Brasil

Estatais gastaram até R$ 83,45 milhões com G-20 e ‘Janjapalooza’, mostram documentos

Ao vivo: Janja participa do Aliança Global Festival, no Rio

Empresas estatais brasileiras pagaram até R$ 83,45 milhões para a realização da cúpula do G20 e do festival com show de artistas que ficou conhecido como “Janjapalooza”. As informações estão no acordo de cooperação internacional firmado pelo Banco do Brasil (BB), a Caixa Econômica Federal (Caixa), o Banco Nacional de Desenvolvimento Econômico e Social (BNDES) e a Petrobras com a Organização dos Estados Ibero-americanos (OEI), que organizou o G-20.

Janja na abertura do G20 Social no Museu do Amanhã, no centro do Rio de Janeiro, em novembro Foto: Pedro Kirilos/Estadão

Pelo acordo, cada uma dessas quatro estatais se comprometeu a destinar até R$ 18,5 milhões para o evento, totalizando R$ 74 milhões. O BNDES informou que só apoiou o evento e não destinou nenhum recurso para o festival. A Petrobras afirmou não ter custeado o valor cheio, tendo pago R$ 12,95 milhões. Como mostrou o Estadão, a Itaipu Binacional, que não é parte deste acordo, doou mais R$ 15 milhões, atingindo o total de R$ 83,45 milhões.

Ao responder a um requerimento de informações (RIC) da deputada Adriana Ventura (Novo-SP) e de outros congressistas de oposição, o Ministério da Cultura (MinC) disse que o valor investido foi de R$ 77,3 milhões. Os recursos teriam origem nas estatais e na Prefeitura do Rio de Janeiro, segundo as informações prestadas pelo MinC. Segundo o governo, não houve apoio de empresas privadas.

Procurados, o BNDES, o Banco do Brasil, a Caixa, a Petrobras e a Secretaria de Comunicação (Secom) da Presidência disseram que o evento seguiu as normas pertinentes e que os gastos totais ainda estão sendo computados pela OEI. A organização também foi procurada, mas não respondeu (leia mais abaixo). Os documentos sobre o acordo de cooperação internacional foram obtidos pelo Estadão por meio da Lei de Acesso à Informação, através de um pedido direcionado ao BNDES.

Os dirigentes da OEI no Brasil são próximos da primeira-dama, Janja Lula da Silva. No começo de 2023, a entidade chegou a oferecer um cargo para a socióloga paranaense, mas as tratativas não foram adiante. Janja se envolveu na organização do G-20 e na curadoria do festival de música Aliança Global Contra a Fome e a Pobreza, o que levou o evento a ser apelidado de “Janjapalooza”. Durante as atividades do G-20, uma pessoa da plateia chamou o festival pelo apelido, o que irritou a primeira-dama.

Trecho do acordo entre a OEI e as empresas estatais para financiamento do G-20

Trecho do acordo entre a OEI e as empresas estatais para financiamento do G-20 Foto: SIC BNDES / Reprodução

“Para fins de execução do objeto (a realização do evento), a Petrobras, a CEF, o BNDES e o Banco do Brasil, se comprometem a realizar, cada uma delas, o repasse de até R$ 18.500.000,00 (dezoito milhões e quinhentos mil reais) em favor da OEI, totalizando o montante de até 74.000.000,00 (setenta e quatro milhões de reais)”, diz um trecho do acordo.

O conjunto de documentos obtidos pelo Estadão inclui um orçamento preliminar com a previsão de gastos dos R$ 74 milhões a serem doados por BNDES, Caixa, BB e Petrobras. Só com o “Janjapalooza” estavam previstos gastos de R$ 28,3 milhões. Outros R$ 27,2 milhões seriam gastos com a cúpula do G-20 Social, uma reunião de movimentos sociais realizada pouco antes do evento principal.

A reunião de chefes de Estado, razão de ser do encontro no Rio, custaria menos da metade dos outros dois eventos: cerca de R$ 13 milhões.

Os documentos detalham o orçamento do “Janjapalooza”: o gasto descrito como “jurídico / administrativo” soma R$ 543 mil, bem mais que as passagens aéreas (R$ 248 mil) e as hospedagens dos convidados (R$ 188 mil). Os maiores gastos orçados são com “cenografia / infraestruturas” (R$ 7,9 milhões), e com “locação de equipamentos” (R$5,1 milhões).

