
foi a Fundação Parque Tecnológico da Paraíba, criada em meados da década de 1980, que deu o impulso que faltava para a transformação de Campina Grande no polo tecnológico que se conhece hoje. “De nada adiantaria termos cursos de excelência e pesquisadores qualificados se não houvesse uma ponte com as demandas reais de mercado. O parque tecnológico veio a ser essa ponte”, diz a cientista da computação Francilene Garcia, que foi diretora-geral da instituição.
Lynaldo Cavalcanti de Albuquerque, o engenheiro visionário, esteve à frente da iniciativa. Em 1984, um ano antes de deixar a presidência do CNPq, ele lançou o Programa Brasileiro de Parques Tecnológicos, considerado como a primeira política pública nacional voltada à inovação tecnológica. “Tínhamos informações da instalação de parques tecnológicos na França e principalmente nos Estados Unidos, com o sucesso de Boston e do Vale do Silício, além da Inglaterra. A ideia inicial era não ficar atrás deles”, afirmou Cavalcanti de Albuquerque numa entrevista à revista Pesquisa Fapesp, em 2008.
A implantação do parque não ocorreu sem resistências. Alguns professores viam com desconfiança o envolvimento com a iniciativa privada, temerosos de uma eventual perda de autonomia ou de que a universidade acabasse privatizada, como conta o agrônomo José Geraldo Vasconcelos Baracuhy, ex-professor da UFCG e membro da primeira diretoria da instituição. “Nas reuniões, eu era chamado de gigolô da tecnologia.” Confira a matéria completa clicando aqui.
Blog do BG com Piauí









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