Brasil

Anúncio de candidatura à Presidência de Felipe Neto era ação de marketing

Imagem: reprodução/YouTube

O anúncio de uma candidatura à Presidência da República feito pelo influenciador digital Felipe Neto ontem se tratava, na verdade, de uma ação de marketing.

O empresário divulgou novo vídeo hoje desmentindo a informação de que entraria na vida política. Felipe Neto divulgou a adaptação em áudio do livro “1984”, do britânico George Orwell. A obra retrata um Estado totalitário fictício chamado Oceania. Nele, as informações são manipuladas e distorcidas para servir aos interesses do partido governante. A obra “1984” tem como personagem principal o Grande Irmão, líder do regime totalitário narrado e conhecido como aquele que “observa a todos”.

O influenciador já havia feito ontem referências a obra literária citando o Ministério da Verdade. O empresário contou que criaria uma nova rede social com este nome para ajudar a entender as verdadeiras necessidades da população. No livro, o ministério era responsável por distorcer as informações. Felipe Neto também afirmou que desejava ser um “irmão mais velho” ao Brasil.

UOL

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Judiciário

STF inicia julgamento para decidir sobre prisão preventiva de Padre Egídio

Vitória: STF decide que compete aos Tribunais de Contas julgar prefeitos  ordenadores de despesas – Atricon

A Primeira Turma do Supremo Tribunal Federal (STF) iniciou nesta sexta-feira (4) a análise do recurso que pede a revogação da prisão preventiva, atualmente domiciliar, do Padre Egídio de Carvalho Neto. A relatora do processo, a ministra Carmém Lúcia, votou para manter o regime atual.

No despacho, a magistrada alegou que há um entendimento em todas as instâncias do judiciário a necessidade da manutenção da prisão preventiva para combater a atuação das organizações criminosas.

“As decisões das instâncias judiciais antecedentes harmonizam-se com a orientação do Supremo Tribunal Federal, no sentido de que “a necessidade de se interromper ou diminuir a atuação de integrantes de organização criminosa enquadra-se no conceito de garantia da ordem pública, constituindo fundamentação cautelar idônea e suficiente para a prisão preventiva”, diz trecho da decisão.

Os ministros Flávio Dino, Luiz Fux, Alexandre de Moraes e Cristiano Zanin, que fazem parte do colegiado, tem até a próxima sexta-feira (11) para se manifestarem na ação.

BG com Portal Correio

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Brasil

Eduardo Bolsonaro não descarta abdicar do cargo: “Se for necessário”

Foto: Zeca Ribeiro / Câmara dos Deputados

O deputado federal Eduardo Bolsonaro (PL-SP) voltou a afirmar nesta sexta-feira (4) que pode deixar o cargo na Câmara em definitivo. O congressista está afastado temporariamente por 120 dias, enquanto está nos Estados Unidos.

Segundo Eduardo, a atuação nos EUA é mais importante no momento. Disse estar focado em trabalhar para resgatar a liberdade “eleitoral do Brasil”.

“Decidimos ficar aqui nos Estados Unidos por tempo indeterminado. Consegui, né, entrei com uma licença de 120 dias no Congresso para ver como vai ficar, né, pra segurar mais 120 dias, mas, se for necessário, eu vou ter que abdicar do meu cargo de deputado federal”, disse Eduardo em entrevista à rádio Auriverde.

Eduardo anunciou a estadia nos Estados Unidos em 18 de março. À época, disse temer pela apreensão do seu passaporte e uma eventual prisão ao retornar para o Brasil.

A bancada do PT na Câmara acionou a PGR (Procuradoria Geral da República) contra o deputado por atuar “contra os interesses nacionais” e “constranger o STF”. No mesmo dia em que Eduardo anunciou a ausência, a PGR e o STF arquivaram o pedido do PT.

Eduardo tem sido o principal articulador da direita brasileira com aliados do presidente dos EUA, Donald Trump (republicano). O agora congressista licenciado acusa o governo e a Justiça do Brasil de “excessos” contra aliados de Bolsonaro e de violação aos direitos humanos nas condenações pelos ataques do 8 de Janeiro.

