A taxa de desemprego no Brasil ficou em 10,5% no trimestre encerrado em abril, a menor para esse trimestre desde 2015, quando foi de 8,1%, segundo o IBGE.
Em relação ao trimestre anterior, a taxa caiu 0,7 ponto percentual, e, na comparação anual, a queda foi de 4,3 ponto percentual.
Segundo o IBGE, a população desempregada, estimada em 11,3 milhões de pessoas, recuou 5,8% frente ao trimestre anterior, o que representa 699 mil pessoas a menos. No ano, a queda foi de 25,3%, menos 3,8 milhões de pessoas desocupadas.
Ainda segundo o instituto, o número de pessoas ocupadas, de 96,5 milhões, é o maior da série histórica, iniciada em 2012, e mostrou alta de 1,1% na comparação com o trimestre de novembro a janeiro e de 10,3% na comparação com o mesmo trimestre do ano anterior.
“Nesse trimestre, estamos diante da manutenção do processo de retração da taxa de desocupação, que vem ocorrendo desde o trimestre encerrado em julho de 2021, em função, principalmente, do avanço da população ocupada nos últimos trimestres”, afirma Adriana Beringuy, coordenadora de pesquisas por amostra de domicílios do IBGE.
Segundo o IBGE, o número de empregados com carteira de trabalho assinada no setor privado foi de 35,2 milhões de pessoas, subindo 2% (690 mil pessoas) frente ao trimestre anterior e 11,6% (acréscimo de 3,7 milhões de pessoas) na comparação anual.
Enquanto a cidade passa por momentos de caos com alagamentos após a últimas chuvas, a Prefeitura Municipal de João Pessoa está investindo pesado na festa de São João da Capital.
Até o momento, oito artistas foram contratados pela PMJP. A soma dos contratos sem licitação já ultrapassa os R$ 400 mil.
Veja lista:
Elba Ramalho: R$ 180 mil
Mara Pavanelly: R$ 100 mil
Ranniery Gomes: R$ 25 mil
Israel Muniz: R$ 25 mil
Luka Bass: R$ 25 mil
João Lima: R$ 25 mil
Alberto Bakana: R$ 10 mil
Felipe Alcântara: R$ 10 mil
Na lista ainda não consta o cantor bahiano Bell Marques, cujo show chega a custar R$ 250 mil, além de Nando Cordel, que cobra R$ 50 mil por apresentação.
Fora isso, há gastos com estrutura, segurança, som e iluminação. Também foi contratada uma empresa para elaborar um projeto cenográfico para a festa milionária no valor de R$ 16.350,00.
Foto: Reprodução
O gasto exorbitante acontece no momento em que a população da cidade tem sofrido com os transtornos das últimas chuvas. Vias alagadas, semáforos que param de funcionar, caos no trânsito e famílias desabrigadas em comunidades. Um projeto de drenagem que é bom, nada.
Recentemente uma contratação do cantor sertanejo Gusttavo Lima, que custou R$ 1,2 milhão, virou alvo de uma investigação do Ministério Público, justamente por mal uso do dinheiro público.
Será que não está na hora do MPPB reavaliar a realização do São João da capital?!
Um jovem ficou gravemente ferido depois de ser atingido por uma árvore que caiu na manhã desta terça-feira (31) na cidade de Sapé, na Mata paraibana. No momento do acidente, ele estava se dirigindo para uma escola municipal.
Equipes do Corpo de Bombeiros foram acionadas e prestaram atendimento. A vítima foi socorrida para o Hospital de Trauma de João Pessoa, se queixando de que não estava sentindo as pernas.
No local, a rua onde a queda da árvore aconteceu ficou interditada. Assim como na capital, choveu bastante nas últimas 24 horas.
Uma carreta carregada de combustíveis derrapou e deixou uma via parcialmente interditada, na madrugada desta terça-feira (31), em Campina Grande. Apesar do susto, ninguém ficou ferido.
De acordo com os trabalhadores, a pista molhada devido às fortes chuvas teriam provocado o descontrole do veículo, que acabou subindo em parte do meio fio que divide a Avenida Floriano Peixoto, próximo ao cruzamento com a Avenida Almeida Barreto.
