deputados federais, estaduais, distritais, senadores, governadores e vice-governadores. O maior devedor é o deputado estadual Antônio Pereira (PSB-MA). A dívida é de uma associação que administra hospitais da qual o político é sócio.

Quem figura na nona posição do ranking é o deputado federal paraibano Wilson Santiago (Republicanos-PB). O deputado tem R$ 47,9 milhões em débitos. Cerca de R$ 8 mil são classificados como débitos irregulares e o restante (R$ 47,9 milhões) como regular. As dívidas estão relacionadas a “Construina Construções e Incorporações” (R$47,8 milhões). O congressista figura como corresponsável da dívida da empresa.

Os dados foram obtidos pelo Poder360 junto à PGFN (Procuradoria-Geral da Fazenda Nacional).

Dos débitos ligadas aos políticos, R$ 1,1 bilhão é classificado como dívida irregular, e está em processo de cobrança. O restante (R$ 906 milhões) é classificado como dívida regular. Isso significa que está sendo parcelado com benefícios fiscais (R$ 821 milhões), tem garantia do devedor (R$ 67 milhões) ou foi suspenso por liminar (R$ 17 milhões).

Poder360

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Paraíba

“Ser oposição a Lula virou crime” dispara Wallber Virgolino após pedido de cassação de diploma

O deputado estadual Walber Virgolino (Patriota) classificou como “aventura jurídica” a ação de um grupo de advogados que pede a suspensão da diplomação dele ao STF e o TSE.

Os defensores argumentam ao STF e TSE que Walber e outros parlamentares incentivaram, pelas redes sociais, a invasão e depredação das sedes dos Três Poderes, ocorrida no último domingo.

Nas redes sociais, o parlamentar paraibano ainda afirmou que, no Brasil, ser oposição a Lula virou crime.

Além de Wallber Virgolino, são alvos do grupo Prerrogativas os deputados federais André Fernandes (PL-CE), Clarissa Tércio (PP-PE), Silvia Waiãpi (PL-AP), Carlos Jordy (PL-RJ), Nikolas Ferreira (PL-MG) e Sargento Rodrigues (PL-MG).

Blog do BG PB 

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Judiciário

Justiça manda bloquear R$ 6,5 milhões em bens de financiadores de atos em Brasília

A Justiça Federal do Distrito Federal autorizou o bloqueio de R$ 6,5 milhões em bens de 52 pessoas e de sete empresas que financiaram os atos de vandalismo que resultaram na depredação dos prédios dos três poderes da República, em Brasília, no último domingo (8).

O pedido foi feito pela Advocacia-Geral da União (AGU), que elaborou uma lista dos alvos abrangendo imóveis, veículos, valores financeiros em contas e outros bens.

“A quantia deverá ser utilizada para reparar danos causados pela depredação de patrimônio público em caso de posterior condenação”, informou a AGU. Além disso, a entidade “poderá pedir a ampliação do valor a ser bloqueado na medida em que a contabilização dos prejuízos, que ainda não foi concluída, avance”, acrescentou.

Empresas

As sete instituições envolvidas são apontadas como responsáveis pelo transporte de ônibus com manifestantes até a capital federal.

Os alvos da solicitação foram definidos com base em dados da Agência Nacional de Transportes Terrestres (ANTT) sobre os ônibus que foram apreendidos e que transportaram os extremistas até a Esplanada dos Ministérios.

R7

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Paraíba

Cabo Gilberto diz que país vive “estado de exceção” e teme não assumir mandato

O deputado federal eleito Cabo Gilberto (PL) ao comentou, durante entrevista ao Sistema Arapuan de Comunicação na noite desta quinta-feira (12), as decisões do ministro do Supremo Tribunal Federal (STF), Alexandre de Moraes.

“Parlamentares estão sendo presos de forma inconstitucional, então tudo pode acontecer, eu não sei nem se eu irei tomar posse”.