Há ainda a cobrança de uma “taxa de administração” da OEI de 8% sobre o valor pago pelas empresas estatais. Segundo a estimativa, o festival em si – G-20 Social, o festival de música e a cúpula de líderes – custariam R$ 68,5 milhões. Já a taxa de administração da OEI poderia chegar a até R$ 5,4 milhões, totalizando os R$ 74 milhões a serem doados por Caixa, Banco do Brasil, BNDES e Petrobras.

Trecho do orçamento preliminar apresentado pela OEI para o G-20. A primeira coluna diz respeito à reunião do G-20 Social; a segunda, ao festival 'Janjapalooza', e a última, à reunião de chefes de Estado

Trecho do orçamento preliminar apresentado pela OEI para o G-20. A primeira coluna diz respeito à reunião do G-20 Social; a segunda, ao festival ‘Janjapalooza’, e a última, à reunião de chefes de Estado Foto: SIC BNDES / Reprodução

Em outro trecho do documento há uma “conciliação de contas parcial”. Neste documento, as informações sobre o “Janjapalooza” estão em branco. Questionado pelo Estadão, o Serviço de Informações ao Cidadão (SIC) do BNDES informou que os dados estão em branco porque não teria havido emprego de recursos no festival. Já a estatal Itaipu destinou dinheiro para o evento cultural paralelo à reunião de cúpula.

Tanto no caso do G-20 Social quanto da reunião de líderes, os valores da prestação de contas parcial ficaram próximos do orçamento inicial. Neste novo documento, o G-20 Social aparece com custos previstos de R$ 29,6 milhões, e total “liquidado/pago” de R$ 26,8 milhões (pouco menos que os R$ 27,2 milhões do orçamento inicial). Já a cúpula de líderes saiu de R$ 13 milhões na previsão inicial para R$ 11,6 milhões efetivamente pagos.

Em novembro, o Estadão trouxe as primeiras informações sobre o patrocínio das estatais para o “Janjapalooza” e o G-20 – à época, BNDES, Banco do Brasil e Caixa Econômica se recusaram a informar quanto tinham aportado para o evento. O assunto virou alvo de congressistas de oposição, e o Tribunal de Contas da União (TCU) abriu investigação com base em pedidos dos deputados federais Sanderson (PL-RS) e Gustavo Gayer (PL-GO).

Prestação de contas parcial do evento G-20. A coluna do meio, sobre o 'Janjapalooza', está vazia

Prestação de contas parcial do evento G-20. A coluna do meio, sobre o ‘Janjapalooza’, está vazia Foto: SIC BNDES / Reprodução

À época, o Ministério da Cultura disse que os artistas que se apresentaram no evento receberam cachês simbólicos e que os gastos seriam divulgados posteriormente – sem dar prazo. O evento se estendeu por três dias e recebeu dezenas de artistas de renome nacional, como Alceu Valença, Zeca Pagodinho e Ney Matogrosso. A entrada foi gratuita.

Durante a reunião do G-20, a primeira-dama Janja Lula da Silva se irritou com uma pessoa da plateia que usou o termo “Janjapalooza”. “Não, filha. É Aliança Global contra a Fome a Pobreza. Vamos ver se consegue entender a mensagem, tá?”, disse ela.

O que dizem o governo e as estatais

Ao Estadão, o BNDES, o Banco do Brasil, a Caixa e a Petrobras disseram que o pagamento à OEI se justifica pela importância do evento. Com exceção da Petrobras, as outras empresas não disseram se pagaram o valor cheio de R$ 18,5 milhões, ou menos que isso. Já a Secom da Presidência da República disse que o evento foi feito de acordo com o decreto de 2024 que regulamenta este tipo de parceria internacional, e que os custos ainda estão em apuração.

Como mostrou o Estadão, a Petrobras disse, em novembro, ter pago o valor completo, de R$ 18,5 milhões. Agora, em nova nota ao jornal, a estatal disse que o pagamento se limitou à quantia de R$ 12,95 milhões. “O acordo previa aportes de até R$18,5 milhões por parte da companhia, tendo sido realizado o desembolso de R$12,95 milhões para execução das atividades previstas, não havendo mais aporte a realizar”, disse a Petrobras, em nota.

