Brasil

Estatais gastaram até R$ 83,45 milhões com G-20 e ‘Janjapalooza’, mostram documentos

Ao vivo: Janja participa do Aliança Global Festival, no Rio

Empresas estatais brasileiras pagaram até R$ 83,45 milhões para a realização da cúpula do G20 e do festival com show de artistas que ficou conhecido como “Janjapalooza”. As informações estão no acordo de cooperação internacional firmado pelo Banco do Brasil (BB), a Caixa Econômica Federal (Caixa), o Banco Nacional de Desenvolvimento Econômico e Social (BNDES) e a Petrobras com a Organização dos Estados Ibero-americanos (OEI), que organizou o G-20.

Janja na abertura do G20 Social no Museu do Amanhã, no centro do Rio de Janeiro, em novembro Foto: Pedro Kirilos/Estadão

Pelo acordo, cada uma dessas quatro estatais se comprometeu a destinar até R$ 18,5 milhões para o evento, totalizando R$ 74 milhões. O BNDES informou que só apoiou o evento e não destinou nenhum recurso para o festival. A Petrobras afirmou não ter custeado o valor cheio, tendo pago R$ 12,95 milhões. Como mostrou o Estadão, a Itaipu Binacional, que não é parte deste acordo, doou mais R$ 15 milhões, atingindo o total de R$ 83,45 milhões.

Ao responder a um requerimento de informações (RIC) da deputada Adriana Ventura (Novo-SP) e de outros congressistas de oposição, o Ministério da Cultura (MinC) disse que o valor investido foi de R$ 77,3 milhões. Os recursos teriam origem nas estatais e na Prefeitura do Rio de Janeiro, segundo as informações prestadas pelo MinC. Segundo o governo, não houve apoio de empresas privadas.

Procurados, o BNDES, o Banco do Brasil, a Caixa, a Petrobras e a Secretaria de Comunicação (Secom) da Presidência disseram que o evento seguiu as normas pertinentes e que os gastos totais ainda estão sendo computados pela OEI. A organização também foi procurada, mas não respondeu (leia mais abaixo). Os documentos sobre o acordo de cooperação internacional foram obtidos pelo Estadão por meio da Lei de Acesso à Informação, através de um pedido direcionado ao BNDES.

Os dirigentes da OEI no Brasil são próximos da primeira-dama, Janja Lula da Silva. No começo de 2023, a entidade chegou a oferecer um cargo para a socióloga paranaense, mas as tratativas não foram adiante. Janja se envolveu na organização do G-20 e na curadoria do festival de música Aliança Global Contra a Fome e a Pobreza, o que levou o evento a ser apelidado de “Janjapalooza”. Durante as atividades do G-20, uma pessoa da plateia chamou o festival pelo apelido, o que irritou a primeira-dama.

Trecho do acordo entre a OEI e as empresas estatais para financiamento do G-20

Trecho do acordo entre a OEI e as empresas estatais para financiamento do G-20 Foto: SIC BNDES / Reprodução

“Para fins de execução do objeto (a realização do evento), a Petrobras, a CEF, o BNDES e o Banco do Brasil, se comprometem a realizar, cada uma delas, o repasse de até R$ 18.500.000,00 (dezoito milhões e quinhentos mil reais) em favor da OEI, totalizando o montante de até 74.000.000,00 (setenta e quatro milhões de reais)”, diz um trecho do acordo.

O conjunto de documentos obtidos pelo Estadão inclui um orçamento preliminar com a previsão de gastos dos R$ 74 milhões a serem doados por BNDES, Caixa, BB e Petrobras. Só com o “Janjapalooza” estavam previstos gastos de R$ 28,3 milhões. Outros R$ 27,2 milhões seriam gastos com a cúpula do G-20 Social, uma reunião de movimentos sociais realizada pouco antes do evento principal.

A reunião de chefes de Estado, razão de ser do encontro no Rio, custaria menos da metade dos outros dois eventos: cerca de R$ 13 milhões.