Eduardo era cotado para presidir a Credn (Comissão de Relações Exteriores e Defesa Nacional) da Câmara –alvo de disputa no colégio de líderes. O PT dizia que o deputado poderia instrumentalizar a comissão em prol de Jair Bolsonaro (PL) e minar a diplomacia do governo do presidente Luiz Inácio Lula da Silva (PT).

Poder 360

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Sem categoria

Presidente do TJPB suspende liminar e mantém nomeação de Alanna Galdino no TCE

A decisão judicial que suspendia a nomeação de Alanna Galdino para o cargo de Conselheira do Tribunal de Contas do Estado foi derrubada presidente do Tribunal de Justiça da Paraíba, Fred Coutinho. A decisão foi tomada na tarde desta sexta-feira (4).

“A suspensão judicial de ato típico do processo legislativo de escolha de Conselheiro do Tribunal de Contas, em sede liminar e com base em alegações procedimentais controvertidas, afeta diretamente a ordem pública administrativa, ao comprometer a harmonia entre os Poderes e violar o princípio da separação funcional, cláusula pétrea da Constituição Federal” diz o trecho da decisão.

Com isso, o Tribunal de Contas do Estado dará prosseguimento ao processo. Na próxima quarta-feira (9) haverá o julgamento de um recurso do Ministério Público de Contas que barra a nomeação da filha do presidente da Assembleia Legislativa da Paraíba, Adriano Galdino.

Blog do BG PB

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Política

Adriano Galdino reage à suspensão da nomeação da filha ao TCE-PB: ‘Vamos para a luta’

A suspensão da nomeação de Alanna Galdino para o cargo de conselheira do Tribunal de Contas do Estado da Paraíba (TCE-PB) gerou repercussão política no estado.

Um dia após a decisão da juíza Virgínia Lúcia Fernandes Martins de Aguiar, da 5ª Vara da Fazenda Pública de João Pessoa, o presidente da Assembleia Legislativa da Paraíba (ALPB), Adriano Galdino (Republicanos), comentou o caso e reforçou sua confiança na Justiça.

Questionado sobre a determinação judicial e os desdobramentos do caso, Galdino foi breve ao responder se confia que a Justiça voltará atrás da decisão:

“Totalmente. Vamos para a luta”, disse.

BG com Portal Correio

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Judiciário

Justiça suspende indicação de Alanna Galdino para vaga de conselheira do TCE

Portal T5 | TCE-PB marca julgamento sobre indicação de Alanna Galdino…

A juíza Virgínia Fernandes, da 5ª Vara da Fazenda Pública, suspendeu, na tarde desta quinta-feira (03), a indicação de Alanna Galdino para o cargo de conselheira do Tribunal de Contas do Estado (TCE). A ação foi movida pelo ex-prefeito de Pocinhos, Cláudio Chaves. Alanna é filha do presidente da Assembleia Legislativa da Paraíba, Adriano Galdino (Republicanos).

Na decisão, a magistrada suspendeu os efeitos do decreto da Assembleia Legislativa da Paraíba que referendada a indicação de Alanna e determinou, também, a suspensão do ato assinado pelo governador João Azevêdo (PSB) que nomeou a indicada, além da paralisação do processo administrativo em trâmite no Tribunal de Contas do Estado (TCE) relacionado à nomeação.

No despacho, a juíza levantou a necessidade de realização de sabatina com a indicada, o que não aconteceu por parte da Assembleia no processo legislativo.

“A ausência da arguição pública, etapa obrigatória e vinculante prevista no artigo 240 do Regimento Interno da Assembleia Legislativa da Paraíba, afronta diretamente o devido processo legislativo, conferindo ilegalidade formal ao ato de aprovação e, por consequência, autorizando o controle jurisdicional do ato em questão”, despachou.

O relator do processo de indicação, Felipe Leitão (PSD), havia afirmado que a sabatina era optativa.

“Tudo que foi colocado no processo de inscrição já foi o suficiente. É optativo ou não. Diante de tudo o que a gente pode examinar no processo de inscrição da candidata, que preenche de sobra todos os requisitos para inscrição”, explicou Leitão à época.