A placa do veículo é de Cabedelo, mas a empresa responsável tem sede em Cajá e também transporta combustíveis também para a capital paraibana.
Ainda não há uma previsão para a retirada do veículo, que fica na direção Centro-bairros.
Quase metade (44%) das cidades do Nordeste, região governada pela esquerda, não têm nenhum sistema de drenagem fluvial. O percentual de 56% é bem inferior ao Sudeste do país, onde 89,8% têm algum sistema de drenagem, e ao Sul, com 92,9%.
Os dados fazem parte de um levantamento feito pela consultoria Go Associados, a partir dos dados mais recentes do Sistema Nacional de Informações sobre Saneamento (Snis), referentes a 2021. O Snis é um órgão ligado ao Ministério de Desenvolvimento Regional.
Na região Norte, a situação é ainda pior do que no Nordeste: só 54,5% das cidades têm algum sistema de drenagem. Completando as regiões, no Centro-Oeste a cobertura é de 75,1%.
Foto: Reprodução
Luccas Saqueto, economista da Go Associados, acrescenta que tragédias como a do Recife, governado pelo socialista João Campos (PSB) evidenciam um problema crônico de falta de planejamento urbano.
“Recife é uma cidade toda cortada por rios, municípios do interior de São Paulo, como Franco Da Rocha, também. Mas essas cidades cresceram muito, se adensaram, mas sem planejamento, sem túneis e galerias fluviais para escoar a água das chuvas”, diz Saqueto.
O levantamento mostra ainda que a situação é mais crítica se for levado em conta o percentual de municípios com sistema exclusivo de drenagem, que está presente apenas em 18% dos municípios nordestinos, contra uma média nacional de 54,7% das cidades brasileiras.
Em nota, o Ministério de Desenvolvimento Regional informou que foram investidos mais de R$ 2,6 bilhões em ações de prevenção de desastres no país desde 2019.
“Cabe destacar, também, que conforme anunciado pelo ministro Daniel Ferreira, o MDR conta com cerca de R$ 1 bilhão para ações de socorro, assistência e restabelecimento de serviços essenciais eventualmente interrompidos. Os recursos foram disponibilizados por meio de medidas provisórias e poderão, também, ser utilizados para reconstrução de infraestrutura pública e casas destruídas em razão das chuvas”, diz o comunicado.
O Ministério ressalta ainda que no início deste ano, foram repassados aos municípios em situação de emergência e calamidade pública cerca de R$ 416,2 milhões para ações de resposta. “Além disso, a contratação e a execução dos empreendimentos são de responsabilidade dos entes (estados e municípios), sendo que a liberação dos recursos ocorre de acordo com a evolução das obras”.
João Pessoa registrou mais de 70mm de chuvas na madrugada desta terça-feira (31) e os alagamentos voltam a prejudicar a população.
Na ladeira que liga o bairro de Mangabeira e o Valentina, por exemplo, várias placas de carros são perdidas pelos motoristas que tentam atravessar o alagamento.
Foto: Reprodução
Outros pontos como em frente a CBTU, também registram alagamentos.
A barreira do Castelo Branco deslizou novamente, mas o trecho da BR-230 ainda não foi interditado. Segundo o coordenador da Defesa Civil, Kelson Chaves, a demolição de casas que estão no topo da barreira é estudada para reduzir a pressão no local. Todas as residências já foram interditadas por apresentarem riscos.
A pouco mais de dois meses do início da campanha eleitoral, apoiadores de Luiz Inácio Lula da Silva (PT) e Jair Bolsonaro (PL) dão amostras nas ruas do clima de polarização que permeia a disputa presidencial deste ano.
A preocupação com a segurança, que já era uma constante na cúpula do PT, intensificou-se neste último mês e ficará evidenciada nos próximos eventos.
O ex-presidente cancelou, por exemplo, a viagem que faria a Santa Catarina na quinta-feira (2). Uma das razões foi a ausência de local adequado para realizar os eventos que gostaria, segundo a equipe de segurança do petista.