Os documentos detalham o orçamento do “Janjapalooza”: o gasto descrito como “jurídico / administrativo” soma R$ 543 mil, bem mais que as passagens aéreas (R$ 248 mil) e as hospedagens dos convidados (R$ 188 mil). Os maiores gastos orçados são com “cenografia / infraestruturas” (R$ 7,9 milhões), e com “locação de equipamentos” (R$5,1 milhões).

Há ainda a cobrança de uma “taxa de administração” da OEI de 8% sobre o valor pago pelas empresas estatais. Segundo a estimativa, o festival em si – G-20 Social, o festival de música e a cúpula de líderes – custariam R$ 68,5 milhões. Já a taxa de administração da OEI poderia chegar a até R$ 5,4 milhões, totalizando os R$ 74 milhões a serem doados por Caixa, Banco do Brasil, BNDES e Petrobras.

Trecho do orçamento preliminar apresentado pela OEI para o G-20. A primeira coluna diz respeito à reunião do G-20 Social; a segunda, ao festival 'Janjapalooza', e a última, à reunião de chefes de Estado

Trecho do orçamento preliminar apresentado pela OEI para o G-20. A primeira coluna diz respeito à reunião do G-20 Social; a segunda, ao festival ‘Janjapalooza’, e a última, à reunião de chefes de Estado Foto: SIC BNDES / Reprodução

Em outro trecho do documento há uma “conciliação de contas parcial”. Neste documento, as informações sobre o “Janjapalooza” estão em branco. Questionado pelo Estadão, o Serviço de Informações ao Cidadão (SIC) do BNDES informou que os dados estão em branco porque não teria havido emprego de recursos no festival. Já a estatal Itaipu destinou dinheiro para o evento cultural paralelo à reunião de cúpula.

Tanto no caso do G-20 Social quanto da reunião de líderes, os valores da prestação de contas parcial ficaram próximos do orçamento inicial. Neste novo documento, o G-20 Social aparece com custos previstos de R$ 29,6 milhões, e total “liquidado/pago” de R$ 26,8 milhões (pouco menos que os R$ 27,2 milhões do orçamento inicial). Já a cúpula de líderes saiu de R$ 13 milhões na previsão inicial para R$ 11,6 milhões efetivamente pagos.

Em novembro, o Estadão trouxe as primeiras informações sobre o patrocínio das estatais para o “Janjapalooza” e o G-20 – à época, BNDES, Banco do Brasil e Caixa Econômica se recusaram a informar quanto tinham aportado para o evento. O assunto virou alvo de congressistas de oposição, e o Tribunal de Contas da União (TCU) abriu investigação com base em pedidos dos deputados federais Sanderson (PL-RS) e Gustavo Gayer (PL-GO).

Prestação de contas parcial do evento G-20. A coluna do meio, sobre o 'Janjapalooza', está vazia

Prestação de contas parcial do evento G-20. A coluna do meio, sobre o ‘Janjapalooza’, está vazia Foto: SIC BNDES / Reprodução

À época, o Ministério da Cultura disse que os artistas que se apresentaram no evento receberam cachês simbólicos e que os gastos seriam divulgados posteriormente – sem dar prazo. O evento se estendeu por três dias e recebeu dezenas de artistas de renome nacional, como Alceu Valença, Zeca Pagodinho e Ney Matogrosso. A entrada foi gratuita.

Durante a reunião do G-20, a primeira-dama Janja Lula da Silva se irritou com uma pessoa da plateia que usou o termo “Janjapalooza”. “Não, filha. É Aliança Global contra a Fome a Pobreza. Vamos ver se consegue entender a mensagem, tá?”, disse ela.