Virgínia Fernandes também reconheceu que o vínculo familiar entre a nomeada e o presidente da Assembleia exige ainda mais rigor quanto ao cumprimento dos princípios da impessoalidade e da moralidade administrativa, previstos na Constituição.

O que diz o regimento 

No artigo 242 do regimento interno da Assembleia, que trata sobre a indicação de conselheiros para o Tribunal de Contas, diz que a Comissão de Constituição e Justiça “poderá” convocar o indicado para ser ouvido em audiência pública, podendo ainda, requisitar informações complementares para instrução do processo. Ou seja, decisão optativa para os integrantes do parlamento.

A decisão é de caráter liminar. A Assembleia poderá recorrer da decisão.

BG com informações de Walison Bezerra

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Brasil

PT torra quase R$ 200 mil em anúncio de Lula sobre isenção do IR

Lula é um dos fundadores do PT, e segue sendo um dos seus maiores nomes.

O PT pagou R$ 197 mil para impulsionar um vídeo do presidente Luiz Inácio Lula da Silva (PT) sobre a proposta de isenção do Imposto de Renda para quem ganha até R$ 5.000 mensais. O conteúdo foi divulgado nos perfis do partido no Facebook e no Instagram.

De acordo com a Biblioteca de Anúncios da Meta, a sigla fez 2 anúncios com a mesma gravação. O 1º foi impulsionado de 18 de março, quando o governo entregou o texto ao Congresso, até 31 de março, e o 2º, de 21 a 31 de março.

“Agora é para valer de verdade! Quem ganha até R$ 5.000 não vai pagar Imposto de Renda a partir de 2026. Nós entregamos um processo no Congresso Nacional e eu tenho certeza de que o Congresso, tanto a Câmara quanto o Senado, irá votar para que o povo brasileiro possa ter um ganho real no seu salário e que possa melhorar a vida”, diz o petista no vídeo.

A isenção para quem ganha até R$ 5.000 era uma promessa de campanha de Lula. A medida ainda não entrou em vigor. Depende da aprovação dos deputados e senadores, que devem fazer ajustes no texto. O governo quer que a proposta passe a valer a partir de 2026 – ano da eleição presidencial.

Essa também é a principal aposta do governo para tentar recuperar a popularidade do presidente. De acordo com a pesquisa Genial/Quaest divulgada na quarta-feira (2), a desaprovação do trabalho de Lula chegou a 56%, o maior índice desde o início do terceiro mandato.

Outro ladoProcurado, o PT disse que não há qualquer irregularidade” no impulsionamento. Afirmou que a isenção para quem ganha até R$ 5.000 mensais é um projeto de interesse social, além de uma “promessa de campanha cumprida” por Lula.

Poder360

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Paraíba

MPPB investiga indicação de Alanna Galdino à vaga de Conselheira do Tribunal de Contas da Paraíba

Representação contra indicação de Alanna Galdino para vaga de conselheira será julgada pelo TCE na próxima semana

O Ministério Público da Paraíba instaurou um inquérito para apurar possível ilegalidade na indicação de Alanna Galdino ao cargo de conselheira do Tribunal de Contas do Estado da Paraíba (TCE-PB). A vaga surgiu após a aposentadoria do ex-conselheiro Artur Paredes Cunha Lima.

O inquérito tramita em segredo de Justiça e vai ser conduzido pelo promotor Raniere da Silva Dantas, da 38ª Promotoria de Justiça de João Pessoa.

TCE julga

O Tribunal de Contas do Estado da Paraíba (TCE-PB) vai julgar no próximo dia 9 de abril uma representação do Ministério Público de Contas (MPC) contra a indicação de Alanna Galdino. A representação será analisada pelo conselheiro Nominando Diniz, relator da indicação para a vaga.

O documento é assinado pelas procuradoras Isabella Barbosa Marinho Falcão e Sheylla Barreto Braga de Queiroz.

Na ação, elas citam a prática de nepotismo, alegando o fato de Alanna ser filha do presidente da Assembleia Legislativa da Paraíba (ALPB), Adriano Galdino. Outro ponto que sustenta a representação seria a ausência de experiência jurídica da nomeada.

O pedido foi transferido para o gabinete do presidente do TCE-PB, Fábio Nogueira que deve analisar o caso.