“De acordo com a prestação de contas parcial apresentada pela OEI, o montante de R$12,95 milhões foi integralmente destinado à Cúpula de Líderes e à Cúpula Social. Não houve emprego de recursos das cooperantes na execução do Festival da Aliança Global Contra a Fome e a Pobreza”, disse a Petrobras. “A participação no Acordo de Cooperação Internacional se deu por afinidades entre a companhia e temas centrais tratados no G-20, como a construção de um planeta mais sustentável”, afirmou a estatal.

A Secom da Presidência da República disse que o acordo com a OEI seguiu o previsto na legislação. “Cabe destacar que como prevê o Acordo de Cooperação Técnica entre as estatais, a prestação de contas tem prazo de 90 dias contados do final das atividades, tendo essas empresas 60 dias para realizar a análise da prestação de contas. Portanto, as informações sobre os custos destinados ao G-20 estão em fase de consolidação, não tendo ainda o total global”, disse a Secom.

Em nota, o BNDES afirmou que o acordo vedava o uso de verbas do banco para o pagamento de cachês. “Alinhado à missão e à estratégia do BNDES, o termo de cooperação contribuiu para a promoção de novos negócios e para a captação de R$ 25,3 bilhões em investimentos para o Brasil (por meio de acordos com CDB, AIIB, CAF e AFD), além de novos compromissos e doações para o Fundo Amazônia”, disse a estatal, em nota.

“Os gastos com recursos do BNDES estão em fase de contabilização final pela OEI, e serão auditados por empresa independente. As informações completas sobre a execução financeira serão publicadas em plataformas de transparência pública, bem como prestadas aos órgãos de controle, após finalização da fase de prestação de contas e auditoria externa”, disse o BNDES.

O Banco do Brasil justificou o pagamento pela “relevância, ineditismo e alcance global do projeto”. “O acordo do BB com a OEI tinha por objeto a cooperação para a preparação, organização e realização de eventos e atividades relacionadas ao G-20. O valor final ainda será calculado, considerando as comprovações a serem apresentadas pela entidade”, disse o banco.

“Durante o G-20, o Banco do Brasil firmou acordos que somam até R$ 4 bilhões em investimentos sustentáveis e participou ativamente das discussões em diferentes temas relacionados ao G-20. A partir da sua expertise, o BB e outras empresas públicas entregaram uma carta com propostas para os chefes de estado que compõem o G-20. No documento, as empresas apresentam 32 contribuições relacionadas à transição energética, à reforma da governança global e ao combate à pobreza e à fome, dentre outras”, disse a empresa.

Por meio da assessoria de imprensa, a Caixa disse que os gastos com o evento ainda estão sendo calculados. “O valor final de desembolso será calculado considerando as prestações de contas apresentadas pela OEI”, disse a CEF, em nota.

“Para a CAIXA, a participação no Acordo de Cooperação Internacional foi uma oportunidade de reforçar seu papel como agente de desenvolvimento socioeconômico no Brasil, além de se posicionar como líder em práticas de desenvolvimento inclusivo, promover o intercâmbio de conhecimentos e fortalecer parcerias com atores globais”, disse a empresa.

Estadão

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ALPB

Eleito deputado, Fábio Lopes rasga cartazes contra Flávio Bolsonaro na UFPB, em João Pessoa

Fábio Lopes, Deputado, UFPB, Cartazes
Foto: reprodução/Instagram

Eleito deputado estadual pelo PL, Fábio Lopes foi filmado rasgando cartazes contra o candidato a presidente Flávio Bolsonaro (PL) dentro do campus da Universidade Federal da Paraíba (UFPB) em João Pessoa. O fato aconteceu nessa quinta-feira (8).

Em vídeo postado pelo próprio deputado, ele relata que a fixação de cartazes dentro da instituição configura um “abuso de poder econômico e político”.

No entanto, os estudantes se defendem e alegam que foram eles quem confeccionaram os cartazes utilizando dinheiro próprio e de doações e não da instituição.

O deputado relatou que vai fazer uma denúncia ao Ministério Público Eleitoral (MPE).

“Recebi várias denúncias de que está acontecendo aqui, em período eleitoral, abuso de poder econômico e político. Estão fazendo imagem negativa e fazendo fake News, o que é proibido no período eleitoral. Vamos tomar todas as medidas possíveis. Estamos fazendo denúncia formal ao Ministério Público Eleitoral. A reitora já devia ter tomado uma atitude”, afirmou o deputado.