O que dizem o governo e as estatais

Ao Estadão, o BNDES, o Banco do Brasil, a Caixa e a Petrobras disseram que o pagamento à OEI se justifica pela importância do evento. Com exceção da Petrobras, as outras empresas não disseram se pagaram o valor cheio de R$ 18,5 milhões, ou menos que isso. Já a Secom da Presidência da República disse que o evento foi feito de acordo com o decreto de 2024 que regulamenta este tipo de parceria internacional, e que os custos ainda estão em apuração.

Como mostrou o Estadão, a Petrobras disse, em novembro, ter pago o valor completo, de R$ 18,5 milhões. Agora, em nova nota ao jornal, a estatal disse que o pagamento se limitou à quantia de R$ 12,95 milhões. “O acordo previa aportes de até R$18,5 milhões por parte da companhia, tendo sido realizado o desembolso de R$12,95 milhões para execução das atividades previstas, não havendo mais aporte a realizar”, disse a Petrobras, em nota.

“De acordo com a prestação de contas parcial apresentada pela OEI, o montante de R$12,95 milhões foi integralmente destinado à Cúpula de Líderes e à Cúpula Social. Não houve emprego de recursos das cooperantes na execução do Festival da Aliança Global Contra a Fome e a Pobreza”, disse a Petrobras. “A participação no Acordo de Cooperação Internacional se deu por afinidades entre a companhia e temas centrais tratados no G-20, como a construção de um planeta mais sustentável”, afirmou a estatal.

A Secom da Presidência da República disse que o acordo com a OEI seguiu o previsto na legislação. “Cabe destacar que como prevê o Acordo de Cooperação Técnica entre as estatais, a prestação de contas tem prazo de 90 dias contados do final das atividades, tendo essas empresas 60 dias para realizar a análise da prestação de contas. Portanto, as informações sobre os custos destinados ao G-20 estão em fase de consolidação, não tendo ainda o total global”, disse a Secom.

Em nota, o BNDES afirmou que o acordo vedava o uso de verbas do banco para o pagamento de cachês. “Alinhado à missão e à estratégia do BNDES, o termo de cooperação contribuiu para a promoção de novos negócios e para a captação de R$ 25,3 bilhões em investimentos para o Brasil (por meio de acordos com CDB, AIIB, CAF e AFD), além de novos compromissos e doações para o Fundo Amazônia”, disse a estatal, em nota.

“Os gastos com recursos do BNDES estão em fase de contabilização final pela OEI, e serão auditados por empresa independente. As informações completas sobre a execução financeira serão publicadas em plataformas de transparência pública, bem como prestadas aos órgãos de controle, após finalização da fase de prestação de contas e auditoria externa”, disse o BNDES.

O Banco do Brasil justificou o pagamento pela “relevância, ineditismo e alcance global do projeto”. “O acordo do BB com a OEI tinha por objeto a cooperação para a preparação, organização e realização de eventos e atividades relacionadas ao G-20. O valor final ainda será calculado, considerando as comprovações a serem apresentadas pela entidade”, disse o banco.

“Durante o G-20, o Banco do Brasil firmou acordos que somam até R$ 4 bilhões em investimentos sustentáveis e participou ativamente das discussões em diferentes temas relacionados ao G-20. A partir da sua expertise, o BB e outras empresas públicas entregaram uma carta com propostas para os chefes de estado que compõem o G-20. No documento, as empresas apresentam 32 contribuições relacionadas à transição energética, à reforma da governança global e ao combate à pobreza e à fome, dentre outras”, disse a empresa.

Por meio da assessoria de imprensa, a Caixa disse que os gastos com o evento ainda estão sendo calculados. “O valor final de desembolso será calculado considerando as prestações de contas apresentadas pela OEI”, disse a CEF, em nota.

“Para a CAIXA, a participação no Acordo de Cooperação Internacional foi uma oportunidade de reforçar seu papel como agente de desenvolvimento socioeconômico no Brasil, além de se posicionar como líder em práticas de desenvolvimento inclusivo, promover o intercâmbio de conhecimentos e fortalecer parcerias com atores globais”, disse a empresa.