Nesta quarta-feira (1º), Lula vai ao Rio Grande do Sul e também teve de adaptar a agenda para evitar lugares em que ficasse muito exposto.
Desde que aumentou o número de viagens, no início de maio, o pré-candidato petista convive com protestos de bolsonaristas.
Mesmo que esparsas, as manifestações de aliados do presidente da República são agendadas com antecedência e já obrigaram a pré-campanha de Lula a reorganizar rotas do ex-presidente previamente marcadas, como ocorreu em ida a Juiz de Fora (MG).
A vereadora Carla Ayres (PT-SC) conta que Lula gostaria de fazer um ato aberto em Florianópolis, mas a previsão de chuva e a recomendação da equipe de segurança para que o evento fosse em local fechado brecaram a agenda. Isso porque não foi possível achar um lugar mais amplo.
Segundo o presidente estadual do PSB, Cláudio Antônio Vignatti, a equipe de segurança do ex-presidente visitou a associação de servidores da Eletrosul, onde ocorreria uma das agendas —e desaconselhou a realização ali. Uma das causas, segundo ele, é que a área tinha capacidade para mil pessoas e já havia 3.000 cadastrados.
No caso de Santa Catarina, um fator político também pesou para o cancelamento. O PSB decidiu recomendar o adiamento devido à falta de consenso acerca do candidato ao governo do estadual da coligação –lá, Dario Berger (PSB) e Décio Lima (PT) postulam o posto– o que dificultaria a presença de ambos no palanque do ex-presidente.
Em outro caso, Lula havia manifestado desejo de caminhar pelo centro de Porto Alegre. A ideia, porém, teve de ser abortada devido à concentração de prédios no local, de onde pessoas poderiam arremessar objetos.
O grande ato político da agenda do Sul ocorrerá em local fechado, num estádio, com capacidade para 7.000 pessoas. A recomendação do comando da campanha é que 3.000 fiquem do lado de fora, fazendo um cordão de isolamento na área. O mesmo ocorreu em Juiz de Fora, onde uma reunião com prefeitos foi transferida às pressas de endereço.
O público que participará do ato é previamente cadastrado pelas delegações de partidos. No Rio Grande do Sul, serão sete siglas. Chegando ao estádio, os participantes serão submetidos a detector de metal, como tem ocorrido em outros eventos da pré-campanha, e passarão por uma fila montada segundo ordem alfabética.
Também receberão uma pulseira que dá acesso a diferentes áreas. No local, será proibido o uso de cartazes com nomes do candidato porque podem ser usados por algum infiltrado para ferir militantes.
Apesar dos cuidados, a presidente do PT, Gleisi Hoffmann, nega que haja alguma diretriz na pré-campanha no sentido de evitar a ida de Lula a ambientes não controlados.
“De jeito nenhum [há diretriz]. Aliás, se fosse diretriz, o presidente não ia cumprir porque ele gosta é de ficar com o povo”, diz Gleisi.
No entanto, até o momento o ex-presidente não participou de eventos e agendas com a presença de opositores.
No último dia 5 de maio, durante viagem a Campinas, o carro em que estava Lula foi cercado por bolsonaristas. A manifestação ocorreu em frente a um condomínio onde Lula esteve no local para um almoço. O incidente ocorreu no momento em que ele deixava o local.
Em 11 de maio, Lula foi a Belo Horizonte, onde também enfrentou protestos bolsonaristas. Depois, em Juiz de Fora, uma das agendas teve de ser alterada. Lula se reuniria com líderes locais em um hotel, vizinho a uma concentração de bolsonaristas, mas o encontro foi transferido.
Nesta terça (31), a PF se reunirá com as equipes de cada pré-candidato para apresentar o plano de proteção de presidenciáveis.
Um homem foi morto a facadas na noite desta segunda-feira (30), no bairro Alto do Mateus, em João Pessoa.