Blog do BG PB

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Brasil

Sidônio culpa todos os ministros por impopularidade de Lula

Lula é observado por sidônio

O ministro da Secretaria de Comunicação, Sidônio Palmeira, disse nesta quinta-feira (3) que todos os ministros têm responsabilidade pela queda da popularidade do governo. No entanto, ele afirmou que não se isenta da culpa.

“Não tem nada de eu me isentar de impopularidade. Zero. Eu acho que a impopularidade tem responsabilidade de todos os ministros. Todas as áreas, a área política, gestão, comunicação, todo mundo”, afirmou a jornalistas, depois de evento de balanço dos 2 anos do governo do presidente Luiz Inácio Lula da Silva (PT).

A pesquisa Genial/Quaest divulgada em 2 de abril mostra que a desaprovação ao trabalho do presidente Luiz Inácio Lula da Silva (PT) cresceu e chegou a 56%. É o pior índice desde o início do mandato do petista. É ainda a 1ª vez que a percentagem passa de 50%.

O levantamento foi realizado de 27 a 31 de março. Foram entrevistadas 2.004 pessoas de 16 anos ou mais em todo o Brasil. A margem de erro é de 2 p.p. (pontos percentuais), para mais ou para menos. O nível de confiança é de 95%. A pesquisa foi encomendada pela Genial Investimentos.

Segundo o chefe da Secom, seu papel à frente da comunicação do governo é informar. “Quanto à opinião da população sobre o governo, se acha isso, ou disso e daquilo, aí não é questão de a gente ficar definindo”, falou.

Poder360

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Brasil

Governo Federal compra móveis escolares por preço 50% acima do mercado; custo total foi de R$ 3 bilhões

Carteiras escolares no padrão exigido pelo FNDE | Foto: FNDE/Divulgação

Uma compra de carteiras escolares pelo FNDE (Fundo Nacional de Desenvolvimento da Educação) foi aprovada em 2024 por 50% a mais que o valor de mercado desses itens.

O custo ficou em R$ 3 bilhões, R$ 1 bilhão acima do que seria com os preços estimados pela CGU (Controladoria-Geral da União) em 2022 ao analisar o edital.

Um conjunto para mesa para professor que custava R$ 368,88 em 2022 (reajustado pela inflação, R$ 387,55) teve sua compra aprovada por até R$ 1.072, por exemplo, segundo os preços homologados pelo FNDE em um pregão no ano passado.

Foram registradas atas de preços, documentos que autorizam o governo federal ou outros órgãos a comprar das empresas vencedoras do pregão pelos valores registrados quando houver necessidade. Essas atas valem até setembro deste ano.

Com base nessas atas, já foram firmados 14 contratos por diferentes órgãos públicos no país, com valor total de R$ 21,9 milhões, permitindo compras até 2026. Apenas uma pequena parte da compra foi efetivada até agora, portanto.

Restrições questionadas

Segundo empresas que ficaram de fora do pregão eletrônico, o prazo dado pelo ministério para obter a documentação para participar do certame não foi suficiente, o que acabou restringindo a competitividade.

“No termo de referência do edital, há a exigência de laudos e documentos de itens lançados há pouco no mercado (…), não sendo possível o atendimento de tais exigências pela grande maioria dos fornecedores”, alegou a MC Indústria e Comércio de Móveis Ltda.

O FNDE pediu laudos e certificações que não são exigidas pelo Inmetro, para os quais esses fornecedores disseram não estar prontos. O fundo, porém, rejeitou esses recursos, argumentando que os laudos seriam necessários para garantir a qualidade.

“Exigir laudos e certificações de mobiliários escolares é crucial por várias razões”, disse o FNDE em resposta a um recurso. “Primeiro, garantem a segurança dos alunos, assegurando que os móveis atendem a normas que reduzem riscos de acidentes e lesões.”

“Segundo, a certificação garante a durabilidade dos produtos, fabricados com materiais de qualidade e processos adequados, resultando em móveis mais resistentes ao uso intenso. Além disso, a ergonomia é fundamental: móveis certificados proporcionam conforto e evitam problemas de saúde, como dores nas costas e problemas posturais.”