Estadão

Comente aqui

Deixe um comentário

O seu endereço de e-mail não será publicado.

Política

PESQUISA FUTURA/100% CIDADES: Rejeição a Lula chega a 49,9% e supera aprovação a dois meses da eleição

A rejeição ao presidente Luiz Inácio Lula da Silva supera a aprovação entre os eleitores a menos de dois meses do primeiro turno das eleições. Uma pesquisa da Futura/100% Cidades divulgada nesta terça-feira (11), mostrou que 49,9% desaprovam o petista, enquanto 47,3% o aprovam. Outros 2,9% não souberam ou não responderam.

Aprovação de Lula

  • Desaprova: 49,9%

  • Aprova: 47,3%

  • Não sabe/Não respondeu: 2,9%

A avaliação geral do presidente também mostra divisão. Para 43% dos entrevistados, Lula é ruim ou péssimo. Outros 39,5% consideram o presidente regular. Apenas 17,1% avaliam sua atuação como ótima ou boa.

Metodologia

O levantamento ouviu 2 mil eleitores, com 16 anos ou mais, entre 3 e 7 de agosto. As entrevistas ocorreram por telefone em 690 cidades. A margem de erro é de 2,2 pontos percentuais, com 95% de confiança. A pesquisa tem registro no Tribunal Superior Eleitoral (TSE) sob o número BR-08109/2026.

Fonte Revista Oeste

Comente aqui

Deixe um comentário

O seu endereço de e-mail não será publicado.

Paraíba

Prefeitura de Picuí é investigada por deixar de nomear aprovados em concurso para contratar temporários

O Ministério Público da Paraíba (MPPB) abriu um inquérito civil para investigar a Prefeitura de Picuí, no Seridó paraibano, por suspeita de não nomear aprovados em concurso público e contratar funcionários temporários para as mesmas funções.

Segundo o MPPB, a denúncia sobre a suposta irregularidade foi feita à Ouvidoria. A Prefeitura estaria contratando procurador, agentes e auxiliares administrativos, mesmo havendo concurso público vigente para as respectivas funções.

O órgão determinou que o prefeito encaminhe cópias do edital do último concurso, do ato de homologação e de possíveis prorrogações. Também deverá enviar a relação dos aprovados que ainda aguardam nomeação e das pessoas contratadas de forma temporária ou comissionada para as funções citadas na denúncia.

Fonte: Portal Correio

Comente aqui

Deixe um comentário

O seu endereço de e-mail não será publicado.

Política

“Taxa das blusinhas foi pedido do varejo, não tem a ver comigo”, diz Haddad

Foto: Reprodução/CNN

O ex-ministro da Fazenda e candidato ao governo de São Paulo, Fernando Haddad (PT), afirmou que a “taxa das blusinhas”, cobrança de IOF sobre compras internacionais de pequeno valor, foi um pedido do varejo nacional.

Durante a sabatina da CNN Brasil, Haddad disse que a medida foi introduzida pelo Congresso e tinha como objetivo reduzir a diferença tributária entre produtos vendidos no Brasil e mercadorias compradas no exterior. Ele afirmou ainda que o presidente Luiz Inácio Lula da Silva (PT) era contrário à cobrança.

“O presidente Lula não queria, a federal. Quem introduziu foi o Congresso Nacional. O presidente Lula não queria e ainda falou: ‘vou vetar se vocês aprovarem’”, disse.

“Qual o objetivo disso? Não era arrecadatório. Era um pedido do varejo nacional para equilibrar o que é vendido numa loja e o que vem de fora. Não tem nada a ver comigo”, declarou.

Haddad disse ainda que a oposição transformou o tema em um instrumento de desgaste político contra o governo federal, apesar da participação dos Estados na tributação dessas compras.

“O que a oposição fez foi usar esse negócio para carimbar o governo. Tanto é verdade que os governadores mantêm”, disse.