Questionado sobre o ministro, que de forma monocrática afastou o governador do Distrito Federal e determinou a prisão do ex-ministro de Bolsonaro, Anderson Torres, Cabo Gilberto afirmou que o país está vivendo um “estado de exceção”, quando algumas liberdades individuais são reprimidas

“A gente está nessa vida de passagem e estamos vivendo um estado de exceção onde parte da imprensa está sendo calada, basta só colocar algo contra a esquerda brasileira”, concluiu.

Portal Paraíba

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Celebridades

Filha de Elvis, Lisa Marie Presley morre aos 54 anos

Lisa Marie Presley, filha do lendário Elvis Presley, morreu aos 54 anos nesta quinta-feira (12), de acordo com a revista “People”. A informação foi confirmada para a publicação pela mãe da cantora, Priscilla Presley.

“É com coração pesado que eu devo compartilhar essa notícia devastadora que minha linda filha Lisa Marie nos deixou”, afirmou Priscilla em comunicado.

“Ela foi a mulher mais apaixonada, forte e amável que eu já conheci. Pedimos privacidade enquanto tentamos lidar com essa perda profunda. Obrigado pelo amor e pelas orações.”

Paramédicos foram chamados para socorrer a filha de Elvis Presley em sua casa em Calabasas, no estado da Califórnia.

Nascida no estado americano do Tennessee em 1968, nove meses depois do casamento dos pais, Lisa Marie se mudou para Los Angeles com a mãe aos 4 anos após o divórcio de Elvis e Priscilla.

Quando Elvis morreu em 1977, ela herdou os espólios do pai ao lado do avô, Vernon, e da bisavó, Minnie Mae Hood Presley.

Com três discos lançados ao longo da carreira, entre 2003 e 2012, ela conseguiu o quinto lugar da lista dos mais populares nos EUA com o primeiro, “To whom it may concern”.

Casada quatro vezes, teve relacionamentos com Michael Jackson e com Nicolas Cage. Ela deixa a mãe, Priscilla, e três filhas.

Lisa perdeu filho em 2020

Dias depois da morte de Benjamin, foi confirmado que o neto do Rei do Rock cometeu suicídio.

Benjamin Keough em foto de janeiro de 2010 — Foto: Mark Humphrey/Arquivo AP

Na época, Lisa Marie Presley compartilhou uma foto de família nas redes sociais e muitos de seus fãs destacaram a semelhança física entre avô e neto. Benjamin era filho do músico Danny Keough.

G1

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Brasil

Pacote econômico anunciado por Haddad é uma ‘decepção’, afirmam especialistas

Foto: Fabio Rodrigues Pozzebom/Agência Brasil

Especialistas ouvidos pelo R7 consideram uma “decepção” o pacote econômico anunciado nesta quinta-feira (11) pelo ministro da Fazenda, Fernando Haddad, para reduzir o rombo de R$ 231,5 bilhões nas contas do governo.

O déficit bilionário está previsto no Orçamento de 2023, mas, alega Haddad, as medidas provisórias e portarias divulgadas vão ajudar o governo a reverter a situação e a terminar o ano com o saldo positivo de R$ 11,13 bilhões.

Na avaliação do economista Antônio da Luz, “toda vez que o governo gasta mais do que arrecada, só tem duas formas de resolver: ou aumenta a dívida e passa o problema para as gerações futuras, ou aumenta os impostos”.

“O governo deveria estar focado em reduzir o gasto público. Aprovou a PEC supostamente para o Bolsa Família, e agora existe incerteza sobre o salário mínimo, mas o aumento [salarial] do STF, com aumento cascata, foi de 18%. Isso é uma decepção”, avaliou da Luz.

Promessa de campanha

O atual valor do salário mínimo é de R$ 1.302, graças a uma medida provisória assinada pelo ex-presidente Jair Bolsonaro, em dezembro de 2022. Apesar da não confirmação do reajuste de R$ 1.320, Haddad afirmou que o presidente Luiz Inácio Lula da Silva (PT) não descumpriu a promessa de campanha, já que a quantia de R$ 1.302 está acima da inflação.

O esperado pela sociedade, no entanto, era esse valor chegar a R$ 1.320. Mas, segundo Haddad, o valor separado no Orçamento 2023 para a medida — cerca de R$ 6,8 bilhões — não se mostrou suficiente.