O FNDE é um órgão vinculado ao Ministério da Educação, responsável pelas aquisições de materiais, equipamentos e obras nas escolas. É comandado por Fernanda Pacobahyba. Servidora de carreira do estado do Ceará, ela é próxima do ministro da Educação, Camilo Santana (PT), e foi secretária da Fazenda quando Camilo governou o estado.

No governo Jair Bolsonaro, o órgão foi entregue ao PP e enfrentou investigações sobre irregularidades em repasses para prefeituras.

Questionamento da CGU

O edital tinha sido alvo de questionamentos da CGU em 2022, ainda no governo Bolsonaro. O órgão de controle apontou um risco de sobrepreço de R$ 1,6 bilhão e pediu que o FNDE refizesse o edital e a pesquisa de preços.

Um dos problemas apontados pela CGU —a quantidade exagerada de móveis prevista, de 10 milhões de carteiras— foi corrigido, mas os preços do pregão, realizado em junho de 2024 e vencido por sete empresas, continuaram acima da média de mercado.

De acordo com o edital publicado pelo FNDE, a inflação em 2023 para móveis escolares pode ser estimada em por volta de 5%. Os preços aceitos pelo FNDE, porém, são até 176% maiores que as referências usadas pela CGU em 2022.

O pregão permite comprar 4,5 milhões de carteiras escolares de tamanhos variados, incluindo conjuntos para professores e alunos cadeirantes, num total de R$ 3 bilhões. Os preços estão R$ 1 bilhão acima do que a CGU havia estimado.

No edital do pregão, o FNDE listou 145 licitações realizadas pelo Brasil para comprar carteiras escolares entre 2022 e 2023. Na grande maioria desses certames, os preços ficaram abaixo daqueles aceitos pelo FNDE, mesmo considerando a inflação.

Procurado, o FNDE disse que “as certificações exigidas seguem normas de segurança e sustentabilidade, protegendo estudantes e assegurando responsabilidade ambiental”.

“Com ampla participação de fornecedores de diversas regiões, a licitação garante abrangência nacional e otimização logística, beneficiando milhares de municípios. O FNDE reafirma seu compromisso com a educação pública, garantindo padrões de qualidade que promovam conforto e dignidade aos estudantes”, afirmou o órgão ao UOL.

Cotação de preços

Segundo a CGU, um dos motivos das estimativas de preço infladas do primeiro edital foi a inclusão no cálculo de propostas de preços enviadas por firmas da Abime (Associação Brasileira das Indústrias de Móveis Escolares), que estavam acima do valor de mercado.

Empresas da associação sugeriram vender por R$ 786 um conjunto de carteira escolar que custava em média R$ 374,90, por exemplo.

A controladoria recomendou que as propostas fossem excluídas e que fosse considerada apenas a estimativa das compras realizadas no Comprasnet (hoje Compras.gov.br).

No pregão de 2024, o governo optou por usar estimativas de preço sigilosas. As empresas que conseguiram participar competiram entre si pelos melhores lances.

Os lotes foram divididos por região, considerando as diferenças de preço em cada local do Brasil, e uma empresa diferente venceu cada um deles.

Algumas das vencedoras pertencem à Abime e foram responsáveis pelas propostas de preço questionadas pela CGU. Procurada, a Abime disse que não tem conhecimento específico sobre o pregão e que, por isso, não tem condições de se manifestar.

As empresas que venceram o pregão são a Delta Produtos e Serviços, Incomel Indústria de Móveis, Indústria e Comércio Móveis Kutz, Maqmóveis Indústria e Comércio de Móveis, Milanflex Indústria e Comércio de Móveis, Movesco e Tecno 2000.

Apenas a Maqmóveis respondeu ao contato da reportagem. “A empresa considerou todas as normas de segurança obrigatórias para os produtos, bem como os requisitos específicos dos móveis e as particularidades tributárias e logísticas de cada estado e região”, disse a empresa.

“A Maqmóveis declara, ainda, que cumpriu integralmente a legislação vigente e os termos do edital, com preços compatíveis com os de mercado e inferiores aos de inúmeros outros licitantes, tendo vencido três lotes.”

UOL – por Natália Portinari

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