Comente aqui

Deixe um comentário

O seu endereço de e-mail não será publicado.

Política

PESQUISA GERP: Flávio Bolsonaro tem 45% e Lula 43% no 2º turno

(Marcelo Camargo/Agência Brasil/Waldemir Barreto/Agência Senado/Divulgação)

A pesquisa Gerp, divulgada nesta terça-feira (11), aponta empate técnico entre Flávio Bolsonaro (PL) e Luiz Inácio Lula da Silva (PT) em um eventual segundo turno. O senador aparece com 45% das intenções de voto, enquanto o atual presidente tem 43%. A diferença está dentro da margem de erro de dois pontos percentuais.

No primeiro turno, os dois também aparecem empatados, com 38% cada. Entre os demais candidatos, Renan Santos tem 5%, Ronaldo Caiado (União Brasil), 4%, e Romeu Zema (Novo), 2%. Cabo Daciolo e Augusto Cury registram 1% cada. Brancos e nulos somam 4%, enquanto 7% não sabem em quem votar.

Metodologia

O levantamento entrevistou 2.400 eleitores entre 06 e 10 de agosto, por meio de entrevistas telefônicas (sistema GerpCati). A margem de erro é de 2 pontos percentuais, com intervalo de confiança de 95%. A pesquisa está registrada no TSE sob o protocolo BR-08045/2026.

Comente aqui

Deixe um comentário

O seu endereço de e-mail não será publicado.

Paraíba

Operação integrada cumpre mandados de busca contra suspeitos de tráfico e assaltos, em Guarabira

Foto: Reprodução / Polícia Civil

Uma operação integrada das Polícias Civil e Militar e do Corpo de Bombeiros Militar cumpre, na manhã desta terça-feira (11), 12 mandados de busca e apreensão em Guarabira, no Agreste da Paraíba. A ação investiga suspeitos de envolvimento com tráfico de drogas e assaltos na região.

Denominada “Compaixão”, a operação é coordenada pelo Grupo Tático Especial e teve início com o levantamento de informações, coleta de elementos e identificação de pessoas suspeitas de envolvimento nos crimes.

As equipes realizam buscas em imóveis ligados à investigação para localizar drogas, armas, munições, objetos relacionados aos assaltos e outros elementos que possam ajudar a esclarecer os crimes.

Durante a operação, já foram registradas prisões em flagrante por posse de entorpecentes. A Polícia Civil não informou quantas pessoas foram presas. As buscas continuam e a quantidade de prisões preventivas que poderá ser solicitada ainda depende do resultado da ação.

Comente aqui

Deixe um comentário

O seu endereço de e-mail não será publicado.

Paraíba

Santa Cruz pede interdição do Almeidão após confusão em jogo contra o Botafogo-PB

O Santa Cruz pediu a interdição do Estádio Almeidão, em João Pessoa, após os incidentes registrados na partida contra o Botafogo-PB, no último sábado (8). A solicitação foi feita nesta segunda-feira (10), por meio de uma representação enviada a órgãos públicos e entidades esportivas.

O clube pernambucano acionou o Ministério Público da Paraíba (MPPB), a Corregedoria da Polícia Militar da Paraíba, o Superior Tribunal de Justiça Desportiva (STJD) e as federações de futebol da Paraíba e de Pernambuco.

Na representação, o Santa Cruz relatou problemas no acesso da torcida visitante ao estádio, como aglomerações, dificuldades de circulação e falhas na organização da entrada dos torcedores. O clube também afirmou que houve uso de bala de borracha contra torcedores e aplicação de spray de pimenta dentro do estádio, que teria atingido funcionários que trabalhavam no gramado.

Além de pedir a investigação dos episódios, o Santa Cruz solicitou uma vistoria extraordinária no Almeidão e a interdição cautelar do estádio para jogos com público até que possíveis falhas de segurança sejam analisadas e corrigidas.