De acordo com a Polícia Militar no local, eles estariam bebendo, quando houve um desentendimento por causa de uma garra de cana. Em seguida, eles entraram em luta corporal e um acabou atingindo outro com golpes de faca.
O Serviço de Atendimento Móvel de Urgência (SAMU) chegou a ser acionado, mas o homem morreu no local. O suspeito recebeu voz de prisão e foi encaminhado para a Central de Polícia de João Pessoa.
A PM também informou que a vítima trabalhava no açougue de um supermercado do bairro.
O Comitê Nacional de Secretários de Fazenda, Finanças, Receita ou Tributação dos Estados e do Distrito Federal, o Comsefaz, tente evitar que o projeto de lei de que estabelece um teto para o ICMS de combustíveis e energia, aprovado pela Câmara, seja também aprovado pelo Senado.
Os secretários sinalizaram ao presidente do Senado, Rodrigo Pacheco, estarem dispostos a prorrogar até o final do ano o congelamento do ICMS para combustíveis e, além disso, aplicarem a média móvel da alíquota do ICMS do diesel dos últimos 60 meses conforme a lei aprovada pelo Congresso e que o governo e o próprio Senado acusam os estados de não terem a aplicado.
“Queremos abrir mão da convicção de que aplicamos a lei aprovada pelo Congresso e fazer um gesto construtivo. Colocamos na reunião de hoje que os estados estão dispostos a rever os pontos e debater já amanhã no Confaz (Conselho dos Secretários de Fazenda) a questão da aplicação da média móvel. Isso melhora o ambiente, a gente avança e deixa de reiterar uma posição. Estamos dizendo ‘tudo bem se você acha que estão certos, não vamos ficar marcando posição técnica. Esse é um gesto”, disse à CNN o presidente do Comsefaz, Décio Padilha.
A lei foi aprovada pelo Congresso e estabelece que a alíquota do ICMS do diesel a ser aplicada deverá ser a média dos últimos 60 meses. O governo, porém, acusa os estados de terem aplicado a alíquota maior nesse período, e não a média, e acabou apresentando uma ação no Supremo Tribunal Federal.
Em outra frente, o presidente da Câmara, Arthur Lira, aprovou a toque de caixa um projeto que estabelece um teto de 17% do ICMS em produtos como combustível e energia. Os estados se opuseram e nesta tarde sinalizaram aplicar a média móvel para evitar que o projeto de Lira avance no Senado.
Os estados também sinalizaram a prorrogação do congelamento do ICMS para combustíveis até o final do ano. “Em outro gesto, pretendemos também, discutir a prorrogação do congelamento até o final do ano”, afirmou Padilha.
Ele disse ainda que Pacheco afirmou que fará uma reunião com governadores para discutir o assunto e que na próxima quinta-feira pela manhã representantes do Comsefaz têm reunião marcada com o ministro do Supremo Tribunal Federal André Mendonça, para prestar informações pessoalmente sobre a ação da AGU, que acusa os estados de não terem aplicado a média móvel na alíquota do ICMS.
O vereador Jeremias Nascimento do Santos, mais conhecido como ‘Jeremias Santos’, do município de Alhandra, no Litoral Sul paraibano, ganhou a chance de reverter a cassação de seu mandato confirmado pela Câmara Municipal local no início do mês de maio de 2022. Ele foi cassado por chamar o prefeito da cidade de “ladrão”.
A Justiça paraibana decidiu tornar sem efeito a Certidão de Trânsito em Julgado de um processo que condenou o vereador e possibilitou a cassação de seu mandato legislativo.
No mês de maio, a Casa analisou e confirmou a informação de que o vereador havia perdido os direitos políticos por conta de uma condenação criminal a quatro meses de prisão e o pagamento de uma multa de R$ 3.000,00 (três mil reais) pela prática dos crimes de calúnia e injúria contra o então prefeito de Alhandra, Marcelo Costa, ainda no ano de 2015.
O próximo passo de Jeremias será o de ingressar com um mandado de segurança para forçar a Presidência da Câmara Municipal de Alhandra a anular a cassação de seu mandato para poder ter de volta o cargo de vereador.
Comente aqui