R7

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Judiciário

Justiça solta Mauricinho dos Teclados, suspeito de provocar acidente que matou porteiro

A Justiça da Paraíba concedeu um habeas corpus ao homem suspeito de provocar o acidente que tirou a vida de um porteiro, na BR-230, no dia 1º de janeiro deste ano. Maurício da Silva Neto, conhecido como Mauricinho dos Teclados, está no presídio do Roger desde o dia do acidente. A informação foi confirmada pelo advogado do acusado, Luiz Pereira.

O músico foi preso logo após deixar o Hospital de Emergência e Trauma, em João Pessoa. Segundo a Polícia Civil, ele dirigia sob efeito de álcool, em alta velocidade, quando invadiu a pista contrária e colidiu contra um motociclista, que morreu na hora. Um terceiro veículo foi atingido. À época, o advogado Luiz Pereira negou a ingestão de bebida alcoólica. O motorista não realizou o teste do bafômetro.

Luiz Pereira é mesmo advogado do caso Kelton Marques. Ele atua na acusação contra Ruan Macário, suspeito de provocar o acidente que tirou a vida do entregador no dia 11 de setembro de 2021.

A vítima

O motociclista que morreu na colisão estava a caminho do trabalho. Luciano Pereira dos Santos, 39 anos, seguia para o Jardim Oceania, onde atuava como porteiro de um condomínio. Ele era morador do bairro Oitizeiro e deixou esposa e um casal de filhos, um de 7 e uma de 12 anos.

Portal T5

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Brasil

Salário mínimo de R$ 1.320 não entrará em vigor nos primeiros meses do ano, decide Lula

O governo Luiz Inácio Lula da Silva (PT) decidiu que o salário mínimo de R$ 1.320 não vai vigorar nos primeiros meses deste ano.

Uma ala do governo defende manter o valor de R$ 1.302 durante todo o ano. Outra, quer que o mínimo de R$ 1.320 comece a valer a partir de maio, no Dia do Trabalho.

O valor de R$ 1.302 foi determinado via medida provisória editada pelo ex-presidente Jair Bolsonaro (PL) no ano passado, para valer em 2023.

O reajuste determinado por Bolsonaro representou um aumento de 7,43% – a reposição da inflação mais um ganho real de 1,4% – em relação ao salário mínimo de 2022, que era de R$ 1.212.

Já o mínimo de R$ 1.320 foi prometido por Lula para este ano, o que garantiria um aumento real maior, de 2,81%.

Só que o novo governo verificou que houve, no ano passado, uma concessão acima do previsto de aposentadorias, elevando os gastos do INSS.

Com isso, se o novo mínimo entrasse em vigor desde janeiro, o INSS teria um gasto extra de R$ 7,7 bilhões, que ficariam fora do teto dos gastos públicos.

Por isso, para bancar esse aumento desde janeiro, o Ministério da Fazenda teria de fazer um bloqueio de gastos para bancar essas despesas.

A equipe do ministro Fernando Haddad defende a manutenção do valor de R$ 1.302 ao longo de todo ano.

A ala política, preocupada com o desgaste para Lula, propõe que o mínimo com aumento real comece a vigorar a partir de maio, mês do trabalhador.

Na próxima quarta-feira, Lula fará uma reunião com as centrais sindicais, quando será anunciada a criação de um grupo de trabalho para definir a nova política de valorização do salário mínimo e também de regras para trabalhadores de aplicativos.

Neste dia, será batido o martelo final sobre o valor do mínimo neste ano.

G1

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Brasil

Moraes afastou governador do DF sem pedido de órgãos de investigação ou parlamentares

O ministro Alexandre de Moraes, do STF (Supremo Tribunal Federal), determinou o afastamento do governador Ibaneis Rocha (MDB) do cargo de ofício, ou seja, sem ter sido provocado por órgãos de investigação ou mesmo por parlamentares.

É a primeira vez que um magistrado retira um chefe de Executivo estadual do cargo sem que haja um pedido nesse sentido.