O clube também pediu que seja avaliada a responsabilidade do Botafogo-PB, como mandante da partida, em relação ao acesso das torcidas, separação dos públicos e planejamento da segurança durante o jogo.

Comente aqui

Deixe um comentário

O seu endereço de e-mail não será publicado.

Paraíba

Cantora paraibana Danieze Santiago afirma estar impedida de fazer shows após denunciar ex por violência doméstica

A cantora paraibana Danieze Santiago utilizou as redes sociais, neste domingo (9), para relatar que está sendo impedida de fazer shows após denunciar o ex-marido por violência doméstica.

Segundo a cantora, uma apresentação que faria em Fortaleza foi cancelada após uma intimação extrajudicial enviada aos contratantes.

“Eu não aguento mais ser perseguida, eu não aguento mais não poder tocar, não poder fazer show. Na sexta-feira, eu fiz um show em Fortaleza. Foi mandada uma intimação extrajudicial para lá, que é para intimidar os meus contratantes. Eu não fiz o show. Até agora eu não entendi o motivo”, desabafou a artista.

A empresa administrada pelo ex-marido negou que tenha impedido a cantora de se apresentar e afirmou que existe um contrato de exclusividade entre as partes, com questões relacionadas ao acordo sendo discutidas na Justiça Civil.

Denúncia

O caso veio a público no dia 4 de julho, quando Danieze revelou a denúncia registrada contra o ex-marido no Ceará.

A defesa do empresário afirmou, na ocasião, que ele ainda não havia sido formalmente intimado sobre medidas judiciais e que apresentaria esclarecimentos e provas no processo.

Comente aqui

Deixe um comentário

O seu endereço de e-mail não será publicado.

Paraíba

ATENÇÃO: João Pessoa e Cabedelo têm abastecimento de água suspenso nesta terça-feira (11); veja

Foto: Pedro França/Agência Senado

Alguns bairros de João Pessoa e todos os bairros de Cabedelo, na Região Metropolitana, irão ficar sem água nesta terça-feira (11), segundo a Companhia de Água e Esgotos da Paraíba (Cagepa). A suspensão será necessária para a retirada de um vazamento em uma adutora que abastece a Estação de Tratamento de Água (ETA) de Gramame.

Em Cabedelo, o fornecimento será interrompido a partir das 5h, com previsão de retomada gradual às 18h. Já em João Pessoa, a suspensão começa às 8h e também deve ser normalizada a partir das 18h. Na capital, 29 bairros serão afetados.

A companhia orienta os moradores das áreas afetadas a utilizarem de forma racional a água armazenada até a normalização do serviço.

Veja bairros afetados pela manutenção em João Pessoa:

  1. Valentina
  2. Mangabeiras I a VIII
  3. Bancários
  4. Jardim Cidade Universitária
  5. Castelo Branco
  6. Altiplano
  7. Cristo
  8. Rangel
  9. Geisel
  10. José Américo
  11. Funcionários
  12. Costa e Silva
  13. Ernani Sátiro
  14. Distrito Industrial
  15. Bairro das Indústrias
  16. Colinas do Sul
  17. Cidade Verde
  18. Grotão
  19. Benjamim Maranhão
  20. Miramar
  21. Jardim Luna
  22. Brisamar
  23. Bairro dos Estados
  24. João Agripino
  25. Tambaú
  26. São José
  27. Manaíra
  28. Bessa
  29. Cabo Branco

Comente aqui

Deixe um comentário

O seu endereço de e-mail não será publicado.

Brasil

“DOIS PESOS E DUAS MEDIDAS”: Carlos Bolsonaro compara tratamento da PF a ele e a aliados de Lula

Foto: Flickr

O ex-vereador Carlos Bolsonaro (PL-RJ) criticou a atuação da Polícia Federal em investigações que o envolvem, questionando o tratamento diferenciado para pessoas ligadas ao presidente Luiz Inácio Lula da Silva. Em publicação no X, ele se referiu a uma reportagem que menciona o ex-ministro José Dirceu e outros associados ao governo que teriam recebido dinheiro da lobista Roberta Luchsinger, amiga de Lulinha.