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Brasil

Mensagens de Luchsinger apontam articulação para captar recursos para filme sobre Lula em governos do PT

Mensagem de Roberta Luchsinger sobre filme de LulaImagem: Reprodução

Mensagem de Roberta Luchsinger sobre filme de Lula

Mensagens trocadas em 2024 pela lobista Roberta Luchsinger indicam que empresários buscavam captar recursos em governos estaduais do PT para financiar um documentário do cineasta Oliver Stone sobre o presidente Luiz Inácio Lula da Silva (PT). As informações são da coluna da jornalista Andreza Matais, do Metrópoles.

Em uma conversa com Gustavo Gaspar, ex-assessor do senador Weverton Rocha (PDT-MA), Luchsinger afirmou que o empresário Marcelo Bittencourt e um homem identificado como Zé procuravam apoio financeiro para o projeto. Na mensagem, ela também disse que Lula desaprovava o uso de seu nome na captação.

“Amor, seguinte … o Fábio (Luís Lula da Silva, o Lulinha) tava agora falando comigo q o Marcelo (Bittencourt, empresário amigo de Roberta) junto do Zé tá indo em todos os estados onde o PT governa pra captar dinheiro pro filme do Oliver Stone …”, diz ela na mensagem.

Em outra conversa, acrescentou: “O pai do Fábio (o presidente Lula) achou o filme uma bosta, falou pra eu assistir e depois ir lá falar com ele. Mas q estão captando mto dinheiro usando o nome do presidente. Ele odeia isso. Bom, coisas de Zé .::”, diz o texto.

Mensagem de Roberta Luchsinger sobre filme de Lula

Mensagem de Roberta Luchsinger sobre filme de Lula

Em março de 2024, Luchsinger pediu a Bittencourt material sobre o documentário para sondar a possibilidade de apoio do governo do Maranhão. O empresário enviou informações sobre cotas de patrocínio que ofereciam convites para eventos de lançamento no Brasil e no Festival de Cannes, na França, além da possibilidade de inclusão da marca do apoiador no filme.

Meses depois, em conversa com o então embaixador do Brasil na Espanha, Orlando Leite Ribeiro, a lobista afirmou que Bittencourt havia financiado o documentário e elogiou o empresário e sua esposa.

As mensagens também indicam que Fábio Luís Lula da Silva, o Lulinha, participou de conversas sobre a produção. Em um grupo de WhatsApp, ele mencionou sua relação com o cineasta e afirmou ter feito a ponte com o escritor Fernando Morais, biógrafo de Lula e consultor do documentário.

O caso ganhou repercussão nesta sexta-feira (9), após a revista Veja divulgar um áudio atribuído ao ex-banqueiro Daniel Vorcaro, do Banco Master, sobre o financiamento do filme. Segundo a publicação, o pagamento teria sido realizado por meio do Instituto Lula.

Luchsinger passou a ser investigada no contexto das apurações sobre a chamada “Farra do INSS”, esquema de descontos ilegais em aposentadorias. Ela é apontada como ligada ao lobista Antônio Carlos Camilo Antunes, conhecido como Careca do INSS, um dos principais investigados.

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Judiciário

TJPB realiza eleição para definir nova Mesa Diretora (2027/2028) na quarta-feira

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O Tribunal de Justiça da Paraíba (TJPB) realiza, no dia 14 (quarta-feira), a partir das 8h30, a eleição da nova Mesa Diretora para o biênio 2027/2028. Serão escolhidos os ocupantes dos cargos de presidente, vice-presidente e corregedor-geral de Justiça. Na mesma sessão, também serão eleitos o novo diretor da Escola Superior da Magistratura da Paraíba (Esma-PB) e o Ouvidor-Geral.

A eleição ocorrerá durante a 5ª sessão extraordinária administrativa do Tribunal Pleno, que será conduzida pelo presidente do TJPB, desembargador Fred Coutinho.

Para os cargos da Mesa Diretora, estão inscritos os desembargadores José Ricardo Porto (presidente), Aluízio Bezerra Filho (vice-presidente) e Oswaldo Trigueiro do Valle Filho (corregedor-geral de Justiça).