Moraes mandou afastar o emedebista do comando da capital federal no último domingo (8), poucas horas depois de apoiadores do ex-presidente Jair Bolsonaro (PL) invadirem e vandalizarem as sedes dos Três Poderes.

A ordem se soma a outras decisões heterodoxas adotadas por Moraes em inquéritos que investigam a ofensiva golpista contra as instituições patrocinadas por Bolsonaro e sua militância. A maioria do STF já referendou a decisão do magistrado contra Ibaneis, em julgamento realizado no plenário virtual.

Em 2019, o STF foi alvo de críticas por agir de ofício quando o então presidente Dias Toffoli determinou a abertura do inquérito das fake news sem pedido da PGR (Procuradoria-Geral da República) nesse sentido.

Também foi criticado o fato de Toffoli ter escolhido Moraes para relatar o caso, sem sorteio, como ocorre em todos os inquéritos instaurados na corte que não têm relação com alguma outra investigação em curso no tribunal.

Na época, a abertura da apuração sofreu grande resistência no meio jurídico e dentro do próprio STF. Prova disso é que Toffoli só submeteu a decisão ao plenário da corte mais de um ano depois, em junho de 2020.

Àquela altura, o cenário havia mudado. A ampliação dos ataques contra integrantes da corte pela militância bolsonarista e pelo então presidente mudou o humor da maioria dos ministros. Parte dos magistrados inicialmente era crítica do inquérito, mas depois se tornou favorável por ver em Moraes um meio para proteger a instituição.

Depois disso, as ordens judiciais heterodoxas de Moraes se acumularam. A última foi a do afastamento de Ibaneis. A decisão foi tomada em ações apresentadas pela AGU (Advocacia-Geral da União) e pelo líder do governo no Congresso, Randolfe Rodrigues (Rede-AP). Nenhum dos dois, porém, pediu especificamente o afastamento do governador.

Moraes descreveu os pedidos feitos por ambos e, em nenhum momento, citou solicitação para que o governador fosse retirado do cargo. A representação da AGU pediu a “prisão em flagrante de todos os envolvidos, inclusive do secretário de Segurança do DF e demais agentes públicos responsáveis por atos e omissões”, mas não mencionou o nome de Ibaneis.

O ministro afirmou que o afastamento do governador é necessário para impedir que ele destrua provas sobre possíveis omissões que levaram à atuação leniente da Polícia Militar do DF que permitiu a invasão dos palácios de Brasília.

Ele disse que Ibaneis teve uma “conduta dolosamente omissiva” e que ele “deu declarações públicas defendendo uma falsa ‘livre manifestação política em Brasília’ mesmo sabedor por todas as redes que ataques às instituições e seus membros seriam realizados”.

“Na presente hipótese, verifico haver necessidade de se impor medida cautelar diversa da prisão –uma vez que não houve representação da PF ou requerimento da PGR pela prisão preventiva— consistente na suspensão do exercício da função pública”, afirmou Moraes.

Em 2017, o plenário do Supremo discutiu o procedimento para afastamento de governadores. Geralmente, esse tipo de decisão é tomada pelo STJ (Superior Tribunal de Justiça), que é o tribunal competente para julgá-los.

Na ocasião, o tribunal firmou o entendimento de que os estados não podem criar leis que exijam aval da respectiva Assembleia estadual para confirmar o afastamento.

Na análise do tema, o ministro Luís Roberto Barroso abriu margem para o afastamento de ofício de governadores ao prever que medidas “podem ser tomadas pelo juízo com base no poder geral de cautela conferido pelo ordenamento jurídico brasileiro aos juízes”.

No entanto, esse ponto do voto do magistrado não foi aprofundado pelos demais. Na prática, o aval pelos demais magistrados do STF à decisão de Moraes, em julgamento nesta quarta (11), institui a jurisprudência no tribunal de que qualquer ministro pode, sozinho e sem ter sido provocado, afastar do cargo um governador eleito pela maioria da população de uma unidade da federação.

Folha de São Paulo

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