O ex-vereador Carlos Bolsonaro (PL-RJ) criticou nesta segunda-feira, 10, a atuação da Polícia Federal (PF) em investigações que o atingiram e questionou o que considera tratamento diferente em relação a pessoas ligadas ao presidente Luiz Inácio Lula da Silva.

A manifestação foi publicada no X, em reação a uma postagem que reproduzia reportagem do colunista Lauro Jardim, do jornal O Globo. O texto afirma que a PF identificou, além do ex-ministro José Dirceu, outro nome ligado ao Palácio do Planalto que teria recebido dinheiro da lobista Roberta Luchsinger.

Carlos Bolsonaro relembrou medidas de investigação que já atingiram sua família. “Já sofri buscas e apreensões, fui intimidado uma infinidade de vezes pela Polícia Federal, invadiram minha casa, helicóptero cumprindo determinações, levaram coisas pessoais, que não tenho até hoje e muito mais”, escreveu.

Na publicação, o vereador afirmou não ter recebido explicações sobre os motivos das ações realizadas contra ele. “Tudo isso sem eu, ou qualquer pessoa de bom senso, saber o verdadeiro motivo de nada”, declarou.

Carlos também questionou a ausência de medidas semelhantes contra integrantes do entorno de Lula. “Por que, até hoje, nada disso aconteceu com o filho do Lula, Lula ou os padrões dos componentes da facção, visto que, em tese, estão envolvidos até os dentes com desvios de dinheiro do INSS, de velhinhos, e outros absurdos?”

A referência ocorre em meio às investigações sobre fraudes que envolvem descontos indevidos em benefícios do Instituto Nacional do Seguro Social. Ao encerrar o comentário, Carlos Bolsonaro ironizou a justificativa institucional das ações que considera seletivas. “Obviamente, tudo funciona em nome da democracia!”

Com informações da Revista Oeste

Comente aqui

Deixe um comentário

O seu endereço de e-mail não será publicado.

MPPB

Lei do Gabarito: MP investiga ampliação de hotel Netuanah na praia de Cabo Branco

Hotel Netuanah, localizado na Avenida Cabo Branco

André Firmino – Portal MaisPB

O Ministério Público do Estado da Paraíba (MPPB) instaurou um Inquérito Civil para investigar a execução de obras de reforma e ampliação no Hotel Netuanah, localizado na Avenida Cabo Branco. O documento, ao qual o Portal MaisPB teve acesso, foi assinado pelo promotor Francisco Bergson Gomes Formiga Barros, da 43ª Promotoria de Justiça de João Pessoa.

A medida decorre de denúncias apontando que a construção estaria avançando com o acréscimo não autorizado de dois novos pavimentos e área de lazer na cobertura, em potencial desacordo com os limites de altura (gabarito) e recuos previstos pela legislação de proteção da orla marítima.

Embora o empreendimento possua um alvará de reforma emitido em 2019, a fiscalização da Secretaria de Planejamento de João Pessoa (SEPLAN) confirmou que as intervenções em andamento extrapolam o projeto originariamente aprovado e carecem de autorização urbanística vigente, o que motivou a emissão prévia de auto de infração e termo de embargo por parte do município.

Entre as medidas ordenadas pelo promotor, está a requisição de fiscalização presencial com relatório fotográfico para verificar o cumprimento efetivo do embargo, além da remessa dos autos ao setor de engenharia do MPPB para mensurar os impactos sobre o sombreamento, a ventilação e a paisagem costeira.

O Ministério Público avaliará o ajuizamento imediato de Ação Civil Pública com pedido de liminar para determinar a paralisação das intervenções e a adequação ou demolição das estruturas excedentes.

Comente aqui

Deixe um comentário

O seu endereço de e-mail não será publicado.