Já para o cargo de diretor da Esma-PB, os desembargadores inscritos são Wolfram da Cunha Ramos, Maria de Fátima Moraes Bezerra Cavalcanti Maranhão, Leandro dos Santos e Onaldo Rocha de Queiroga. Na eleição para a Ouvidoria-Geral estão inscritos os desembargadores Carlos Eduardo Leite Lisboa, Wolfram Ramos, Onaldo Queiroga e Márcio Murilo da Cunha Ramos.

Durante a sessão extraordinária, o Tribunal Pleno também realizará a eleição para o preenchimento de seis vagas do Órgão Especial. Apresentaram inscrição os desembargadores Leandro dos Santos, Ricardo Vital de Almeida, Carlos Martins Beltrão Filho, Horácio Ferreira de Melo Júnior, Onaldo Queiroga, Carlos Eduardo, Túlia Gomes de Souza Neves, Agamenilde Dias Arruda Vieira Dantas, Francisco Seráphico, Wolfram Ramos e Fred Coutinho.

Também serão eleitos três membros titulares e três suplentes do Conselho da Magistratura, conforme estabelece o artigo 7º, § 1º, do Regimento Interno do Tribunal de Justiça da Paraíba.

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Brasil

PF: Vorcaro não falou em depoimento sobre R$ 30 milhões a filme de Lula

Em carta a Dino, associação de cemitérios nega vínculo da Cortel com Master

A Polícia Federal (PF) publicou uma nota de esclarecimento nesta sexta-feira (9/10), rebatendo a reportagem intitulada “Vorcaro conta que liberou dinheiro para filme sobre Lula por negócios no governo”, publicada pela revista Veja. Segundo a corporação, o banqueiro Daniel Vorcaro (foto em destaque) não prestou depoimento com o teor relatado na matéria, tampouco entregou à instituição anexos, documentos ou informações com o conteúdo descrito.

De acordo com a reportagem, o dono do banco Master teria liberado R$ 30 milhões para um documentário sobre o presidente Luiz Inácio Lula da Silva (PT). Em troca, ele diz que teria acesso aos cofres dos fundos de pensão de servidores federais.

A PF também afirmou que recebeu uma notícia crime com pedido de providências urgentes para apuração de fatos relacionadas à publicação mencionada.

“O expediente foi encaminhado à área técnica para adoção das providências de polícia judiciária”, informou a corporação em nota.

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Paraíba

Foragido há 23 anos, condenado por tentativa de homicídio no DF é preso em Campina Grande

Divulgação

Um homem de 55 anos, condenado a 12 anos de prisão por tentativa de homicídio no Distrito Federal, foi preso na quinta-feira (8), no bairro da Liberdade, em Campina Grande. Ele estava foragido desde 2003.

Segundo a Polícia Civil, o crime ocorreu em 2001, após uma discussão com a então companheira. O homem comprou uma faca peixeira e golpeou a mulher, mas a ação foi interrompida por familiares. A vítima foi socorrida e hospitalizada.

Após fugir, ele teve a prisão preventiva decretada em abril de 2003. O mandado de prisão definitiva foi expedido na terça-feira (6), pela Justiça do Distrito Federal.

Após os procedimentos legais e a audiência de custódia, ele deverá ser encaminhado ao sistema prisional, onde ficará à disposição da Justiça.

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Sem categoria

Lula diz que Hugo Motta ajudará em sua reeleição após encontro no Alvorada

Crédito: Marcelo Camargo/Agência Brasil

O presidente Luiz Inácio Lula da Silva (PT) afirmou que Hugo Motta (Republicanos-PB), presidente da Câmara dos Deputados, o “ajudará a ganhar as eleições”. A declaração foi feita após uma reunião no Palácio da Alvorada, em meio à busca do PT por apoios individuais no segundo turno.

O encontro também contou com a participação do deputado federal Aguinaldo Ribeiro (PP-PB), aliado de Lula na Paraíba. Apesar disso, os partidos dos dois parlamentares anunciaram apoio a Flávio Bolsonaro (PL).

A articulação do PT busca conquistar apoio de lideranças que divergem das decisões nacionais de seus partidos, principalmente no Nordeste. Até o momento, não houve manifestação de Motta sobre um possível apoio à reeleição de Lula.

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Política

ATLAS/BLOOMBERG: governo é ruim/péssimo para 51,9%. Desaprovação de Lula chega a 53,4%

Foto: Ricardo Stuckert

Pesquisa AtlasIntel/Bloomberg divulgada nesta sexta-feira (9) mostra que a maioria dos entrevistados desaprova a atual gestão do presidente Luiz Inácio Lula da Silva (PT).

