
A ex-presidente Dilma Rousseff (2011-2016) aumentou os gastos públicos no ano em que disputou a reeleição, utilizando mecanismos para tentar encobrir esse aumento de despesas, a chamada contabilidade criativa.
Tais políticas, que tinham como objetivo esconder a deterioração de alguns indicadores fiscais, foram revertidas no governo Michel Temer (2016-2018). A gestão Lula 3, por sua vez, optou por aumentar despesas e empurrar os desequilíbrios fiscais para o futuro.
Essa é uma das conclusões de um trabalho assinado pelos economistas Alexandre Manoel, Marcos Lisboa, Marcos Mendes e Samuel Pessôa -os três últimos, colunistas da Folha de S.Paulo- publicado no blog do FGV Ibre (Instituto Brasileiro de Economia da Fundação Getulio Vargas).
No caso da ex-presidente, houve também “expressiva intervenção” no câmbio no ano de 2014, fato que não ocorreu em 2022, quando o Banco Central já havia conquistado independência.
Segundo o estudo, os gastos eleitorais representaram 0,2% do PIB (Produto Interno Bruto) no último ano do governo Bolsonaro (2022) e 3,1% do PIB ao final do primeiro mandato de Dilma.
A petista se reelegeu em 2014 com 51,6% dos votos válidos, mas perdeu o cargo em 2016, após processo de impeachment motivado justamente por questões relacionadas à gestão das contas públicas. Bolsonaro foi o primeiro e único presidente a perder uma reeleição no Brasil.
Folhapress


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