Questionados se aprovam ou não o desempenho de Lula, 53,4% responderam que desaprovam, enquanto 44,7% disseram que aprovam. Outros 1,9% não soube responder.

A pesquisa também perguntou como os entrevistados avaliavam o governo do presidente Lula. Para 51,9%, a atual gestão é ruim ou péssima, enquanto 36,9% acham o oposto: ótima ou boa. Outros 11,2% avaliam como regular.

Metodologia

A pesquisa AtlasIntel/Bloomberg entrevistou 5.026 eleitores, entre os dias 3 e 8 de outubro, por meio de recrutamento digital aleatório. A margem de erro do levantamento é de 1 ponto percentual, para mais ou para menos, com intervalo de confiança de 95%.

A pesquisa foi realizada com recursos do próprio instituto e está registrada no TSE (Tribunal Superior Eleitoral) sob o protocolo BR-03663/2026.

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Política

PESQUISA ATLAS/BLOOMBERG: Flávio Bolsonaro tem 52,8%, e Lula 47,2% em votos válidos

Estadão Conteúdo/ Ricardo Stuckert / PR

A pesquisa AtlasIntel/Bloomberg, divulgada nesta sexta-feira (9), mostra o senador Flávio Bolsonaro (PL) à frente do presidente Luiz Inácio Lula da Silva (PT) em uma simulação de segundo turno, com 52,8% dos votos válidos, contra 47,2% de Lula.

No primeiro turno, com 100% das urnas apuradas, Flávio recebeu 47,03% dos votos (56,1 milhões), enquanto Lula teve 45,16% (53,8 milhões). O segundo turno será realizado em 25 de outubro.

O que são votos válidos?

Votos válidos são aqueles dados diretamente a um candidato ou, nas eleições proporcionais, a uma legenda partidária. Votos em branco e nulos não entram no cálculo que define os vencedores.

Isso significa que a porcentagem apresentada na apuração não considera necessariamente todas as pessoas que compareceram às urnas. Ela é calculada apenas sobre os votos válidos.

Metodologia

A pesquisa AtlasIntel/Bloomberg entrevistou 5.026 eleitores, entre os dias 3 e 8 de outubro, por meio de recrutamento digital aleatório. A margem de erro do levantamento é de 1 ponto percentual, para mais ou para menos, com intervalo de confiança de 95%.

A pesquisa foi realizada com recursos do próprio instituto e está registrada no TSE (Tribunal Superior Eleitoral) sob o protocolo BR-03663/2026.

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Política

Flávio Bolsonaro diz que nenhum parente seu vai ser candidato à Presidência em 2030

Reprodução/YouTube @flaviobolsonaro

O senador e candidato à Presidência da República, Flávio Bolsonaro (PL), afirmou que nenhum parente poderá disputar a Presidência em 2030 caso ele seja eleito neste ano. A declaração foi uma resposta ao presidente nacional do PL, Valdemar Costa Neto, que disse que Jair Bolsonaro poderia concorrer novamente.

“Houve uma fala aí também desencaixada que o Bolsonaro poderia ser candidato em 2030”, disse Flávio. “Se eu for presidente da República, em 2030 nenhum parente meu poderá ser candidato.”

Flávio também defende uma Proposta de Emenda à Constituição (PEC) para acabar com a reeleição presidencial. Apresentada no Senado em março, a proposta prevê que a mudança valha a partir de um eventual mandato iniciado em 2027. O texto ainda precisa ser analisado pelo Congresso.

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Paraíba

Márcio Lira, presidente do Avante Brasil na Paraíba, é preso suspeito de agredir mulher em SP

Reprodução

O presidente do Avante Brasil da Paraíba, Márcio Lira, foi preso na noite desta quinta-feira (8), em São Paulo.

Segundo informações preliminares, ele é acusado de agredir uma mulher. Com ele, a polícia apreendeu uma arma e uma quantia em dinheiro. A ocorrência está em andamento.

Márcio foi detido e levado para o 101º DP, no Jardim das Imbuias, região do Grajaú, na Zona Sul de São Paulo.

Até a publicação desta reportagem, a ocorrência ainda estava em andamento. Não havia informações detalhadas sobre as circunstâncias da suposta agressão nem sobre eventuais medidas adotadas pela polícia.

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